{"id":6624,"date":"2022-01-28T23:33:12","date_gmt":"2022-01-29T02:33:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=6624"},"modified":"2022-01-28T23:33:33","modified_gmt":"2022-01-29T02:33:33","slug":"macunaima-de-mario-de-andrade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2022\/01\/28\/macunaima-de-mario-de-andrade\/","title":{"rendered":"&#8220;MACUNA\u00cdMA&#8221; DE M\u00c1RIO DE ANDRADE"},"content":{"rendered":"<p>Quando se fala do livro \u201cMacuna\u00edma\u201d lembra-se logo de M\u00e1rio de Andrade, e o inverso d\u00e1 no mesmo. Considerado o \u201cPapa do Modernismo\u201d, segundo o cr\u00edtico liter\u00e1rio Jos\u00e9 de Nicola (Literatura Brasileira \u2013 das origens aos nossos dias), M\u00e1rio Raul de Morais Andrade nasceu em S\u00e3o Paulo, em nove de outubro de 1893, e faleceu na mesma capital, em 25 de fevereiro de 1945, h\u00e1 77 anos.<\/p>\n<p>No ginasial, na Escola de Com\u00e9rcio \u00c1lvares Penteado, abandonou o curso ap\u00f3s uma briga com seu professor de portugu\u00eas. Em 1911 matricula-se no Conservat\u00f3rio Musical de S\u00e3o Paulo, formando-se em piano.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/IMG_3400.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6625\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/IMG_3400.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/IMG_3400.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/IMG_3400-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em 1917, ano em que trava amizade com Oswald de Andrade, publica seu primeiro livro e \u201cdescobre\u201d a artista pl\u00e1stica Anita Malfatti. Foi diretor do Departamento de Cultura de S\u00e3o Paulo. Lecionou hist\u00f3ria e filosofia da arte na Universidade do Distrito Federal (RJ). De volta a S\u00e3o Paulo, trabalhou no Servi\u00e7o de Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>No mundo liter\u00e1rio, estreou com \u201cH\u00e1 uma Gota de Sangue em Cada Poema\u201d, no ano de 1917, onde retrata a Primeira Guerra Mundial, ainda sob influ\u00eancia parnasiana, mas encantado com as obras de Anita, segundo ele, revolucion\u00e1rias. Sua poesia mostrou-se modernista a partir da publica\u00e7\u00e3o de \u201cPaulic\u00e9ia Desvairada\u201d, rompendo com as estruturas do passado. A obra tem como objeto de contesta\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Paulo provinciana, misturada, miscigenada, burguesa, aristocr\u00e1tica e oper\u00e1ria.<\/p>\n<p>De acordo com Nicola, o escritor e poeta sempre lutou por uma l\u00edngua brasileira que estivesse mais pr\u00f3xima do falar do povo. Seus livros revestem-se de n\u00edtida cr\u00edtica social. Escreveu \u201cAmar, Verbo Intransitivo\u201d, um romance que penetra fundo na estrutura familiar da moral paulistana com seus preconceitos. Fala tamb\u00e9m dos sonhos e da adapta\u00e7\u00e3o dos imigrantes que agitaram a pauliceia com seus movimentos anarquistas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/IMG_3401.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6626\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/IMG_3401.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/IMG_3401.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/IMG_3401-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cMacuna\u00edma\u201d (o anti-her\u00f3i) foi sua obra prima onde o autor enfoca o choque do \u00edndio amaz\u00f4nico (que nasceu preto e virou branco) com a tradi\u00e7\u00e3o e a cultura europeia na cidade de S\u00e3o Paulo. A obra cont\u00e9m figuras folcl\u00f3ricas por ele estudadas.<\/p>\n<p>Com seu pensamento selvagem, o personagem Macuna\u00edma faz as transforma\u00e7\u00f5es que ele quer. A cidade de S\u00e3o Paulo vira um bicho pregui\u00e7a; um ingl\u00eas vira London Bank, colocando as estruturas de pernas para o ar. Macuna\u00edma \u00e9 o pr\u00f3prio \u201cher\u00f3i de nossa gente\u201d, como afirma M\u00e1rio de Andrade na primeira p\u00e1gina do romance.<\/p>\n<p>\u201cNo fundo do mato-virgem nasceu Macuna\u00edma, her\u00f3i de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o sil\u00eancio foi t\u00e3o grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a \u00edndia tapannhumas pariu uma crian\u00e7a feia. Essa crian\u00e7a \u00e9 que chamaram de Macuna\u00edma\u201d.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos n\u00e3o falando. Si o incentivavam a falar, exclamava: &#8211; Ai que pregui\u00e7a\u201d!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se fala do livro \u201cMacuna\u00edma\u201d lembra-se logo de M\u00e1rio de Andrade, e o inverso d\u00e1 no mesmo. 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