{"id":78,"date":"2014-04-30T10:22:55","date_gmt":"2014-04-30T13:22:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=78"},"modified":"2014-04-30T10:22:55","modified_gmt":"2014-04-30T13:22:55","slug":"bonitinhos-mas-ordinarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2014\/04\/30\/bonitinhos-mas-ordinarios\/","title":{"rendered":"BONITINHOS, MAS ORDIN\u00c1RIOS"},"content":{"rendered":"<p>Com raras exce\u00e7\u00f5es, c\u00e1 pra n\u00f3s, as emissoras abertas de televis\u00e3o est\u00e3o se especializando em fazer programas bonitinhos, mas ordin\u00e1rios. Para completar, ainda aparecem os \u201cdoutores em comunica\u00e7\u00e3o\u201d recomendando trocar de canal. \u201cPara isto existe o controle remoto\u201d \u2013 aconselham.<\/p>\n<p>Acontece que o formato nos outros canais n\u00e3o tem quase nada de diferente. A grande maioria dos programas \u00e9 repetitiva e est\u00e1 mais preocupada com o espet\u00e1culo do show sensacionalista da audi\u00eancia a qualquer custo. \u00c9 uma \u201cguerra\u201d di\u00e1ria para ver quem tem mais\u00a0 poder de contratar milion\u00e1rios artistas. \u00c9 como time de futebol.<\/p>\n<p><!--more--> Se o telespectador n\u00e3o tem o poder aquisitivo de contratar uma tv por assinatura, a \u00fanica op\u00e7\u00e3o \u00e9 desligar total. Fala-se muito em mudar de cen\u00e1rio e visual, mas quase nada se ouve em rela\u00e7\u00e3o a conte\u00fado. O neg\u00f3cio est\u00e1 mais centrado na tecnologia que numa nova pol\u00edtica editorial ou em quadros mais instrutivos. Final de semana \u00e9 pior ainda.<\/p>\n<p>Nas novelas, al\u00e9m da mesmice de sempre, os enredos s\u00e3o meras imita\u00e7\u00f5es, sem criatividade e l\u00f3gica. As crian\u00e7as fazem o papel de adultos precoces e logo cedo se apaixonam. Percebe-se que a linguagem est\u00e1 fora de foco para a idade. Os filmes \u201carrasam quarteir\u00f5es\u201d s\u00e3o repetidos v\u00e1rias vezes. A embalagem \u00e9 o que mais importa. Continuam prevalecendo os enlatados.<\/p>\n<p>No jornalismo, a prioridade maior est\u00e1 em transmitir uma boa imagem digital dentro dos mais modernos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos de c\u00e2maras abertas e fechadas. As not\u00edcias deixam a desejar em termos de apura\u00e7\u00e3o, inclusive na m\u00eddia impressa, e o essencial n\u00e3o \u00e9 dessecado como deveria ser. Muita coisa fica sem ser explicado.<\/p>\n<p>Dia desses li uma cr\u00edtica numa coluna sobre o assunto onde se dizia que programa se faz com conte\u00fado e n\u00e3o com botox. N\u00e3o basta ter resolu\u00e7\u00e3o perfeita. Quando se fala em regula\u00e7\u00e3o ou coisa parecida logo se \u00e9 chamado de defensor da censura, s\u00f3 que a qualidade est\u00e1 caindo pelas tabelas.<\/p>\n<p>Sobre o jornalismo atual, veja algumas considera\u00e7\u00f5es do professor Carlos Alberto Di Franco.\u00a0 Para ele, existe uma grande demanda de reportagem. \u201cO que temos \u00e9 um jornalismo sem alma, sem cheiro de asfalto\u201d.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Di Franco, os ve\u00edculos precisam repensar seus modelos, com conte\u00fados bem editados. \u201c\u00c9 preciso aprender a contar uma boa hist\u00f3ria. O bom jornalista ilumina a cena\u201d.<\/p>\n<p>A maioria das mat\u00e9rias de hoje \u00e9 preparada dentro das reda\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de e-mails, sem o olho a olho entre o entrevistador e o entrevistado. Por outro lado, as reda\u00e7\u00f5es deixaram de ser barulhentas como antigamente quando tinham mais calor humano e mais discuss\u00f5es. Hoje elas mais parecem escrit\u00f3rios burocr\u00e1ticos frios e silenciosos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com raras exce\u00e7\u00f5es, c\u00e1 pra n\u00f3s, as emissoras abertas de televis\u00e3o est\u00e3o se especializando em fazer programas bonitinhos, mas ordin\u00e1rios. Para completar, ainda aparecem os \u201cdoutores em comunica\u00e7\u00e3o\u201d recomendando trocar de canal. \u201cPara isto existe o controle remoto\u201d \u2013 aconselham. Acontece que o formato nos outros canais n\u00e3o tem quase nada de diferente. 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