{"id":7481,"date":"2022-10-19T21:48:33","date_gmt":"2022-10-20T00:48:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=7481"},"modified":"2022-10-19T21:48:56","modified_gmt":"2022-10-20T00:48:56","slug":"nao-e-assedio-e-coronelismo-mesmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2022\/10\/19\/nao-e-assedio-e-coronelismo-mesmo\/","title":{"rendered":"N\u00c3O \u00c9 ASS\u00c9DIO! \u00c9 CORONELISMO MESMO"},"content":{"rendered":"<p>Agora arranjaram um termo bonita na l\u00edngua portuguesa para chamar de ass\u00e9dio eleitoral. O nome verdadeiro, nu e cru, \u00e9 coronelismo escravista que o Brasil viveu desde os tempos coloniais at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX. Muitos achavam que isso nunca mais iria ocorrer.<\/p>\n<p>Confesso que em minha idade n\u00e3o imaginaria que iria ter esse retorno dos coron\u00e9is senhores ruralistas donos de terras destruidores do meio ambiente, de empres\u00e1rios e industriais. \u00c9, minha gente, o Brasil est\u00e1 mesmo, literalmente, voltando a adotar os mesmos m\u00e9todos de antigamente.<\/p>\n<p>Para essa gera\u00e7\u00e3o mais nova e quem pouco conhece a hist\u00f3ria do pa\u00eds, o coronelismo se destacava pelo poderio que os latifundi\u00e1rios tinham sobre seus empregados, obrigados a fazer tudo quanto eles mandassem, principalmente no quesito voto.<\/p>\n<p>Primeiro os t\u00edtulos ficavam nas m\u00e3os dos patr\u00f5es e somente seriam entregues no dia da vota\u00e7\u00e3o. A se\u00e7\u00e3o era controlada por eles de modo que sabiam com anteced\u00eancia a quantidade de votos que iria receber o seu candidato com base no n\u00famero de empregados que possu\u00edam.<\/p>\n<p>Era o chamado voto de cabresto. Pelo controle, o coronel sabia quem votou nele, ou n\u00e3o. O considerado \u201ctraidor\u201d poderia at\u00e9 ser condenado \u00e0 morte ou levar uma tremenda surra de seus jagun\u00e7os. Era o parabelo e a chibata quem mandavam.<\/p>\n<p>O uso da tecnologia moderna atual s\u00f3 dificulta essa interfer\u00eancia do coronel atual, mas, como diz o ditado, o brasileiro sempre tem seu jeitinho. Para evitar esse voto de cabresto, ou escravo, como queira, o Superior Tribunal Eleitoral (TSE) proibiu que o eleitor entre na cabine com o celular para n\u00e3o filmar o voto.<\/p>\n<p>Acontece que nem todos mes\u00e1rios est\u00e3o obedecendo essa lei (onde votei n\u00e3o me pediram). Al\u00e9m do mais, os coron\u00e9is est\u00e3o ordenando que o trabalhador leve o aparelho dentro do suti\u00e3 ou at\u00e9 na calcinha, no caso da mulher, ou na cueca, caso do homem.<\/p>\n<p>Pelo andar da carruagem, vamos ter que continuar nesse inferno, sendo diariamente xingados, v\u00edtimas de racismo, de xenofobia, de homofobia, de desprezo pela vida, de misoginia, sob o jugo do nazifascismo e do mau car\u00e1ter que saiu do arm\u00e1rio com a voz, a senha e a bandeira do capit\u00e3o psicopata.<\/p>\n<p>Vamos continuar vendo o nosso meio ambiente sendo destru\u00eddo, os \u00edndios sendo exterminados, os negros sendo pesados como arrobas, os nordestinos sendo discriminados e amea\u00e7ados de morte pelos extremistas seguidores.<\/p>\n<p>Quando todos estiverem nas trevas no ranger de dentes e o Brasil isolado do mundo, tratado como na\u00e7\u00e3o selvagem, v\u00e3o se sentir arrependidos e dizer que n\u00e3o esperavam que o cara chegasse a esse ponto. Assim disseram anos depois os eleitores de Hitler e de Mussolini<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agora arranjaram um termo bonita na l\u00edngua portuguesa para chamar de ass\u00e9dio eleitoral. O nome verdadeiro, nu e cru, \u00e9 coronelismo escravista que o Brasil viveu desde os tempos coloniais at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX. Muitos achavam que isso nunca mais iria ocorrer. 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