{"id":5623,"date":"2021-04-24T00:48:57","date_gmt":"2021-04-24T03:48:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=5623"},"modified":"2021-04-24T00:49:09","modified_gmt":"2021-04-24T03:49:09","slug":"o-livro-impresso-nunca-vai-morrer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2021\/04\/24\/o-livro-impresso-nunca-vai-morrer\/","title":{"rendered":"O LIVRO IMPRESSO NUNCA VAI MORRER"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 20 anos os \u201cprofetas\u201d da internet anunciaram o sepultamento do livro impresso com o advento do chamado e-book pelo tablete e pelo computador. At\u00e9 agora quebraram a cara, e v\u00e3o continuar assim porque o livro impresso nunca vai morrer, muito pelo contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Neste 23 de abril, \u201cDia do Livro\u201d, o que podemos lamentar \u00e9 que no Brasil, devido ao baixo \u00edndice educacional e cultural, se l\u00ea muito pouco em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses, inclusive se fizermos uma compara\u00e7\u00e3o com nossos vizinhos da Am\u00e9rica do Sul, como Argentina, Uruguai, Col\u00f4mbia, Peru e outros. \u00c9 at\u00e9 uma covardia colocar aqui nesta lista Estados Unidos e na\u00e7\u00f5es europeias.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1039.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5624\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1039.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1039.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1039-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Uma prova do baixo \u00edndice de leitura \u00e9 a pequena quantidade de editoras e livrarias brasileiras. Nos \u00faltimos tempos, as maiores foram fechadas. N\u00e3o precisamos ir muito longe. Aqui mesmo em nossa casa, em Vit\u00f3ria da Conquista, uma cidade de 230 mil habitantes, s\u00f3 temos dois estabelecimentos, se n\u00e3o me engano, dessa natureza. Para quem quer um pre\u00e7o mais em conta, felizmente ainda temos \u201c Sebo o Livreiro\u201d, de Rai, no centro (Beco dos Artistas), com 60 mil exemplares. Esperamos que nunca venha a fechar as portas.<\/p>\n<p>P\u00daBLICO REDUZIDO<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1740.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5625\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1740.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1740.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1740-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Do in\u00edcio da computa\u00e7\u00e3o para c\u00e1, podemos dizer que o livro emagreceu e tornou-se mais enxuto porque o seu p\u00fablico \u00e9 cada vez mais reduzido. Al\u00e9m da baixa qualidade na educa\u00e7\u00e3o e o surgimento do sistema eletr\u00f4nico (redes sociais), outros fatores de valor menos relevantes, como a baixa aquisi\u00e7\u00e3o financeira da nossa popula\u00e7\u00e3o e a falta de investimentos dos setores p\u00fablico e privado em novos talentos de escritores, influenciaram para a queda na produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>No entanto, o livro vai continuar em seu devido lugar na prefer\u00eancia daqueles que adoram viajar pelo mundo da leitura, n\u00e3o importando se impresso ou na forma do e-book. Quando falavam que o impresso iria desaparecer, sempre respondia que aquele que n\u00e3o desenvolveu o h\u00e1bito de ler n\u00e3o usa nenhum dos dois formatos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1362.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5626\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1362.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1362.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_1362-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 verdade que em nosso pa\u00eds o livro j\u00e1 teve seus bons tempos e era um ve\u00edculo at\u00e9 citado em mesas de bares. Conheci um colega que lia at\u00e9 nos botequins quando estava s\u00f3. Foi a saudosa \u00e9poca da nossa efervesc\u00eancia cultural, entre os anos 50 e 60, onde n\u00e3o somente o livro estava na onda, mas tamb\u00e9m outras linguagens art\u00edsticas, como o teatro, a boa m\u00fasica, o cinema, as artes pl\u00e1sticas e a escultura.<\/p>\n<p>Nesse meio tempo de acentuado crescimento intelectual, veio o regime ditatorial com suas censuras, pris\u00f5es e supress\u00e3o da liberdade de pensamento e express\u00e3o. Toda aquela evolu\u00e7\u00e3o foi interrompida. N\u00e3o fosse esse triste epis\u00f3dio, talvez ter\u00edamos outro Brasil bem mais desenvolvido e menos desigual. Naquele tempo, muitos livros tiveram como destino a fogueira.<\/p>\n<p>Depois disso, veio uma nova gera\u00e7\u00e3o com outra mentalidade de n\u00e3o dar muita import\u00e2ncia para o saber e o conhecimento. A isso, muitos deram o nome de aliena\u00e7\u00e3o. O baixo n\u00edvel de ensino tamb\u00e9m colaborou para essa decad\u00eancia. Hoje, todo mundo s\u00f3 faz correr atr\u00e1s do capital e esquece de alimentar o espiritual.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_9839.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5627\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_9839.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_9839.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/IMG_9839-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os estilos e g\u00eaneros mais procurados s\u00e3o os livros de autoajuda, os infantis e de fic\u00e7\u00e3o. Ainda bem que muitas crian\u00e7as t\u00eam pegado o gosto pela leitura. Nessa pandemia de muitas mortes e incertezas, a ansiedade e a depress\u00e3o poderiam ser mais aliviadas se as pessoas ocupassem mais o seu tempo com um bom livro na m\u00e3o, colocando a imagina\u00e7\u00e3o para voar. Tenho certeza que o livro \u00e9 um bom rem\u00e9dio para a mente e o corpo, principalmente nesse per\u00edodo t\u00e3o conturbado em que estamos atravessando.<\/p>\n<p>Nesse \u201cDia do Livro\u201d (23 de abril) quero aqui prestar uma homenagem aos grandes escritores brasileiros e estrangeiros, como Jorge Amado, Euclides Neto, Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiros (baianos), Machado de Assis, Jos\u00e9 Lins do Rego, Lima Barreto, Jos\u00e9 de Alencar, Suassuna, Graciliano Ramos, Guimar\u00e3es Rosa, George Orwell, Jack London, Ernest Hemingway e os brilhantes russos Vlad\u00edmir Maiak\u00f3vski, Leon Tolslt\u00f3i, Dostoi\u00e9vski, dentre muitos outros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 20 anos os \u201cprofetas\u201d da internet anunciaram o sepultamento do livro impresso com o advento do chamado e-book pelo tablete e pelo computador. At\u00e9 agora quebraram a cara, e v\u00e3o continuar assim porque o livro impresso nunca vai morrer, muito pelo contr\u00e1rio. 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