{"id":6437,"date":"2021-12-04T00:55:22","date_gmt":"2021-12-04T03:55:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=6437"},"modified":"2021-12-04T00:56:02","modified_gmt":"2021-12-04T03:56:02","slug":"um-autor-ativista-e-anticolonialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2021\/12\/04\/um-autor-ativista-e-anticolonialista\/","title":{"rendered":"UM AUTOR ATIVISTA E ANTICOLONIALISTA"},"content":{"rendered":"<p>Viveu somente 36 anos, mas deixou obras marcantes de reconhecimento internacional, principalmente para a comunidade africana, por suas posi\u00e7\u00f5es e suas lutas contra o colonialismo. Estamos falando do psiquiatra Frantz Omar Fanon, que nasceu em 1925, na Martinica, ent\u00e3o col\u00f4nia francesa.\u00a0 Morreu em 1961.<\/p>\n<p>O doutor e professor em Hist\u00f3ria Social, Muryatan S. Barbosa \u00e9 quem analisa o pensamento de Fanon, no livro \u201cIntelectuais das \u00c1fricas\u201d. Segundo ele, em 1944, o martiniquense se voluntariou para lutar contra o nazifascismo durante a Segunda Guerra Mundial.<\/p>\n<p>Em 1948 chegou a Lyon, na Fran\u00e7a, para estudar medicina e psiquiatria. Desenvolveu grande interesse pela filosofia de vi\u00e9s existencialista. Entre 1953 e 1956 foi diretor do Departamento de Psiquiatria no Hospital de Blida-Joinville, na Arg\u00e9lia, onde viu o nascimento da guerra anticolonialista.<\/p>\n<p>Novamente, Fanon demitiu-se do cargo para se integrar \u00e0 Frente de Liberta\u00e7\u00e3o Argelina, em 1956. Entre 1960 e 1970 ficou conhecido como um autor anticolonialista pela publica\u00e7\u00e3o da obra \u201cCondenados da Terra\u201d (1961), prefaciada pelo fil\u00f3sofo Jean-Paul Sartre.<\/p>\n<p>O professor Muryatan disse que suas ideias continuam vivas tamb\u00e9m nos movimentos sociais e pol\u00edticos nos Estados Unidos, na It\u00e1lia, Fran\u00e7a, Palestina, Caribe e Brasil. Ele divide os estudos da obra de Fanon em quatro blocos. A primeira marcada pelas leituras dele como um autor ativista anticolonialista, influenciado pelo marxismo e pelo existencialismo.<\/p>\n<p>O segundo bloco trata-se de uma abordagem de estudos biogr\u00e1ficos sobre Fanon nos anos 70. O terceiro, entre os anos 80 e 90, analisa o suposto pioneirismo de Fanon como autor p\u00f3s-colonial, ou de estudos culturais. A quarta vertente, ap\u00f3s 2000, visa atualizar o pensamento do autor em suas pr\u00f3prias bases.<\/p>\n<p>De acordo com o professor, s\u00e3o quatro o conjunto de ensaios que formam os livros de Fanon, tais como Pele Negra, M\u00e1scaras Brancas, O IV Ano da Revolu\u00e7\u00e3o Argelina, Condenados da Terra e Por Uma Revolu\u00e7\u00e3o Africana (1964), p\u00f3stuma.<\/p>\n<p>\u201cFanon foi um dos intelectuais ativistas dos anos 50 e 60 que deu maior import\u00e2ncia \u00e0 cultura no plano da luta anticolonial. Algo talvez s\u00f3 compar\u00e1vel a Am\u00edlcar Cabral na mesma \u00e9poca. Para ele, a cultura era a alma viva de um povo\u201d.<\/p>\n<p>Sobre o jazz, Fanon afirmava que poderia ser entendido como uma pr\u00e1xis de luta do negro dos Estados Unidos visando a supera\u00e7\u00e3o do universo racista daquele pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viveu somente 36 anos, mas deixou obras marcantes de reconhecimento internacional, principalmente para a comunidade africana, por suas posi\u00e7\u00f5es e suas lutas contra o colonialismo. Estamos falando do psiquiatra Frantz Omar Fanon, que nasceu em 1925, na Martinica, ent\u00e3o col\u00f4nia francesa.\u00a0 Morreu em 1961. O doutor e professor em Hist\u00f3ria Social, Muryatan S. Barbosa \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[7],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6437"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6437"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6437\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6437"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6437"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6437"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}