{"id":5093,"date":"2020-10-23T01:20:17","date_gmt":"2020-10-23T04:20:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=5093"},"modified":"2020-10-23T01:20:48","modified_gmt":"2020-10-23T04:20:48","slug":"os-40-anos-do-cristo-crucificado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2020\/10\/23\/os-40-anos-do-cristo-crucificado\/","title":{"rendered":"OS 40 ANOS DO &#8220;CRISTO CRUCIFICADO&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Carlos A. Gonz\u00e1lez &#8211; jornalista<\/p>\n<p>No meio da terra \u00e1rida, com pouca vegeta\u00e7\u00e3o, ergue-se, magnificente, o Monumento ao Cristo Crucificado, a primeira imagem que surge aos olhos do viajante que est\u00e1 chegando a Vit\u00f3ria da Conquista pela BR-116 (Rio-Bahia interiorana). Erguida na Serra de Periperi, ponto mais alto da cidade, a obra do artista pl\u00e1stico M\u00e1rio Cravo J\u00fanior (1923-2018), contou com apoio log\u00edstico e financeiro da Construtora Odebrecht e da Prefeitura Municipal. Inaugurada em 9 de novembro de 1980, a escultura \u201ccontempla\u201d a cidade que cresce, s\u00f3cio e economicamente, sob seus p\u00e9s. Desassistida, \u201clastima\u201d, porque nada foi feito no seu entorno nesses 40 anos.<\/p>\n<p>O \u201cCristo de M\u00e1rio Cravo\u201d, como \u00e9 conhecido pelos moradores de Vit\u00f3ria da Conquista, retrata nos tra\u00e7os do rosto o sofrimento do homem do sert\u00e3o nordestino, castigado pelo sol, na sua luta permanente contra a seca.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/IMG_7725-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5094\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/IMG_7725-1.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/IMG_7725-1.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/IMG_7725-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A imagem, esculpida em fibra de vidro, refor\u00e7ada internamente com estrutura met\u00e1lica de tubos galvanizados e a\u00e7o inoxid\u00e1vel, tem 17 metros (a mesma altura do Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, que est\u00e1 fixado a um pedestal mais alto) e 13 metros de largura. A pilastra de apoio e a cruz s\u00e3o de concreto armado. O principal cart\u00e3o-postal de Vit\u00f3ria da Conquista, considerada como a maior est\u00e1tua no mundo de um Cristo pregado na cruz, tem 33 metros de altura, e est\u00e1 situada numa altitude de 1.110 metros.<\/p>\n<p>As primeiras conversas entre a administra\u00e7\u00e3o municipal, na pessoa do prefeito Pedral Sampaio (1925-2014), e M\u00e1rio Cravo J\u00fanior, datam de 1963, motivadas pelas reclama\u00e7\u00f5es das pessoas que tinham o h\u00e1bito de subir a serra todos os anos, atrav\u00e9s de trilhas abertas no mato. Os romeiros cobravam do gestor a recupera\u00e7\u00e3o de um velho cruzeiro, diante do qual se reuniam para fazer seus pedidos e ora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Antes de ser deposto no ano seguinte pela ditadura militar, Pedral mostrou interesse em erguer, na Serra de Periperi, um s\u00edmbolo crist\u00e3o, em substitui\u00e7\u00e3o ao Velho Cruzeiro, transformando, ao mesmo tempo o local numa \u00e1rea urbanizada, dedicada ao turismo religioso. Uma das pessoas consultadas pelo prefeito foi o ent\u00e3o vereador Raul Ferraz, que julgou o projeto modesto (uma cruz com 10 metros de altura), sugerindo a constru\u00e7\u00e3o de \u201calgo impactante, que pudesse ser visto de qualquer ponto da cidade\u201d.<\/p>\n<p>Dezessete anos depois M\u00e1rio Cravo voltou a Conquista para dar continuidade \u00e0 conversa com a prefeitura, sob a gest\u00e3o de Raul Ferraz, que havia recrutado Pedral, nomeando-o secret\u00e1rio de Obras. O \u201cCristo Crucificado\u201d foi relacionado entre as prioridades do governo. Por sugest\u00e3o do prefeito, o monumento teria as mesmas dimens\u00f5es da escultura erguida no Morro do Corcovado, no Rio. Nesse sentido, foi contratado o engenheiro calculista estrutural Augusto Franklin Ferraz. O local escolhido, apesar de bastante r\u00fastico, \u00e9 o ponto mais alto da serra, de frente para a Rio-Bahia, de onde pode ser visto.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/IMG_7729-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5095\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/IMG_7729-1.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/IMG_7729-1.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/IMG_7729-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A grandiosidade da obra exigia uma base de sustenta\u00e7\u00e3o capaz de garantir a seguran\u00e7a da imensa cruz e a imagem do Cristo, expostas aos ventos, tempestades e raios solares, \u201cpor muitos anos ou s\u00e9culos\u201d, afirmou Ferraz, revelando que o pedestal, \u201ca parte \u201cinvis\u00edvel\u201d do trabalho, foi a de maior desembolso para a prefeitura\u201d. O contrato com M\u00e1rio Cravo foi assinado em maio de 1980, mas a base de apoio come\u00e7ou a ser constru\u00edda em 9 novembro de 1979, com o lan\u00e7amento da pedra fundamental, ato que foi acompanhado por uma multid\u00e3o.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o total dos servi\u00e7os, objeto do contrato firmado entre as partes, foi fixado em 2,8 milh\u00f5es de cruzeiros (moeda da \u00e9poca), dividido em quatro parcelas, sendo a \u00faltima em 30 de outubro, na entrega da escultura.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio se comprometeu a fornecer torres met\u00e1licas para i\u00e7amento da imagem; hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o para o contratado e dois oper\u00e1rios especializados; instala\u00e7\u00e3o de quatro refletores no local de trabalho; transporte dentro da cidade; disponibilizar cinco trabalhadores. O autor da obra, segundo o contrato, ficou respons\u00e1vel pelo fornecimento e guarda do material e ferramentas necess\u00e1rios \u00e0 opera\u00e7\u00e3o; aos honor\u00e1rios de dois auxiliares qualificados; e com as despesas de viagens a Salvador.<\/p>\n<p><!--more-->Na opini\u00e3o de Raul Ferraz, o artista recebeu da Prefeitura \u201cuma quantia quase insignificante, em torno de 10% sobre o custo bancado pelo munic\u00edpio\u201d, ressaltando que M\u00e1rio Cravo sempre mostrou um interesse especial pelo trabalho, no per\u00edodo de seis meses passados na cidade.<\/p>\n<p>O artista<\/p>\n<p>Escultor, pintor, gravador, desenhista e poeta, o baiano M\u00e1rio Cravo J\u00fanior foi um dos expoentes da primeira gera\u00e7\u00e3o de artistas pl\u00e1sticos modernistas da Bahia, ao lado de Carlos Bastos e Genaro de Carvalho. Em mais de 70 anos de atividade cultural deixou um valioso acervo. Sua arte pode ser apreciada em espa\u00e7os abertos e museus e colecionadores particulares, no Brasil e no exterior. Alguns desses trabalhos, doados ao governo do Estado, podem ser vistos no Parque Metropolitano de Pitua\u00e7u, em Salvador.<\/p>\n<p>J\u00e1 consagrado como artista pl\u00e1stico, com 57 anos de idade, M\u00e1rio Cravo J\u00fanior voltou a Conquista para \u201cviver um momento muito peculiar na minha vida de artista e escultor\u201d, declarou \u00e0 produtora Cameraquatro, enquanto trabalhava no est\u00fadio montado para receber a escultura.<\/p>\n<p>Dirigido por Andr\u00e9 Luiz Oliveira, montagem de Milton Bolinha e fotografia de Alonso Rodrigues Cravo Neto, o v\u00eddeo testemunha um depoimento hist\u00f3rico do artista, chegando a confessar que estava \u201cvivendo uma experi\u00eancia ins\u00f3lita e incomum, por se tratar de um projeto que data de 1963 e que est\u00e1 sendo realizado em 1980. Curioso \u00e9 que temos que trabalhar sobre imagens e ideias de n\u00f3s mesmos, num decurso de tempo t\u00e3o longo. Repito, \u00e9 uma experi\u00eancia que n\u00e3o se enquadra numa sequ\u00eancia, digamos cronol\u00f3gica, do meu trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Referindo-se ao projeto elaborado em 1963, definido como uma estrutura \u201cagressiva, nervosa, quase que um aglomerado de seixos retil\u00edneos, facilitando, na verdade, a execu\u00e7\u00e3o da obra atual, que se utiliza de tubos de cobre e lat\u00e3o. Optei por lan\u00e7ar no espa\u00e7o um arcabou\u00e7o, um esqueleto, com as dimens\u00f5es e postura do corpo, pr\u00f3ximas do original\u201d, explana M\u00e1rio Cravo, admitindo que se viu compelido a usar pela primeira vez uma t\u00e9cnica mista.<\/p>\n<p>Por mais de uma vez, M\u00e1rio Cravo se coloca como autor de uma \u201cexperi\u00eancia hist\u00f3rica\u201d, um marco na sua arte, \u201cpor n\u00e3o estar inserido no contexto da contemporaneidade, maior ou menor, levando tamb\u00e9m em conta as dificuldades t\u00e9cnicas\u201d. Trabalhando com uma escultura religiosa, erudita e popular, \u201ccuriosamente, senti-me compelido a voltar \u00e0 d\u00e9cada de 40, para o aprendizado da minha juventude de escultor. Confesso que foi um retorno consciente e emocional.<\/p>\n<p>Caminho do Parque<\/p>\n<p>O per\u00edodo de perman\u00eancia, a trabalho, de M\u00e1rio Cravo em Vit\u00f3ria da Conquista, coincidiu com a presen\u00e7a na cidade de dirigentes, t\u00e9cnicos e oper\u00e1rios da Construtora Odebrecht. O objetivo da empresa era promover o lan\u00e7amento de um grande empreendimento imobili\u00e1rio, o Caminho do Parque. Na campanha de venda dos lotes a Odebrecht utilizou a imagem do monumento, autorizada pela Prefeitura.<\/p>\n<p>Moradores mais antigos da cidade contam que, em reconhecimento \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es de gentileza que recebeu de todas as camadas da popula\u00e7\u00e3o e ao sucesso obtido, em pouco tempo, com o lan\u00e7amento do loteamento, atualmente a \u00e1rea mais valorizada de Conquista, a Odebrecht se associou ao presente que o poder p\u00fablico dava aos conquistenses.<\/p>\n<p>Raul Ferraz assegura que desconhece qualquer tipo de acordo entre M\u00e1rio Cravo e a Construtora Odebrecht. Sem comprova\u00e7\u00e3o, essa colabora\u00e7\u00e3o estaria relacionada \u00e0 cess\u00e3o de pessoal, material de trabalho, transporte (a escultura foi levada at\u00e9 a parte alta da cidade em duas carretas), aluguel de guindastes e outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p>O relacionamento entre a prefeitura e Odebrecht foi o melhor poss\u00edvel, salienta Raul Ferraz, o que muito contribuiu o reencontro, bastante comemorado, com o arquiteto da empresa, S\u00e9rgio Guadenzi \u2013 os dois militaram juntos na pol\u00edtica estudantil em Salvador. \u201cOs dirigentes da construtora nos cobriam de gentilezas, que, educadamente, recus\u00e1vamos, com exce\u00e7\u00e3o do pagamento da \u00faltima parcela dos honor\u00e1rios acertados com M\u00e1rio Cravo\u201d, esclareceu o ex-prefeito.<\/p>\n<p>Por se tratar de um loteamento fechado, seus vizinhos, gente pobre, moradores da comunidade Calango Nu, imaginaram que sofreriam uma esp\u00e9cie de confinamento. Houve uma rea\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao projeto da Odebrecht. A Prefeitura foi pressionada no sentido de n\u00e3o liberar o alvar\u00e1 de localiza\u00e7\u00e3o. Ferraz se viu obrigado a por em pr\u00e1tica suas qualidades de negociador. Dirigindo-se \u00e0s lideran\u00e7as comunit\u00e1rias, mostrou que, em nenhum lugar do Brasil, se recusaria um empreendimento daquele porte. E mais: o bairro e seus im\u00f3veis seriam certamente valorizados. O futuro deixou evidente que o prefeito estava certo.<\/p>\n<p>O ato de inaugura\u00e7\u00e3o do \u201cCristo Crucificado\u201d, em 9 de\u00a0\u00a0novembro de 1980, traduziu-se na maior manifesta\u00e7\u00e3o popular j\u00e1 presenciada em Conquista. Milhares de pessoas subiram a p\u00e9 as ruas do Cruzeiro e das Pedrinhas, impedindo a passagem de ve\u00edculos, que foram estacionados nas margens da BR-116; o arcebispo da Diocese de Vit\u00f3ria da Conquista, Dom Clim\u00e9rio Almeida de Andrade, caminhou ao lado do prefeito e de outras autoridades, contrariando a posi\u00e7\u00e3o de alguns padres, cr\u00edticos da obra de M\u00e1rio Cravo.<\/p>\n<p>Urbaniza\u00e7\u00e3o do entorno<\/p>\n<p>Na \u00e9poca da inaugura\u00e7\u00e3o, a Prefeitura elaborou um projeto de urbaniza\u00e7\u00e3o para o s\u00edtio em redor do monumento, beneficiando o setor gastron\u00f4mico e o com\u00e9rcio de produtos artesanais e de souvenirs. A humaniza\u00e7\u00e3o do local, abandonado h\u00e1 d\u00e9cadas, com melhoria do acesso, atrairia o conquistense, que, praticamente, n\u00e3o disp\u00f5e de \u00e1reas de lazer; a cidade ingressaria no circuito do turismo religioso; a cultura ganharia com a constru\u00e7\u00e3o de um anfiteatro. O seu plano foi apresentado aos seus sucessores e ao empresariado.<\/p>\n<p>Raul Ferraz deixou o cargo em 1982 para assumir uma cadeira na C\u00e2mara Federal, onde cumpriu dois mandatos, tendo sido um dos representantes da Bahia na Constituinte de 1988.<\/p>\n<p>Entre as promessas feitas em 2016 por Herzem Gusm\u00e3o e n\u00e3o cumpridas, com a finalidade de ganhar o voto do eleitor conquistense, constava a recupera\u00e7\u00e3o do s\u00edtio em torno da escultura. O seu projeto previa a constru\u00e7\u00e3o de um telef\u00e9rico. Em julho de 2017, a Prefeitura promoveu um semin\u00e1rio num dos hot\u00e9is da cidade, com a presen\u00e7a de representantes da iniciativa privada, que ouviram atentamente a exposi\u00e7\u00e3o feita pelo turism\u00f3logo e pesquisador Ricardo Mateus, que trazia debaixo do bra\u00e7o um farto material do seu \u201cplano estrat\u00e9gico\u201d, como ele denominou, para mudar a paisagem da Serra do Periperi.<\/p>\n<p>Entusiasmado, o profissional de turismo discorreu sobre\u00a0\u00a0\u00a0sua proposta, que englobava a revitaliza\u00e7\u00e3o das pra\u00e7as da Juventude e S\u00e1 Barreto. A sinaliza\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a do local e o transporte foram tamb\u00e9m detalhados por Mateus, que previu para a Semana Santa, em abril de 2018, a conclus\u00e3o da primeira etapa da obra, com acesso ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u201cEsse Cristo \u00e9 uma das obras mais importantes feitas por meu pai\u201d. A declara\u00e7\u00e3o foi feita por Ivan Cravo, filho e curador do acervo de M\u00e1rio Cravo, na visita que fez em fevereiro do ano passado a Herzem Gusm\u00e3o, para apresentar um plano de restaura\u00e7\u00e3o do monumento, que inclu\u00eda refor\u00e7o da estrutura e renova\u00e7\u00e3o da pintura, benfeitorias que deixaram de ser feitas em 40 anos. Na oportunidade, o prefeito garantiu que aguardava uma verba de R$ 800 mil do Minist\u00e9rio do Turismo, e que sua administra\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia empregado R$ 380 mil na limpeza da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Acompanhado de assessores, o prefeito Guilherme Menezes (2001 a 2002 e 2009 a 2017) tamb\u00e9m subiu a Serra para apresentar seu plano de urbaniza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, o abandono daquele espa\u00e7o n\u00e3o se deu completamente por iniciativa da unidade da Pol\u00edcia Militar de Vit\u00f3ria da Conquista. Idealizado pelo capit\u00e3o Mauro Flor\u00eancio de Lima J\u00fanior, o projeto \u201cPM no P\u00f4r do Sol\u201d levou centenas de pessoas ao alto da Serra, no ver\u00e3o passado, nas tardes de domingo. A programa\u00e7\u00e3o constava de visita ao \u201cCristo\u201d, um olhar sobre a cidade e m\u00fasica executada pela banda da corpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 poucos dias, pequenos repteis (calangos), \u00fanicos seres vivos da regi\u00e3o, \u201cassistiram\u201d, c\u00e9ticos, Herzem Gusm\u00e3o erguer os bra\u00e7os em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem do Cristo Crucificado &#8211; um gesto inconceb\u00edvel para o evangelismo que professa \u2013, como se estivesse pedindo mais quatro anos \u00e0 frente do munic\u00edpio.\u00a0\u00a0Em desrespeito ao 2\u00ba Mandamento (N\u00e3o tomar\u00e1s o Seu santo nome em v\u00e3o) &#8211; Gusm\u00e3o gravava para o hor\u00e1rio eleitoral na televis\u00e3o \u2013 invocava o nome do Senhor, como faz a todo instante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><a href=\"http:\/\/www.pmvc.ba.gov.br\/wp-content\/uploads\/SC2_8581.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos A. Gonz\u00e1lez &#8211; jornalista No meio da terra \u00e1rida, com pouca vegeta\u00e7\u00e3o, ergue-se, magnificente, o Monumento ao Cristo Crucificado, a primeira imagem que surge aos olhos do viajante que est\u00e1 chegando a Vit\u00f3ria da Conquista pela BR-116 (Rio-Bahia interiorana). 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