{"id":8436,"date":"2023-08-02T21:41:14","date_gmt":"2023-08-03T00:41:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=8436"},"modified":"2023-08-02T21:41:22","modified_gmt":"2023-08-03T00:41:22","slug":"a-maldicao-das-dancinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2023\/08\/02\/a-maldicao-das-dancinhas\/","title":{"rendered":"A MALDI\u00c7\u00c3O DAS DANCINHAS!"},"content":{"rendered":"<p>Quando a sele\u00e7\u00e3o feminina, na Copa da Austr\u00e1lia, ganhou de goleada para a fraca Panam\u00e1, as mulheres come\u00e7aram a ensaiar um estilo de dancinha para comemorar as vit\u00f3rias.\u00a0 N\u00e3o deu para fazer isso porque o Brasil perdeu na outra partida para a Fran\u00e7a de 2 x 1.<\/p>\n<p>Isso fez lembrar a sele\u00e7\u00e3o masculina na Copa do Qatar no ano passado quando tamb\u00e9m venceu as primeiras partidas e inventaram a \u201cdan\u00e7a do pombo\u201d em que at\u00e9 o t\u00e9cnico Tite entrou na roda. L\u00e1 na frente o Brasil foi derrotada pela Cro\u00e1cia, um pa\u00eds pequeno do tamanho de Sergipe nas entranhas dos Balc\u00e3s.<\/p>\n<p>Fiquei a imaginar se n\u00e3o seria a maldi\u00e7\u00e3o das dancinhas brasileiras! Fora as supersti\u00e7\u00f5es, \u00e9 muita coincid\u00eancia. A verdade \u00e9 que o nosso futebol, masculino e feminino, anda caindo das pernas, mesmo com uma boa estrutura recebida pelos jogadores.<\/p>\n<p>A \u00faltima Copa Mundial em que o Brasil saiu campe\u00e3o foi em 2002. De l\u00e1 para c\u00e1 o nosso futebol passou a ser desacreditado por outros pa\u00edses que n\u00e3o temem mais a camisa amarela. Jogam de igual para igual e, muitas vezes, com superioridade.<\/p>\n<p>Classificar com a equipes da Am\u00e9rica do Sul \u00e9 f\u00e1cil e assim o Tite remou na onda da m\u00eddia e dos torcedores como uns dos melhores do mundo. Nas entrevistas era aquele falat\u00f3rio e exposi\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas, t\u00e1ticas e estrat\u00e9gias mirabolantes invenc\u00edveis. Como dizia Didi ou Garrincha, s\u00f3 faltou combinar com os advers\u00e1rios.<\/p>\n<p>Quanto ao caso mais recente das mulheres que foram eliminadas na primeira etapa da Copa, foi um outro vexame o empate justamente para a Jamaica, uma pequena ilha no mar do Caribe, sem nenhuma infraestrutura. Para as meninas chegarem a Austr\u00e1lia, a popula\u00e7\u00e3o, com ajuda da fam\u00edlia Boby Marley, teve que fazer uma vaquinha.<\/p>\n<p>Do outro lado, com todo dinheiro, assist\u00eancia m\u00e9dica, t\u00e9cnica e outras mordomias, a sele\u00e7\u00e3o n\u00e3o conseguiu dar conta do recado. Seria tamb\u00e9m a maldi\u00e7\u00e3o do complexo de vira-lata, carimbado pelo escritor dramaturgo Nelson Rodrigues? Seria bom contratar um investigador com uma lupa para detectar onde est\u00e1 realmente o problema do futebol brasileiro.<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 a maldita fama que subiu para a cabe\u00e7a ou a falta de garra daqueles tempos onde o atleta suava a camisa de verdade, n\u00e3o importando o dinheiro? S\u00e3o v\u00e1rios fatores e um deles \u00e9 a escassez de grandes craques. Tudo na vida tem seu \u00e1pice e sua natural queda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando a sele\u00e7\u00e3o feminina, na Copa da Austr\u00e1lia, ganhou de goleada para a fraca Panam\u00e1, as mulheres come\u00e7aram a ensaiar um estilo de dancinha para comemorar as vit\u00f3rias.\u00a0 N\u00e3o deu para fazer isso porque o Brasil perdeu na outra partida para a Fran\u00e7a de 2 x 1. Isso fez lembrar a sele\u00e7\u00e3o masculina na Copa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8436"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8436"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8436\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8437,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8436\/revisions\/8437"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}