{"id":3534,"date":"2019-04-10T00:49:19","date_gmt":"2019-04-10T03:49:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=3534"},"modified":"2019-04-10T00:50:19","modified_gmt":"2019-04-10T03:50:19","slug":"como-conquistar-leitores-perdidos-pelas-fake-news","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2019\/04\/10\/como-conquistar-leitores-perdidos-pelas-fake-news\/","title":{"rendered":"COMO CONQUISTAR OS LEITORES  PERDIDOS PELAS FAKE NEWS?"},"content":{"rendered":"<p>Na troca dos gringos no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, o capit\u00e3o quer &#8220;uma garotada sem interesse na pol\u00edtica&#8221;. Ele quer uma garotada alienada, do tipo rob\u00f4, burra, amorda\u00e7ada, que n\u00e3o pense, mais ignorante e manipulada em suas fileiras, que cres\u00e7a e sirva somente para votar. \u00c9 este o Brasil lindo, acima de tudo. E a sociedade continua calada.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 revista \u201cMuito\u201d do jornal A Tarde, o jornalista de economia Alexander Busch fala da grande onda das fake news nas redes sociais que t\u00eam 70%, conforme pesquisa, de serem vistas como verdadeiras, e diz que a imprensa escrita pode combat\u00ea-las usando sua seriedade e responsabilidade profissional jornal\u00edstica.<\/p>\n<p>Num dos trechos da entrevista, o rep\u00f3rter cita que na internet circulam coment\u00e1rios de que a hist\u00f3ria diz sobre a ditadura militar do Brasil \u00e9 exagero, por exemplo. At\u00e9 o holocausto foi contestado. \u00c9 como se a hist\u00f3ria fosse fr\u00e1gil e ningu\u00e9m mais confiasse em nada. O que se pode fazer para reverter isso?<\/p>\n<p>Em sua resposta, ele chega a afirmar que no Brasil vai ser muito dif\u00edcil. Na Europa se d\u00e1 muito prest\u00edgio ao passado.. Tem muitas pessoas jovens que estudam a hist\u00f3ria. Aqui no Brasil, se a gente olha 50 ano para tr\u00e1s, j\u00e1 \u00e9 muito. Aqui n\u00e3o se d\u00e1 valor para as coisas passadas, analisar os acontecimentos passados para tirar uma conclus\u00e3o do hoje.<\/p>\n<p>O senhor publicou o livro Brasil, pa\u00eds do presente, em 2009. Fala do crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds e da perspectiva de nos tornarmos uma pot\u00eancia mundial. Qual sua vis\u00e3o de hoje? Evolu\u00edmos ou regredimos?<\/p>\n<p>Meu livro fez muito sucesso na Alemanha e foi, inclusive, traduzido para o chin\u00eas, mas acho que hoje, 10 anos depois, as minhas proje\u00e7\u00f5es, a minha esperan\u00e7a que tinha nesse livro, sobre pontos fortes da economia, da pol\u00edtica, da sociedade brasileira, n\u00e3o se confirmaram. Naquele momento, a an\u00e1lise estava certa, mas essas coisas que achei fortes&#8230; empres\u00e1rios que entrevistei, pol\u00edticos e metade deles\u00a0 est\u00e3o presos. \u00c9 uma grande decep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em sua coluna na Deutsche Welle diz que a imprensa europeia tem perdido o interesse no Brasil. Quando fala com jornalistas estrangeiros, o que eles perguntam sobre o pa\u00eds? Como est\u00e1 a nossa imagem l\u00e1 fora?<\/p>\n<p>A pessoa do presidente est\u00e1 chamando muito a aten\u00e7\u00e3o. Eu nunca tinha visto isso. Na Alemanha, independentemente de pessoa e at\u00e9 quem vive no campo, todo mundo pergunta quem \u00e9 esse cara l\u00e1, que est\u00e1 falando essas coisas, essas baboseiras. A imagem do Brasil l\u00e1 fora \u00e9 muito ruim<\/p>\n<p>Voc\u00ea acha que piorou? Sem d\u00favida, piorou. Na Alemanha, mesmo os de direita n\u00e3o gostam de homof\u00f3bicos, de pessoas que desprezam a democracia, de pessoas que falam \u201cvamos fazer uma festa para o golpe de 1964\u201d. Acho que vai ser muito dif\u00edcil para os pol\u00edticos de l\u00e1 receberem o Bolsonaro. Acho que uma \u00c2ngela Merkel, a chanceler alem\u00e3, n\u00e3o iria querer dar a m\u00e3o para um Bolsonaro. Vai ser como no Chile onde o presidente do Senado n\u00e3o participou de um jantar.<\/p>\n<p>A TROCA DE GRINGOS RETR\u00d3GRADOS<\/p>\n<p>Por ironia, o capit\u00e3o-presidente trocou um gringo por outro com a mesma mentalidade atrasada de querer negar a hist\u00f3ria e criar uma escola, n\u00e3o sem partido, mas sem pensar, onde os alunos consumam seu slogan e aprendam somente as mat\u00e9rias dentro da sua \u00f3tica deturpada de vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o trocou o ministro da Educa\u00e7\u00e3o por suas declara\u00e7\u00f5es destrambelhadas, conservadoras e de extrema-direita, mas porque ele n\u00e3o tem capacidade nem para administrar uma creche sequer. Como no tempo da ditadura, a qual eles negam ter existido, a educa\u00e7\u00e3o no Brasil est\u00e1 sendo militarizada. Na pasta s\u00f3 v\u00e3o ficar os militares.<\/p>\n<p>Como acabou de dizer o jornalista Alexander Busch, a imagem do Brasil l\u00e1 fora s\u00f3 tende a piorar. Ser\u00e1 que s\u00e3o todos comunistas de esquerda? Em pleno s\u00e9culo XXI, com a evolu\u00e7\u00e3o do pensamento, mudan\u00e7as de conceitos e de comportamentos, comunista neste pa\u00eds ainda \u00e9 visto como comedor de criancinhas e matador de velhos.<\/p>\n<p>Se o n\u00edvel de conhecimento educacional no Brasil j\u00e1 \u00e9 um dos piores do mundo, vamos engrossar agora as fileiras dos alienados, e negar at\u00e9 que houve escravid\u00e3o, torturas, chacinas, Inconfid\u00eancia Mineira e outras revoltas contra a opress\u00e3o. S\u00f3 vai sobrar a Rep\u00fablica do marechal Teodoro da Fonseca. A nossa cultura \u00e9 finada e quem tenta ressuscit\u00e1-la merece ser internado em camisa de for\u00e7a, ou ser her\u00f3i nacional. Vamos de fake news.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na troca dos gringos no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, o capit\u00e3o quer &#8220;uma garotada sem interesse na pol\u00edtica&#8221;. 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