{"id":5557,"date":"2021-04-02T01:24:43","date_gmt":"2021-04-02T04:24:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=5557"},"modified":"2021-04-02T01:24:52","modified_gmt":"2021-04-02T04:24:52","slug":"um-ciclo-vicioso-de-contaminacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2021\/04\/02\/um-ciclo-vicioso-de-contaminacao\/","title":{"rendered":"UM CICLO VICIOSO DE CONTAMINA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p>N\u00c3O \u00c9 JUSTO, OS JOVENS QUE V\u00c3O PARA AS BALADAS EST\u00c3O TENDO PRIORIDADE NOS LEITOS DE UTI.<\/p>\n<p>Sai uma festa de tradi\u00e7\u00e3o cultural e entra outra, e tome comemora\u00e7\u00e3o, numa pandemia que j\u00e1 ceifou a vida de mais de 325 mil pessoas, uma popula\u00e7\u00e3o inteira de Vit\u00f3ria da Conquista. No Brasil, principalmente na Bahia, os eventos se sucedem numa progress\u00e3o proporcional da doen\u00e7a atrav\u00e9s das aglomera\u00e7\u00f5es. \u00c9 um suic\u00eddio coletivo! \u201cGente est\u00fapida\u201d!<\/p>\n<p>Esse ciclo vicioso de contamina\u00e7\u00e3o indica que a pandemia ainda vai perdurar por alguns meses, e s\u00f3 pode baixar com a vacina\u00e7\u00e3o em massa, que sofreu atrasos e continua num ritmo lento. Ningu\u00e9m quer cortar sua tradi\u00e7\u00e3o, como bem vimos no S\u00e3o Jo\u00e3o passado com uma multid\u00e3o comprando ingredientes nas feiras e mercados para festejar com as fam\u00edlias, amigos e parentes.<\/p>\n<p>Depois do S\u00e3o Jo\u00e3o vieram as elei\u00e7\u00f5es, e depois as comemora\u00e7\u00f5es de final de ano. O ritual de estupidez \u00e9 sempre o mesmo, seguido de um aumento nos \u00edndices de infec\u00e7\u00e3o, superlota\u00e7\u00e3o nos hospitais e mais gente morrendo. No in\u00edcio de fevereiro tivemos os carnavais clandestinos incentivados pelas lives da turma do ax\u00e9 baiano.<\/p>\n<p>Agora \u00e9 a Semana Santa e os Ovos de P\u00e1scoa, com as peixarias, feiras e supermercados cheios de consumidores \u00e1vidos para fazer mesas fartas com vatap\u00e1, caruru e outras comilan\u00e7as. Como no Natal, a Sexta da Paix\u00e3o \u00e9 o tempo que as pessoas mais se empanturram com comidas e bebidas quando deveria ser o contr\u00e1rio, como recomenda a religi\u00e3o. A tradi\u00e7\u00e3o da festa, carregada de comidas, ultrapassou a religiosidade.<\/p>\n<p>Esse quadro de insensatez serve para estampar um dos maiores paradoxos brasileiros. De um lado, uma camada mais pobre se aglomera nos mercados para comprar peixe, camar\u00e3o, dend\u00ea, quiabo, castanha e outros ingredientes para a festan\u00e7a. Do outro, vemos imagens de casebres famintos, de geladeiras e panelas vazias, com crian\u00e7as e adultos que mal fazem uma refei\u00e7\u00e3o por dia.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para entender esses absurdos de desigualdade social de uma pobreza, que ainda consegue um dinheirinho para cumprir a tradi\u00e7\u00e3o de uma Semana Santa, dentro de outra ainda pior de extrema pobreza que passa fome e n\u00e3o vai ter o peixe na mesa para seguir o preceito.<\/p>\n<p>Dentro de mais 15 ou 20 dias vamos ter outro avan\u00e7o da doen\u00e7a, praticamente coincidindo com o S\u00e3o Jo\u00e3o de junho, para completar o chamado ciclo vicioso da contamina\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, as vacinas chegam aos tiquinhos, numa velocidade de uma carro\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00c3O \u00c9 JUSTO, OS JOVENS QUE V\u00c3O PARA AS BALADAS EST\u00c3O TENDO PRIORIDADE NOS LEITOS DE UTI. Sai uma festa de tradi\u00e7\u00e3o cultural e entra outra, e tome comemora\u00e7\u00e3o, numa pandemia que j\u00e1 ceifou a vida de mais de 325 mil pessoas, uma popula\u00e7\u00e3o inteira de Vit\u00f3ria da Conquista. No Brasil, principalmente na Bahia, os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5557"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5557"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5557\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5558,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5557\/revisions\/5558"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5557"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5557"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5557"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}