{"id":7962,"date":"2023-03-07T23:58:41","date_gmt":"2023-03-08T02:58:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=7962"},"modified":"2023-03-07T23:59:11","modified_gmt":"2023-03-08T02:59:11","slug":"a-patrulha-das-fobias-e-dos-ismos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2023\/03\/07\/a-patrulha-das-fobias-e-dos-ismos\/","title":{"rendered":"A PATRULHA DAS FOBIAS E DOS ISMOS"},"content":{"rendered":"<p>Sou veementemente contra qualquer tipo de racismo, de homofobia, misoginia, machismo, xenofobia, intoler\u00e2ncia religiosa ou discrimina\u00e7\u00e3o por ideologia, mas, chegamos a um ponto onde existe uma vigil\u00e2ncia radicalizada, insensata, incoerente e instintiva que ousaria chamar de patrulha das fobias e dos ismos.<\/p>\n<p>Somos latino-americanos e, pela pr\u00f3pria natureza da nossa forma\u00e7\u00e3o cultural, temos heran\u00e7as preconceituosas, mesmo as mais t\u00eanues, mas precisamos discernir e separar formas de pensar, para que n\u00e3o se jogue todos na mesma vala dos extremos. N\u00e3o quer dizer que a pessoa de direita seja nazifascista, negativista ou de ideias retr\u00f3gradas, como de que a terra \u00e9 plana.<\/p>\n<p>Infelizmente, os preconceitos v\u00e3o se arrastar enquanto a humanidade existir. No entanto, o que quero dizer \u00e9 que chegamos a um ponto em que as pessoas, especialmente as mais esclarecidas, vivem hoje numa bolha de autorregula\u00e7\u00e3o ou autocensura quando v\u00e3o escrever ou falar nesses temas das fobias e dos ismos.<\/p>\n<p>O termo certo para isso \u00e9 patrulhamento, porque voc\u00ea tem que ter muito cuidado quando estiver tratando desses assuntos numa roda de amigos, num evento ou discuss\u00e3o, para n\u00e3o ser mal interpretado e acabar sendo carimbado de machista, racista, homof\u00f3bico ou intolerante religioso, sem ser nada disso.<\/p>\n<p>Estamos chegando a um ponto que \u00e9 melhor ficar calado, porque tudo o que voc\u00ea disser no tribunal pode se tornar contra voc\u00ea. Me reporto aqui \u00e0 quest\u00e3o mais pol\u00eamica do poss\u00edvel ass\u00e9dio moral do qual vem sendo v\u00edtimas jornalistas da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o e do sistema Surte da Uesb- Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.<\/p>\n<p>N\u00e3o vou entrar aqui no julgamento das den\u00fancias, mesmo porque elas carecem de uma maior investiga\u00e7\u00e3o e apura\u00e7\u00e3o para que tudo fique esclarecido e os culpados sejam punidos, mas o tema est\u00e1 rolando nas redes sociais, principalmente no Grupo do Sinjorba-Sindicato dos Jornalistas da Bahia. Quem sou eu para dar senten\u00e7as!<\/p>\n<p>N\u00e3o entendo, por\u00e9m, o porqu\u00ea de dois integrantes fazerem uma liga\u00e7\u00e3o desse problema, que \u00e9 grave, para dizer que a Uesb \u00e9 machista porque nunca teve uma reitora no cargo, como se caso fosse uma mulher n\u00e3o aconteceria um ass\u00e9dio moral ou outro tipo de discrimina\u00e7\u00e3o l\u00e1 dentro.<\/p>\n<p>Por ter dito que tanto faz ser homem ou mulher, para mim n\u00e3o faria nenhuma diferen\u00e7a, fui visto como machista. Ora, todos sabem que a reitoria da institui\u00e7\u00e3o segue uma linha de esquerda e, por suposi\u00e7\u00e3o e entendimento ideol\u00f3gico, n\u00e3o admite que l\u00e1 dentro aconte\u00e7a nenhuma discrimina\u00e7\u00e3o, a exemplo do ass\u00e9dio moral. E se a dire\u00e7\u00e3o fosse alinhada \u00e0 direita? O que falariam? Por favor, n\u00e3o estou aqui fazendo nenhuma defesa da Uesb.<\/p>\n<p>Mesmo sendo relativa, estamos numa democracia de elei\u00e7\u00f5es para o cargo de reitor ou reitora, o que n\u00e3o impede de ser uma mulher, desde que ela saia como candidata e receba os votos dos eleitores aptos ao exerc\u00edcio da vota\u00e7\u00e3o, inclusive da categoria feminina. O sistema eleitoral anacr\u00f4nico como um todo \u00e9 que est\u00e1 errado.<\/p>\n<p>Ainda s\u00e3o poucas, mas em muitas outras unidades universit\u00e1rias da Bahia e do Brasil temos mulheres como reitoras. Isso n\u00e3o quer dizer que estejam livres desses problemas internos. N\u00e3o me importa se seja homem ou mulher. Para mim, o que mais conta \u00e9 meritocracia.<\/p>\n<p>Qualquer pessoa que exerce um cargo p\u00fablico, seja prefeito ou prefeita, vereador ou vereadora, diretor ou diretora de algum \u00f3rg\u00e3o, deputado ou deputada est\u00e1 sujeito \u00e0 cr\u00edtica. N\u00e3o se pode generalizar que quando a cr\u00edtica recai em uma prefeita, o ato seja machista.<\/p>\n<p>Pode at\u00e9 ser de algu\u00e9m em particular, mas nesse pa\u00eds se convencionou falar que aquela pessoa est\u00e1 sendo v\u00edtima de machismo por ser mulher. Ent\u00e3o, chegamos ao ponto radical de que uma mulher n\u00e3o pode ser criticada quando est\u00e1 a exercer uma fun\u00e7\u00e3o importante dentro da sociedade, mesmo cometendo falhas.<\/p>\n<p>Poderia aqui me estender a outros tantos exemplos de julgamentos equivocados quando uma pessoa \u00e9 mal interpretada e vista como homof\u00f3bica, racista, machista, mis\u00f3gina e outras formas de preconceito s\u00f3 por expressar seu pensamento de discord\u00e2ncia de que tal ato n\u00e3o caracteriza propriamente uma discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sou veementemente contra qualquer tipo de racismo, de homofobia, misoginia, machismo, xenofobia, intoler\u00e2ncia religiosa ou discrimina\u00e7\u00e3o por ideologia, mas, chegamos a um ponto onde existe uma vigil\u00e2ncia radicalizada, insensata, incoerente e instintiva que ousaria chamar de patrulha das fobias e dos ismos. 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