{"id":5056,"date":"2020-10-09T21:10:02","date_gmt":"2020-10-10T00:10:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=5056"},"modified":"2020-10-09T21:10:20","modified_gmt":"2020-10-10T00:10:20","slug":"lendario-sertao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2020\/10\/09\/lendario-sertao-2\/","title":{"rendered":"LEND\u00c1RIO SERT\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p>Este texto, que se encontra no livro &#8220;ANDAN\u00c7AS&#8221;, de autoria do jornalista, escritor e poeta Jeremias Mac\u00e1rio, \u00e9 uma homenagem ao Dia do Nordestino, na figura do leg\u00edtimo sertanejo. \u00c9 uma descri\u00e7\u00e3o sobre seu perfil, costumes, sua vida di\u00e1ria na labuta da ro\u00e7a, suas cren\u00e7as e sua cultura popular.<\/p>\n<p>O meu sert\u00e3o catingueiro, com esp\u00e9cies vegetais e animais exclusivos, \u00e9 bem diferente do cerrado e da mata. Ora est\u00e1 retorcido, cinzento, des\u00e9rtico e \u00e1rido, mas de repente fica florido e cheio de vida, de cores e encantos quando batem as chuvas. A\u00ed arrebenta o aroma da terra molhada para o plantio.<\/p>\n<p>O olhar dessa gente sertaneja \u00e9 uma mistura de lealdade humilhada, cismado, do\u00eddo, castigado, sofrido, resistente, bruto e pacato. Pode ser ex\u00f3tico matreiro tabar\u00e9u, mas n\u00e3o \u00e9 o mesmo olhar do mateiro do sul ou de outras plagas do litoral. Nesse sert\u00e3o, toda final de tarde ou\u00e7o o canto cadenciado do nambu, como igual n\u00e3o existe em lugar nenhum.<\/p>\n<p>Para o sertanejo, a simplicidade \u00e9 a sua filosofia; a natureza sua arquitetura divina onde de tudo brota poesia; o peda\u00e7o de terra sua geografia; do barro faz-se a escultura; da seca sua prova de luta; e a chuva \u00e9 o seu show da vida. A caatinga \u00e9 mais fera e pantera que o deserto. Um tem caminho para o interior e o outro \u00e9 tortura. A caatinga tem o cordel e seu boi encantado.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/SERT\u00c3O.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5057\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/SERT\u00c3O.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"345\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/SERT\u00c3O.jpg 230w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/SERT\u00c3O-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 230px) 100vw, 230px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O sert\u00e3o da caatinga, das palmas e dos mandacarus, \u00e9 carregado de mist\u00e9rios, contos e lendas (algumas ainda vivas) dos coron\u00e9is, dos pistoleiros, jagun\u00e7os e vaqueiros bravos. Nesse descambado sem fim de espinhos de unhas-de-gato, tocas e malocas, rasgando serras e morros, o temido Lampi\u00e3o e sua tropa de coriscos conseguiam sair de seus labirintos e enganar as volantes.<\/p>\n<p>Os encourados cavaleiros lend\u00e1rios s\u00e3o os verdadeiros guerreiros legion\u00e1rios desse agreste in\u00f3spito, esquecido e supersticioso cheio de emboscadas e armadilhas. Eles partem para suas cruzadas sem nenhuma ben\u00e7\u00e3o do vig\u00e1rio-mor. S\u00e3o vaqueiros guardi\u00f5es das tradi\u00e7\u00f5es seculares de perseguir a r\u00eas at\u00e9 conduzi-la ao rebanho ou ao curral. A bravura n\u00e3o teme a morte. \u00c9 uma quest\u00e3o de honra.<\/p>\n<p>Em homenagem a esse ch\u00e3o, exclusivo do Brasil, e o mais degradado de todos, foi institu\u00eddo, por decreto presidencial, o 28 de abril como o \u201cDia Nacional da Caatinga\u201d, no intuito de preservar seu bioma, mas n\u00e3o \u00e9 isso que acontece. Seu folclore e suas comidas, feitas do milho e da mandioca, t\u00eam caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, mas quando a seca bate \u00e0 porta, o \u00eaxodo rouba sua magia e perde-se o encanto.<\/p>\n<p>\u00c9 assim a luta do sert\u00e3o catingueiro das prociss\u00f5es, dos paus-de-arara rumo a S\u00e3o Paulo, dos carros-pipa eleitoreiros, das cisternas, das barragens, aguadas, das cacimbas e po\u00e7os salobros erguidos para juntar um pouco de \u00e1gua, para enfrentar as estiagens. Os olhos marejam de dor e as l\u00e1grimas ficam presas nas gargantas. As crian\u00e7as choram de fome e os animais tombam ao ch\u00e3o, virando carca\u00e7as que se tornam postais da crueldade de um cen\u00e1rio desolador.<\/p>\n<p>Corta o cora\u00e7\u00e3o ver o sertanejo lacrimar quando sua safra se perde na sequid\u00e3o. Das trag\u00e9dias da natureza \u00e9 a que menos comove e sensibiliza as campanhas humanit\u00e1rias de solidariedade e de socorro \u00e0s suas v\u00edtimas. As enchentes e os desmoronamentos de terras no sul e sudeste do pa\u00eds ganham mais espa\u00e7o na m\u00eddia do que esta devasta\u00e7\u00e3o de morte mais penada e lenta.<\/p>\n<p>\u00c9 o sert\u00e3o do Assum Preto e da Asa Branca nas cantigas de lamento da terra do Luiz Gonzaga \u201cRei do Bai\u00e3o\u201d, e da \u201cTriste Partida\u201d, do poeta maior Patativa do Assar\u00e9, que continuam batendo suas eternas asas pelo mundo afora. \u00c9 o sert\u00e3o da sanfona \u201csankafa\u201d chamando para o arrasta-p\u00e9 do forr\u00f3. \u00c9 o sert\u00e3o sertanejo dos cabras valentes do \u201cPadim Ci\u00e7o\u201d e de Ant\u00f4nio Conselheiro. \u00c9 o sert\u00e3o da Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freire, dos guerreiros jagun\u00e7os, de Euclides da Cunha, de \u201cVidas Secas\u201d, de Graciliano Ramos, do \u201cAuto da Compadecida\u201d, de Ariano Suassuna e do \u201cO 13\u201d, de Raquel de Queiroz em suas hist\u00f3rias engra\u00e7adas e tristes. \u00c8 o sert\u00e3o bodeiro da \u201cCasa dos Carneiros\u201d na cantoria de Elomar. Foi cen\u00e1rio escaldante de \u201cdeus e o diabo na terra do sol\u201d e o \u201cdrag\u00e3o da maldade contra o santo guerreiro\u201d, de Glauber Rocha.<\/p>\n<p><!--more--> Um dia, l\u00e1 pela grande estiagem de 1876 a 1879, um imperador chamado D. Pedro II disse que venderia todas as j\u00f3ias da coroa se fosse o bastante para acabar com a seca e o sofrimento do sertanejo. Veio a de 1953\/54 e h\u00e1 mais de 120 anos o meu sert\u00e3o arde \u00e1rido sem as j\u00f3ias e as riquezas do reino.<\/p>\n<p>Quando menino ouvia dos meus pais os causos, hist\u00f3rias e lendas de horror das secas desgra\u00e7adas desse meu sert\u00e3o. Falavam do terror das volantes e de Lampi\u00e3o matando com suas carabinas e sangrando gente na ponta dos punhais. A Coluna Prestes tamb\u00e9m cortou o meu sert\u00e3o com seu La\u00e7o H\u00fangaro nos cavalos das patas de fogo da justi\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c9 o sert\u00e3o do canga\u00e7o da canga, do jugo, do valent\u00e3o cangaceiro e dos trapos. \u00c9 o sert\u00e3o de C\u00e2mara Cascudo e da vegeta\u00e7\u00e3o raqu\u00edtica, rasteira e espinhenta. \u00c9 o sert\u00e3o cangacista que nasce dos conflitos familiares, das brigas pela posse da terra e dos casos de amores.<\/p>\n<p>Os tempos se passaram e o cen\u00e1rio pouco mudou. As planta\u00e7\u00f5es morrem nas paisagens cinzentas; as pessoas continuam dependentes das esmolas; e os rebanhos s\u00e3o tragados pela fome e pela sede. As promessas s\u00e3o as mesmas sa\u00eddas das l\u00ednguas afiadas pelo diabo. O sert\u00e3o n\u00e3o muda n\u00e3o. Ainda \u00e9 o sert\u00e3o da reza, da f\u00e9 e do \u201cDeus Dar\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>No meu sert\u00e3o onde o sol \u00e9 quente de torrar nas veredas e encruzilhadas do destino, a constru\u00e7\u00e3o de uma barragem dura at\u00e9 50 anos, desde a id\u00e9ia \u00e0 sua conclus\u00e3o. Muitos dos reservat\u00f3rios prometidos nem foram feitos porque os rios viraram riachos e os c\u00f3rregos definharam nas baixadas estorricadas. At\u00e9 seus rastros foram apagados das mem\u00f3rias dessa gente que tamb\u00e9m perde suas culturas populares.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0 \u00e2nsia de amealhar votos nem perenizaram nossos rios com as \u00e1guas do nosso maior irm\u00e3o \u201cS\u00e3o Francisco\u201d que, com suas lendas e hist\u00f3rias de caboclos, pescadores e negos d\u00b4\u00e1gua, corta extensa parte do nosso ch\u00e3o. Em sua margem degradada, o frei Capio fez greve de fome contra sua obra de transposi\u00e7\u00e3o. Bem que o santo estava disposto em repartir o p\u00e3o, mas sem tanto maltrato e gan\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Muitos catingueiros n\u00e3o resistem \u00e0s atrocidades e ao maldito sistema capitalista coronelista. N\u00e3o aguentando, partem para outras terras onde n\u00e3o se ouve mais o choro da sanfona, a n\u00e3o ser do arranhado e barulhento som eletr\u00f4nico movido aos berros de um cantor alienado. Que saudades do meu sert\u00e3o da fartura do feij\u00e3o, do milho cozido, do cuscuz, da canjica, do mugunz\u00e1 e dos beijus quentes de tapioca da mandioca! Saudades das cantorias de adjut\u00f3rio! Saudades da sua sabedoria popular!<\/p>\n<p>A saga da sua hist\u00f3ria \u00e9 cantada em versos e prosas pelos poetas do desespero e do lamento no grito de protesto, da alegria, da agonia e da apologia \u00e0 sua terra. Tudo est\u00e1 escrito e registrado nos cord\u00e9is de seus escritores, nas esculturas e nos quadros de seus artistas pintores. Tudo est\u00e1 riscado nos pap\u00e9is dos historiadores e nas linguagens orais dos improvisadores e repentistas.<\/p>\n<p>O meu sert\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um bioma nacional exuberante e gigante como a Amaz\u00f4nia, a Mata Atl\u00e2ntica, a Serra Geral, o Pantanal e a Zona Costeira. O atraso e a pobreza se confundem com o luxo da casa grande e o poeir\u00e3o das acanhadas arma\u00e7\u00f5es de taipas. Outras mais parecem assombra\u00e7\u00f5es sem viventes.<\/p>\n<p>A caatinga do meu sert\u00e3o baiano ocupa uma \u00e1rea de 895 quil\u00f4metros quadrados (845 mil nacional com menos de 2% de sua \u00e1rea preservada em parques de prote\u00e7\u00e3o) ainda segregada entre Casa Grande e a Senzala. Mesmo assim, \u00e9 um bioma rico em diversidade animal e vegetal (932 esp\u00e9cies foram registradas).<\/p>\n<p>Nessa queimada ardente em brasas, o forte explora o fraco. \u00c9 o sert\u00e3o arrasado pelos s\u00e9culos da extra\u00e7\u00e3o impiedosa dos colonizadores que sugaram todo ventre da terra. \u00c9 o sert\u00e3o chicoteado pelos opressores olig\u00e1rquicos que se mudaram para as cidades grandes, mas n\u00e3o largaram seus latif\u00fandios.<\/p>\n<p>Esse bioma, que abrange mais da metade dos territ\u00f3rios dos estados do Piau\u00ed, Maranh\u00e3o, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Para\u00edba, Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Alagoas e o norte de Minas Gerais, \u00e9 o mais especial e o mais subjugado e desprezado de todo o brasileiro.<\/p>\n<p>Mais de 60% de todo territ\u00f3rio baiano est\u00e3o inseridos no semi\u00e1rido (40% do brasileiro), o equivalente a 265 dos 417 munic\u00edpios (quase sete milh\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o). S\u00e3o os mais esmolados e imolados.<\/p>\n<p>\u00c9 o sert\u00e3o das esp\u00e9cies em extin\u00e7\u00e3o, como a Arara-Azul, o Sofrer, o P\u00e1ssaro Preto, a Rolinha, a Juriti, o Tatu-Bola, o Veado, a Barriguda, o Juazeiro, a Aroeira, o Pau-Ferro, o Mulugu, a Bara\u00fana, a Imburana e tantas outras. \u00a0Na labuta da ro\u00e7a quando menino encantava com a beleza do Sofrer e o canto do P\u00e1ssaro Preto, que \u201cfuraro os \u00f3ios dele pra cant\u00e1 mi\u00f3\u201d. Que judia\u00e7\u00e3o! Mas \u00e9 a sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>O Tatu e o Veado sempre estiveram na mira dos ca\u00e7adores para refor\u00e7ar a escassa cozinha dos sertanejos. Das impolutas \u00e1rvores, cart\u00f5es postais da vegeta\u00e7\u00e3o, algumas raras s\u00e3o altezas, mas a maioria foi sacrificada a golpes de machado, para ser carv\u00e3o das sider\u00fargicas. As frondosas sempre foram xod\u00f3s das aves para cantoralar e aninhar em seus galhos. Seus nomes fogem da mem\u00f3ria dos jovens.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para esquecer do velho umbuzeiro do fruto saboroso, que por meses fica solit\u00e1rio nas entranhas da caatinga, mas no ver\u00e3o \u00e9 o mais visitado pelos sertanejos! \u00c9 o engana a fome. At\u00e9 suas ra\u00edzes s\u00e3o arrancadas e cozidas quando aperta o cerco da seca. Depois, nem se fala mais nele para agradecer. Bom dia senhor umbuzeiro!<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o predadora vem dos tempos coloniais da cultura do exterm\u00ednio que alterou mais de 70% de sua \u00e1rea, restando algumas raras esp\u00e9cies. Desmataram, plantaram, criaram gado e depois se foram, deixando a terra exaurida. A monocultura foi a maior praga.<\/p>\n<p>\u00c9 o ecossistema menos preservado do planeta, s\u00f3 lembrado pelas manchetes da imprensa nos tempos cru\u00e9is da seca. As cenas de destrui\u00e7\u00e3o viram \u201cbelas\u201d p\u00e1ginas fotogr\u00e1ficas nos jornais e deslumbrantes imagens sofridas nas emissoras de televis\u00e3o. Eles adoram uma bagaceira que chame a aten\u00e7\u00e3o. Focam as l\u00e1grimas e arrancam os cora\u00e7\u00f5es. S\u00e3o vampiros da emo\u00e7\u00e3o e do sentimentalismo. Quanto pior, melhor!<\/p>\n<p>Abundante em forrageiras e em espa\u00e7os para a introdu\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias de criat\u00f3rios em benef\u00edcio da popula\u00e7\u00e3o, os senhores do poder prometem oferecer meios sustent\u00e1veis ao sertanejo. S\u00f3 prometem, e mais nada.<\/p>\n<p>O meu sert\u00e3o s\u00f3 \u00e9 mesmo lembrado nas \u00e9pocas de elei\u00e7\u00f5es, ou quando a seca racha o ch\u00e3o na paisagem cinzenta das carca\u00e7as dos animais. Os rostos enrugados pelo rigor do sol pedem clem\u00eancia quando tudo vira p\u00f3. Com os olhos para o alto e m\u00e3os em forma de reza, o sertanejo pede miseric\u00f3rdia a Deus e se humilha \u00e0 boa vontade dos homens da terra.<\/p>\n<p>De tanto sofrer, a cor e as rachaduras de suas peles se assemelham \u00e0s tonalidades da sequid\u00e3o desse ch\u00e3o. Quando a cobra, o calango e a lagartixa n\u00e3o se atrevem mais a se arrastar pelo ch\u00e3o, o poder manda rodar os carros-pipa pela terra poeirenta do calor infernal. O sertanejo, contrito e fervoroso, faz sua prece aos santos e carrega pedras em prociss\u00e3o. O luar do c\u00e9u limpo \u00e9 uma desesperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ainda \u00e9 o sert\u00e3o das esmolas, das aguadas, cisternas e dos po\u00e7os. \u00c9 este o meu sert\u00e3o caveira que se perfuma todo e se enche em flores quando no estrondo dos trov\u00f5es e nos raios dos rel\u00e2mpagos as nuvens escuras se contorcem, retorcem, espremem e derramam suas \u00e1guas como cachoeiras encharcando a terra e os rios. \u00c9 este tamb\u00e9m o sert\u00e3o da alegria e da felicidade nos ventos bravios das tempestades que enchem de f\u00e9 e esperan\u00e7a os born\u00e1s dos sertanejos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este texto, que se encontra no livro &#8220;ANDAN\u00c7AS&#8221;, de autoria do jornalista, escritor e poeta Jeremias Mac\u00e1rio, \u00e9 uma homenagem ao Dia do Nordestino, na figura do leg\u00edtimo sertanejo. \u00c9 uma descri\u00e7\u00e3o sobre seu perfil, costumes, sua vida di\u00e1ria na labuta da ro\u00e7a, suas cren\u00e7as e sua cultura popular. 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