{"id":6634,"date":"2022-02-01T22:21:12","date_gmt":"2022-02-02T01:21:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=6634"},"modified":"2022-02-01T22:21:34","modified_gmt":"2022-02-02T01:21:34","slug":"o-assedio-ao-turista-em-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2022\/02\/01\/o-assedio-ao-turista-em-salvador\/","title":{"rendered":"O ASS\u00c9DIO AO TURISTA EM SALVADOR"},"content":{"rendered":"<p>Essa quest\u00e3o absurda do ass\u00e9dio dos ambulantes em geral aos turistas na capital baiana n\u00e3o \u00e9 de hoje. Tornou-se uma pr\u00e1tica culturalmente enraizada. Bastou um visitante postar um v\u00eddeo nas redes sociais para o assunto viralizar porque todos s\u00e3o v\u00edtimas dessa falta de educa\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o tem nada em ser hospitaleiro, muito pelo contr\u00e1rio. N\u00e3o se trata de cultura tur\u00edstica.<\/p>\n<p>Comentei v\u00e1rias vezes sobre esse problema em meus artigos e mat\u00e9rias. Sou tamb\u00e9m testemunha e fui v\u00edtima em v\u00e1rios pontos, como no Pelourinho, Terreiro de Jesus, Pra\u00e7a da S\u00e9, Mercado Modelo e Senhor do Bonfim, principalmente. As baianas e os baianos chegam a lhe atacar com as fitinhas, colocando em seu bra\u00e7o, mesmo diante de uma recusa.<\/p>\n<p>Entram com o papo de que as fitinhas s\u00e3o gr\u00e1tis, mas depois metem outros objetos artesanais, como correntinhas e lhe obrigam a comprar. Conhe\u00e7o uma sobrinha que se queixou comigo de ter dado 60 reais numa pe\u00e7a dessa, uma verdadeira facada, sem miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Certa vez, no Mercado Modelo, praticamente um deles me agrediu porque n\u00e3o atendi \u00e0 sua insist\u00eancia. Me identifiquei como baiano (morei em Salvador durante 23 anos) e disse que n\u00e3o estava ali como turista. N\u00e3o satisfeito, falou que eu n\u00e3o era baiano porque n\u00e3o gostava das coisas da Bahia. O pior \u00e9 que continuou me xingando.<\/p>\n<p>Os \u00f3rg\u00e3os ligados ao setor tur\u00edstico e a entidade que dirige os ambulantes j\u00e1 deveriam, h\u00e1 muito tempo, terem tomado provid\u00eancias, mas fazem vistas grossas, como se esse tipo de abordagem malandra fosse normal. Esse neg\u00f3cio de que Salvador \u00e9 uma cidade hospitaleira n\u00e3o passa de um mito. Pe\u00e7a uma informa\u00e7\u00e3o a um soteropolitano e ver\u00e1!<\/p>\n<p>Outro problema s\u00e9rio \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o. Quando o ambulante percebe que a pessoa \u00e9 de outro estado ou de outro pa\u00eds, ele mete a \u201cfaca\u201d, sem d\u00f3 e compaix\u00e3o. Cobra o triplo num produto ou servi\u00e7o. Isso acontece at\u00e9 nos bares, restaurantes e lojas de lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>Como o inverno \u00e9 fraco em termos de visitantes, no ver\u00e3o os vendedores e comerciantes cobram pre\u00e7os exorbitantes para compensar a \u201cparadeira\u201d nas outras esta\u00e7\u00f5es do ano.\u00a0 Estes e outros motivos t\u00eam refletido negativamente na queda de turistas na capital.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa quest\u00e3o absurda do ass\u00e9dio dos ambulantes em geral aos turistas na capital baiana n\u00e3o \u00e9 de hoje. Tornou-se uma pr\u00e1tica culturalmente enraizada. Bastou um visitante postar um v\u00eddeo nas redes sociais para o assunto viralizar porque todos s\u00e3o v\u00edtimas dessa falta de educa\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o tem nada em ser hospitaleiro, muito pelo contr\u00e1rio. N\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6634"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6634"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6634\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6634"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6634"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6634"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}