{"id":8824,"date":"2023-11-22T21:26:31","date_gmt":"2023-11-23T00:26:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=8824"},"modified":"2023-11-22T21:26:39","modified_gmt":"2023-11-23T00:26:39","slug":"escandalo-bradam-os-argentinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2023\/11\/22\/escandalo-bradam-os-argentinos\/","title":{"rendered":"&#8220;ESC\u00c2NDALO&#8221;, BRADAM OS ARGENTINOS"},"content":{"rendered":"<p>Carlos Gonz\u00e1lez &#8211; jornalista<\/p>\n<p>\u201cEsc\u00e2ndalo\u201d foi o termo mais usado pela imprensa argentina para qualificar as agress\u00f5es sofridas por torcedores do pa\u00eds vizinho nas arquibancadas do Maracan\u00e3. Claro, a Pol\u00edcia Militar do Rio de Janeiro executou as a\u00e7\u00f5es violentas, mas quem foi o respons\u00e1vel por n\u00e3o separar as torcidas, como \u00e9 normal em jogos onde a rivalidade tem a maior relev\u00e2ncia. H\u00e1 casos de partidas com torcida \u00fanica, como os Ba-Vi em Salvador.<\/p>\n<p>O que mais causou indigna\u00e7\u00e3o dos argentinos foi observar nitidamente pela televis\u00e3o que os policiais brandiam os enormes cassetetes contra uma minoria, quando os incidentes entre as duas torcidas, com ampla vantagem num\u00e9rica de brasileiros, era generalizada. Alguns argentinos tiraram as camisas para n\u00e3o serem identificados, enquanto outros sangravam no rosto e na cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cIsso sempre acontece no Brasil\u201d, exclamou Lionel Messi ao observar as cenas de selvageria. Liderando seus companheiros de sele\u00e7\u00e3o partiu em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s arquibancadas, numa tentativa de ajudar seus compatriotas. O goleiro Martinez chegou a arrancar o cassetete das m\u00e3os de um policial.<\/p>\n<p>A atitude de Messi, que chegou a colocar em d\u00favida a realiza\u00e7\u00e3o da partida, surpreendeu a todos, porque o melhor jogador do mundo, eleito pela FIFA, revelou em toda sua carreira um comportamento passivo, nunca se envolvendo em confus\u00f5es dentro do campo. Em sua \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o em solo brasileiro Messi admitiu que n\u00e3o jogou bem, \u201cporque estava mais preocupado com a seguran\u00e7a dos \u201chinchas\u201d nas arquibancadas\u201d.<\/p>\n<p>Rodrigo Paiva, eterno assessor de imprensa da CBF, questionado sobre a aus\u00eancia de divis\u00e3o de torcida, explicou que o \u201co mando de campo \u00e9 nosso, mas a organiza\u00e7\u00e3o do jogo \u00e9 de responsabilidade do Cons\u00f3rcio Maracan\u00e3\u201d. Acrescentou que \u201ca CBF n\u00e3o \u00e9 pol\u00edcia para definir a estrutura de isolamento\u201d.<\/p>\n<p>Vamos acabar com essa fal\u00e1cia de apontar argentinos e uruguaios como catimbeiros e violentos. No jogo de ontem, o Brasil cometeu 26 faltas, muitas violentas (o uso do cotovelo no rosto do advers\u00e1rio virou uma pr\u00e1tica comum entre nossos jogadores); a Argentina, 16. Os brasileiros receberam dois cart\u00f5es amarelos e um vermelho (jornalistas patriotas n\u00e3o viram o tapa desferido pelo desconhecido Joelinton no rosto de De Paul).<\/p>\n<p>Recentemente, Argentina e Uruguai (a rivalidade entre os dois pa\u00edses \u00e9 muito grande) se enfrentaram pelas Eliminat\u00f3rias no \u201cal\u00e7ap\u00e3o\u201d da Bombonera, em Buenos Aires. Assistida por mais de 70 mil torcedores, a partida terminou em paz, com vit\u00f3ria da sele\u00e7\u00e3o visitante.<\/p>\n<p>Tr\u00eas derrotas consecutivas e o primeiro rev\u00e9s em eliminat\u00f3rias no Maracan\u00e3. \u00c9 preciso reconhecer que j\u00e1 n\u00e3o temos o melhor futebol do mundo; ca\u00edmos ao n\u00edvel de colombianos e equatorianos; praticamos um futebol cheio de faltas e atitudes antiesportivas, como a irritante &#8220;cera&#8221;; nossa sele\u00e7\u00e3o tem 90% de &#8220;estrangeiros&#8221;, desconhecidos para o torcedor; a Europa est\u00e1 mil anos-luz na nossa frente.<\/p>\n<p>Durante os 25 minutos que a sele\u00e7\u00e3o da Argentina permaneceu no vesti\u00e1rio do Maracan\u00e3, determinada a n\u00e3o jogar, o dirigente que mais se movimentou no est\u00e1dio, com o objetivo de reverter aquela situa\u00e7\u00e3o, foi Claudio Tapia, presidente da AFA (Associa\u00e7\u00e3o de Futebol da Argentina). A presen\u00e7a do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues n\u00e3o foi notada.<\/p>\n<p>Segundo os cr\u00edticos de Ednaldo na imprensa do Rio e de S\u00e3o Paulo, que o discriminam por ser nordestino, o ex-jogador da v\u00e1rzea de Vit\u00f3ria da Conquista estaria evitando \u201cbater de frente\u201d com os dois metros do seu colega argentino. \u201cUma vergonha! Ednaldo se acha o rei do futebol. Deveria deixar o cargo&#8230;\u201d, bradou Galv\u00e3o Bueno.<\/p>\n<p>Para outros, Ednaldo ainda estaria em Salvador festejando o t\u00edtulo do seu time, o Vit\u00f3ria, campe\u00e3o da s\u00e9rie B de 2023. Coincid\u00eancia ou n\u00e3o, durante os 16 anos como presidente da FBF (Federa\u00e7\u00e3o Baiana de Futebol), o dirigente avalizou 12 dos 29 t\u00edtulos de campe\u00e3o baiano conquistados pelo clube rubro-negro em 124 anos de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Gonz\u00e1lez &#8211; jornalista \u201cEsc\u00e2ndalo\u201d foi o termo mais usado pela imprensa argentina para qualificar as agress\u00f5es sofridas por torcedores do pa\u00eds vizinho nas arquibancadas do Maracan\u00e3. 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