{"id":8774,"date":"2023-11-10T01:05:27","date_gmt":"2023-11-10T04:05:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=8774"},"modified":"2023-11-10T01:05:36","modified_gmt":"2023-11-10T04:05:36","slug":"o-exterminio-da-palestina-e-o-nazi-sionismo-no-estado-de-israel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2023\/11\/10\/o-exterminio-da-palestina-e-o-nazi-sionismo-no-estado-de-israel\/","title":{"rendered":"O EXTERM\u00cdNIO DA PALESTINA E O NAZI-SIONISMO NO ESTADO DE ISRAEL"},"content":{"rendered":"<p>Em nome do holocausto praticado por Hitler (1939-1945), o mundo vem assistindo estarrecido um verdadeiro exterm\u00ednio dos palestinos na Faixa de Gaza por um governo nazi-sionista de extrema direita judaica que se estabeleceu em Israel, transformando a pequena regi\u00e3o mais densa em popula\u00e7\u00e3o do mundo num cemit\u00e9rio de crian\u00e7as. \u00c9 uma das maiores cat\u00e1strofes humanit\u00e1ria j\u00e1 vista nos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<p>Todo esse terror e barb\u00e1rie, iniciado a partir de sete de outubro com o ataque do Hamas, conta com o benepl\u00e1cito apoio dos Estados Unidos, da ONU (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas), que perdeu sua voz, for\u00e7a e poder, e de grande parte do ocidente europeu. A palestina tornou-se uma zona de carnificina humana que a hist\u00f3ria est\u00e1 registrando. Os maiores culpados s\u00e3o aqueles que n\u00e3o criaram o Estado da Palestina, em 1948, ao lado de Israel.<\/p>\n<p>H\u00e1 75 anos, quando foi institu\u00eddo o Estado de Israel (o territ\u00f3rio estava sob dom\u00ednio da Inglaterra) pela ONU, logo ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, depois da ocupa\u00e7\u00e3o dos judeus numa guerra de terrorismo, os palestinos foram empurrados para a Faixa de Gaza, sem autonomia e, de l\u00e1 para c\u00e1, v\u00eam sendo perseguidos e massacrados impiedosamente pelo ex\u00e9rcito israelita.<\/p>\n<p>Os primeiros humanos chegaram \u00e0 regi\u00e3o por volta de seis mil anos atr\u00e1s. H\u00e1 cinco mil anos, os primeiros assentamentos foram estabelecidos no local, e em torno de 1.400 a.C. durante o dom\u00ednio eg\u00edpcio do Levante (Fortaleza do Egito), a cidade se tornaria na atual Gaza que come\u00e7ou a se desenvolver.<\/p>\n<p>Com o fim do dom\u00ednio eg\u00edpcio, em 1.200 a.C., Gaza foi conquistada pelos filisteus, a Filisteia. Logo depois foi tomada pelos israelitas, pelos ass\u00edrios, babil\u00f4nicos, persas, gregos e romanos. Em 70 a. C., os romanos fizeram um dos piores massacres da sua hist\u00f3ria nesse territ\u00f3rio, talvez o mais cruel pelo general Tib\u00e9rio, um dos mais aterrorizantes de todas as guerras onde os mortos eram comidos pelos abutres e a cidade foi toda cercada. Conta que com fome, fam\u00edlias e m\u00e3es sacrificavam as crian\u00e7as para se alimentarem.<\/p>\n<p>Com a divis\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano, no s\u00e9culo IV, Gaza passou a fazer parte do Imp\u00e9rio Bizantino. A cidade foi convertida ao cristianismo e conseguiu prosperar. No s\u00e9culo VII, a regi\u00e3o foi conquistada pelos \u00e1rabes. Sob o controle dos califados, tempos depois, Gaza foi atacada pelos Cruzados e mong\u00f3is. Esteve tamb\u00e9m nas m\u00e3os dos ai\u00fabidas e mamelucos.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIV, gaza experimentou seu \u00faltimo per\u00edodo de prosperidade. Ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial, os ingleses se apropriaram do territ\u00f3rio. Um ano depois do Estado de Israel, em 1949, a Faixa de Gaza foi estabelecida e se tornou palco de conflitos que ocorrem at\u00e9 os dias atuais. Os judeus invadiram a regi\u00e3o na Guerra de 1967 (Guerra dos Seis Dias), instalaram col\u00f4nias, impuseram pelas armas seu poderio opressivo e constru\u00edram um muro de separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se hoje fosse um pa\u00eds, com 365 quil\u00f4metros quadrados, seria o terceiro mais populoso do planeta, com cerca de 2 milh\u00f5es e 400 mil habitantes. Com esta brutal invas\u00e3o dos judeus, os n\u00fameros (nem sempre s\u00e3o precisos) os bombardeios na Faixa de Gaza j\u00e1 mataram cerca de 11 mil palestinos, mas pode ser bem maior. As maiores v\u00edtimas s\u00e3o as crian\u00e7as, cuja maioria vive em campos de concentra\u00e7\u00e3o com seus pais, como na \u00e9poca do nazismo.<\/p>\n<p>\u00c9 muito ir\u00f4nico os judeus hoje falarem em paz e justi\u00e7a e que n\u00e3o toleram discrimina\u00e7\u00e3o e preconceitos quando, ao mesmo tempo, jogam bombas contra os palestinos, dizendo que o alvo tem sido somente o Hamas. Fazem suas propagandas de v\u00edtimas declarando que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds acolhedor.<\/p>\n<p>Li um texto do fil\u00f3sofo Peter P\u00e1l Pelbart onde ele diz ser judeu h\u00fangaro e que por sorte n\u00e3o vive na Hungria e nem Israel, acrescentando ter renunciado o passaporte de cidadania de ambos. Peter descreve ainda a escalada xen\u00f3foba e fundamentalista de Israel ao longo dos \u00faltimos anos, e que nada parece mais abjeto do que o fascismo.<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo condena os 55 anos de dom\u00ednio sobre os palestinos e que o \u201cBibi\u201d exerce um papel de carrasco que se diz herdeiro das v\u00edtimas do nazismo. A viol\u00eancia praticada contra os palestinos, em sua vis\u00e3o, se naturalizou para o Estado de Israel.<\/p>\n<p>O h\u00fangaro faz um relato amplo sobre o triste passado do nazismo quando judeus, judias, ciganos, artistas e intelectuais foram v\u00edtimas do genoc\u00eddio de Hitler e lamenta o ocorrido, mas afirma ser uma pena que esses fatos estejam reaparecendo atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas semelhantes por um governo extremista de Israel.<\/p>\n<p>Peter P\u00e1l faz um hist\u00f3rico sobre o judeu errante, uma figura vista como negativa de estrangeiro infiel traidor, cujo objetivo era corromper a cultura, sempre suspeito de um compl\u00f4, que representava um perigo para a civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. Tem tamb\u00e9m segundo ele, o chamado n\u00f4made que n\u00e3o carece de terra e vive nas margens do imp\u00e9rio, do deserto e no ex\u00edlio. Este subverte os c\u00f3digos.<\/p>\n<p>Ele fala dos primeiros judeus que chegaram ao Brasil na \u00e9poca colonial e, por motivos de persegui\u00e7\u00e3o da Inquisi\u00e7\u00e3o, tiveram que simular como crist\u00e3os novos. Cita que a primeira sinagoga no pa\u00eds foi constru\u00edda em Recife por judeus sefaraditas de origem portuguesa durante a invas\u00e3o holandesa, entre 1630 a 1654.<\/p>\n<p>Em sua longa narrativa sobre seu povo, aponta ainda a comunidade que aportou no Brasil no s\u00e9culo XX, vinda do Leste Europeu e que aqui criaram um grupo unido no Bairro Bom Retiro, em S\u00e3o Paulo, onde deixaram muitas obras beneficentes.<\/p>\n<p>No entanto, reconhece que o Estado Judeu de hoje com o primeiro ministro Bibi Nethanyan n\u00e3o \u00e9 mais uma terra prometida de paz e justi\u00e7a. Os judeus de hoje, em sua opini\u00e3o, se acham arrogantes, superiores, como se fossem os eleitos de Deus.<\/p>\n<p>Para Peter, houve uma grande guinada direitista que defende governos autorit\u00e1rios, diferente do judeu diasp\u00f3rico. Nessa linha, cita os grupos de extrema direita que se tornaram seguidores do governo passado numa clara refer\u00eancia ao ex-presidente Bolsonaro, com instinto perverso, colonialista que venera o Estado e a supremacia do ex\u00e9rcito.\u00a0 \u00a0Nisso, ressalta o efeito dos judeus brasileiros com o candidato do capit\u00e3o, com propagandas inspiradas no marqueteiro Goebbels que assessorou o nazista Hitler.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em nome do holocausto praticado por Hitler (1939-1945), o mundo vem assistindo estarrecido um verdadeiro exterm\u00ednio dos palestinos na Faixa de Gaza por um governo nazi-sionista de extrema direita judaica que se estabeleceu em Israel, transformando a pequena regi\u00e3o mais densa em popula\u00e7\u00e3o do mundo num cemit\u00e9rio de crian\u00e7as. \u00c9 uma das maiores cat\u00e1strofes humanit\u00e1ria [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8774"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8774"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8774\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8775,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8774\/revisions\/8775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}