{"id":3670,"date":"2019-05-20T23:41:08","date_gmt":"2019-05-21T02:41:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=3670"},"modified":"2019-05-20T23:42:33","modified_gmt":"2019-05-21T02:42:33","slug":"operacao-urbana-para-inserir-conquista-no-circuito-turisticofinal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2019\/05\/20\/operacao-urbana-para-inserir-conquista-no-circuito-turisticofinal\/","title":{"rendered":"OPERA\u00c7\u00c3O URBANA PARA INSERIR CONQUISTA NO CIRCUITO TUR\u00cdSTICO(Final)"},"content":{"rendered":"<p>O ex-prefeito Raul Ferraz est\u00e1 apresentando este projeto ao poder p\u00fablico municipal, com vista a incluir Vit\u00f3ria da Conquista no circuito baiano e nacional do turismo. Trata-se de um trabalho de grande envergadura que precisa ser apreciado e bem estudado, para ser colocado em pr\u00e1tica numa parceria p\u00fablica-privado. Tudo depende de decis\u00e3o pol\u00edtica que os prefeitos de Conquista ainda n\u00e3o tiveram coragem de, pelo menos, apreciar com cuidado.<\/p>\n<p><strong>MUSEU A C\u00c9U ABERTO<\/strong><\/p>\n<p>No alto da serra, ao lado do monumental Cristo de M\u00e1rio Cravo &#8211; um dos maiores Cristos Crucificados do mundo \u2013 dizem as diversas reportagens sobre o tema -, teremos um Museu a C\u00e9u Aberto, n\u00e3o s\u00f3 como est\u00edmulo aos artistas e \u00e0 arte local, mas tamb\u00e9m &#8211; o que \u00e9 important\u00edssimo &#8211; como atra\u00e7\u00e3o para <strong>EXPOSI\u00c7\u00d5ES<\/strong> dos grandes artistas nacionais e internacionais.<\/p>\n<p>Considerando que por Conquista transitam mais de 50 mil carros por dia e que isso envolve mais de 100 mil pessoas chegando e saindo da cidade, temos a\u00ed um enorme potencial que n\u00e3o pode ser desprezado por qualquer centro de atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas.<\/p>\n<p>Descendo ou subindo a serra pela Rio Bahia, o cen\u00e1rio do Po\u00e7o Escuro, do Telef\u00e9rico e seus bondinhos e do Cristo monumental \u00e9 um bel\u00edssimo impacto visual; o mesmo ocorrendo com quem desce pela estrada de Barra do Cho\u00e7a; ou at\u00e9 mesmo quem vem do sul ou do oeste.<\/p>\n<p>Existem muitos Museus a C\u00e9u Aberto no mundo e que podem servir de modelo.<\/p>\n<p>No Jap\u00e3o, perto de T\u00f3quio na cidade de Hakone, fica um interessant\u00edssimo Museu ao Ar Livre: um jardim de 70 mil m\u00b2, mistura de natureza e arte que re\u00fane obras dos mais famosos artistas do mundo. E onde os turistas n\u00e3o se cansam ao percorrer stand por stand.<\/p>\n<p>A serra do Peri-Peri seria local invej\u00e1vel para um investimento dessa natureza, n\u00e3o s\u00f3 pelo enorme potencial tur\u00edstico como pela valoriza\u00e7\u00e3o ambiental que daria \u00e0quele espa\u00e7o da cidade. Trata-se de homenagem aos nossos artistas e forma de atrair outros artistas nacionais e internacionais. Poucos profissionais da arte se recusariam a expor suas obras no Museu A C\u00e9u Aberto do alto da serra, em stands instalados na Cidade da Cultura, ao lado da BR 116, por onde transitam tantos milhares de visitantes, turistas em potencial.<\/p>\n<p>Os convites poder\u00e3o figurar nas pr\u00f3prias placas da estrada, com resultados positivos.<\/p>\n<p><strong>ESPA\u00c7O CULTURAL<\/strong><\/p>\n<p>Mas o Museu a C\u00e9u Aberto ser\u00e1 apenas uma parte do <strong>Espa\u00e7o Cultural<\/strong> que deve funcionar l\u00e1 no alto da serra, onde j\u00e1 est\u00e1 o Cristo; onde estar\u00e1 o Telef\u00e9rico com seus bondinhos e onde se construir\u00e1 uma grande Escada Rolante<\/p>\n<p><strong>ESPA\u00c7O CULTURAL<\/strong> n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade na maior parte das importantes cidades pelo mundo afora. Dentro do Espa\u00e7o Cultural concentra-se a maior parte dos investimentos na \u00e1rea da Cultura.<\/p>\n<p>Conquista precisa de um novo teatro. O teatro existente (Teatro Carlos Jeovah) foi inaugurado ali pelo in\u00edcio dos anos 80. E era provis\u00f3rio. Conquista precisa de uma Escola de M\u00fasica. A que temos \u00e9 tamb\u00e9m da mesma data. E foi inexplicavelmente retirada da sua sede original, E o mesmo se diga de um Mercado de Artesanato. O atual \u00e9 tamb\u00e9m provis\u00f3rio e da mesma \u00e9poca.<\/p>\n<p>Tudo isso &#8211; e muito mais \u2013 pode e deve ser instalado no Espa\u00e7o Cultural do Alto da Serra.<\/p>\n<p>A esse complexo hist\u00f3rico e cultural poderia ser dado o nome de CIDADE DA CULTURA, como fazem outras grandes cidades.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ponto de encontro dos artistas e de todas as manifesta\u00e7\u00f5es culturais, servir\u00e3o, igualmente, para grandes eventos, como o j\u00e1 tradicional Festival de Inverno. \u00c9 evidente que nesse Espa\u00e7o Cultural n\u00e3o faltar\u00e1 um belo Palco ou Concha Ac\u00fastica.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O CENTRO \u00c9 DE TODOS<\/strong><\/p>\n<p>Apesar dos desafios que envolvem essa proposta de Opera\u00e7\u00e3o Urbana Consorciada \u2013 Telef\u00e9rico, Escada Rolante, Po\u00e7o Escuro, Parte Alta dos bairros Pedrinhas e Cruzeiro e Recupera\u00e7\u00e3o do Centro Hist\u00f3rico da cidade \u2013 tudo isso com um prop\u00f3sito ambicioso de inserir Conquista no Turismo Nacional &#8211; temos plena consci\u00eancia de que o ponto central de tudo\u00a0 ser\u00e1 a elabora\u00e7\u00e3o de um projeto que atenda aos anseios de todas as partes envolvidas na recupera\u00e7\u00e3o do Centro Hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais \u00e9 uma prova de fogo que vai marcar a cidade para sempre. Da\u00ed por diante todos os desafios que surgirem ser\u00e3o minimizados. Uma Opera\u00e7\u00e3o Urbana desse porte servir\u00e1 de exemplo para muitas cidades brasileiras, muitas delas com problemas semelhantes ou at\u00e9 mais graves do que os nossos.<\/p>\n<p>Entretanto isso tudo pode ser viabilizado. \u00c9 que todas as partes s\u00f3 t\u00eam a ganhar. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica pode n\u00e3o ter que investir muito. Pode at\u00e9 investir pouco ou quase nada, do ponto de vista econ\u00f4mico. \u00c9 que as transforma\u00e7\u00f5es na \u00e1rea multiplicar\u00e3o o seu valor por metro quadrado, o que representa um grande atrativo para o empresariado.Al\u00e9m de tudo o artigo 34 do Estatuto da Cidade diz que:<\/p>\n<p>Art. 34 &#8211; A Lei que aprovar a Opera\u00e7\u00e3o Urbana Consorciada pode prever a emiss\u00e3o pelo Munic\u00edpio de quantidade determinada de certificados de potencial adicional de constru\u00e7\u00e3o, que ser\u00e3o alienados em leil\u00e3o ou utilizados diretamente no pagamento das obras necess\u00e1rias \u00e0 pr\u00f3pria opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba &#8211; Os certificados de potencial adicional de constru\u00e7\u00e3o ser\u00e3o livremente negociados, mas convers\u00edveis em direito de construir unicamente na \u00e1rea objeto da opera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c0 equipe de assessoramento \u00e9 que cabe analisar melhor a possibilidade de transformar a \u00e1rea em quest\u00e3o \u2013 Centro Hist\u00f3rico \u2013 em um SHOPPING<strong>. <\/strong>Os shoppings modernos, que na verdade s\u00e3o apenas os centros comerciais dos novos tempos, procuram imitar o funcionamento de pequenas cidades. T\u00eam uma esp\u00e9cie de estrutura governamental (a administra\u00e7\u00e3o) e servi\u00e7os de pol\u00edcia e de bombeiros, de limpeza, de abastecimento de \u00e1gua, etc. Em verdade \u00e9 um espa\u00e7o planejado para estimular e facilitar o consumo.<\/p>\n<p>Centro Comercial, o de Conquista j\u00e1 \u00e9. O que falta \u00e9 ser adaptado e dotado das modernas atividades e atra\u00e7\u00f5es.Esses modernos centros comerciais t\u00eam tudo aquilo que est\u00e1 faltando aos Centros Hist\u00f3ricos n\u00e3o s\u00f3 de Conquista como de tantas outras cidades.Nossa proposta \u00e9 a de transforma\u00e7\u00e3o do Centro em um SHOPPING Coberto, repetimos.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>TELEF\u00c9RICO<\/strong><\/p>\n<p><!--more-->\u00c9 natural que uma transforma\u00e7\u00e3o dessa natureza, por si s\u00f3, j\u00e1 seria um grande impacto na revitaliza\u00e7\u00e3o do Centro da Cidade. Assegurando mesmo a sua sustentabilidade. Mas a constru\u00e7\u00e3o de um TETEF\u00c9RICO, tal qual nos referimos, ter\u00e1 o efeito de gerar um enorme impulso adicional em toda a cidade.<\/p>\n<p>\u00c9 que ao mesmo tempo que esse Shopping em que se transformar\u00e1 o Centro receber\u00e1 todo aquele p\u00fablico que visita o CRISTO, ocorrer\u00e1 tamb\u00e9m o contr\u00e1rio: o p\u00fablico usar\u00e1 o Centro para visitar ou conhecer o Cristo, bem como os demais equipamentos instalados no alto da serra.<\/p>\n<p>Pelo mundo afora existem inumer\u00e1veis cidades que t\u00eam seus telef\u00e9ricos e que ficariam com muita inveja do nosso telef\u00e9rico e seus bondinhos subindo e descendo a serra, quase que paralelamente \u00e0 BR 116, por sobre o Po\u00e7o Escuro em uma bela mancha de mata atl\u00e2ntica e com destino ao Cristo ou Centro antigo da cidade, deslumbrando-se com um formid\u00e1vel cen\u00e1rio. E \u00e9 bem prov\u00e1vel que naquele viajante desperte a vontade de conhecer aquele Espa\u00e7o Cultural ali t\u00e3o pr\u00f3ximo e ao seu alcance.<\/p>\n<p>Uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es de quem lida com o Turismo \u00e9 poder contar com um p\u00fablico permanente e que n\u00e3o dependa tanto das alta e baixa temporadas A grande maioria das cidades tur\u00edsticas s\u00e3o situadas no fim de linha. Nunca se ouviu algu\u00e9m dizer que passou por Porto Seguro, que passou por Salvador ou que passou pelo Rio de Janeiro. Isso \u00e9 v\u00e1lido principalmente para as cidades costeiras. Essas cidades usam a m\u00eddia para atrair turistas.<\/p>\n<p>Mas por Conquista todo mundo passa, cabendo \u00e0 cidade apenas tornar-se atraente, convidando e transformando os transeuntes em Turistas, diferentemente das outras cidades tur\u00edsticas que utilizam a m\u00eddia para buscar o turista em casa.<\/p>\n<p>Uma vez preparada para o Turismo Conquista j\u00e1 conta com o principal ingrediente dessa not\u00e1vel atividade: o P\u00daBLICO. E em vez de enchermos as estradas de placas, como que expulsando os viajantes, apontado para outros destinos \u2013 Ilh\u00e9us, Porto Seguro, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Bras\u00edlia, etc., devemos atra\u00ed-los, indicando o que temos para mostrar:<\/p>\n<p>Conhe\u00e7a o Cristo de M\u00e1rio Cravo, Conhe\u00e7a o Museu A C\u00e9u Aberto, Conhe\u00e7a as Belas Paisagens do Telef\u00e9rico, Visite A Cidade Cultural, Conhe\u00e7a a grande Escada Rolante de Acesso ao Cristo, Conhe\u00e7a o nosso Artesanato, nossos Jardins, Nossas Flores, etc.<\/p>\n<p>Os Turistas viajam por prazer, em busca de curiosidades e divers\u00f5es; \u00e9 com isso que eles gastam. Uns gastam mais, outros gastam menos. Mas todos gastam.<\/p>\n<p><strong>ESCADA ROLANTE<\/strong><\/p>\n<p>O que \u00e9 isto?\u00a0 Al\u00e9m da <strong>esta\u00e7\u00e3o Shopping<\/strong> do Telef\u00e9rico, que vai servir \u00e0 Cidade Hist\u00f3rica, pr\u00f3ximo ao viaduto, teremos um segundo acesso ao Cristo e \u00e0 Cidade Cultural. Com enorme apelo tur\u00edstico deve ser constru\u00edda uma ESCADA ROLANTE, que sai da parte alta da Rua das Pedrinhas, perto do entroncamento com a Rua do Cruzeiro.<\/p>\n<p>Esse equipamento urbano encurtar\u00e1 sensivelmente a dist\u00e2ncia para o Cristo e para a Cidade Cultural, facilitar\u00e1 a subida a p\u00e9 e ser\u00e1 uma atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica equivalente ao Telef\u00e9rico.<\/p>\n<p>Deve-se considerar ainda uma outra vantagem de grande monta. Pr\u00f3ximo a esse ponto de partida da Escada Rolante existe hoje uma \u00e1rea degradada, com lixeiras expostas e atrativas para os urubus. Local adequado para constru\u00e7\u00e3o de uma bela Pra\u00e7a, e um important\u00edssimo e estrat\u00e9gico Estacionamento.<\/p>\n<p>Equipamentos urbano e comunit\u00e1rio dessa natureza, conectados como dever\u00e3o ser, representar\u00e3o um enorme, valioso e oportuno atrativo para uma parceria p\u00fablico privada.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 um lindo passeio, irresist\u00edvel para qualquer turista. Ser\u00e1 tamb\u00e9m o ponto de partida para a t\u00e3o necess\u00e1ria recupera\u00e7\u00e3o dos bairros das Pedrinhas e do Cruzeiro, sempre sacrificados em toda a sua exist\u00eancia. E poder\u00e1 resolver, de forma definitiva, a quest\u00e3o relativa ao Po\u00e7o Escuro, nossa grande \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental, que deve ser objeto de recupera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, estancando de vez a sua lenta e gradual destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com as obras aqui propostas \u2013 o Telef\u00e9rico principalmente \u2013, o Parque do Po\u00e7o Escuro, cuja constru\u00e7\u00e3o se torna indispens\u00e1vel, ficar\u00e1 mais vis\u00edvel pela popula\u00e7\u00e3o e, portanto, mais r\u00edgida a sua fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Creio que as transforma\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas e valoriza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica aqui enumeradas j\u00e1 seriam um enorme impulso na economia da cidade, com grande impacto em outras atividades inerentes ao turismo, a exemplo dos taxis, transportes coletivos e de aplicativos, hot\u00e9is e pousadas, restaurantes, lanchonetes, artesanato, fotografias, guias tur\u00edsticos, e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p><strong>O CRISTO DE M\u00c1RIO CRAVO \u2013 UM POUCO DE HIST\u00d3RIA<\/strong><\/p>\n<p>Quando se trata de s\u00edmbolos hist\u00f3ricos e culturais da cidade deve-se come\u00e7ar pelo CRUZEIRO que os bandeirantes ergueram l\u00e1 na serra, no fim do s\u00e9culo XVIII, ali por 1790<strong>. Vem da\u00ed o nome da Rua do Cruzeiro que era o \u00fanico acesso<\/strong> \u00e0quele majestoso monumento, feito com dois enormes troncos de bra\u00fana.<\/p>\n<p>Foram quase 200 anos, enfrentando sol, chuvas, ventos e tempestades, sofrendo um enorme desgaste at\u00e9 que viesse a desaparecer completamente l\u00e1 pelos anos 70 do s\u00e9culo passado<strong>. <\/strong><\/p>\n<p>Devemos ao ex-Prefeito Nilton Gon\u00e7alves a feliz lembran\u00e7a de marcar o ponto exato em que o Cruzeiro foi erguido e resistiu por tanto tempo.<\/p>\n<p>Com o desaparecimento do primeiro Cruzeiro, decidimos, em nosso mandato, erguer um outro monumento capaz de resgatar e preservar aquele sentimento simb\u00f3lico que nos conduz aos prim\u00f3rdios da cidade, preservando a sua mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Mas esse novo monumento teria tamb\u00e9m que representar os tempos modernos com sua moderna tecnologia.<\/p>\n<p>Foi para isso que contratamos o renomado artista M\u00e1rio Cravo \u2013 um dos sete artistas do mundo contratados pela ONU para preservar o Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico de Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>Sim! Pouca gente sabe, mas o CRISTO l\u00e1 da serra representa o novo CRUZEIRO, o mais antigo marco deixado pelos bandeirantes.<\/p>\n<p>Bem no alto da serra, \u00e0 esquerda de quem sobe, est\u00e1 um pequeno, mas simb\u00f3lico monumento e que tamb\u00e9m deve ser preservado. Trata-se de uma pequena cruz de cimento, sobre um pedestal, marco hist\u00f3rico do maior valor, pois indica com exatid\u00e3o o local do Cruzeiro antigo.<\/p>\n<p>O velho Cruzeiro acabou, a cidade cresceu, a juventude n\u00e3o o conheceu, as pessoas de fora que para aqui vieram n\u00e3o sabiam nada sobre a hist\u00f3ria da cidade. Mas a minha gera\u00e7\u00e3o ainda conheceu o Cruzeiro antigo e muitas vezes acompanhou a verdadeira romaria que subia a serra do Peri &#8211; Peri levando galhos de \u00e1rvores, flores e pedras na cabe\u00e7a, simbolizando gra\u00e7as recebidas, ou pedindo chuvas.<\/p>\n<p>Decidimos, em nosso mandato (1977\/1983), construir o novo Cruzeiro. E contratamos M\u00e1rio Cravo.<\/p>\n<p>&#8211; Este Cristo Crucificado \u2013 dizia M\u00e1rio Cravo \u2013 \u00e9 para durar 500 anos, mas precisa de manuten\u00e7\u00e3o. Ponto.<\/p>\n<p>Mas a cidade n\u00e3o era mais uma Aldeia, um Povoado ou uma Vila. Ela se espalhava desde o p\u00e9 da serra por uma enorme plan\u00edcie que s\u00f3 termina na descida de outra serra \u2013 a serra do Mar\u00e7al, ao leste -, seguindo tamb\u00e9m para o sul e para o oeste.<\/p>\n<p><strong>E a mudan\u00e7a do local se imp\u00f4s. <\/strong><\/p>\n<p>Dois motivos principais justificam a mudan\u00e7a. O primeiro era fix\u00e1-lo no ponto mais alto da Serra do Peri-Peri para torn\u00e1-lo mais vis\u00edvel; o segundo foi crav\u00e1-lo em frente \u00e0 Rio-Bahia (BR 116), cujo projeto de sua constru\u00e7\u00e3o tomou como base e rumo, exatamente o ponto mais alto da Serra. Da\u00ed a sua visibilidade propiciada a uma grande dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>De Cruzeiro dos Bandeirantes a Cristo de M\u00e1rio Cravo, o monumento conheceu toda a nossa hist\u00f3ria at\u00e9 tornar-se a pujante Vit\u00f3ria da Conquista de hoje, a TERRA DAS ROSAS; o TESOURO IMENSO que a cidade representa nos dias atuais.<\/p>\n<p>O Cristo de Mario Cravo, nas devidas propor\u00e7\u00f5es, deve ser entendido como marco inicial da estreia de Conquista no seleto grupo de destino tur\u00edstico. Assim como o Rio de Janeiro, que tem no Corcovado a sua maior refer\u00eancia tur\u00edstica no mundo inteiro.<\/p>\n<p><strong>O BRASIL E O TURISMO<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 verdade que o pr\u00f3prio Brasil trabalha muito mal o seu potencial cultural e hist\u00f3rico; as oportunidades de crescimento do seu mercado do turismo; n\u00e3o enfrenta os desafios e dificuldades que impedem a expans\u00e3o desse segmento.<\/p>\n<p>Um estudo de competitividade para o turismo realizado pelo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, demonstrou que o Brasil est\u00e1 em primeiro lugar em atrativos naturais, em um ranking de 136 pa\u00edses. Mas ocupa apenas a 106\u00aa posi\u00e7\u00e3o no quesito prioriza\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n<p><strong>O turismo \u00e9 respons\u00e1vel por um em cada cinco postos de trabalho criados no mundo inteiro na \u00faltima d\u00e9cada.<\/strong> N\u00e3o s\u00e3o poucas as cidades que se dedicaram ao turismo e que t\u00eam nele a sua principal fonte de renda. Algumas cidades chegam mesmo a ter no turismo sua \u00fanica fonte de riqueza.<\/p>\n<p>Conhecido como ind\u00fastria sem chamin\u00e9, o turismo proporciona ao turista e aos visitantes a experi\u00eancia do prazer e do entretenimento.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>ANEXOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>(Meras lembran\u00e7as e sugest\u00f5es)<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 lament\u00e1vel que Conquista tendo um equipamento comunit\u00e1rio do porte do Gin\u00e1sio de Esportes fique alheia aos acontecimentos esportivos nacionais.<\/p>\n<p>Assistimos diariamente na TV inumer\u00e1veis eventos esportivos de \u00e2mbito nacional ou regional praticados em Gin\u00e1sios de Esporte, muitos deles de n\u00edvel bem inferior ao de nossa cidade.<\/p>\n<p>E o nosso Gin\u00e1sio de Esportes foi feito exatamente com essa finalidade, isto \u00e9, preparar a nossa juventude para as atividades esportivas, participando de eventos esportivos n\u00e3o s\u00f3 aqui, mas tamb\u00e9m pelo Brasil afora.<\/p>\n<p>\u00c9 isto, ali\u00e1s, que vemos muitas cidades brasileiras do interior fazendo o tempo todo.<\/p>\n<p>Imposs\u00edvel? N\u00e3o. Aqui j\u00e1 estiveram os maiores times brasileiros de cada setor do esporte amador. E aqui j\u00e1 foi disputada uma chave do campeonato brasileiro de basquetebol feminino. Paula e Hort\u00eancia j\u00e1 come\u00e7avam a brilhar.<\/p>\n<p>Oscar, Carioquinha e tantos craques brilharam aqui.<\/p>\n<p>Muito caro? Pode ser. Mas contando com a participa\u00e7\u00e3o do empresariado hoteleiro o problema foi resolvido.<\/p>\n<p>Conquista j\u00e1 acomodou em curto espa\u00e7o de tempo o que havia de melhor no Brasil e na Bahia em basquete e v\u00f4lei, masculino e feminino: Vasco da Gama, Flamengo, Botafogo, Fluminense, S\u00edrio Liban\u00eas, Francana, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, Minas T\u00eanis Clube, Sele\u00e7\u00e3o baiana, bem como as 10 maiores cidades do estado conheceram muito cedo o nosso Gin\u00e1sio de Esportes e se hospedaram aqui.<\/p>\n<p>Um fato inacredit\u00e1vel aponta para dificuldade do esporte e do Turismo conquistense. O Plano Diretor do munic\u00edpio n\u00e3o dedica uma linha sequer ao turismo ou ao esporte.<\/p>\n<p><strong>FESTEJOS COMUNIT\u00c1RIOS<\/strong><\/p>\n<p>Muito importante para a cidade \u00e9 a valoriza\u00e7\u00e3o do lazer, da cultura, da arte.<\/p>\n<p>Tive muita vontade, mas n\u00e3o tive tempo, quando Prefeito, de realizar em Conquista um FESTIVAL DE HINOS MUNICIPAIS, trazendo a Conquista representa\u00e7\u00f5es do Brasil inteiro.<\/p>\n<p>Conquista, com seu belo Hino teria, com certeza, uma brilhante participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que um evento dessa natureza teria que ser feito por etapas. Muitas etapas.<\/p>\n<p><strong>FLORICULTURA<\/strong><\/p>\n<p>Conquista sempre foi chamada de Terra das Rosas. Os primeiros avi\u00f5es comerciais que transitavam por aqui (linhas A\u00e9reas Nacional, Real, etc.) saiam da cidade carregados de flores. E at\u00e9 hoje os mercados de flores da Bahia s\u00e3o, em grande parte, abastecidos pelas flores de Conquista. Isto de forma quase invis\u00edvel.<\/p>\n<p>Os grandes centros tur\u00edsticos principalmente os do centro sul do pa\u00eds, s\u00e3o embelezados pelas flores que o clima lhes permite produzir.<\/p>\n<p>Mas em Conquista, quando se quer ver flores, patrocina-se uma exposi\u00e7\u00e3o da Holambra. E. por curiosidade, verificamos que ali n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para as flores conquistenses.<\/p>\n<p>A estrada de Conquista para Ilh\u00e9us \u00e9 um <strong>caminho de turistas. <\/strong>No dia-a-dia do conquistense figura aquela estrada, a mesma estrada que nas altas temporadas se abarrota de turistas que v\u00eam do norte, do nordeste e do oeste do pa\u00eds em busca das praias do sul da Bahia. \u00c9 uma estrada linda, cheia de fazendas de gado bovino e de ro\u00e7as de caf\u00e9. Turista gosta de ver essas coisas que para a popula\u00e7\u00e3o local \u00e9 muitas vezes uma simples rotina.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria Serra do Mar\u00e7al \u00e9 uma das mais belas serras do Brasil. A estrada. e a pr\u00f3pria serra, n\u00e3o poderiam ser alavancadas para a valoriza\u00e7\u00e3o do turismo em Conquista? N\u00e3o seria o caso de a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica municipal entrar em contato com propriet\u00e1rios e fazendeiros da \u00e1rea para fazerem <strong>\u201ccercas vivas\u201d <\/strong>em todo aquele percurso? A prefeitura poderia ajudar na irriga\u00e7\u00e3o (que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o cara assim) com abertura de po\u00e7os artesianos, fornecimento de aduba\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Poderia tamb\u00e9m estimular a cria\u00e7\u00e3o de restaurantes e caf\u00e9s dentro das pr\u00f3prias fazendas que margeiam a estrada, exibindo seu gado e suas ro\u00e7as de caf\u00e9. E que serviriam tamb\u00e9m como \u00e1reas de lazer. Sem contar que as flores das cercas vivas poder\u00e3o ser comercializadas por pessoas conhecedoras do ramo e que se disponham a explor\u00e1-lo.<\/p>\n<p>N\u00e3o temos a menor pretens\u00e3o de, com essas propostas ou sugest\u00f5es, estar esgotando o tema relativo ao potencial tur\u00edstico de Conquista. Ele \u00e9 quase inesgot\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>AEROPORTOS<\/strong><\/p>\n<p>Apontamos como exemplo de outros passos importantes a serem perseguidos, o caso dos AEROPORTOS \u2013 o velho e o novo. \u00c9 urgente a inclus\u00e3o no <strong>Plano Diretor<\/strong> de dispositivo que qualifique a \u00e1rea do velho aeroporto como \u00e1rea de lazer. Como PARQUE, mais precisamente.<\/p>\n<p>Tr\u00eas motivos, principais, levam a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica municipal a tomar tal provid\u00eancia:<\/p>\n<p>O primeiro \u00e9 evitar que o governo federal d\u00ea ao mesmo (velho aeroporto), outro destino menos interessante para nossa cidade. O segundo \u00e9 que a \u00e1rea em quest\u00e3o serviria para compensar o verdadeiro desperd\u00edcio de \u00e1reas livres de que a cidade j\u00e1 abriu m\u00e3o, ainda que de boa-f\u00e9. O terceiro motivo \u00e9 que, embora a documenta\u00e7\u00e3o daquele espa\u00e7o urbano seja registrado em nome da Uni\u00e3o como de seu patrim\u00f4nio, todo ele foi doado pelo munic\u00edpio, que o adquiriu por compra, ou desapropria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Existe ainda um quarto motivo, este de ordem legal. A Constitui\u00e7\u00e3o determinou no cap\u00edtulo da POL\u00cdTICA URBANA e o Estatuto da Cidade regulamentou, que a pol\u00edtica de desenvolvimento urbano \u00e9 executada pelo poder p\u00fablico municipal e tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das fun\u00e7\u00f5es sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.<\/p>\n<p>Seria at\u00e9 recomend\u00e1vel que o governo federal autorizasse ao \u00f3rg\u00e3o competente a cria\u00e7\u00e3o de um belo PARQUE TEM\u00c1TICO na \u00e1rea do antigo Aeroporto. Conquista teria muito o que comemorar. Em caso contr\u00e1rio, n\u00e3o poder\u00e1 impedir que a cidade fa\u00e7a ali o que determina o seu Plano Diretor.<\/p>\n<p><strong>PARQUES<\/strong><\/p>\n<p>Mas n\u00e3o se pode esquecer, dentro de um projeto Tur\u00edstico, a constru\u00e7\u00e3o de outros parques, entre eles, um dos mais urgentes \u00e9 o do Bairro de Jurema. Trata-se de uma \u00e1rea que fica \u00e0 margem de uma via importante e que vem aos poucos sendo ocupada desordenadamente e desaparecendo.<\/p>\n<p>Imagine tudo isso feito e responda \u00e0 pergunta: Conquista pode transformar-se em uma cidade tur\u00edstica?<\/p>\n<p><strong>ESPERAR O QU\u00ca?<\/strong><\/p>\n<p><strong>N\u00e3o vamos fazer como aquele viajante que ficou sentado na margem de um rio esperando a \u00e1gua passar para atravessar sem molhar os p\u00e9s.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ex-prefeito Raul Ferraz est\u00e1 apresentando este projeto ao poder p\u00fablico municipal, com vista a incluir Vit\u00f3ria da Conquista no circuito baiano e nacional do turismo. Trata-se de um trabalho de grande envergadura que precisa ser apreciado e bem estudado, para ser colocado em pr\u00e1tica numa parceria p\u00fablica-privado. Tudo depende de decis\u00e3o pol\u00edtica que os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3670"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3670"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3670\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3673,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3670\/revisions\/3673"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3670"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3670"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3670"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}