{"id":3274,"date":"2019-01-03T23:06:01","date_gmt":"2019-01-04T02:06:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=3274"},"modified":"2019-01-03T23:06:21","modified_gmt":"2019-01-04T02:06:21","slug":"a-ponte-em-ruinas-a-industria-das-multas-e-as-mudancas-do-lucro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2019\/01\/03\/a-ponte-em-ruinas-a-industria-das-multas-e-as-mudancas-do-lucro\/","title":{"rendered":"A PONTE EM RU\u00cdNAS, A IND\u00daSTRIA DAS MULTAS E AS MUDAN\u00c7AS DO LUCRO"},"content":{"rendered":"<p>Fecharam nossas ferrovias, acabaram com as belas esta\u00e7\u00f5es e deixaram pontilh\u00f5es e pontes hist\u00f3ricas em ru\u00ednas, para implantar rodovias infernais mal constru\u00eddas e superfaturadas, criar a ind\u00fastria das multas e ainda inventar mudan\u00e7as descabidas para lucrar e extorquir os cidad\u00e3os que neste pa\u00eds s\u00f3 t\u00eam deveres, e onde \u201cdesacatar\u201d um funcion\u00e1rio p\u00fablico \u00e9 crime, mas n\u00e3o quando acontece o contr\u00e1rio de ser destratado.<\/p>\n<p>Fiz uma recente viagem a Juazeiro, no norte da Bahia e, como sempre, corto pela Chapada Diamantina para curtir as paisagens da natureza (muita parte destru\u00edda pela gan\u00e2ncia do homem). O que seria um prazer tornou-se irrita\u00e7\u00e3o com o perigo das estradas mal conservadas, estreitas e \u00e1rvores por cair nas pistas, como de Andara\u00ed at\u00e9 a liga\u00e7\u00e3o com a BR-242.<\/p>\n<p>A partir de Su\u00e7uarana at\u00e9 Itua\u00e7u o que ainda restava do asfalto virou s\u00f3 buracos. Devido a buraqueira, logo apareceu uma forte pancada na lateral direita do carro com a quebra de um piv\u00f4, uma pe\u00e7a da suspens\u00e3o, uma bucha da bandeja e a perda de uma calota. Consegui dirigir at\u00e9 Juazeiro e l\u00e1 tive que gastar quase 500 reais de servi\u00e7os na oficina. Quem pagou o preju\u00edzo? Por certo que n\u00e3o foi o Estado que cobra IPVA, ped\u00e1gios e monta a ind\u00fastria das multas atrav\u00e9s de radares escondidos.<\/p>\n<p>PONTE DE IA\u00c7U EM RU\u00cdNAS<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_7653.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3275\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_7653.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_7653.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_7653-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No retorno entrei em Senhor do Bonfim e peguei a estrada para Jacobina-Piritiba via Ant\u00f4nio Gon\u00e7alves, Pindoba\u00e7u, Sa\u00fade e Caem, com mais buracos e sofrimento. Todo cuidado era pouco. De Piritiba resolvi seguir por Mundo Novo, Baixa Grande, Rui Barbosa, Itaberaba, Ia\u00e7u, saindo em Milagres pela BR-116 at\u00e9 Vit\u00f3ria da Conquista.<\/p>\n<p>Mais decep\u00e7\u00e3o com meu estado da Bahia e com o nosso pa\u00eds. Desta vez, foi ver um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico de mais de 100 anos em ru\u00ednas. Trata-se da ponte f\u00e9rrea de Ia\u00e7u que por ali passaram tantos trens de passageiros vindos de Minas Gerais e atravessando todo sert\u00e3o baiano at\u00e9 Senhor do Bonfim para fazer conex\u00e3o com Salvador.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_7658.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3276\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_7658.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_7658.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/IMG_7658-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Claro que parei para tirar umas fotos da destrui\u00e7\u00e3o e lembrei quando menino que tantas vezes viajei naquele trem chamado de \u201cGroteiro\u201d, saindo dali, vindo do Semin\u00e1rio de Amargosa, com destino a Rui Barbosa, Jequitib\u00e1 ou para minha querida Piritiba, Quanta tristeza e dor ver aquela bela arquitetura caindo aos peda\u00e7\u00f5es, enferrujada e dentro do mato!<\/p>\n<p>Recordo ainda que h\u00e1 poucos anos a comunidade da cidade, gente da regi\u00e3o, defensores da preserva\u00e7\u00e3o da nossa mem\u00f3ria fizeram movimentos para recuperar a obra, mas n\u00e3o deram a m\u00ednima. O neg\u00f3cio deles, governantes, \u00e9 montar a ind\u00fastria das multas e introduzir mudan\u00e7as para beneficiar f\u00e1bricas particulares de placas, extintores e outros bagulhos.<\/p>\n<p>A IND\u00daSTRIA DAS MULTAS E AS EXTORS\u00d5ES<\/p>\n<p>Na Europa e outros pa\u00edses civilizados existem autoestradas, sempre em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o e sem controle de velocidade. Por aqui ocorre o contr\u00e1rio, e o Conselho de Tr\u00e2nsito ou os Detrans imp\u00f5em 80 e 100 quil\u00f4metros em rodovias estaduais e federais. Imagine todos rodando neste ritmo numa longa viagem! Para os agentes, 120 quil\u00f4metros \u00e9 alta velocidade, e ai tome multa atrav\u00e9s dos radares surpresas. Para ser coerente, no Brasil as montadoras deveriam colocar a pot\u00eancia do ve\u00edculo s\u00f3 at\u00e9 100 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisa descer o p\u00e9 no acelerador para 150 ou 200 quil\u00f4metros, mesmo porque as pistas s\u00e3o imperfeitas, estreitas, esburacadas e com defeitos de engenharia. Acho contradit\u00f3rio o limite de 80 e 100 quil\u00f4metros. A maior parte dos acidentes n\u00e3o \u00e9 por velocidade, mas por imprud\u00eancia nas ultrapassagens, imper\u00edcias e embriaguez. N\u00e3o h\u00e1 como ultrapassar uma carreta com 80. Os governos n\u00e3o fazem suas partes e a\u00ed colocam toda culpa nos motoristas, usando a ind\u00fastria das multas.<\/p>\n<p>Na verdade, neste pa\u00eds os cidad\u00e3os e os contribuintes s\u00f3 t\u00eam deveres e nada de direitos. Pagam altos tributos por duas vezes, como \u00e9 o caso do IPVA e os ped\u00e1gios. Por que o governo e os pol\u00edticos n\u00e3o cobram os servi\u00e7os de melhoramento da Via Bahia na BR-116, conforme determina o contrato? Est\u00e1 BR, de Feira de Santana para a divisa com Minas Gerais, por exemplo, ainda n\u00e3o foi duplicada e o asfalto j\u00e1 est\u00e1 descascando e cheio de problemas, como constatei. Para embromar, colocam uns oper\u00e1rios para limpar o mato nas margens das rodovias.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o pergunto: Qual moral tem o governo de montar esta ind\u00fastria de multas atrav\u00e9s dos \u201cca\u00e7as-multas\u201d? Outro problema s\u00e3o os quebra-molas, n\u00e3o mais recomend\u00e1veis, que est\u00e3o por toda parte nas pistas, nas cidades e nos povoados. Em muitas vias, principalmente as estaduais, n\u00e3o existem sinaliza\u00e7\u00f5es, tanto horizontal como vertical. Sem aviso, quebra-molas surgem aos montes pegando os motoristas de surpresa. S\u00e3o arrebemtam ve\u00edculos.<\/p>\n<p>Como os kits socorros, extintores e outras exig\u00eancias descab\u00edveis, agora inventaram essa besteira da placa do Mercosul, um acordo entre pa\u00edses do sul que virou um fracasso no com\u00e9rcio e nos relacionamentos entre os governos de ideologias diferentes. Essa mudan\u00e7a \u00e9 mais uma extors\u00e3o ao contribuinte para alimentar as ind\u00fastrias de emplacamentos. Para fazer o servi\u00e7o, o cidad\u00e3o \u00e9 explorado, humilhado e roubado, financeiramente e em seus direitos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fecharam nossas ferrovias, acabaram com as belas esta\u00e7\u00f5es e deixaram pontilh\u00f5es e pontes hist\u00f3ricas em ru\u00ednas, para implantar rodovias infernais mal constru\u00eddas e superfaturadas, criar a ind\u00fastria das multas e ainda inventar mudan\u00e7as descabidas para lucrar e extorquir os cidad\u00e3os que neste pa\u00eds s\u00f3 t\u00eam deveres, e onde \u201cdesacatar\u201d um funcion\u00e1rio p\u00fablico \u00e9 crime, mas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3274"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3274"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3274\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3277,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3274\/revisions\/3277"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}