{"id":3861,"date":"2019-08-07T00:01:25","date_gmt":"2019-08-07T03:01:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=3861"},"modified":"2019-08-07T00:01:40","modified_gmt":"2019-08-07T03:01:40","slug":"evolucao-do-imperio-nos-seculos-i-e-ii-da-era-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2019\/08\/07\/evolucao-do-imperio-nos-seculos-i-e-ii-da-era-crista\/","title":{"rendered":"EVOLU\u00c7\u00c3O DO IMP\u00c9RIO NOS S\u00c9CULOS I E II DA ERA CRIST\u00c3"},"content":{"rendered":"<p>Foi brilhante a evolu\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio nos dois primeiros s\u00e9culos da era crist\u00e3, num \u00fanico Estado civilizado entre os pa\u00edses do Mediterr\u00e2neo. S\u00f3 as tribos selvagens germ\u00e2nicas, que nunca se dobraram a Roma, os eslavos, finlandeses, os n\u00f4mades do deserto, os negros da \u00c1frica central, os iranianos e os mong\u00f3licos da \u00c1sia ficaram de fora. A popula\u00e7\u00e3o podia mover-se livremente, com exce\u00e7\u00e3o dos servos orientais presos ao solo, conforme descreve o autor de \u201cHist\u00f3ria de Roma\u201d, M. Rostovtzeff.<\/p>\n<p>O Mediterr\u00e2neo era um grande lago romano, bem como o Mar Negro, os rios da Europa Ocidental e o Nilo, que transportavam mercadorias e passageiros. A comunica\u00e7\u00e3o com a \u00cdndia era segura atrav\u00e9s dos portos eg\u00edpcios. Pelas estradas era f\u00e1cil viajar para o Atl\u00e2ntico e outros mares. Uma rede de estradas semelhantes cobria a \u00c1sia Menor, S\u00edria, \u00c1frica do Norte e Gr\u00e3-Bretanha. Toda seguran\u00e7a era garantida pelas for\u00e7as armadas nas comunidades de autogoverno.<\/p>\n<p>SEM ASSOCIA\u00c7\u00d5ES SUBVERSIVAS<\/p>\n<p>O Estado mantinha destacamentos especiais de pol\u00edcia em Roma (brigada de bombeiros), Li\u00e3o e Cartago. A vida municipal estava livre do controle do governo central, mas n\u00e3o aceitava clubes de car\u00e1ter subversivo em seus limites. Apenas as comunidades crist\u00e3s eram perseguidas, mas n\u00e3o se sabe se o eram como associa\u00e7\u00f5es (collegia illicita), ou acusadas, individualmente, por se recusarem a participar do culto ao imperador. Haviam associa\u00e7\u00f5es fechadas como escolas filos\u00f3ficas.<\/p>\n<p>No Oriente, as constitui\u00e7\u00f5es, ou cartas das cidades, variavam muito entre s\u00ed. Indiferente, o governo romano apoiava a aristocracia, e via com desagrado a democracia. Na maioria das cidades gregas, a Constitui\u00e7\u00e3o era olig\u00e1rquica. A Alexandria recebia tratamento excepcional, isto \u00e9, tinha direitos reduzidos e era controlada rigorosamente pelo governo romano.<\/p>\n<p>A maioria das comunidades italianas e nas prov\u00edncias tinham suas constitui\u00e7\u00f5es dadas pelo governo central. A cartas eram padronizadas, obedecendo ao mesmo esquema, determinando a cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es municipais, magistrados, conselho de anci\u00e3es ou decuriones (senadores locais) e uma assembleia popular. Eram acontecimentos importantes as elei\u00e7\u00f5es dos conselhos e dos magistrados, com competi\u00e7\u00f5es acirradas.<\/p>\n<p>Quando eleito para o Augustales (associa\u00e7\u00e3o de libertos) era uma honra muito disputada por recolher fundos para o culto ao imperador nas cidades. Na \u00c1sia recebia o t\u00edtulo de guardi\u00f5es do templo do imperador. A maioria dos edif\u00edcios p\u00fablicos nas cidades gregas eram constru\u00eddos por meio de subscri\u00e7\u00f5es particulares entre os ricos. Em Roma, a coisa era mais complicada. A popula\u00e7\u00e3o, calculada em mais de um milh\u00e3o de habitantes, n\u00e3o tinha direitos pol\u00edticos e municipais. Era totalmente controlada pelo imperador, seus ministros e pelo Senado. Augusto fez de Roma a verdadeira capital do mundo e seus sucessores seguiram os passos. A capital tornou-se, aos poucos, a mais agrad\u00e1vel para se morar.<\/p>\n<p>A ordem era mantida pela pol\u00edcia imperial, com sete regimentos de bombeiros. Funcion\u00e1rios especiais fiscalizavam os aquedutos, esgotos, o curso do Tibre, a conserva\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios p\u00fablicos, ruas e avenidas. N\u00e3o existiam, em outro lugar, templos t\u00e3o nobres e f\u00f3runs ricamente adornados, arcos triunfais e uma floresta de est\u00e1tuas. Os teatros, anfiteatros e circos eram amplos. Nenhuma tinha mais bibliotecas p\u00fablicas e museus, ou uma galeria de est\u00e1tuas constru\u00eddas por Augusto no seu f\u00f3rum de famosos comandantes romanos.<\/p>\n<p>200 MIL MANTIDAS PELO ESTADO<\/p>\n<p><!--more-->\u00a0\u00a0A vida era f\u00e1cil e alegre, e 200 mil pessoas das classes mais pobres eram mantidas pelo Estado, e as demais tinham trabalho em abund\u00e2ncia. N\u00e3o havia falta de distra\u00e7\u00f5es, principalmente no governo de Nero, Domiciano e C\u00f4modo. Em propor\u00e7\u00f5es aos seus meios, as cidades das prov\u00edncias recebiam tamb\u00e9m bons tratamentos, especialmente Alexandria, P\u00e9rgamo, \u00c9faso, Atenas, Corinto, Li\u00e3o, Cartago e Tarragona. As pequenas cidades, mesmo das col\u00f4nias e municipia da \u00c1frica, G\u00e1lia e Gr\u00e3-Bretanha, se destacavam pelo planejamento na limpeza e condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Os mortos recebiam os mesmos cuidados dos vivos. \u201cNenhuma \u00e9poca da hist\u00f3ria do mundo pode ser comparada ao Imp\u00e9rio Romano pelo n\u00famero de belos monumentos, erguidos em mem\u00f3ria dos mortos \u201c, inclu\u00eddo a \u00c1frica, Gr\u00e9cia, \u00c1sia Menor e S\u00edria. \u201cMilh\u00f5es foram gastos com os mortos, dezenas e centenas de milh\u00f5es com o conforto dos vivos\u201d \u2013 comenta o autor do livro.<\/p>\n<p>\u201cPodemos dizer que nunca na hist\u00f3ria da humanidade, com exce\u00e7\u00e3o talvez dos s\u00e9culos XIX e XX na Europa e na Am\u00e9rica, um n\u00famero maior de pessoas desfrutou tanto conforto, e que nunca os homens viveram em meio a edif\u00edcios e monumentos t\u00e3o belos como no Imp\u00e9rio Romano nos dois primeiros s\u00e9culos da Era Crist\u00e3\u201d.<\/p>\n<p>Nas cidades, especialmente na capital, vivia a parte da popula\u00e7\u00e3o que dirigia a vida social e econ\u00f4mica do Imp\u00e9rio. Os sucessores de Augusto tornaram-se cada vez mais liberais e admitiam como cidad\u00e3os das classes superiores os naturais de qualquer cidade do Imp\u00e9rio. Nas fileiras do ex\u00e9rcito muitas pessoas subiram \u00e0 classe de cidad\u00e3os, e o processo ampliou-se cada vez mais at\u00e9 incluir a maioria das classes superiores e m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o urbana da It\u00e1lia e das prov\u00edncias.<\/p>\n<p>S\u00d3 O PROLETARIADO CRESCE<\/p>\n<p>A velha nobreza senatorial desaparecera em fins do s\u00e9culo I, em parte devido \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o dos imperadores, e tamb\u00e9m por motivos naturais, isto \u00e9, quando se casavam n\u00e3o tinham filhos. Essa modifica\u00e7\u00e3o se evidencia nos casos dos imperadores J\u00falios e Cl\u00e1udios que pertenciam \u00e0 velha aristocracia patr\u00edcia, com os Fl\u00e1vios origin\u00e1rios de uma fam\u00edlia municipal italiana, e os Antoninos vindos das classes superiores das prov\u00edncias romanizadas. Nas cidades da prov\u00edncia observa-se o mesmo fen\u00f4meno. A classe equestre aumenta, mas seus membros s\u00e3o recrutados fora dos quadros tradicionais. A \u00fanica classe que cresceu foi a do proletariado.<\/p>\n<p>As classes superiores passaram a n\u00e3o ter interesse em preservar a esp\u00e9cie. Pouco se importavam com o que aconteceria aos seus bens quando morressem, Normalmente davam ao imperador, aos amigos e bajuladores.. Os senadores ainda eram a classe mais rica, mas n\u00e3o tinham muito interesse em aumentar a riqueza pelo cultivo das terras. O objetivo do homem rico era receber uma renda segura e permanente, com o m\u00ednimo de esfor\u00e7o, da\u00ed o investimento em terras, administradas por escravos e libertos, trabalhadas por arrendat\u00e1rios a prazo longo.<\/p>\n<p>No per\u00edodo,\u00a0 houve uma estagna\u00e7\u00e3o, uma paralisia at\u00e9 mesmo pelo desejo de lucro. A composi\u00e7\u00e3o das classes mais elevadas modificou-se. Homens mais inferiores substituem os representantes da cultura tradicional e depois desaparecem. As camadas mais baixas nas cidades disputavam das mesmas vantagens que estavam ao alcance dos ricos. No entanto, as coisas eram piores nos bairros pobres, se bem que podiam gozar das pra\u00e7as, bas\u00edlicas e banhos. Os escravos viviam em pior situa\u00e7\u00e3o, mas tinham certa benevol\u00eancia dos legisladores.<\/p>\n<p>Nas \u00e9pocas agitadas dos fins do s\u00e9culo II e in\u00edcio do III, o campo adquire voz e usa isso para reclamar contra as durezas ao imperador. Houve uma r\u00e1pida destrui\u00e7\u00e3o da prosperidade do Imp\u00e9rio, que possu\u00eda f\u00e9rteis distritos agr\u00edcolas, florestas virgens, minas e pedreiras, rios e mares ricos de pesca. A prosperidade baseava-se na agricultura e na pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Na \u00c1frica (Arg\u00e9lia e Tun\u00edsia) e na Fran\u00e7a, as cidades eram densamente povoadas e cultivadas nos dois primeiros s\u00e9culos. As riquezas das prov\u00edncias ocidentais eram atestadas pelas ru\u00ednas de muitas cidades, cujos habitantes eram alimentados pelo campo que n\u00e3o existiam antes. No Egito, o aumento da \u00e1rea cultivada foi comprovado por documentos ali descobertos e pelo conhecimento dos esquemas de irriga\u00e7\u00e3o colocados em pr\u00e1tica por Augusto. As \u00e9pocas modernas pouco poder\u00e3o orgulhar-se de conquistas semelhantes.<\/p>\n<p>Decad\u00eancia dos processos cient\u00edficos<\/p>\n<p>Apesar do aumento da \u00e1rea cultiva da vinha e das oliveiras, n\u00e3o houve progresso na quest\u00e3o da t\u00e9cnica empregada, e sim retrocesso. O escritor Columela queixa-se da decad\u00eancia dos processos cient\u00edficos de cultivar a terra na It\u00e1lia. A causa maior foi o grande crescimento da pequena agricultura que seguiu o desenvolvimento das grandes \u00e1reas. O trabalho escravo j\u00e1 n\u00e3o era de fundamental import\u00e2ncia, porque passaram a custar caro, enquanto o livre era mais barato, em raz\u00e3o do aumento do proletariado.<\/p>\n<p>Os grandes senhores abandonaram o cultivo por conta pr\u00f3pria e arrendaram as terras aos pequenos. Foram para as cidades, como no Oriente. O mesmo aconteceu com a explora\u00e7\u00e3o de outras riquezas naturais. Por\u00e9m, o n\u00famero de minas e pedreiras cresceu, raz\u00e3o pela qual alguns territ\u00f3rios novos foram anexados. Isso levou Cl\u00e1udio a conquistar a Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>Na minera\u00e7\u00e3o e na metalurgia, os romanos n\u00e3o aperfei\u00e7oaram os m\u00e9todos da Idade Hel\u00eanica. Os imperadores operavam as minas atrav\u00e9s de empreiteiros que utilizavam os escravos. Devido a isso, os grandes centros perderam sua posi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. O pior destino foi da Gr\u00e9cia, cujos produtos desapareceram quase que totalmente do mercado mundial. Poucos artigos eram ainda produzidos por distritos e exportados. Alguns constitu\u00edam especialidade enviados pela \u00c1sia Menor, It\u00e1lia e G\u00e1lia, como as vasilhas de cobre da Camp\u00e2nia. O Egito era senhor do mercado de artigos de linho e papel.<\/p>\n<p>A manufatura da lou\u00e7a de barro existia em quase todos os centros, e foi iniciada na Gr\u00e9cia e \u00c1sia Menor, passando depois para a It\u00e1lia que aprimorou a t\u00e9cnica e n\u00e3o tinha rival no mundo. No s\u00e9culo seguinte atingiu o Reno. No s\u00e9culo II todas as prov\u00edncias produziam quantidades enormes de l\u00e2mpadas de barro. Com o tempo, a qualidade caiu. Na joalheria, por exemplo, bastava comparar os brincos e broches da Idade Hel\u00eanica com as grosseiras imita\u00e7\u00f5es rom\u00e2nicas. Os produtos do Imp\u00e9rio eram inferiores aos das monarquias orientais, ou da Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Artigos mais caros sa\u00edram do mercado<\/p>\n<p>A causa dessa degenera\u00e7\u00e3o deve ser procurada na difus\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 mencionada. Os artigos melhores e mais caros foram saindo do mercado, e as f\u00e1bricas e oficinas ficaram inativas. O sistema de grandes f\u00e1bricas, iniciado em Atenas, atingiu algumas cidades italianas no s\u00e9culo I, mas declinou ap\u00f3s meados do s\u00e9culo II. Rela\u00e7\u00f5es comerciais eram mantidos com os mercados mais distantes, como China, \u00cdndia, \u00c1frica, Ar\u00e1bia, \u00c1sia central, R\u00fassia, Germ\u00e2nia e at\u00e9 com a Su\u00e9cia e Noruega.<\/p>\n<p>A \u00c1frica mandava ouro, marfim e madeiras; a Ar\u00e1bia especiais; p\u00e9rolas e pedras preciosas vinham da \u00cdndia; a seda da China; peles da \u00c1sia central e R\u00fassia; e \u00e2mbar da Germ\u00e2nia e Escandin\u00e1via. O com\u00e9rcio dentro das fronteiras assumiu grande import\u00e2ncia. O aumento era constante e a classe dos comerciantes cresceu, com destaque para os semitas, s\u00edrios, judeus e arameus.<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo III, o imperador Diocleciano divulgou uma tarifa dos pre\u00e7os fixados para as mercadorias, destinada \u00e0s prov\u00edncias orientais, mas incluindo tamb\u00e9m grande n\u00famero de produtos do Ocidente, como da G\u00e1lia. \u00c0 medida que as prov\u00edncias se tornavam autossuficientes, reduzia-se de importa\u00e7\u00e3o, e o mercado de toda cidade ou aldeia abarrotava-se\u00a0 de produtos locais.<\/p>\n<p>Nas cidades, a maioria das oficinas vendia diretamente seus artigos, e a maioria dos comest\u00edveis \u00e0 venda era produzida dentro do territ\u00f3rio pertencente \u00e0 cidade. Essa situa\u00e7\u00e3o era menos acentuada quando o transporte se realizava atrav\u00e9s de um rio, como na G\u00e1lia, Gr\u00e3-Bretanha, Reno Dan\u00fabio e Egito.<\/p>\n<p>Os pequenos propriet\u00e1rios<\/p>\n<p>O custo e a demora do transporte pelas estradas isolaram os mercados e os for\u00e7aram a buscar cada vez mais a autossufici\u00eancia. As mesmas causas impediram o desenvolvimento de grandes empresas capitalistas na esfera do com\u00e9rcio local, exceto para os produtos transportados por mar, caravanas ou rios. Fato interessante foi do imperador Adriano que passou a favorecer os pequenos propriet\u00e1rios na agricultura e empreiteiros da minera\u00e7\u00e3o, impedindo o intermedi\u00e1rio e colocando o comprador em contato direto com o produtor.<\/p>\n<p>Os mercadores e os grandes propriet\u00e1rios eram os homens mais ricos da \u00e9poca atrav\u00e9s de importantes companhias e associa\u00e7\u00f5es. Interessados na navega\u00e7\u00e3o, eles (navicularii), organizavam-se em companhias do g\u00eanero e se tornaram uma das mais poderosas alian\u00e7as econ\u00f4micas do Imp\u00e9rio. O interc\u00e2mbio foi facilitado por um melhor sistema de estradas e pela prote\u00e7\u00e3o contra os piratas do mar. Os impostos n\u00e3o eram escorchantes.<\/p>\n<p>Todos os imperadores legislaram no sentido de elevar o n\u00edvel legal e social dos escravos. A exist\u00eancia da escravatura e sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 ind\u00fastria impossibilitavam aos trabalhadores livres reunirem-se para combater os empregadores. As propriedades aumentaram de tamanho e a agricultura sofreu um retrocesso cient\u00edfico, voltando a m\u00e9todos primitivos, praticados pelos pequenos arrendat\u00e1rios. Houve decl\u00ednio da agricultura intensiva na Gr\u00e9cia e na It\u00e1lia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi brilhante a evolu\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio nos dois primeiros s\u00e9culos da era crist\u00e3, num \u00fanico Estado civilizado entre os pa\u00edses do Mediterr\u00e2neo. S\u00f3 as tribos selvagens germ\u00e2nicas, que nunca se dobraram a Roma, os eslavos, finlandeses, os n\u00f4mades do deserto, os negros da \u00c1frica central, os iranianos e os mong\u00f3licos da \u00c1sia ficaram de fora. 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