{"id":492,"date":"2014-09-18T23:04:13","date_gmt":"2014-09-19T02:04:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=492"},"modified":"2014-09-18T23:08:05","modified_gmt":"2014-09-19T02:08:05","slug":"sobre-nossas-ferrovias-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2014\/09\/18\/sobre-nossas-ferrovias-2\/","title":{"rendered":"SOBRE NOSSAS FERROVIAS"},"content":{"rendered":"<p>NAZAR\u00c9 A S\u00c3O ROQUE<\/p>\n<p>Por decreto de 1.157, de 21 de agosto de 1912, o Governo desejava fazer uma liga\u00e7\u00e3o f\u00e9rrea de Nazar\u00e9 a um porto nas \u00e1guas da Ba\u00eda de Todos os Santos, passando pelas cidades de Cachoeira e Maragojipe, conectando com o Ramal de Aratu\u00edpe. No contrato de arrendamento da Estrada de Nazar\u00e9 figurava a obra, partindo desta cidade at\u00e9 S\u00e3o Roque. Para tanto, os estudos foram iniciados em 1922, a partir da F\u00e1brica de \u00d3leo, no cais do Porto de Nazar\u00e9, em dire\u00e7\u00e3o ao povoado de S\u00e3o Roque.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Trem-Maria-Fuma\u00e7a-C\u00f3pia1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-495\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Trem-Maria-Fuma\u00e7a-C\u00f3pia1.jpg\" alt=\"Trem Maria-Fuma\u00e7a - C\u00f3pia\" width=\"550\" height=\"309\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Trem-Maria-Fuma\u00e7a-C\u00f3pia1.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Trem-Maria-Fuma\u00e7a-C\u00f3pia1-300x168.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No entanto, no contrato de janeiro de 1925 que reformou todos os outros acordos, n\u00e3o h\u00e1 mais refer\u00eancias \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da linha. Somente em 1931, o interventor Juracy Magalh\u00e3es mandou fazer sondagens no Porto de S\u00e3o Roque. De acordo com os estudos, o interventor aprovou o projeto em 1932.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 1934, o Governo contraiu um empr\u00e9stimo de 16 milh\u00f5es de cruzeiros com a Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF) para constru\u00e7\u00e3o da estrada at\u00e9 o Porto e reconstru\u00e7\u00e3o do trecho Mutu\u00edpe at\u00e9 Santa In\u00eas.<\/p>\n<p>Os trabalhos de campo foram iniciados em 1936, bem como instalada resid\u00eancia na vila de S\u00e3o Roque. Em 37 foi feito o assentamento da linha de 32 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p><!--more-->Nos anos de 39\/40, o engenheiro Carlos Kuehn construiu uma grande Esta\u00e7\u00e3o de Passageiros e um Armaz\u00e9m de Mercadorias. As esta\u00e7\u00f5es de Cab\u00f4to e S\u00e3o Roque foram abertas ao tr\u00e1fego em janeiro de 1941 em solenidade presidida pelo interventor federal Landulpho Alves de Almeida.<\/p>\n<p>Com a inaugura\u00e7\u00e3o, estabeleceu-se o tr\u00e1fego m\u00fatuo entre os trens de passageiros e os navios da Navega\u00e7\u00e3o Bahiana. Passageiros embarcados em Jequi\u00e9, no mesmo dia chegavam a Salvador. A Estrada Nazar\u00e9 transformou-se no meio mais f\u00e1cil de transporte de passageiros e mercadorias na regi\u00e3o sudoeste, principalmente para ao povo pobre que precisava vender seus produtos.<\/p>\n<p>O trecho Nazar\u00e9 \u2013 S\u00e3o Roque levou cinco anos de servi\u00e7os. Com essa obra, encerrou-se o ciclo das constru\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias do Governo na primeira metade do s\u00e9culo passado e nada mais se fez. As finan\u00e7as do Estado foram se exaurindo, piorando mais ainda em 1962. Distante 21 milhas do Porto de Salvador, o Porto de S\u00e3o Roque \u00e9 um escoadouro de mercadorias e min\u00e9rios de mangan\u00eas da regi\u00e3o sudoeste.<\/p>\n<p>NAZAR\u00c9 ONHA<\/p>\n<p>O ramal do Onha a partir de Nazar\u00e9 \u00e9 o mais antigo em se tratando do transporte de mangan\u00eas. A linha teve in\u00edcio por volta de 1880 e em 1900, a Tram-Road completava a carga de um navio no Porto de Itaparica.<\/p>\n<p>A linha para transportar o min\u00e9rio produzido de Pedras Preta, no munic\u00edpio de Santo Ant\u00f4nio de Jesus, da Cia Internacional Ore Corporation, partia do antigo quil\u00f4metro 23. Em 1941 toda estrada foi restaurada e alargada.<\/p>\n<p>SALINAS DA MARGARIDA<\/p>\n<p>Em decreto de 30 de dezembro de 1916, o Governo concedeu ao engenheiro Guilherme Greenhagh favores para constru\u00e7\u00e3o da Estrada de Ferro Nazar\u00e9 &#8211; Salinas da Margarida numa extens\u00e3o de 47 quil\u00f4metros. Por\u00e9m, esse tra\u00e7ado n\u00e3o foi realizado pelo concession\u00e1rio, sendo mais tarde substitu\u00eddo pelo de Nazar\u00e9 &#8211; S\u00e3o Roque. Tempos depois o projeto caiu no esquecimento.<\/p>\n<p>MAIS DE 60% EST\u00c3O OCIOSAS<\/p>\n<p>Levantamento feito pela Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em outubro de 2009, constatou que 62% do total das ferrovias concedidas \u00e0 iniciativa privada no Brasil nos anos 90 est\u00e3o ociosas ou abandonadas. Esse n\u00famero \u00e9 bem maior na Bahia.<\/p>\n<p>Dos 28.831 quil\u00f4metros da malha ferrovi\u00e1ria existente no pa\u00eds, apenas 10.930 s\u00e3o exploradas. Se for considerada a malha em bitola estreita de um metro entre os trilhos, essa ociosidade chega a 77%. A outra parte mais moderna \u00e9 constru\u00edda em bitolada de 1,6 metros.<\/p>\n<p>A restaura\u00e7\u00e3o da malha subutilizada \u00e9 uma antiga reivindica\u00e7\u00e3o do setor agr\u00edcola e industrial e n\u00e3o \u00e9 questionada pelas concession\u00e1rias. Segundo especialistas do setor, \u00e9 um problema hist\u00f3rico, agravado pelo modelo de concess\u00e3o da antiga Rede Ferrovi\u00e1ria Federal.<\/p>\n<p>O parque ferrovi\u00e1rio baiano hoje \u00e9 controlado pela Vale do Rio Doce, a maior empresa privada do pa\u00eds. Em 1996 a empresa assumiu a concess\u00e3o da Ferrovia Centro Atl\u00e2ntica, prometendo investir na moderniza\u00e7\u00e3o. Depois de 13 anos, os investimentos foram insignificantes.<\/p>\n<p>A malha ligando Salvador \u2013 Juazeiro (500 quil\u00f4metros) est\u00e1 quase toda desativada e sucateada. As cargas entre Salvador a Recife n\u00e3o existem mais, nem o acesso ao Porto de Salvador.<\/p>\n<p>A desativa\u00e7\u00e3o do Ramal de Mapele (Sim\u00f5es Filho) a Paripe, al\u00e9m de impedir o acesso das cargas \u00e0 capital, prejudicou a expans\u00e3o do transporte de passageiros. A Vale acabou com o sistema ferrovi\u00e1rio da Bahia.\u00a0 Dos R$24 bilh\u00f5es anunciados em investimentos para 2010, somente 0,27% est\u00e1 reservado para a Bahia. N\u00e3o existem planos e a empresa mant\u00e9m a sede da Ferrovia Centro Atl\u00e2ntica em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>NAZAR\u00c9 A S\u00c3O ROQUE Por decreto de 1.157, de 21 de agosto de 1912, o Governo desejava fazer uma liga\u00e7\u00e3o f\u00e9rrea de Nazar\u00e9 a um porto nas \u00e1guas da Ba\u00eda de Todos os Santos, passando pelas cidades de Cachoeira e Maragojipe, conectando com o Ramal de Aratu\u00edpe. 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