{"id":5474,"date":"2021-03-09T01:12:07","date_gmt":"2021-03-09T04:12:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=5474"},"modified":"2021-03-09T01:12:19","modified_gmt":"2021-03-09T04:12:19","slug":"a-peste-negra-as-vacinas-e-os-embates-entre-a-ciencia-e-a-fe-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2021\/03\/09\/a-peste-negra-as-vacinas-e-os-embates-entre-a-ciencia-e-a-fe-parte-i\/","title":{"rendered":"A PESTE NEGRA, AS VACINAS E OS EMBATES ENTRE A CI\u00caNCIA E A F\u00c9 (Parte I)"},"content":{"rendered":"<p>O surto de uma doen\u00e7a no s\u00e9culo VI foi o mesmo que atingiu os filisteus no s\u00e9culo XI a.C. com tumores pelo corpo. \u00a0Na \u00e9poca, disseram ter sido um castigo de Deus por eles terem roubado a Arca da Alian\u00e7a dos israelitas. Na Roma de 590, do Papa Greg\u00f3rio I, cat\u00f3licos caiam mortos durante a prociss\u00e3o enquanto seguiam o Sumo Pont\u00edfice, rogando a Deus para p\u00f4r fim a tamanha afli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tudo isso nos indica que a Peste Negra do s\u00e9culo XIV (manchas negras pelo corpo) n\u00e3o foi o primeiro surto na Europa que ceifou a vida de milhares e milh\u00f5es de pessoas. Naquele tempo, a medicina era prec\u00e1ria e, praticamente, n\u00e3o existiam higieniza\u00e7\u00e3o, saneamento; viviam-se entre os lix\u00f5es e os esgotos a c\u00e9u aberto. A f\u00e9 e a ora\u00e7\u00e3o eram maiores apegos, e a Igreja delas se servia at\u00e9 para tirar proveitos materiais dos grandes propriet\u00e1rios de terras.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1501.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5475\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1501.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1501.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1501-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>OS C\u00c9TICOS E A CORRUP\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Diante da doen\u00e7a, e na esperan\u00e7a de encontrar uma salva\u00e7\u00e3o nas rezas, muita gente se voltou para a Igreja, e os mais abastados deram suas propriedades para a institui\u00e7\u00e3o. No entanto, haviam os c\u00e9ticos que viram que o clero tamb\u00e9m morria e passaram a ver a Igreja como corrupta.<\/p>\n<p>A Peste Negra, tamb\u00e9m conhecida como Bub\u00f4nica por causa dos bub\u00f5es, com v\u00f4mitos, febre e morte, come\u00e7ou por volta de 1347\/48 e ainda apareceu nas Am\u00e9ricas do Sul e do Norte (Fl\u00f3rida) no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Ela se manifestava no corpo humano como pneum\u00f4nica (transmitida pela tosse) e na forma septic\u00eamica (no sangue) que matava em quest\u00e3o de um dia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1503.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5476\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1503.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1503.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1503-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fala-se muito que essa peste viajou na rota da seda (China), mas era mesmo entre o linho e a l\u00e3, por terra em camelos, cavalos e carro\u00e7as e por mar em barcos. Pelas rotas comerciais, ela come\u00e7ou na \u00c1sia Central pela China, onde uma grande popula\u00e7\u00e3o de ratazanas facilitou a prolifera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Os animais viviam em navios. \u00a0Conta a hist\u00f3ria que em 1347, os t\u00e1rtaros cercaram o porto de Caffa, na Crim\u00e9ia, onde habitavam mercadores italianos.<\/p>\n<p>Para tirar proveito comercial, os b\u00e1rbaros, chefiados por uma tal de Janibeg, lan\u00e7aram cad\u00e1veres contaminados por cima das muralhas para infeccionar os habitantes. Sem sa\u00edda, os italianos fugiram \u00e0s pressas para G\u00eanova, Messina e Veneza. Como era de se esperar, essas cidades foram logo contaminadas pela peste proveniente das pulgas das ratazanas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1505.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5477\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1505.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1505.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1505-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No s\u00e9culo XIII, toda a Europa experimentava um grande crescimento econ\u00f4mico. Os agricultores, por exemplo, produziam colheitas abundantes. Com isso, houve um aumento da popula\u00e7\u00e3o urbana, com cidades entre 10 a 100 mil pessoas que viviam aglomeradas, sem maiores problemas sociais. No entanto, ao lado das catedrais, existiam os casebres miser\u00e1veis convivendo entre esgotos e lixos, locais ideais para os ratos e as pulgas.<\/p>\n<p>Somente em 1348 (naquela \u00e9poca os meios de comunica\u00e7\u00e3o de transporte eram demorados), a doen\u00e7a chegou a Paris, na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e na regi\u00e3o do Volga. No ano seguinte, entrou em Londres atrav\u00e9s dos barcos (locais de muitos ratos) de vinho. Da\u00ed passou para a Esc\u00f3cia e assolou toda Escandin\u00e1via, em 1350.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1508.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5478\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1508.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1508.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/IMG_1508-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>De 1300 a 1600, a fome, a guerra e a peste foram os maiores flagelos da Europa, com vis\u00f5es apocal\u00edpticas, retratadas em \u201cO Triunfo da Morte\u201d por Bruegel. Os sintomas eram mesmo de terror, como descrevia o poeta gal\u00eas Gethih, \u201cvemos a morte caminhar para n\u00f3s como fuma\u00e7a negra\u201d, a respeito do crescimento do bub\u00e3o. Segundo ele, \u201ctem a forma de uma ma\u00e7\u00e3, como a cabe\u00e7a de uma cebola&#8230; grande \u00e9 a sua ard\u00eancia, como uma brasa que queima\u201d.<\/p>\n<p>NINGU\u00c9M ESTAVA A SALVO E OS FLAGELANTES<\/p>\n<p>Como na Covid-19, que j\u00e1 matou mais de 266 mil brasileiros, ningu\u00e9m estava a salvo (pobres, ricos, homens, mulheres, brancos e negros eram suas v\u00edtimas fatais). Metade dos 90 mil habitantes de Floren\u00e7a morreram. Da Europa de cerca de 70 milh\u00f5es de pessoas, mais de 25 milh\u00f5es se foram.<\/p>\n<p>Os coveiros, mesmo sabendo dos perigos, enterravam os mortos em troca de pagamentos. Os la\u00e7os de sentimentos que uniam a sociedade foram se desfazendo, e muitos se juntaram a grupos austeros de \u00f3dio e intoler\u00e2ncia, como nos dias de hoje no Brasil.<\/p>\n<p>Outros negacionistas se entregavam \u00e0 devassid\u00e3o e \u00e0s orgias como v\u00e1lvula de escape das ang\u00fastias. Pais abandonavam filhos, e as aldeias nos campos foram devastadas e abandonadas. Em meio a todo aquele caos, surgiu o bizarro movimento dos flagelantes. Eles se a\u00e7oitavam tr\u00eas vezes por dia durante 33 dias que era a idade de Cristo. Em prociss\u00f5es de at\u00e9 mil flagelantes, centenas morriam dos altos ferimentos pelo caminho.<\/p>\n<p>Aos moldes atuais do nosso pa\u00eds, as cidades publicavam leis para controlar o com\u00e9rcio, mas quando os dirigentes adoeciam ou se iam, ficava imposs\u00edvel manter a ordem e evitar as aglomera\u00e7\u00f5es. Muitas obras tiveram que parar suas atividades, como a Catedral de Siena, que ficou inacabada.<\/p>\n<p>Com a peste, a Ordem dos Franciscanos perdeu 125 mil membros. Um monge de um mosteiro teve que enterrar todos seus irm\u00e3os de congrega\u00e7\u00e3o e, no final, sobraram somente ele e o c\u00e3o. O continente europeu entrou em ru\u00ednas, e um em cada tr\u00eas faleciam. Veneza perdeu tr\u00eas quartos da sua popula\u00e7\u00e3o, e a Inglaterra um milh\u00e3o dos seus 4,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>ISOLAMENTO<\/p>\n<p>Como forma dura de distanciamento, um marroquino de nome Ibu Abu Madyan foi o primeiro em seu pa\u00eds a se isolar em sua casa. Quando existiam doentes numa resid\u00eancia, as pessoas de fora emparedavam janelas e portas com t\u00e1buas e pregos, como ocorreu em Mil\u00e3o. Os doentes morriam no interior, sem nenhuma ajuda.<\/p>\n<p>Com isso, descobriram as vantagens do isolamento social. Em 1374, Veneza baniu os viajantes. Em 1382, os navios ficavam em quarentena em Marselha. As medidas permitiram um controle parcial, uma vez que as ratazanas e as pulgas n\u00e3o foram combatidas. A peste de 1347 a 1352 tornou-se end\u00eamica no s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>Em 1362 outro surto dizimou crian\u00e7as e adolescentes, e recebeu o nome de \u201cPeste das Crian\u00e7as\u201d No s\u00e9culo XV ela reapareceu em Portugal onde D. Duarte foi uma das v\u00edtimas. Em 1569, a peste matou 600 num s\u00f3 dia, e mais de 60 mil no ano. O Egito, a \u00cdndia e a China sofreram duras perdas durante o s\u00e9culo XIX. Na d\u00e9cada de 1890, a bact\u00e9ria chegou at\u00e9 a Am\u00e9rica do Sul, proveniente da China. Na Fl\u00f3rida houve outro surto no ano de 1922.<\/p>\n<p>A MEDICINA<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi controlada atrav\u00e9s dos cal\u00e7amentos das ruas nas cidades e servi\u00e7os de saneamento, que serviram para manter os ratos e as pulgas distantes dos humanos. Tamb\u00e9m, a medicina e a desinfec\u00e7\u00e3o tornaram-se mais eficientes, derrubando a doen\u00e7a aos poucos.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, n\u00e3o se sabia as causas e como a peste se propagava. Os m\u00e9dicos n\u00e3o tinham preven\u00e7\u00e3o e a cura. Muitos acreditavam que a propaga\u00e7\u00e3o era pelo ar, no que n\u00e3o estava errado no caso da pneum\u00e1tica. Foi a\u00ed que se atentou para o isolamento como solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para tratar dos doentes, os m\u00e9dicos usavam caixas com subst\u00e2ncias arom\u00e1ticas, com um vestu\u00e1rio protetor e m\u00e1scara em forma de bicos cheios de especiarias para purificar o ar. Com uma tocha de fumiga\u00e7\u00e3o, cauterizava os bub\u00f5es, mantendo uma certa dist\u00e2ncia dos pacientes. N\u00e3o era nada f\u00e1cil excluir as pulgas<\/p>\n<p><!--more-->\u00a0Depois de tantas mortandades e desesperos, a explica\u00e7\u00e3o para a peste negra foi finalmente descoberta pelo franc\u00eas Alexander Yersin. Ele concluiu que todas suas formas eram causadas pelas bact\u00e9rias pasteurella pestis e a xenopsylla cheopis existentes em roedores selvagens.<\/p>\n<p>Elas se espalham atrav\u00e9s das pulgas das ratazanas. Quando uma pulga pica um animal que j\u00e1 tenha a bact\u00e9ria, ela fica infectada. As bact\u00e9rias se multiplicam na pulga que as injeta em seu hospedeiro. Muitos roedores chegam a morrer, e as pulgas procuram outros. A peste negra s\u00f3 pode retornar no caso de um colapso global, segundo especialistas no assunto.<\/p>\n<p>Na virada do s\u00e9culo, com invernos mais frios e a Guerra dos Cem Anos, entre a Inglaterra e a Fran\u00e7a (1315), as colheitas come\u00e7aram a escassear. As pessoas tamb\u00e9m perderam a resist\u00eancia e houve falta de trabalhadores no campo. Com a procura por servi\u00e7os, ocorreu um enfraquecimento do feudalismo. Os oper\u00e1rios, enfim, tiveram a chance de barganhar e pedir melhores pre\u00e7os pela m\u00e3o-de-obra.<\/p>\n<p>Nas cidades houve um aumento de art\u00edfices e, ap\u00f3s a peste, os camponeses passaram a ter mais liberdade perante seus senhores. O rei Eduardo III foi obrigado a nivelar os sal\u00e1rios aos patamares anteriores, provocando insurrei\u00e7\u00f5es, em 1358, como a Jacquerie, com 20 mil mortes.<\/p>\n<p>Outras doen\u00e7as que ceifaram a vida de milh\u00f5es pelo mundo foram a var\u00edola e a gripe espanhola (1918 no Brasil). O cientista Oswaldo Cruz teve que enfrentar uma guerra contra a vacina, mas depois houve ades\u00e3o do povo.<\/p>\n<p>Muitos conquistadores e comandantes em guerras usaram essas doen\u00e7as como armas para exterminar \u201cinimigos\u201d. Nas Am\u00e9ricas, por exemplo, colonizadores distribu\u00edam como presentes, cobertores infestados de var\u00edola para os ind\u00edgenas e nativos em geral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O surto de uma doen\u00e7a no s\u00e9culo VI foi o mesmo que atingiu os filisteus no s\u00e9culo XI a.C. com tumores pelo corpo. \u00a0Na \u00e9poca, disseram ter sido um castigo de Deus por eles terem roubado a Arca da Alian\u00e7a dos israelitas. Na Roma de 590, do Papa Greg\u00f3rio I, cat\u00f3licos caiam mortos durante a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5474"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5474"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5474\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5479,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5474\/revisions\/5479"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}