{"id":5234,"date":"2020-12-09T21:06:27","date_gmt":"2020-12-10T00:06:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=5234"},"modified":"2020-12-09T21:06:37","modified_gmt":"2020-12-10T00:06:37","slug":"historia-do-povo-cigano-parte-v","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2020\/12\/09\/historia-do-povo-cigano-parte-v\/","title":{"rendered":"&#8220;HIST\u00d3RIA DO POVO CIGANO&#8221; (Parte V)"},"content":{"rendered":"<p>A HUMILHANTE E PENOSA ESCRAVID\u00c3O NA ROM\u00caNIA, AS MIGRA\u00c7\u00d5ES, OS EMBARQUES PARA OS ESTADOS UNIDOS COMO IMIGRANTES, OS COSTUMES E H\u00c1BITOS, CASAMENTOS ENTRE AS DIVERSAS TRIBOS E A IMPUREZA DAS MULHERES CIGANAS.<\/p>\n<p>As leis que regiam os escravos ciganos na Val\u00e1quia e na Mold\u00e1via (Rom\u00eania) nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, segundo Angus Fraser, em seu livro \u201cHist\u00f3ria do Povo Cigano\u201d, pouco diferem das medidas aplicadas h\u00e1 quatro s\u00e9culos antes. Como escravos, haviam os da Coroa (Tsigani domneshti) e os pertencentes aos mosteiros (Tsigani manastireshti) ou os boiardos.<\/p>\n<p>Aqueles que pagavam tributos \u00e0 Coroa dividiam-se em v\u00e1rias classes Lingurari (fazedores de colheres), Ursari (domadores de ursos, ferradores e latoeiros), os Rudari (mineiros) ou Aurari (ourives, garimpeiros) e os Laieshi (membros de uma horda), isto \u00e9, sem ocupa\u00e7\u00e3o fixa. Estes \u00faltimos tinham uma boa m\u00e3o para muitas coisas, especialmente para o trabalho com metais, e as mulheres se ocupavam de ler a sina e pedir esmolas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0958.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5235\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0958.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0958.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0958-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>FLAGELOS CRU\u00c9IS E CASTIGOS<\/p>\n<p>Os verdadeiros escravos, no sentido vulgar do termo, eram os Vatrasi (propriedade de um dono) que serviam de lacaios, cocheiros, cozinheiros e criados de seus donos. Alguns podiam viver nas aldeias como barbeiros, alfaiates, sapateiros ou ferradores. O interessante \u00e9 que os melhores m\u00fasicos eram os Vatrasi. Pelo trabalho que exerciam, pagavam impostos aos seus donos.<\/p>\n<p>Como acontecia com a escravid\u00e3o negra, os senhores podiam, impunemente, mandar matar os seus ciganos. As falhas eram punidas com castigos ferozes. Mihail Kogalniceanu, um romeno que lutou pela emancipa\u00e7\u00e3o dos ciganos, descreve que viu na capital Mold\u00e1via seres humanos com correntes nos bra\u00e7os e nas pernas, outros com tenazes de ferro em volta da cabe\u00e7a, bem como colares de metal no pesco\u00e7o. Ele testemunhou flagelos cru\u00e9is e castigos, como fome, pendurados sobre fumeiros e encarceramento em solit\u00e1rias. Muitos eram atirados nus na neve.<\/p>\n<p>Kogalniceanu calcula que os ciganos eram cerca de 200 mil na Val\u00e1quia e Mold\u00e1via, sendo que a maioria pertencia a donos particulares. Os movimentos de emancipa\u00e7\u00e3o come\u00e7aram por volta de 1828\/34, com a ocupa\u00e7\u00e3o russa, mas foram logo abafados.\u00a0 Os senhores n\u00e3o aceitavam. O primeiro passo foi dado por Alexander Ghica, o vaivoda da Val\u00e1quia, em 1837, quando libertou quatro mil fam\u00edlias de ciganos da Coroa, e os instalou em aldeias.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0959.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5236\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0959.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0959.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0959-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Logo depois, a Mold\u00e1via seguiu o exemplo com os ciganos da Coroa, em 1842, e os mosteiros, em 1844. Gheorghe Bibesca, educado em Paris, cuidou, em 1847, que os escravos da Igreja da Val\u00e1quia tamb\u00e9m fossem libertados, mas a transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi r\u00e1pida. Na Transilv\u00e2nia, a aboli\u00e7\u00e3o da servid\u00e3o s\u00f3 chegou em 1848. A nova gera\u00e7\u00e3o de romenos procurou inspira\u00e7\u00e3o na Fran\u00e7a e completou a tarefa.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica estava t\u00e3o enraizada na Mold\u00e1via que o falecido ministro das Finan\u00e7as, Aleku Sturza, possu\u00eda, entre seus haveres, 349 ciganos escravos, quando parte de suas propriedades foi posta \u00e0 venda, em 1851. S\u00f3 em 1855 Grigore Ghica, pr\u00edncipe da Mold\u00e1via, promoveu a revoga\u00e7\u00e3o do que chamou de humilhante vest\u00edgio de uma sociedade b\u00e1rbara, propondo que os propriet\u00e1rios fossem recompensados pela perda de seus investimentos.<\/p>\n<p>A compra e a venda de seres humanos foram banidas de vez, mas a Val\u00e1quia s\u00f3 veio a fazer o mesmo, em 1856. No entanto, a liberdade jur\u00eddica completa s\u00f3 ocorreu mesmo em 1864, quando foi elaborada uma nova Constitui\u00e7\u00e3o para os principados que tinham sido transformados na Rom\u00eania.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0961.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5237\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0961.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0961.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/IMG_0961-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A L\u00cdNGUA ROMANI DOS ROM E SEUS DIALETOS<\/p>\n<p>Na segunda metade do s\u00e9culo XIX, muitas tribos ciganas se afastaram dos Balc\u00e3s e da Hungria, tornando-se mais conhecidos. Sua l\u00edngua Romani estava impregnada de dialetos romenos, apelidados de Valacos. Diziam-se Rom.<\/p>\n<p>Entre estes, muitos grupos Rom se destacavam os Kalderasha (caldeireiros), Lovara (negociantes de cavalos) e os Tchurara (artes\u00e3os de gamelas). Outros que vieram dos Balc\u00e3s se denominavam de Boyash (garimpeiros), Rudari (mineiros) e Ursari (amestradores de ursos). Os Kalderasha come\u00e7aram a se deslocar para a R\u00fassia, S\u00e9rvia, Bulg\u00e1ria e Gr\u00e9cia, e Escandinava, originando subdivis\u00f5es, de acordo com a ocupa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica de cada um.<\/p>\n<p>Na Pol\u00f4nia, os Kalderasha e Tchurara foram para a R\u00fassia. Alguns Rom, com passaportes austr\u00edacos, fizeram caminho, em 1870, para Berlim, B\u00e9lgica e Fran\u00e7a, mas logo foram empurrados para a fronteira franco-belga. Nos Pa\u00edses Baixos, na Holanda, o governo achou um fen\u00f4meno novo, e a popula\u00e7\u00e3o encarrou como gente t\u00e3o ex\u00f3tica que pagava para entrar em seus acampamentos. No princ\u00edpio da d\u00e9cada de 1870, novos bandos de Rom chegaram a Fran\u00e7a, vindos da Alemanha e atraindo multid\u00f5es de visitantes curiosos.<\/p>\n<p>Em 1886, um grupo de cerca de 100 gregos, vindos da Gr\u00e9cia, Turquia, S\u00e9rvia, Bulg\u00e1ria e Rom\u00eania chegaram de comboio a Liverpool. Entre os anos de 1895 e 1907 existem relatos de Ursari no sul da Esc\u00f3cia e norte da Inglaterra falando uma mistura de l\u00edngua, mas foi no in\u00edcio do s\u00e9culo XX que os Lovara, da Alemanha, que viraram atra\u00e7\u00f5es na Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p><!--more-->Em 1906, a pol\u00edcia e a imprensa fizeram uma campanha acirrada contra eles. Por onde andavam, as mulheres com moedas de ouro nos len\u00e7os de cabelo e penduradas no pesco\u00e7o e no peito, ofereciam um espet\u00e1culo diferente das inglesas.\u00a0 Os homens se vestiam com cal\u00e7as largas metidas nas botas e camisas coloridas berrantes.<\/p>\n<p>O MOVIMENTOS PARA OS ESTADOS UNIDOS COMO IMIGRANTES<\/p>\n<p>Alguns que chegaram a Inglaterra tinham destino para as Am\u00e9ricas, formando um elemento ainda mais importante. O ritmo do movimento cigano nos Estados Unidos seguiu o mesmo dos imigrantes, isso com mais intensidade a partir de 1815. Eles preferiram os estados de Ohio, Pennsylv\u00e2nia e Virg\u00ednia, e l\u00e1 empreenderam uma s\u00e9rie de neg\u00f3cios peripat\u00e9ticos, como venda de cavalos, latoeiros e cesteiros. As mulheres cuidavam de ler a sina.<\/p>\n<p>At\u00e9 1914 chegou gente da It\u00e1lia, Gr\u00e9cia, R\u00fassia, Rom\u00eania e Turquia, mas, tudo indica que os primeiros a desembarcarem em Nova Iorque, em 1881, foram os Rom da \u00c1ustria-Hungria, ou turcos, seguidos de Ludar (Rudari) \u2013 artistas de espet\u00e1culo malabaristas e amestradores de animais &#8211; que declararam nacionalidade b\u00falgara e espanhola. Alguns ciganos foram via Cuba, Canad\u00e1, M\u00e9xico ou Am\u00e9rica do Sul, onde os regulamentos de entrada eram mais brandos. Eles embarcavam em portos do Mar do Norte.<\/p>\n<p>O movimento dos imigrantes coincide com o fim da escravatura, tanto que os dialetos tinham influ\u00eancia romena, cuja l\u00edngua era tamb\u00e9m falada fora da fronteira da Val\u00e1quia e Mold\u00e1via. Com a passagem por outros pa\u00edses, muitos perderam o Romani. Assinala o autor do livro, que dentro do Romani \u00e9 poss\u00edvel identificar palavras importadas do persa, do arm\u00eanio e do grego.<\/p>\n<p>COSTUMES E DIFEREN\u00c7AS ENTRE OS CIGANOS<\/p>\n<p>A primeira divis\u00e3o do povo Rom \u00e9 a que o categoriza como Kalderasha, Matachvaya, Lovara e Tchurara. Estas tribos t\u00eam diferen\u00e7as de dialeto e apar\u00eancia, mas se reconhecem no direito de serem chamados de Rom, e podem casar entre si. A grande subdivis\u00e3o funcional \u00e9 a fam\u00edlia, que inclui os filhos casados e suas mulheres, filhos e netos. Cada lar dentro da fam\u00edlia \u00e9 chamada de ts\u00e9ra.<\/p>\n<p>De natureza diferente \u00e9 a kump\u00e1nia que pode ser constitu\u00edda por pessoas de mais de uma tribo e de v\u00e1rios cl\u00e3s. Ela \u00e9 composta por v\u00e1rias fam\u00edlias e muitas vezes \u00e9 chefiada por um Rom Bor\u00f3 (grande homem), que atua como elo de liga\u00e7\u00e3o com os gadj\u00e9s. Caso haja um problema a resolver, \u00e9 chamado um Kris Romani (Tribunal Romani), formado por diferentes votsi, e \u00e9 monop\u00f3lio masculino de um conselho de anci\u00e3os. Os Lovara e os Kalderash t\u00eam fama de fazer do Kris um grande jantar. O vitsa tem importantes ve\u00edculos rituais, como o dever de comparecer ao funeral e pom\u00e1na (festa por morte).<\/p>\n<p>Quanto aos casamentos, na teoria, o casal n\u00e3o participa das negocia\u00e7\u00f5es dos esponsais, mas na pr\u00e1tica \u00e9 capaz de influenciar a escolha e tem o direito de recusar o seu consentimento para a uni\u00e3o. O pai tem a obriga\u00e7\u00e3o de cuidar do casamento do filho. Ap\u00f3s o casamento, \u00e9 costume o casal ir viver com os pais do homem. A rec\u00e9m-casada tem o dever de cuidar dos sogros, fazer para eles o trabalho de casa e dar-lhes netos.<\/p>\n<p>Um ponto interessante \u00e9 o pre\u00e7o que o pai da noiva pede, que pode ser acima do que o Rom pode pagar. No entanto, este h\u00e1bito desapareceu entre os Karderassh e os Lovara da Pol\u00f4nia nos anos 50. Com rela\u00e7\u00e3o ao div\u00f3rcio e o adult\u00e9rio, a quest\u00e3o pode exigir um Kris. Nessa situa\u00e7\u00e3o fica decidido o pre\u00e7o da noiva a devolver.<\/p>\n<p>Com o tempo, muitos h\u00e1bitos foram se evoluindo. Entre os caldeireiros que chegaram a Liverpool, em 1911, tanto o homem se juntava \u00e0 fam\u00edlia extensa da sua noiva pelo casamento, como o contr\u00e1rio. Do mesmo modo, a institui\u00e7\u00e3o do Kris, embora existisse entre os Sinti da Alemanha e da \u00c1ustria, \u00e9 desconhecida de muitos ciganos. A pr\u00e1tica do pre\u00e7o da noiva tem paralelo entre os povos tribais da \u00cdndia.<\/p>\n<p>Na cerim\u00f4nia dos mortos (mulo) est\u00e3o embutidas at\u00e9 costumes e cren\u00e7as populares com o vampirismo em muitas zonas. Uma pr\u00e1tica observada por grupos de ciganos em diferentes pa\u00edses tem sido a destrui\u00e7\u00e3o da propriedade do falecido. Na Inglaterra, nos tempos das carro\u00e7as-habita\u00e7\u00f5es estas eram queimadas depois do enterro, juntamente com seus objetos. Atualmente, com os autom\u00f3veis e caminh\u00f5es, \u00e9 o reboque que tem que ser destru\u00eddo, ou vendido para um gadj\u00f3, isto de maneira sorrateira.<\/p>\n<p>No Romani, o conceito de corrup\u00e7\u00e3o tem diversos nomes, de acordo com o dialeto. O Rom do sueste europeu usa a palavra marim\u00e9 (impuro) tirada do grego. Moxado \u00e9 a forma Romani, na Inglaterra, e morged\u00f3, na Pol\u00f4nia (manchado). S\u00e2nscrito \u2013 mraks (porcaria). Para um cigano ser declarado impuro \u00e9 a maior vergonha que um homem pode sofrer. \u00c9 a morte social, pois a marca passa-se. Tudo que ele usar e tocar fica polu\u00eddo para os outros.<\/p>\n<p>AS IMPUREZAS DA MULHER<\/p>\n<p>Os ciganos t\u00eam dificuldade de discutir a quest\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o sexual escolar. Para eles, a grande preocupa\u00e7\u00e3o se refere \u00e0 impureza da mulher. A parte inferior do corpo da mulher \u00e9 considerada marim\u00e9, e tudo o que lhe estiver associado \u00e9 potencialmente sujo (\u00f3rg\u00e3os genitais, roupa e alus\u00f5es a sexo e gravidez).<\/p>\n<p>S\u00e3o impostas normas rigorosas de higiene, como bacias, toalhas e sab\u00f5es diferentes para as duas partes do corpo. Uma pia de cozinha, mesmo limpa, pode ser declarada marim\u00e9. Uma vasilha onde foi lavada a roupa n\u00e3o deve ser usada para lavar a toalha da cara, da mesa ou utens\u00edlios da cozinha. As roupas das mulheres t\u00eam que ser lavadas em separado das dos outros.<\/p>\n<p>A mulher \u00e9 mais impura, portanto sujeita a mais restri\u00e7\u00f5es e isolamento durante a maior parte de seus per\u00edodos sexuais (puberdade, menstrua\u00e7\u00e3o, gravidez e depois do parto). Ela tem que ter cuidado com tudo que toca. Numa casa rigorosa, pode nem cozinhar ou servir comida aos homens.<\/p>\n<p>Antes da puberdade e depois da menopausa s\u00e3o poucas as proibi\u00e7\u00f5es. Uma rapariga, por exemplo, pode usar saias curtas e mostrar as pernas. As mais velhas podem conviver mais livremente com os homens. Os sexos s\u00e3o segregados em todos os acontecimentos p\u00fablicos, sendo que a mulher fica em segundo lugar. Para os Rom, os gadj\u00e9s s\u00e3o por defini\u00e7\u00e3o impuros, pois ignoram as regras do sistema e n\u00e3o t\u00eam um adequado sentido da vergonha. Seus s\u00edtios e sua comida apresentam constante risco de conspurca\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A HUMILHANTE E PENOSA ESCRAVID\u00c3O NA ROM\u00caNIA, AS MIGRA\u00c7\u00d5ES, OS EMBARQUES PARA OS ESTADOS UNIDOS COMO IMIGRANTES, OS COSTUMES E H\u00c1BITOS, CASAMENTOS ENTRE AS DIVERSAS TRIBOS E A IMPUREZA DAS MULHERES CIGANAS. 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