{"id":3626,"date":"2019-05-04T18:03:05","date_gmt":"2019-05-04T21:03:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=3626"},"modified":"2019-05-04T18:03:18","modified_gmt":"2019-05-04T21:03:18","slug":"crateras-nas-estradas-da-chapada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2019\/05\/04\/crateras-nas-estradas-da-chapada\/","title":{"rendered":"CRATERAS NAS ESTRADAS DA CHAPADA"},"content":{"rendered":"<p>Quem sai de Vit\u00f3ria da Conquista em dire\u00e7\u00e3o a Andara\u00ed, cortando a Chapada Diamantina para pegar a BR-242, passando por Tanha\u00e7u, Itua\u00e7u, Barra da Estiva e Mucug\u00ea, tem o prazer e o privil\u00e9gio de curtir belas paisagens, lavouras de horticulturas, caf\u00e9, os morangos e um clima ameno, mas, ultimamente, passa tormento e se irrita com as crateras abertas nas estradas. Elas s\u00e3o um teste para card\u00edacos e provas de resist\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8326.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3627\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8326.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8326.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8326-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A viagem que exige muita paci\u00eancia, preparo psicol\u00f3gico e muita aten\u00e7\u00e3o para evitar acidentes e n\u00e3o ter o ve\u00edculo quebrado, come\u00e7a logo depois de Anag\u00e9 pela BA-142 e continua depois de Mucug\u00ea, principalmente na subida para Andara\u00ed. Diria que \u00e9 cruel como comentei com uns amigos artistas que tamb\u00e9m enfrentaram as buraqueiras para chegar \u00e0 Nova Reden\u00e7\u00e3o onde foi realizado semana passada o Festival de M\u00fasica.<\/p>\n<p>As queixas e os protestos foram gerais, e muitos resolveram retornar por outro roteiro, mesmo percorrendo dist\u00e2ncias bem maiores. Decep\u00e7\u00e3o maior teve quem veio de cidades do norte de Minas Gerais que ficou horrorizado com o que viu. Se \u00e9 sofrido para quem mora naquela regi\u00e3o\u00a0 e \u00e9 obrigado a transitar todos os dias entre estas cidades, para pessoas de fora, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais que vergonhosa para o Governo do Estado que gasta milh\u00f5es em propagandas e n\u00e3o conserta as estradas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8333.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3628\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8333.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8333.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8333-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O pior \u00e9 que se trata de um trecho tur\u00edstico de cerca de 200 quil\u00f4metros em estado lament\u00e1vel a partir da entrada para Tanha\u00e7u, logo depois de Anag\u00e9, at\u00e9 boa parte depois de Mucug\u00ea. Dizer que est\u00e1 intransit\u00e1vel \u00e9 pouco porque tem locais que s\u00e3o verdadeiras \u201cpanelas\u201d, e os motoristas t\u00eam que fazer ziguezagues para se livrarem das enormes crateras lunares.<\/p>\n<p>A parte mais cr\u00edtica come\u00e7a a partir do povoado de Su\u00e7uarana, em Tanha\u00e7u, e vai at\u00e9 Itua\u00e7u. De l\u00e1 at\u00e9 o entroncamento de Ibicoara, o motorista tem que continuar atento porque se acelerar um pouco,\u00a0 volta e meia se depara diante das crateras. \u00c9 uma viagem cansativa e perigosa de cerca quatro horas, num trajeto que poderia ser feito em pouco mais de duas horas.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das buraqueiras, existem trechos em que o mato, o capim alto e \u00e1rvores invadiram as pistas e a sinaliza\u00e7\u00e3o sumiu no matagal. Pr\u00f3ximo a Andara\u00ed, e de l\u00e1 para chegar at\u00e9 a BR-42 (Bahia-Bras\u00edlia), as \u00e1rvores est\u00e3o baixas, podres e quase sempre est\u00e3o caindo na pista. Esse quadro j\u00e1 perdura h\u00e1 quase um ano, e o Governo do Estado n\u00e3o toma nenhuma provid\u00eancia, nem para fazer uma simples opera\u00e7\u00e3o de tapa-buracos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8348.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3629\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8348.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8348.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/IMG_8348-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Os donos de vans do transporte alternativo que fazem linha para Vit\u00f3ria da Conquista t\u00eam que sair bem mais cedo de suas cidades para chegar nos hor\u00e1rios marcados pelos passageiros que t\u00eam seus compromissos marcados, principalmente de exames m\u00e9dicos. Eles lamentam os preju\u00edzos devido ao constante desgaste em seus ve\u00edculos. Outro problema s\u00e3o os animais nas pistas. O cidad\u00e3o paga impostos, IPVA caro, \u00e9 multado se os domumentos n\u00e3o estiverem regulares, mas o direito de boas estradas os gatos e os ratos comeram.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem sai de Vit\u00f3ria da Conquista em dire\u00e7\u00e3o a Andara\u00ed, cortando a Chapada Diamantina para pegar a BR-242, passando por Tanha\u00e7u, Itua\u00e7u, Barra da Estiva e Mucug\u00ea, tem o prazer e o privil\u00e9gio de curtir belas paisagens, lavouras de horticulturas, caf\u00e9, os morangos e um clima ameno, mas, ultimamente, passa tormento e se irrita com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3626"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3626"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3626\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3630,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3626\/revisions\/3630"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3626"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3626"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3626"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}