{"id":86,"date":"2014-04-30T10:56:46","date_gmt":"2014-04-30T13:56:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=86"},"modified":"2014-04-30T11:09:16","modified_gmt":"2014-04-30T14:09:16","slug":"dia-da-caatinga-foi-esquecido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2014\/04\/30\/dia-da-caatinga-foi-esquecido\/","title":{"rendered":"DIA DA CAATINGA FOI ESQUECIDO"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-90\" alt=\"QUEIMADA NA CAATINGA\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/QUEIMADA-NA-CAATINGA-300x199.jpg\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/QUEIMADA-NA-CAATINGA-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/QUEIMADA-NA-CAATINGA.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O meu sert\u00e3o catingueiro, com esp\u00e9cies vegetais e animais exclusivos, \u00e9 bem diferente do cerrado e da mata. Ora est\u00e1 retorcido, cinzento, des\u00e9rtico e \u00e1rido, mas de repente fica florido e cheio de vida, de cores e encantos quando batem as chuvas. A\u00ed arrebenta o aroma da terra molhada para o plantio.<\/p>\n<p>O olhar dessa gente sertaneja \u00e9 uma mistura de lealdade humilhada, cismado, do\u00eddo, castigado, sofrido, resistente, bruto e pacato. Pode ser ex\u00f3tico matreiro tabar\u00e9u, mas n\u00e3o \u00e9 o mesmo olhar do mateiro do sul ou de outras plagas do litoral. Nesse sert\u00e3o, toda final de tarde ou\u00e7o o canto cadenciado do nambu, como igual n\u00e3o existe em lugar nenhum.<\/p>\n<p><!--more-->Para o sertanejo, a simplicidade \u00e9 a sua filosofia; a natureza sua arquitetura divina onde de tudo brota poesia; o peda\u00e7o de terra sua geografia; do barro faz-se a escultura; da seca sua prova de luta; e a chuva \u00e9 o seu show da vida. A caatinga \u00e9 mais fera e pantera que o deserto. Um tem caminho para o interior e o outro \u00e9 tortura. A caatinga tem o cordel e seu boi encantado.<\/p>\n<p>O sert\u00e3o da caatinga, das palmas e dos mandacarus, \u00e9 carregado de mist\u00e9rios, contos e lendas (algumas ainda vivas) dos coron\u00e9is, dos pistoleiros, jagun\u00e7os e vaqueiros bravos. Nesse descambado sem fim de espinhos de unhas-de-gato, tocas e malocas, rasgando serras e morros, o temido Lampi\u00e3o e sua tropa de coriscos conseguiam sair de seus labirintos e enganar as volantes.<\/p>\n<p>Os encourados cavaleiros lend\u00e1rios s\u00e3o os verdadeiros guerreiros legion\u00e1rios desse agreste in\u00f3spito, esquecido e supersticioso cheio de emboscadas e armadilhas. Eles partem para suas cruzadas sem nenhuma ben\u00e7\u00e3o do vig\u00e1rio-mor. S\u00e3o vaqueiros guardi\u00f5es das tradi\u00e7\u00f5es seculares de perseguir a r\u00eas at\u00e9 conduzi-la ao rebanho ou ao curral. A bravura n\u00e3o teme a morte. \u00c9 uma quest\u00e3o de honra.<\/p>\n<p>Em homenagem a esse ch\u00e3o, exclusivo do Brasil, e o mais degradado de todos, foi institu\u00eddo, por decreto presidencial, o 28 de abril como o \u201cDia Nacional da Caatinga\u201d, no intuito de preservar seu bioma, mas n\u00e3o \u00e9 isso que acontece. Seu folclore e suas comidas, feitas do milho e da mandioca, t\u00eam caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, mas quando a seca bate \u00e0 porta, o \u00eaxodo rouba sua magia e perde-se o encanto.<\/p>\n<p>\u00c9 assim a luta do sert\u00e3o catingueiro das prociss\u00f5es, dos paus-de-arara rumo a S\u00e3o Paulo, dos carros-pipa eleitoreiros, das cisternas, das barragens, aguadas, das cacimbas e po\u00e7os salobros erguidos para juntar um pouco de \u00e1gua, para enfrentar as estiagens. Os olhos marejam de dor e as l\u00e1grimas ficam presas nas gargantas. As crian\u00e7as choram de fome e os animais tombam ao ch\u00e3o, virando carca\u00e7as que se tornam postais da crueldade de um cen\u00e1rio desolador.<\/p>\n<p>Corta o cora\u00e7\u00e3o ver o sertanejo lacrimar quando sua safra se perde na sequid\u00e3o. Das trag\u00e9dias da natureza \u00e9 a que menos comove e sensibiliza as campanhas humanit\u00e1rias de solidariedade e de socorro \u00e0s suas v\u00edtimas. As enchentes e os desmoronamentos de terras no sul e sudeste do pa\u00eds ganham mais espa\u00e7o na m\u00eddia do que esta devasta\u00e7\u00e3o de morte mais penada e lenta.<\/p>\n<p>\u00c9 o sert\u00e3o do Assum Preto e da Asa Branca nas cantigas de lamento da terra do Luiz Gonzaga \u201cRei do Bai\u00e3o\u201d, e da \u201cTriste Partida\u201d, do poeta maior Patativa do Assar\u00e9, que continuam batendo suas eternas asas pelo mundo afora. \u00c9 o sert\u00e3o da sanfona \u201csankafa\u201d chamando para o arrasta-p\u00e9 do forr\u00f3. \u00c9 o sert\u00e3o sertanejo dos cabras valentes do \u201cPadim Ci\u00e7o\u201d e de Ant\u00f4nio Conselheiro. \u00c9 o sert\u00e3o da Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freire, dos guerreiros jagun\u00e7os, de Euclides da Cunha, de \u201cVidas Secas\u201d, de Graciliano Ramos, do \u201cAuto da Compadecida\u201d, de Ariano Suassuna e do \u201cO 13\u201d, de Raquel de Queiroz em suas hist\u00f3rias engra\u00e7adas e tristes. \u00c8 o sert\u00e3o bodeiro da \u201cCasa dos Carneiros\u201d na cantoria de Elomar. Foi cen\u00e1rio escaldante de \u201cdeus e o diabo na terra do sol\u201d e o \u201cdrag\u00e3o da maldade contra o santo guerreiro\u201d, de Glauber Rocha.<\/p>\n<p>Um dia, l\u00e1 pela grande estiagem de 1876 a 1879, um imperador chamado D. Pedro II disse que venderia todas as j\u00f3ias da coroa se fosse o bastante para acabar com a seca e o sofrimento do sertanejo. Veio a de 1953\/54 e h\u00e1 mais de 120 anos o meu sert\u00e3o arde \u00e1rido sem as j\u00f3ias e as riquezas do reino.<\/p>\n<p>Quando menino ouvia dos meus pais os causos, hist\u00f3rias e lendas de horror das secas desgra\u00e7adas desse meu sert\u00e3o. Falavam do terror das volantes e de Lampi\u00e3o matando com suas carabinas e sangrando gente na ponta dos punhais. A Coluna Prestes tamb\u00e9m cortou o meu sert\u00e3o com seu La\u00e7o H\u00fangaro nos cavalos das patas de fogo da justi\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c9 o sert\u00e3o do canga\u00e7o da canga, do jugo, do valent\u00e3o cangaceiro e dos trapos. \u00c9 o sert\u00e3o de C\u00e2mara Cascudo e da vegeta\u00e7\u00e3o raqu\u00edtica, rasteira e espinhenta. \u00c9 o sert\u00e3o cangacista que nasce dos conflitos familiares, das brigas pela posse da terra e dos casos de amores.<\/p>\n<p>Os tempos se passaram e o cen\u00e1rio pouco mudou. As planta\u00e7\u00f5es morrem nas paisagens cinzentas; as pessoas continuam dependentes das esmolas; e os rebanhos s\u00e3o tragados pela fome e pela sede. As promessas s\u00e3o as mesmas sa\u00eddas das l\u00ednguas afiadas pelo diabo. O sert\u00e3o n\u00e3o muda n\u00e3o. Ainda \u00e9 o sert\u00e3o da reza, da f\u00e9 e do \u201cDeus Dar\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>No meu sert\u00e3o onde o sol \u00e9 quente de torrar nas veredas e encruzilhadas do destino, a constru\u00e7\u00e3o de uma barragem dura at\u00e9 50 anos, desde a id\u00e9ia \u00e0 sua conclus\u00e3o. Muitos dos reservat\u00f3rios prometidos nem foram feitos porque os rios viraram riachos e os c\u00f3rregos definharam nas baixadas estorricadas. At\u00e9 seus rastros foram apagados das mem\u00f3rias dessa gente que tamb\u00e9m perde suas culturas populares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 \u00e2nsia de amealhar votos nem perenizaram nossos rios com as \u00e1guas do nosso maior irm\u00e3o \u201cS\u00e3o Francisco\u201d que, com suas lendas e hist\u00f3rias de caboclos, pescadores e negos d\u00b4\u00e1gua, corta extensa parte do nosso ch\u00e3o. Em sua margem degradada, o frei Capio fez greve de fome contra sua obra de transposi\u00e7\u00e3o. Bem que o santo estava disposto em repartir o p\u00e3o, mas sem tanto maltrato e gan\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Muitos catingueiros n\u00e3o resistem \u00e0s atrocidades e ao maldito sistema capitalista coronelista. N\u00e3o aguentando, partem para outras terras onde n\u00e3o se ouve mais o choro da sanfona, a n\u00e3o ser do arranhado e barulhento som eletr\u00f4nico movido aos berros de um cantor alienado. Que saudades do meu sert\u00e3o da fartura do feij\u00e3o, do milho cozido, do cuscuz, da canjica, do mugunz\u00e1 e dos beijus quentes de tapioca da mandioca! Saudades das cantorias de adjut\u00f3rio! Saudades da sua sabedoria popular!<\/p>\n<p>A saga da sua hist\u00f3ria \u00e9 cantada em versos e prosas pelos poetas do desespero e do lamento no grito de protesto, da alegria, da agonia e da apologia \u00e0 sua terra. Tudo est\u00e1 escrito e registrado nos cord\u00e9is de seus escritores, nas esculturas e nos quadros de seus artistas pintores. Tudo est\u00e1 riscado nos pap\u00e9is dos historiadores e nas linguagens orais dos improvisadores e repentistas.<\/p>\n<p>O meu sert\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um bioma nacional exuberante e gigante como a Amaz\u00f4nia, a Mata Atl\u00e2ntica, a Serra Geral, o Pantanal e a Zona Costeira. O atraso e a pobreza se confundem com o luxo da casa grande e o poeir\u00e3o das acanhadas arma\u00e7\u00f5es de taipas. Outras mais parecem assombra\u00e7\u00f5es sem viventes.<\/p>\n<p>A caatinga do meu sert\u00e3o baiano ocupa uma \u00e1rea de 895 quil\u00f4metros quadrados (845 mil nacional com menos de 2% de sua \u00e1rea preservada em parques de prote\u00e7\u00e3o) ainda segregada entre Casa Grande e a Senzala. Mesmo assim, \u00e9 um bioma rico em diversidade animal e vegetal (932 esp\u00e9cies foram registradas).<\/p>\n<p>Nessa queimada ardente em brasas, o forte explora o fraco. \u00c9 o sert\u00e3o arrasado pelos s\u00e9culos da extra\u00e7\u00e3o impiedosa dos colonizadores que sugaram todo ventre da terra. \u00c9 o sert\u00e3o chicoteado pelos opressores olig\u00e1rquicos que se mudaram para as cidades grandes, mas n\u00e3o largaram seus latif\u00fandios.<\/p>\n<p>Esse bioma, que abrange mais da metade dos territ\u00f3rios dos estados do Piau\u00ed, Maranh\u00e3o, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Para\u00edba, Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Alagoas e o norte de Minas Gerais, \u00e9 o mais especial e o mais subjugado e desprezado de todo o brasileiro.<\/p>\n<p>Mais de 60% de todo territ\u00f3rio baiano est\u00e3o inseridos no semi\u00e1rido (40% do brasileiro), o equivalente a 265 dos 417 munic\u00edpios (quase sete milh\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o). S\u00e3o os mais esmolados e imolados.<\/p>\n<p>\u00c9 o sert\u00e3o das esp\u00e9cies em extin\u00e7\u00e3o, como a Arara-Azul, o Sofrer, o P\u00e1ssaro Preto, a Rolinha, a Juriti, o Tatu-Bola, o Veado, a Barriguda, o Juazeiro, a Aroeira, o Pau-Ferro, o Mulugu, a Bara\u00fana, a Imburana e tantas outras. \u00a0Na labuta da ro\u00e7a quando menino encantava com a beleza do Sofrer e o canto do P\u00e1ssaro Preto, que \u201cfuraro os \u00f3ios dele pra cant\u00e1 mi\u00f3\u201d. Que judia\u00e7\u00e3o! Mas \u00e9 a sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>O Tatu e o Veado sempre estiveram na mira dos ca\u00e7adores para refor\u00e7ar a escassa cozinha dos sertanejos. Das impolutas \u00e1rvores, cart\u00f5es postais da vegeta\u00e7\u00e3o, algumas raras s\u00e3o altezas, mas a maioria foi sacrificada a golpes de machado, para ser carv\u00e3o das sider\u00fargicas. As frondosas sempre foram xod\u00f3s das aves para cantoralar e aninhar em seus galhos. Seus nomes fogem da mem\u00f3ria dos jovens.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para esquecer do velho umbuzeiro do fruto saboroso, que por meses fica solit\u00e1rio nas entranhas da caatinga, mas no ver\u00e3o \u00e9 o mais visitado pelos sertanejos! \u00c9 o engana a fome. At\u00e9 suas ra\u00edzes s\u00e3o arrancadas e cozidas quando aperta o cerco da seca. Depois, nem se fala mais nele para agradecer. Bom dia senhor umbuzeiro!<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o predadora vem dos tempos coloniais da cultura do exterm\u00ednio que alterou mais de 70% de sua \u00e1rea, restando algumas raras esp\u00e9cies. Desmataram, plantaram, criaram gado e depois se foram, deixando a terra exaurida. A monocultura foi a maior praga.<\/p>\n<p>\u00c9 o ecossistema menos preservado do planeta, s\u00f3 lembrado pelas manchetes da imprensa nos tempos cru\u00e9is da seca. As cenas de destrui\u00e7\u00e3o viram \u201cbelas\u201d p\u00e1ginas fotogr\u00e1ficas nos jornais e deslumbrantes imagens sofridas nas emissoras de televis\u00e3o. Eles adoram uma bagaceira que chame a aten\u00e7\u00e3o. Focam as l\u00e1grimas e arrancam os cora\u00e7\u00f5es. S\u00e3o vampiros da emo\u00e7\u00e3o e do sentimentalismo. Quanto pior, melhor!<\/p>\n<p>Abundante em forrageiras e em espa\u00e7os para a introdu\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias de criat\u00f3rios em benef\u00edcio da popula\u00e7\u00e3o, os senhores do poder prometem oferecer meios sustent\u00e1veis ao sertanejo. S\u00f3 prometem, e mais nada.<\/p>\n<p>O meu sert\u00e3o s\u00f3 \u00e9 mesmo lembrado nas \u00e9pocas de elei\u00e7\u00f5es, ou quando a seca racha o ch\u00e3o na paisagem cinzenta das carca\u00e7as dos animais. Os rostos enrugados pelo rigor do sol pedem clem\u00eancia quando tudo vira p\u00f3. Com os olhos para o alto e m\u00e3os em forma de reza, o sertanejo pede miseric\u00f3rdia a Deus e se humilha \u00e0 boa vontade dos homens da terra.<\/p>\n<p>De tanto sofrer, a cor e as rachaduras de suas peles se assemelham \u00e0s tonalidades da sequid\u00e3o desse ch\u00e3o. Quando a cobra, o calango e a lagartixa n\u00e3o se atrevem mais a se arrastar pelo ch\u00e3o, o poder manda rodar os carros-pipa pela terra poeirenta do calor infernal. O sertanejo, contrito e fervoroso, faz sua prece aos santos e carrega pedras em prociss\u00e3o. O luar do c\u00e9u limpo \u00e9 uma desesperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ainda \u00e9 o sert\u00e3o das esmolas, das aguadas, cisternas e dos po\u00e7os. \u00c9 este o meu sert\u00e3o caveira que se perfuma todo e se enche em flores quando no estrondo dos trov\u00f5es e nos raios dos rel\u00e2mpagos as nuvens escuras se contorcem, retorcem, espremem e derramam suas \u00e1guas como cachoeiras encharcando a terra e os rios. \u00c9 este tamb\u00e9m o sert\u00e3o da alegria e da felicidade nos ventos bravios das tempestades que enchem de f\u00e9 e esperan\u00e7a os born\u00e1s dos sertanejos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O meu sert\u00e3o catingueiro, com esp\u00e9cies vegetais e animais exclusivos, \u00e9 bem diferente do cerrado e da mata. Ora est\u00e1 retorcido, cinzento, des\u00e9rtico e \u00e1rido, mas de repente fica florido e cheio de vida, de cores e encantos quando batem as chuvas. A\u00ed arrebenta o aroma da terra molhada para o plantio. 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