{"id":4807,"date":"2020-07-09T00:02:42","date_gmt":"2020-07-09T03:02:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=4807"},"modified":"2020-07-09T00:02:53","modified_gmt":"2020-07-09T03:02:53","slug":"as-pesquisas-do-obvio-ululante-e-o-vendedor-mor-da-cloroquina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2020\/07\/09\/as-pesquisas-do-obvio-ululante-e-o-vendedor-mor-da-cloroquina\/","title":{"rendered":"AS PESQUISAS DO \u00d3BVIO ULULANTE E O VENDEDOR-M\u00d3R DA CLOROQUINA"},"content":{"rendered":"<p>Temos no Brasil um \u201cgaroto propaganda\u201d da cloroquina, para desafogar os estoques, e ele insiste em vender o produto de qualquer jeito, mesmo contrariando as prescri\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas. As pesquisas \u00f3bvias, feitas por desocupados, comprovam o que as pessoas, h\u00e1 muito tempo, com o m\u00ednimo de senso e intelig\u00eancia j\u00e1 sabiam. Concluem que a classe pobre \u00e9 a mais vitimada pelo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>Outro especialista diz que no Brasil n\u00e3o existe planejamento concentrado no combate \u00e0 pandemia, como se fosse uma grande novidade. N\u00e3o aguento ouvir tantas besteiras. H\u00e1 quatro meses, os infectologistas e epidemiologistas repetem as mesmas coisas, mas n\u00e3o chegaram \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de que \u00e9 imposs\u00edvel fazer isolamento social no Brasil aos moldes dos pa\u00edses europeus e asi\u00e1ticos. As realidades s\u00e3o bem diferentes.<\/p>\n<p>Movimentos negros e outras vozes dizem que afros-descendentes morrem mais que os brancos. Na cabe\u00e7a dessa gente, n\u00e3o existem brancos pobres. Ou s\u00e3o ricos, ou t\u00eam um bom poder aquisitivo. Isso tamb\u00e9m \u00e9 uma atitude racista, quando a quest\u00e3o \u00e9 mais de ordem social. A Covid-19 n\u00e3o escolhe cor, mas ataca os mais vulner\u00e1veis, ou seja, os mais pobres de um modo geral. Tem gente defensora da cloroquina falando em confinar e matar os idosos.<\/p>\n<p>N\u00c3O ACREDITO<\/p>\n<p>Para ser sincero, n\u00e3o acredito muito nessa do capit\u00e3o-presidente ter testado positivo. N\u00e3o ser\u00e1 uma arma\u00e7\u00e3o de marketing maquiav\u00e9lico? Prefiro o ceticismo. At\u00e9 pouco tempo resistiu em divulgar seu teste. A Justi\u00e7a teve que julgar e determinar que seu resultado fosse levado ao conhecimento p\u00fablico. Por que agora ele foi r\u00e1pido no gatilho para anunciar, s\u00f3 para a m\u00eddia oficial? Nesse pais de hoje, de tantas incertezas, truques, fraudes e tramas, tenho minhas d\u00favidas, e que me chamem de qualquer coisa.<\/p>\n<p>Se tudo j\u00e1 era confuso antes, com a Covid-19 piorou. Governador baixa um decreto de restri\u00e7\u00f5es. Prefeito d\u00e1 outra ordem contr\u00e1ria. A popula\u00e7\u00e3o inculta e indisciplinada se aglomera nas portas das lojas, bancos e supermercados, sem empatia e respeito ao outro. Os negativistas da ci\u00eancia, seguidores da morte, n\u00e3o acreditam no v\u00edrus e acham que tudo n\u00e3o passa de mentira.<\/p>\n<p>H\u00e1 100 anos, durante a gripe espanhola, que matou quase 20 mil na outrora capital do Rio de Janeiro, de cerca de um milh\u00e3o de habitantes, o secret\u00e1rio da Sa\u00fade da \u00e9poca xingava a imprensa escrita de sensacionalista e dizia que tudo era invencionice dos jornalistas. Em novembro de 1918, a pandemia estava no seu maior pico, mas os cariocas fizeram carnaval em janeiro, e todos ca\u00edram na folia. Depois de 100 anos, a maluquice, a bagun\u00e7a e a desordem se repetem. A hist\u00f3ria n\u00e3o perdoa os retrocessos.<\/p>\n<p>Vivemos num pa\u00eds \u00fanico no mundo em termos de incertezas e bizarrices, sem uma lideran\u00e7a central para controlar e conduzir, com racionalidade e firmeza, a nau dos insensatos, onde \u00e9 um tal de abrir e fechar comercio que n\u00e3o para mais, sem contar os regramentos complicados e aux\u00edlios sociais que n\u00e3o conseguem chegar a quem mais precisa.<\/p>\n<p>DEU A LOUCA NO BRASIL!<\/p>\n<p>As fraudes e os atos de corrup\u00e7\u00e3o se proliferam em cada canto da na\u00e7\u00e3o, mesmo diante de quase 70 mil mortes e dois milh\u00f5es de infectados. Os lobos e as hienas sentem de longe o cheiro de carni\u00e7as. Todos os dias nos falam de picos e quedas dos infectados que demoram de acontecer. Os n\u00fameros s\u00f3 sobem. A impress\u00e3o \u00e9 que esse pico \u00e9 o pr\u00f3prio v\u00edrus quem vai estabelecer por conta pr\u00f3pria, quando ele estiver cansado e resolver voar pelos ares.<\/p>\n<p>Deu a louca no Brasil! O governador do Distrito Federal decreta calamidade p\u00fablica e, ao mesmo tempo, manda abrir o com\u00e9rcio. As aglomera\u00e7\u00f5es nas cidades escancaram a falta de no\u00e7\u00e3o do povo sobre os riscos de contamina\u00e7\u00e3o e mortes. Do outro lado, milhares morrem por falta de leitos de UTIs, e os parentes e amigos das v\u00edtimas entram em desespero e desabam em choros e l\u00e1grimas, muitos dos quais que n\u00e3o cumpriram as determina\u00e7\u00f5es de distanciamento e isolamento.<\/p>\n<p>Ciclones, que no passado n\u00e3o existiam no Brasil, devastam regi\u00f5es no Sul. Na Amaz\u00f4nia, os \u00edndios est\u00e3o sendo, aos poucos, exterminados pelo coronav\u00edrus e, propositalmente, pela falta de pol\u00edticas p\u00fablicas do governo federal. O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente soltou a \u201cboiada\u201d das normas que facilitam o desmatamento e os inc\u00eandios. Os extremistas radicais, apoiadores do capit\u00e3o-presidente, destilam \u00f3dio e propagandas falsas contra a democracia nas redes sociais.<\/p>\n<p>Diante desse caos e de tantas barbaridades, temos hoje um Brasil depressivo e doente, padecendo de outras epidemias. N\u00e3o sabemos quando vamos retornar \u00e0 normalidade. Milh\u00f5es foram arrebatados pela ansiedade, pelo medo e pelo p\u00e2nico. Outros milh\u00f5es ainda transitam nas ruas e lugares p\u00fablicos em plena aglomera\u00e7\u00e3o, sem m\u00e1scaras e sem tomar os devidos cuidados, como se nada estivesse ocorrendo de anormal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Temos no Brasil um \u201cgaroto propaganda\u201d da cloroquina, para desafogar os estoques, e ele insiste em vender o produto de qualquer jeito, mesmo contrariando as prescri\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas. 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