{"id":422,"date":"2014-08-28T22:50:02","date_gmt":"2014-08-29T01:50:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=422"},"modified":"2014-08-28T22:53:15","modified_gmt":"2014-08-29T01:53:15","slug":"sobre-nossas-ferrovia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2014\/08\/28\/sobre-nossas-ferrovia\/","title":{"rendered":"SOBRE NOSSAS FERROVIAS"},"content":{"rendered":"<p>PROLONGAMENTO AT\u00c9 VIT\u00d3RIA DA CONQUISTA<\/p>\n<p>No contrato de arrendamento da Estrada Nazar\u00e9, assinado em 28 de mar\u00e7o de 1921, fazia parte o prolongamento at\u00e9 a cidade de Vit\u00f3ria da Conquista, passando por Boa Nova e Po\u00e7\u00f5es. Em outubro de 1925 foi nomeada comiss\u00e3o de loca\u00e7\u00e3o da estrada, chefiada pelo engenheiro Ciro Moreira Sp\u00ednola. A orienta\u00e7\u00e3o era que a comiss\u00e3o deveria aproveitar o projeto da Central de Estudos e Constru\u00e7\u00f5es de Estrada de Ferro Sul da Bahia para a se\u00e7\u00e3o de Jequi\u00e9 &#8211; Conquista.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Est.-de-Contendas-C\u00f3pia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-423\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Est.-de-Contendas-C\u00f3pia.jpg\" alt=\"Est. de Contendas - C\u00f3pia\" width=\"550\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Est.-de-Contendas-C\u00f3pia.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Est.-de-Contendas-C\u00f3pia-300x171.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O projeto chegou a realizar tra\u00e7ados e montar estaqueamentos numa dist\u00e2ncia de at\u00e9 38 quil\u00f4metros (Garganta do Segredo) rumo a Boa Nova, aproveitando-se os vales dos riachos Pau Brasil, Seco, S\u00e3o Jo\u00e3o e parte do rio Urub\u00e1.<\/p>\n<p>Depois do enfrentamento de chuvas dentro das matas, os estudos dos t\u00e9cnicos ficaram paralisados na margem do Urub\u00e1, distante tr\u00eas quil\u00f4metros de Boa Nova.<\/p>\n<p>Em setembro de 1926 foram aprovados os estudos dos 20 primeiros quil\u00f4metros de Jequi\u00e9 at\u00e9 Volta do Rio das Contas. A Comiss\u00e3o chegou a entregar \u00e0 Via\u00e7\u00e3o Sudoeste os documentos dos quatro trechos. Em agosto de 1927 deu-se a primeira medi\u00e7\u00e3o dos trabalhos, constando de ro\u00e7agem, destocamento, escava\u00e7\u00e3o de alguns cortes e constru\u00e7\u00e3o de bueiros.<\/p>\n<p><!--more--> Em abril de 1928, o Governo mandou construir uma ponte de cimento armado sobre o rio Jequiezinho, sendo a sexta desse tipo. Pelo decreto de maio foi aprovado o perfil definitivo da loca\u00e7\u00e3o do prolongamento de Jequi\u00e9 &#8211; Conquista.<\/p>\n<p>\u00c9 bom lembra que existiu tamb\u00e9m um projeto de constru\u00e7\u00e3o de uma linha f\u00e9rrea saindo de Ilh\u00e9us at\u00e9 Vit\u00f3ria da Conquista, mas a estrada n\u00e3o saiu do papel. O jornal A SEMANA (Conquista), edi\u00e7\u00e3o de 3 de junho de 1928 chegou a noticiar a inten\u00e7\u00e3o do Governo da \u00e9poca em unir esses dois pontos do Estado.<\/p>\n<p>J\u00e1 no ano de 1929 foi aprovado projeto de constru\u00e7\u00e3o da s\u00e9tima ponte sobre o rio Provis\u00e3o de 25 metros de v\u00e3o. Foram as maiores pontes de cimento armado para estradas de ferro at\u00e9 ent\u00e3o constru\u00eddas no Estado.<\/p>\n<p>Em outubro de 1930, em face da Revolu\u00e7\u00e3o e institui\u00e7\u00e3o de um Governo Provis\u00f3rio, as constru\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias n\u00e3o tiveram mais desenvolvimento. Os trabalhos foram paralisados por completo, terminando o servi\u00e7o do prolongamento.<\/p>\n<p>No m\u00eas de julho de 1933 foi rescindido o contrato e todos os termos a ele referentes celebrados entre Governo e Via\u00e7\u00e3o Sudoeste. Toda estrada passou a ser administrada pelo Governo. Em dezembro de 1936 foi criado o Conselho T\u00e9cnico dos Servi\u00e7os Industrializados.<\/p>\n<p>O Departamento Nacional de Estradas de Ferro retomou em 1950 os trabalhos de constru\u00e7\u00e3o do prolongamento at\u00e9 Conquista, remodelando o tra\u00e7ado, visando futura liga\u00e7\u00e3o de Ubaitaba. Tamb\u00e9m foi planejada uma liga\u00e7\u00e3o Santo Ant\u00f4nio de Jesus &#8211; Cruz das Almas.<\/p>\n<p>De acordo com o autor do estudo, Alberto de S\u00e1 Oliveira, s\u00e3o necess\u00e1rias liga\u00e7\u00f5es com a Via\u00e7\u00e3o F\u00e9rrea Federal da Leste Brasileira, para maior interc\u00e2mbio entre as estradas, possibilitando a exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios pelo Porto de S\u00e3o Roque. Ele recomenda que o prolongamento de Jequi\u00e9 deve seguir adiante pelas condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas que oferece em mais de 20 quil\u00f4metros de leito pronto.<\/p>\n<p>Novas variantes foram estudadas no decorrer dos anos 1956\/57, a fim de melhorar as linhas do Barro Vermelho (Km 68 e 75), S\u00e3o Miguel, Laje, Santa In\u00eas e Jaguaquara. No entanto, nenhuma chegou a ser constru\u00edda em raz\u00e3o dos altos custos. A Estrada de Nazar\u00e9 \u00e9 cheia de curvas e rampas e os engenheiros recomendavam remodela\u00e7\u00f5es das linhas.<\/p>\n<p>Toda Estrada tinha uma extens\u00e3o de 324 quil\u00f4metros, sendo a linha principal de 289 quil\u00f4metros. O Ramal de Amargosa possuia 26 quil\u00f4metros. A contar de 1875 a Estrada est\u00e1 completando 134 anos de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Recebiam a influ\u00eancia da estrada num raio de 30 mil quil\u00f4metros quadrados, 12 munic\u00edpios numa zona de f\u00e9rtil economia mista, como Nazar\u00e9, Santo Ant\u00f4nio, Amargosa, Jaguaquara e Jequi\u00e9, beneficiando mais de um milh\u00e3o de habitantes at\u00e9 o norte de Minas Gerais. A linha cortava importantes rios como o Jaguaripe, Contas e o Jequiri\u00e7\u00e1, oferecendo um o\u00e1sis de bonan\u00e7a para gente pobre. O solo dessa regi\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 rico em min\u00e9rios, como o mangan\u00eas, ferro, granitos, cristais de feldspato, entre outros.<\/p>\n<p>O Ramal de Amargosa parte do quil\u00f4metro 102 \u00e0 direita da linha principal e desce acompanhando o vale do riacho S\u00e3o Miguel, passando pelo vale do rio Corta-M\u00e3o.<\/p>\n<p>Por conv\u00eanio assinado em 7 de mar\u00e7o de 1963, a Estrada de Ferro Nazar\u00e9 foi transferida para a Rede ferrovi\u00e1ria Federal S.A.. Consequentemente, suas a\u00e7\u00f5es passaram para o dom\u00ednio da Estrada de Ferro Leste Brasileira.<\/p>\n<p>Pensou-se que a linha seria revigorada com a inje\u00e7\u00e3o de recursos, o que n\u00e3o aconteceu. Na \u00e9poca, o governador Lomanto J\u00fanior chegou a reinaugurar o tr\u00e1fego entre S\u00e3o Roque e Santa In\u00eas, com o comparecimento em massa das autoridades. Falou-se at\u00e9 em fazer o mesmo em Jequi\u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PROLONGAMENTO AT\u00c9 VIT\u00d3RIA DA CONQUISTA No contrato de arrendamento da Estrada Nazar\u00e9, assinado em 28 de mar\u00e7o de 1921, fazia parte o prolongamento at\u00e9 a cidade de Vit\u00f3ria da Conquista, passando por Boa Nova e Po\u00e7\u00f5es. Em outubro de 1925 foi nomeada comiss\u00e3o de loca\u00e7\u00e3o da estrada, chefiada pelo engenheiro Ciro Moreira Sp\u00ednola. 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