{"id":5799,"date":"2021-06-23T01:07:49","date_gmt":"2021-06-23T04:07:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=5799"},"modified":"2021-06-23T01:08:00","modified_gmt":"2021-06-23T04:08:00","slug":"conquista-precisa-respeitar-a-arte-e-nao-retirar-obras-de-espaco-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2021\/06\/23\/conquista-precisa-respeitar-a-arte-e-nao-retirar-obras-de-espaco-publico\/","title":{"rendered":"CONQUISTA PRECISA RESPEITAR A ARTE E N\u00c3O RETIRAR OBRAS DE ESPA\u00c7O P\u00daBLICO"},"content":{"rendered":"<p>A arte sempre agrada a uns e a outros n\u00e3o, e isso faz parte do seu sentido de ser, do existir da pol\u00eamica e do contradit\u00f3rio. No entanto, o maior pecado \u00e9 o poder executivo, seja municipal, estadual ou federal retirar obras de um artista de um espa\u00e7o p\u00fablico, como fez o de Vit\u00f3ria da Conquista, atrav\u00e9s do seu Conselho de Cultura. No m\u00ednimo \u00e9 uma grande falta de respeito, mas nos tempos atuais virou coisa comum pisotear a cultura e jog\u00e1-la no cesto do lixo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0044.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5800\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0044.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"309\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0044.jpg 250w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0044-243x300.jpg 243w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Como exemplo, vou citar aqui dois estilos de obras em Salvador em locais p\u00fablicos que se transformaram em chacotas e at\u00e9 piadas, mas nem por isso foram expulsas a ponta pe. Uma \u00e9 do genial M\u00e1rio Cravo que fica na Cidade Baixa, pr\u00f3ximo ao Mercado Modelo. Deram o nome de os \u201cCulh\u00f5es\u201d de M\u00e1rio Cravo. A outra s\u00e3o as Gordinhas de Ondina, da mulher do ex-prefeito M\u00e1rio Kertz. Elas at\u00e9 hoje permanecem em seus lugares h\u00e1 mais de 40 anos.<\/p>\n<p>POR CAPRICHO<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0046.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5801\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0046.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"319\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0046.jpg 300w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0046-282x300.jpg 282w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Toda essa introdu\u00e7\u00e3o foi feita para comentar sobre a lament\u00e1vel retirada das obras do artista Alan Kardec (ou Kard &#8211; Museu Kard) do espa\u00e7o da Avenida Ol\u00edvia Flores, as quais l\u00e1 estavam h\u00e1 seis anos, tudo por capricho de um Conselho de Cultura, cuja uma parte de seus membros faz oposi\u00e7\u00e3o acirrada \u00e0s pe\u00e7as do escultor e expositor, sem \u00f4nus para a Prefeitura Municipal.<\/p>\n<p>Quando uma arte se estabelece num espa\u00e7o p\u00fablico, ela n\u00e3o pertence mais ao artista, e foi assim que aconteceu com Alan que, atrav\u00e9s do ex-prefeito Guilherme Menezes, exp\u00f4s suas obras na Avenida, em 2015, conforme relata. O combinado, segundo Alan, era ficar ali no circuito das pessoas por um ano.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0049.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5802\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0049.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0049.jpg 250w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0049-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mesmo assim, de acordo com o escultor, muita gente implicava com as pe\u00e7as, mas Guilherme manteve a mostra porque n\u00e3o havia nada para colocar no local. O ass\u00e9dio contr\u00e1rio continuou. Quando H\u00e9rzem Gusm\u00e3o assumiu a prefeitura, decidiu retirar as obras, mas o professor Ubirajara Brito o convenceu do contr\u00e1rio, argumentando que as obras eram importantes e fundamentais para a cultura de Conquista.<\/p>\n<p>No entanto, o Conselho de Cultura tripartite, composto por representantes do governo e a outra parte da sociedade (professores e profissionais liberais) fez mo\u00e7\u00e3o em favor da retirada, em 2019. Uma grande parte \u00e9 de opositores ao trabalho do artista e justificou sua posi\u00e7\u00e3o de que Alan estava ocupando um espa\u00e7o em detrimento de outros artistas. \u201cMinhas pe\u00e7as estavam ali sem nenhum custo para o er\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0048.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5803\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0048.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0048.jpg 400w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210621-WA0048-300x255.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Conselho, ent\u00e3o, elaborou um documento onde ressalta a abertura de editais para outros artistas disputarem o espa\u00e7o ocupado pelas obras de Alan. Para ele, foi uma argumenta\u00e7\u00e3o tosca. \u201cA prefeita Sheila poderia decidir em manter as pe\u00e7as, mas, para evitar constrangimentos para ela, resolvi antecipar e levar as pe\u00e7as para o Museu Kard onde as pessoas em geral t\u00eam ficado encantadas com o projeto\u201d.<\/p>\n<p>Alan considera tudo isso como uma birra do Conselho, \u201cque n\u00e3o me representa. Quem representa a cultura na cidade n\u00e3o est\u00e1 representando o Conselho\u201d. Ele conta que esteve conversando com os prepostos da Cultura e foi recebido com polidez, \u201cmas, se trata de uma polidez diferente. \u00c9 uma polidez educada, com verniz social falso que por detr\u00e1s est\u00e1 a hipocrisia. Inclusive um membro fez chacotas e deboches das obras, algo sem respeito\u201d<\/p>\n<p>O escultor prossegue afirmando que o Conselho sempre tem feito uma campanha depreciativa, minando sua participa\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o p\u00fablico, dando a entender que resolveu retirar as obras por press\u00e3o. Ele ainda critica dois sites da cidade (Avoador e Gambiarra) que t\u00eam feito mat\u00e9rias tendenciosas contra ele.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o pseudos jornalistas manipuladores que mutilaram grosseiramente uma entrevista minha. Publicaram uma mat\u00e9ria confusa. Teve um blogueiro que reuniu tudo que era negativo, como se fosse verdade. O l\u00f3gico seria colocar posi\u00e7\u00f5es negativas e positivas, e n\u00e3o ser totalmente tendencioso\u201d \u2013 desabafou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A arte sempre agrada a uns e a outros n\u00e3o, e isso faz parte do seu sentido de ser, do existir da pol\u00eamica e do contradit\u00f3rio. 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