{"id":4431,"date":"2020-02-25T22:00:02","date_gmt":"2020-02-26T01:00:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=4431"},"modified":"2020-02-25T22:00:24","modified_gmt":"2020-02-26T01:00:24","slug":"o-carnaval-cultural-de-conquista-e-a-exploracao-nos-precos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2020\/02\/25\/o-carnaval-cultural-de-conquista-e-a-exploracao-nos-precos\/","title":{"rendered":"O CARNAVAL CULTURAL DE CONQUISTA E A EXPLORA\u00c7\u00c3O NOS PRE\u00c7OS"},"content":{"rendered":"<p>Quando se fala em carnaval pensa-se logo em rua onde as pessoas t\u00eam mais espa\u00e7o para se movimentar, brincar e criar blocos. A festa em lugar fechado d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de se estar num clube. Tem seu lado bom porque nos faz lembrar dos velhos tempos dos bons carnavais, que n\u00e3o mais existem.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-III.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4432\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-III.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-III.jpg 650w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-III-300x145.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fotos de Vandilza Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>Neste ano, aconteceu no Espa\u00e7o Glauber Rocha, no Bairro Brasil, o Carnaval Cultural de Conquista (ano passado foi no Bulevar Shopping). At\u00e9 a\u00ed tudo bem, mas o que assustou os participantes foram os pre\u00e7os cobrados pelas bebidas e comidas l\u00e1 dentro.<\/p>\n<p>Os barraqueiros cobraram cinco reais por uma latinha de cerveja de 350 ml porque eram obrigados a pegar o produto s\u00f3 na distribuidora dos organizadores do evento, sem falar nos trezentos reais pelo ponto. Muitos preferiram tomar sua bebida na rua por tr\u00eas reais a latinha.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-IV.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4433\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-IV.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-IV.jpg 650w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-IV-300x145.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nos supermercados e nas distribuidoras da cidade, o consumidor consegue comprar uma lata por dois reais e at\u00e9 menos que isso em alguns lugares. Por cinco reais significa mais de 100% de lucro, o que j\u00e1 \u00e9 muita explora\u00e7\u00e3o, mesmo levando em considera\u00e7\u00e3o os gastos com as bandas e pessoas de seguran\u00e7a e do som.<\/p>\n<p>Fora a explora\u00e7\u00e3o que foi a principal reclama\u00e7\u00e3o, o Carnaval Cultural de Conquista ocorreu em clima de paz e tranquilidade, com boas m\u00fasicas que animaram os foli\u00f5es, com as bandas de sopro circulando no circuito do Glauber Rocha, com marchinhas dos tempos antigos.<\/p>\n<p>Mesmo com atraso, no domingo o mini trio da banda do cantor e compositor Baducha, com sua jinga de carnavalesco e boas m\u00fasicas, arrasou e n\u00e3o deixou ningu\u00e9m parado. Pela sua apresenta\u00e7\u00e3o no palco, Baducha pode fazer sucesso em qualquer trio el\u00e9trico de Salvador, bem melhor que muitas porcarias que desfilam nas avenidas da capital.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-Y.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4434\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-Y.jpg\" alt=\"\" width=\"650\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-Y.jpg 650w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/CARNAVAL-CULTURAL-Y-300x145.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mesmo com alguns problemas, principalmente no quesito explora\u00e7\u00e3o, a organiza\u00e7\u00e3o ofereceu uma op\u00e7\u00e3o de divers\u00e3o para quem n\u00e3o pode viajar por falta de grana e terminou ficando em Vit\u00f3ria da Conquista que nestes dias tem pouco movimento nas ruas.<\/p>\n<p>S\u00f3 para lembrar, Conquista j\u00e1 teve bons carnavais que come\u00e7aram l\u00e1 pelos idos de 1927 e teve suas micaretas de sucesso, competindo com Feira de Santana, em finais dos anos 80 e na d\u00e9cada de 90. No Governo do PT a festa foi minguando at\u00e9 se acabar. Somente de uns anos para c\u00e1 surgiu o Carnaval Cultural, com um pouco de raiz nos eventos do passado.<\/p>\n<p>Mais uma vez volto a falar que o pa\u00eds, na situa\u00e7\u00e3o em que se encontra, com toda essa crise social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica, n\u00e3o deveria se dar ao luxo de ficar uma semana parada. Os empres\u00e1rios e governantes dizem que a festa d\u00e1 lucro, o que \u00e9 uma tremenda mentira. Salvador, por exemplo, tira dos cofres p\u00fablicos mais de 150 milh\u00f5es de reais, sem contar os gastos com log\u00edstica e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>O contribuinte paga um absurdo para os artistas famosos de sempre (todos afortunados com recursos p\u00fablicos), que apresentam um lixo em termos de m\u00fasicas, e o povo alienado no asfalto cobre seus \u201c\u00eddolos\u201d de aplausos e elogios. Os arrastas chinelos pipoqueiros fazem tudo o que eles mandam, sem consci\u00eancia de que est\u00e3o pagando um pre\u00e7o alto.<\/p>\n<p>Se for fazer um c\u00e1lculo atrav\u00e9s do PIB do pa\u00eds, contabilizando as perdas di\u00e1rias na produ\u00e7\u00e3o, mais preju\u00edzos no SUS com o aumento de acidentes e outras despesas do Estado na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os na organiza\u00e7\u00e3o, o carnaval gera um d\u00e9ficit e serve para deixar o rico mais rico e o pobre mais pobre.<\/p>\n<p>Por outro lado, a nossa m\u00eddia, que embolsa muita verba dos patrocinadores, n\u00e3o divulga nem um ter\u00e7o da viol\u00eancia da festa, para n\u00e3o passar uma imagem negativa para os turistas, principalmente os gringos. Multid\u00f5es v\u00e3o \u00e0s ruas e \u00e0s pra\u00e7as, chegando a mais de um milh\u00e3o em alguns blocos.<\/p>\n<p>V\u00e1 organizar uma manifesta\u00e7\u00e3o contra os desmandos dos governantes na falta de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, principalmente, aparece, quando muito, uns poucos milhares, e olhe l\u00e1. Ningu\u00e9m mais quer saber de pol\u00edtica, enquanto os pol\u00edticos se esbaldam e fazem o que bem querem, defendendo seus pr\u00f3prios interesses. Exploram, oprimem e at\u00e9 roubam nosso suado dinheiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se fala em carnaval pensa-se logo em rua onde as pessoas t\u00eam mais espa\u00e7o para se movimentar, brincar e criar blocos. A festa em lugar fechado d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de se estar num clube. Tem seu lado bom porque nos faz lembrar dos velhos tempos dos bons carnavais, que n\u00e3o mais existem. 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