{"id":8416,"date":"2023-07-26T22:36:12","date_gmt":"2023-07-27T01:36:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=8416"},"modified":"2023-07-26T22:36:19","modified_gmt":"2023-07-27T01:36:19","slug":"eta-mundo-maluco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2023\/07\/26\/eta-mundo-maluco\/","title":{"rendered":"\u00caTA MUNDO MALUCO!"},"content":{"rendered":"<p>Vez por outra tenho conversado com alguns amigos de que Vit\u00f3ria da Conquista, com mais de 370 mil habitantes, j\u00e1 est\u00e1 grande demais para mim. Quando aqui cheguei, em 1991, era uma cidade mais calma e tranquila. Hoje mais parece uma metr\u00f3pole que me incomoda e tira minha paz de esp\u00edrito. Confesso que minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 ir para um munic\u00edpio bem menor, ou para um s\u00edtio e viver como um moc\u00f3 numa loca qualquer.<\/p>\n<p>Agora imagina S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, da qual me livrei h\u00e1 32 anos, e outras capitais agitadas do tipo que voc\u00ea d\u00e1 uma parada numa avenida movimentada qualquer para pitar um cigarro num canto e diz para si mesmo: \u00cata mundo maluco, quando observa as pessoas cruzando para l\u00e1 e para c\u00e1 com a cara feia que nem lhe olha! Nem se atreva a dar um bom dia, principalmente se esse algu\u00e9m estiver com um celular. Bate um certo p\u00e2nico, pavor e medo!<\/p>\n<p>Semana passada estava no Rio de Janeiro, conhecida como a Cidade Maravilhosa da Garota de Ipanema, de Tom Jobim. Com minha amiga mochila, fui para o casamento do meu filho e senti essa de \u00eata mundo maluco! Como um matuto que vem do interior, passou pela minha cabe\u00e7a a can\u00e7\u00e3o do grande poeta compositor baiano Raul Seixas. Ainda bem que passei uma manh\u00e3 visitando o Jardim Bot\u00e2nico, um portal entre essa loucura, o qual lhe transporta para um cen\u00e1rio paradis\u00edaco.<\/p>\n<p>Tive essa vis\u00e3o de \u00eata mundo louco quando fui jantar com meu filho num restaurante chique de burgu\u00eas (pelo menos para o meu n\u00edvel \u201crasta-chinelo\u201d), se n\u00e3o me engano \u201cToca da Tra\u00edra\u201d, l\u00e1 no Aterro do Flamengo. O que filho n\u00e3o faz, logo eu que sou Tricolor das Laranjeiras, mas esse n\u00e3o foi o problema que me incomodou!<\/p>\n<p>Ele com sua nova mulher e os parentes dela foram logo no corte do bacalhau e do salm\u00e3o com vinho, nem sei se portugu\u00eas, franc\u00eas, chileno ou nacional, mesmo porque n\u00e3o prestei a aten\u00e7\u00e3o nisso. Como estava com pouca fome, preferi o meu chope gelado, e vez ou outra ia dar uma baforada l\u00e1 fora. O papo deles pouco me interessava.<\/p>\n<p>Nessas idas, por volta das 20 horas, em frente da pista larga, os carros riscavam velozmente como se estivessem numa F\u00f3rmula I, onde cada motorista buscava se distanciar do outro como se estivesse a fugir de uma cat\u00e1strofe ou se visasse alcan\u00e7ar um pr\u00eamio na chegada do seu destino. O agito do dia vara as noites e emenda o vaiv\u00e9m nas grandes cidades.<\/p>\n<p>Por que tanta pressa e tanto estresse? Foi a\u00ed que fiquei a refletir sobre esse mundo louco de ve\u00edculos cortando o asfalto esfuma\u00e7ado de gases que iam saindo dos canos de seus motores potentes, mas o contraste dessa polui\u00e7\u00e3o do nosso meio-ambiente estava l\u00e1 dentro no aqu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mirei os peixinhos coloridos ornamentais bailando numa \u00e1gua l\u00edmpida, de barrigas cheias de ra\u00e7\u00f5es prote\u00ednadas. Felizes, um parecia conversar com o outro sobre qualquer coisa de viver ali como privilegiados e bem tratados pelo seu dono.<\/p>\n<p>Por pouco tempo, os aquarianos me tiraram desse mundo maluco para um outro de tranquilidade e paz. Foi a\u00ed que tamb\u00e9m lembrei dos outros peixes do mar ali pr\u00f3ximo que hoje se alimentam de pl\u00e1sticos e outras sujeiras vindas dos esgotos humanos, sem contar as subst\u00e2ncias qu\u00edmicas. \u00cata mundo louco!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vez por outra tenho conversado com alguns amigos de que Vit\u00f3ria da Conquista, com mais de 370 mil habitantes, j\u00e1 est\u00e1 grande demais para mim. Quando aqui cheguei, em 1991, era uma cidade mais calma e tranquila. Hoje mais parece uma metr\u00f3pole que me incomoda e tira minha paz de esp\u00edrito. 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