{"id":3332,"date":"2019-01-19T00:20:10","date_gmt":"2019-01-19T03:20:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=3332"},"modified":"2019-01-19T00:20:23","modified_gmt":"2019-01-19T03:20:23","slug":"os-que-se-foram-permanecem-vivos-em-nossa-memoria-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2019\/01\/19\/os-que-se-foram-permanecem-vivos-em-nossa-memoria-cultural\/","title":{"rendered":"OS QUE SE FORAM PERMANECEM VIVOS EM NOSSA MEM\u00d3RIA CULTURAL"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, principalmente do ano passado para c\u00e1, muitos incentivadores, pensadores e defensores da nossa cultura se foram, deixando uma lacuna em Vit\u00f3ria da Conquista, mas essas pessoas v\u00e3o permanecer vivas em nossas mentes, com mais for\u00e7as para continuarmos firmes nesta jornada que, infelizmente, conta com poucos apoiadores.<\/p>\n<p>Com seus passos de sabedoria e desapego, essa gente deixou suas marcas registradas num trabalho incans\u00e1vel de promo\u00e7\u00e3o da cultura, por amor, sem interesses pecuni\u00e1rios. Mesmo sem o devido reconhecimento de gratid\u00e3o de boa parte da sociedade, devemos seguir suas pegadas e nunca negar aos outros o conhecimento que aprendemos da escola acad\u00eamica e da vida, esta a mais consistente e duradoura. T\u00eam muitos que morrem como fantasmas.<\/p>\n<p>A li\u00e7\u00e3o que nos deixam \u00e9 nunca sermos ego\u00edstas, mas persistentes nos momentos mais cr\u00edticos e dif\u00edceis, porque n\u00e3o faltam aqueles que torcem a cara e acham que os fazedores de cultura n\u00e3o passam de idealistas sonhadores, desprovidos de bens materiais e sem futuro. S\u00e3o os mais ricos e os menos valorizados. Nessa caminhada, s\u00e3o muitos os que s\u00f3 d\u00e3o espinhos e poucos os que oferecem flores. Uma s\u00f3 p\u00e9tala j\u00e1 basta para superar sacrif\u00edcios e n\u00e3o ser apenas um vulto nesta multid\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 dizia um fil\u00f3sofo que a vida \u00e9 um bem incerto, e que a morte um mal certo. Mas, do incerto voc\u00ea pode fazer muitas coisas certas e tornar a morte um bem para cada alma que fica. Fizeram-nos bem as \u00faltimas pessoas que se foram, como o jornalista e historiador Luis Fernandes que sempre se mostrou preocupado em resgatar a nossa mem\u00f3ria cultural, pesquisando e levantado dados da nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de um ano, ou pouco mais que isso, partiu para o al\u00e9m o meu amigo e companheiro poliglota e intelectual S\u00e9rgio Fonseca, com o qual convivi no jornal \u201cA Tarde\u201d e tive a honra de substitu\u00ed-lo na chefia da Sucursal desse impresso em Vit\u00f3ria da Conquista. Quando se foi, infelizmente era pouco conhecido, inclusive de grande parte da m\u00eddia, mas, com seus servi\u00e7os prestados, nos deixou um grande cabedal. Pouco foi homenageado em vida e na morte.<\/p>\n<p>Infelizmente, nosso sistema social e pol\u00edtico tem como uma de suas p\u00e9ssimas caracter\u00edsticas n\u00e3o valorizar a meritocracia. As pessoas mais preparadas s\u00e3o pouco aproveitadas. Recentemente, partiu tamb\u00e9m para o outro lado, a nossa guerreira e professora do projeto Proler, Heleusa C\u00e2mara, uma insistente na luta pela alfabetiza\u00e7\u00e3o de detentos e de todos aqueles que viviam \u00e0 margem do ensino. Foi uma grande incentivadora da leitura, justamente nesses tempos tecnol\u00f3gicos da internet em que poucos t\u00eam o h\u00e1bito de ler.<\/p>\n<p>Quantas pessoas Heleusa tirou da escurid\u00e3o da vida, para ver o mundo de outra forma, atrav\u00e9s do conhecimento! N\u00e3o somente isso, ela com sua cren\u00e7a naquilo que fazia, devolveu \u00e0 comunidade muita gente que vivia fora dela. Lembro dela em minhas entrevistas jornal\u00edsticas quando detalhava minuciosamente, com sua paci\u00eancia, suas propostas de tornar as pessoas mais humanas e educadas.<\/p>\n<p>Nesta semana, l\u00e1 se foi, mas continua conosco, o nosso \u201cFera\u201d, como assim tratava os amigos, o ator Gild\u00e1sio Leite. Minha aproxima\u00e7\u00e3o com ele n\u00e3o tinha muito tempo, mas foi o bastante para aprender com Gild\u00e1sio muita coisa, como bondade e generosidade, sem falar na sua pondera\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise de certos problemas.<\/p>\n<p>H\u00e1 uns tr\u00eas anos, viajei com ele e o professor Itamar Aguiar, para uma feira do livro em Len\u00e7\u00f3is, na Chapada Diamantina, onde ele aproveitou para realizar uma s\u00e9rie de entrevistas com o cineasta Orlando Sena. Foi quando trocamos muitas ideias tomando umas geladas e passei a chama-lo de grande garimpeiro. N\u00e3o se queixava, e sempre estava otimista com a vida. Na \u00faltima vez em que nos falamos, pediu meu livro \u201cUma Conquista Cassada\u201d para extrair alguns subs\u00eddios para um document\u00e1rio que estava elaborando. N\u00e3o me recordo agora o assunto. Gild\u00e1sio divulgou muito Conquista nos filmes e nas pe\u00e7as em que participou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, principalmente do ano passado para c\u00e1, muitos incentivadores, pensadores e defensores da nossa cultura se foram, deixando uma lacuna em Vit\u00f3ria da Conquista, mas essas pessoas v\u00e3o permanecer vivas em nossas mentes, com mais for\u00e7as para continuarmos firmes nesta jornada que, infelizmente, conta com poucos apoiadores. Com seus passos de sabedoria e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3332"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3332"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3333,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3332\/revisions\/3333"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}