{"id":805,"date":"2015-02-06T21:42:19","date_gmt":"2015-02-07T00:42:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=805"},"modified":"2015-02-06T21:42:25","modified_gmt":"2015-02-07T00:42:25","slug":"o-municipio-da-vitoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2015\/02\/06\/o-municipio-da-vitoria\/","title":{"rendered":"O MUNIC\u00cdPIO DA VIT\u00d3RIA"},"content":{"rendered":"<p><em>D\u00e1rio Teixeira Cotrim<\/em><\/p>\n<p><em>Academia Montesclarense de Letras<\/em><\/p>\n<p>Na historiografia dos munic\u00edpios baianos localizamos v\u00e1rias monografias que foram publicadas na tradi\u00e7\u00e3o das \u201ccorografias\u201d, assim como eram utilizados no curso dos s\u00e9culos XVIII e XIX, pelos estudiosos da \u00e9poca. Foi assim, tamb\u00e9m, que o acad\u00eamico Tranquilino Leovigildo Torres escreveu e publicou o livro <strong><em>O Munic\u00edpio da Vit\u00f3ria<\/em><\/strong> (Vit\u00f3ria da Conquista). Esta magistral obra hist\u00f3rica foi, inicialmente, publicada na Revista Trimensal do Instituto Geogr\u00e1fico e Hist\u00f3rico da Bahia, agora reeditado pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura do Estado da Bahia, em parceria com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.<\/p>\n<p>O livro <strong><em>O Munic\u00edpio da Vit\u00f3ria<\/em><\/strong> tem apresenta\u00e7\u00e3o do eminente escritor Ruy Ara\u00fajo Hermann Medeiros e introdu\u00e7\u00e3o de ilustre Humberto Jos\u00e9 Fonseca. O autor da obra, Tranquilino Leovigildo Tores, era natural do munic\u00edpio de Santo Ant\u00f4nio da Barra (hoje cidade de Conde\u00faba &#8211; Bahia). Entretanto, este n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico trabalho do autor, ele escreveu as monografias sobre os munic\u00edpios de Conde\u00faba, Po\u00e7\u00f5es e Mucug\u00ea, entre outros trabalhos liter\u00e1rios. Os organizadores da reedi\u00e7\u00e3o deste livro afirmam que \u201ca import\u00e2ncia da obra de Tranquilino Torres para a Hist\u00f3ria da regi\u00e3o polarizada por Vit\u00f3ria da Conquista \u00e9 indiscut\u00edvel\u201d. Ali\u00e1s, toda e qualquer obra de Tranquilino Torres tem uma import\u00e2ncia impar para a preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria dos munic\u00edpios brasileiros.<\/p>\n<p>Na introdu\u00e7\u00e3o da obra, elaborada por Humberto Jos\u00e9 Fonseca, foi anotado que <em>\u201co texto da corografia de Tranquilino Torres [&#8230;] \u00e9 dividido em duas partes que se completam. Na primeira ele descreve aspectos geogr\u00e1ficos da regi\u00e3o, como limites, serras, morros etc. Descreve tamb\u00e9m aspectos relacionados \u00e0s riquezas minerais, \u00e0 fauna e \u00e0 flora. A segunda parte \u00e9 dedicada \u00e0 Hist\u00f3ria propriamente dita, que como lembra Ruy Medeiros, embora destitu\u00eddo de esp\u00edrito cr\u00edtico, \u00e9 bastante informativo\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Como foi dito no paragrafo anterior, Tranquilino era natural da cidade de Conde\u00faba, filho do padre Belarmino Silvestre Torres e de dona Umbelina Em\u00edlia dos Santos. Nasceu no dia 30 de agosto de 1859 e faleceu em 22 de maio de 1896. Casou-se com dona Maria da Purifica\u00e7\u00e3o Coutinho Fran\u00e7a, com quem teve v\u00e1rios filhos. Ele \u00e9 considerado o fundador do Instituto Geogr\u00e1fico e Hist\u00f3rico da Bahia.<\/p>\n<p>\u00c8 importante salientar que tra\u00e7a o autor neste livro a hist\u00f3ria mais antiga e a mais completa sobre a cidade de Vit\u00f3ria da Conquista. Na verdade, tinha ele o conhecimento das informa\u00e7\u00f5es e dos fatos hist\u00f3ricos, haja vista que era dito e falado, reconhecidamente, um rato de biblioteca e dos arquivos hist\u00f3ricos da cidade de Salvador. Foi por esse sinuoso caminho que lhe surgiu a brilhante ideia de se criar o Instituto Geogr\u00e1fico Hist\u00f3rico da Bahia. Portanto, \u00e9 digno este enc\u00f4mio sobre a obra e a vida de Tranquilino Leovigildo Torres, um servidor an\u00f4nimo das velhas tradi\u00e7\u00f5es e dos costumes do povo sertanejo. Como dizia o mestre Euclides da Cunha: <em>\u201cO sertanejo \u00e9 antes de tudo um forte!\u201d<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D\u00e1rio Teixeira Cotrim Academia Montesclarense de Letras Na historiografia dos munic\u00edpios baianos localizamos v\u00e1rias monografias que foram publicadas na tradi\u00e7\u00e3o das \u201ccorografias\u201d, assim como eram utilizados no curso dos s\u00e9culos XVIII e XIX, pelos estudiosos da \u00e9poca. 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