{"id":4322,"date":"2020-01-17T01:19:42","date_gmt":"2020-01-17T04:19:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=4322"},"modified":"2020-01-17T01:19:51","modified_gmt":"2020-01-17T04:19:51","slug":"trabalho-escravo-e-besteirois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2020\/01\/17\/trabalho-escravo-e-besteirois\/","title":{"rendered":"TRABALHO ESCRAVO E BESTEIROIS"},"content":{"rendered":"<p>O auditor fiscal da Superintend\u00eancia Regional do Trabalho na Bahia, Alison Carneiro, est\u00e1 lan\u00e7ando o livro \u201cO Combate ao Trabalho Escravo Contempor\u00e2neo no Brasil\u201d onde tra\u00e7a um panorama do problema no pa\u00eds e aponta que, mesmo com os avan\u00e7os na \u00e1rea, as investidas do capitalismo selvagem e ganancioso contra os trabalhadores n\u00e3o param.<\/p>\n<p>Numa entrevista a um jornal da capital, ele confessa que n\u00e3o esperava vivenciar a rapidez e o tamanho retrocesso na prote\u00e7\u00e3o ao trabalho que estamos vivendo. Para ele, a extin\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho foi um duro golpe no equil\u00edbrio das rela\u00e7\u00f5es de trabalho no pa\u00eds. \u201cO trabalhador perdeu a refer\u00eancia de um \u00f3rg\u00e3o que cuidava de seus interesses\u201d.<\/p>\n<p>Em sua opini\u00e3o, o que mais preocupa s\u00e3o os retrocessos que v\u00eam ocorrendo desde 2012 quando todos os indicadores de repress\u00e3o passaram a cair. Destaca que houve uma redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de fiscaliza\u00e7\u00f5es, de trabalhadores resgatados e de auditores fiscais nomeados. Hoje, de acordo com o estudioso, temos menos auditores no \u00f3rg\u00e3o do que t\u00ednhamos em 1995. No entanto, o n\u00famero de empresas multiplicou por uma dezena de vezes. Existem mais de 1.200 cargos vagos.<\/p>\n<p>A escravid\u00e3o contempor\u00e2nea n\u00e3o acontece somente na \u00e1rea rural, mas tamb\u00e9m no ambiente urbano, como na atividade dom\u00e9stica, na constru\u00e7\u00e3o civil, extra\u00e7\u00e3o de madeira e confec\u00e7\u00e3o de vestu\u00e1rio. A submiss\u00e3o de trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o est\u00e1 em qualquer lugar.<\/p>\n<p>Carneiro citou que a The Walt Free, que estuda o tema mundialmente, estimou que no Brasil havia cerca de 369 mil pessoas vivendo em regime de escravid\u00e3o em 2018. Em sua an\u00e1lise, o n\u00famero \u00e9 muito alto, e a Bahia est\u00e1 inserida neste contexto. A situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 tem piorado, principalmente depois da reforma trabalhista aprovada no governo Temer, e com o atual de linha fascista de extrema-direita.<\/p>\n<p>BESTEIROIS<\/p>\n<p>Bem, mudando de um assunto para outro, sabemos que o Brasil tem um baixo n\u00edvel cultural, e isso est\u00e1 caracterizado pelas buscas que s\u00e3o feitas na internet, na maioria besteir\u00f3is, ou temas que n\u00e3o est\u00e3o relacionados ao conhecimento mais aprofundado do saber escolar, como fontes para aprendizagem do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Uma pesquisa constatou que no ano passado, os assuntos mais procurados na ferramenta Google Trends foram Copa Am\u00e9rica, Tabela do Brasileir\u00e3o, Gugu Liberato e Gabriel Diniz. Dentre as perguntas mais buscadas, em primeiro lugar foi o WhatsApp, ou o motivo da rede de mensagens ter parado de funcionar. Por que o Jap\u00e3o est\u00e1 na Copa Am\u00e9rica e por que Carlinhos Brown saiu do The Voice? \u2013 foram outras principais perguntas feitas.<\/p>\n<p>Dentre os acontecimentos mais pesquisados no Brasil em 2019, o futebol aparece no topo, com a Copa Am\u00e9rica em primeiro lugar, seguida da Copa do Mundo de Futebol Feminino e sobre a Libertadores. Isso \u00e9 o retrato de um pa\u00eds, cujas pessoas relegam suas hist\u00f3rias e nem est\u00e3o ai pra pol\u00edtica ou quest\u00f5es socioecon\u00f4micas do seu povo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O auditor fiscal da Superintend\u00eancia Regional do Trabalho na Bahia, Alison Carneiro, est\u00e1 lan\u00e7ando o livro \u201cO Combate ao Trabalho Escravo Contempor\u00e2neo no Brasil\u201d onde tra\u00e7a um panorama do problema no pa\u00eds e aponta que, mesmo com os avan\u00e7os na \u00e1rea, as investidas do capitalismo selvagem e ganancioso contra os trabalhadores n\u00e3o param. 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