{"id":7758,"date":"2023-01-18T00:21:44","date_gmt":"2023-01-18T03:21:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=7758"},"modified":"2023-01-18T00:22:12","modified_gmt":"2023-01-18T03:22:12","slug":"do-sudoeste-norte-e-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2023\/01\/18\/do-sudoeste-norte-e-sul\/","title":{"rendered":"DO SUDOESTE, NORTE E SUL"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4800.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7759\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4800.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4800.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4800-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a>NOSSO S\u00c3O FRANCISCO CONTINUA MALTRATADO<\/p>\n<p>Foi uma viagem que me fez lembrar dos velhos tempos que saia de f\u00e9rias cortando estradas de carro por v\u00e1rios estados, especialmente na regi\u00e3o Nordeste, da qual me orgulho em apreciar suas lindas paisagens e interagir com a cultura das pessoas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4836.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-7760\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4836-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4836-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4836.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Foram cerca de quinze dias e quase tr\u00eas mil quil\u00f4metros percorridos com minha companheira e parceira Vandilza Gon\u00e7alves.\u00a0 No in\u00edcio do m\u00eas atravessamos a Chapada Diamantina por v\u00e1rias cidades hist\u00f3ricas, como Itua\u00e7u, Barra da Estiva, Mucug\u00ea, Andara\u00ed, Rui Barbosa, entre outras, rumo a Juazeiro, no norte da Bahia.<\/p>\n<p>Nem \u00e9 preciso dizer o quanto prazeroso ver um sert\u00e3o exuberante e colorido que h\u00e1 sete meses estava entre os enga\u00e7os e baga\u00e7os da sequid\u00e3o. Muita \u00e1gua nos rios, tanques, a\u00e7udes e barreiros, sem falar das corredeiras das cachoeiras e das \u00e1rvores coloridas, como dos ip\u00eas amarelos.<\/p>\n<p>Foi uma viagem para rever amigos e parentes mais pr\u00f3ximos, como minha filha C\u00edntia e primos. Prazer por mais uma visita ao \u201cVelho Chico\u201d, dessa vez transbordando, mas ainda necessitando de revitaliza\u00e7\u00e3o. No retorno fizemos o roteiro por Senhor do Bonfim, Jacobina e Piritiba, com a mesma finalidade.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4873.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-7761\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4873-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4873-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4873.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Felizmente as estradas est\u00e3o recuperadas, o que facilitou esse trajeto sem aquele cansa\u00e7o e irrita\u00e7\u00e3o quando se depara com buraqueiras. Mesmo assim, falta acostamento nas estaduais. Vimos coisas que n\u00e3o gostamos, como as sujeiras por esgotos nas margens do rio S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>Procurei me desligar dos assuntos mais pol\u00eamicos e falar de assuntos mais leves sobre a vida e outras fofocas de parentes que sempre est\u00e3o no script, mas fui arrebatado com a invas\u00e3o dos v\u00e2ndalos e terroristas aos tr\u00eas poderes, no domingo dia 8 de janeiro.<\/p>\n<p>Procurei deixar o esp\u00edrito fluir com as prosas dos caboclos e caboclas nas paradas estrat\u00e9gicas. \u00c9 bom sentir aquela aconchego sincero e hospitaleiro das pessoas simples que nos recebem com presentes nas sa\u00eddas. Mesmo com essa tecnologia de doido, ainda existe vida.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4967.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7762\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4967.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4967.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4967-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><br \/>\n<\/a>CACHOEIRA NA CHAPADA, EM ANDARA\u00cd<\/p>\n<p>Em Jacobina, no povoado de Jenipapo, onde moram uma das minhas irm\u00e3s e sobrinhos, um senhor j\u00e1 idoso gostou quando falei que residia em Vit\u00f3ria da Conquista. Lembrou dos tempos de caminhoneiro e foi logo dizendo que a cidade era dividida em duas pela Rio Bahia, ou BR-116, uma era Vit\u00f3ria e a outra era Conquista. N\u00e3o quis se convencer que era em duas zonas, a oeste e a leste.<\/p>\n<p>Papos engra\u00e7ados e muitas est\u00f3rias, como em Piritiba, mais precisamente na localidade chamada de Calder\u00e3ozinho onde me criei ainda menino. Foi como entrar no t\u00fanel do tempo no ch\u00e3o que plantei mandioca e transportava farinha em lombos de jumentos com meu pai.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4989.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7763\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4989.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4989.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4989-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>SUJEIRAS DE ESGOTOS NO RIO PARDO, EM CANAVIEIRAS<\/p>\n<p>N\u00e3o sabia que era t\u00e3o famoso por aquelas vizinhan\u00e7as dos povoados da Tabela e Andara\u00ed. Aquele jeit\u00e3o r\u00fastico e \u201cbruto\u201d do velho deixou suas marcas com suas cismas, mas, principalmente, por ser um homem de palavra, coisa que n\u00e3o mais existe.<\/p>\n<p>De Vit\u00f3ria da Conquista fomos ver o mar nas praias de Canavieiras, saindo do norte para o sul da Bahia. Pela rota de Itamb\u00e9, Itapetinga e Potiragu\u00e1, entramos na BR-101 e sa\u00edmos em Santa Luzia at\u00e9 o trevo para Canavieiras.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4999.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7764\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4999.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4999.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4999-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O cen\u00e1rio de boa parte das estradas \u00e9 de buraqueiras e, em alguns locais, como pr\u00f3ximo a Potiragu\u00e1, nem existe mais asfalto. Um verdadeiro sofrimento para os turistas que descem de Bras\u00edlia e Goi\u00e1s.<\/p>\n<p>De Santa Luzia at\u00e9 perto de Canavieiras, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 prec\u00e1ria com alto risco de acidentes. Uma vergonha para o governo baiano que faz propaganda enganosa sobre vias que ainda se encontram em estado de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fiquei triste com as sujeiras que vi nas margens do rio Pardo que desagua no mar. O homem continua destruindo a nossa natureza, n\u00e3o sabendo que ter\u00e1 um retorno desastroso.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_5050.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7765\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_5050.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_5050.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_5050-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No centro hist\u00f3rico, carente de reformas, muitos casar\u00f5es est\u00e3o abandonados, mas compensa visitar a Galeria do Porto de um senhor su\u00ed\u00e7o por nome Cristian que criou um verdadeiro museu com antiguidades preciosas e raras. No mais, sentimos na pele a carestia e a explora\u00e7\u00e3o, como sempre, dos turistas nesta \u00e9poca do ano.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4863.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7766\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4863.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4863.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_4863-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NOSSO S\u00c3O FRANCISCO CONTINUA MALTRATADO Foi uma viagem que me fez lembrar dos velhos tempos que saia de f\u00e9rias cortando estradas de carro por v\u00e1rios estados, especialmente na regi\u00e3o Nordeste, da qual me orgulho em apreciar suas lindas paisagens e interagir com a cultura das pessoas. 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