{"id":3216,"date":"2018-12-20T22:28:21","date_gmt":"2018-12-21T01:28:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=3216"},"modified":"2018-12-21T05:22:56","modified_gmt":"2018-12-21T08:22:56","slug":"curiosidades-do-mundo-grego-filosofias-e-sabedorias-parte-xix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2018\/12\/20\/curiosidades-do-mundo-grego-filosofias-e-sabedorias-parte-xix\/","title":{"rendered":"CURIOSIDADES DO MUNDO GREGO &#8211; FILOSOFIAS E SABEDORIAS (parte XIX)"},"content":{"rendered":"<p>FILIPE E DEM\u00d3STENES<\/p>\n<p>Quando Filipe subiu ao trono em 338 a.C.,a maior parte dos gregos desconheciam a Maced\u00f4nia. Ainda menino, Filipe foi estudar em Tebas onde fez amizade com Epaminondas. Quando voltou a Pela (Maced\u00f4nia) foi considerado s\u00e1bio pelos pastores. Briguento e corpulento, conseguiu unificar a regi\u00e3o e ser reconhecida pelo resto da Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>De maneira rude, sabia mentir como o mais descarado hip\u00f3crita, sem escr\u00fapulos. Em pouco tempo, levantou o mais formid\u00e1vel instrumento de guerra, a falange de dez mil homens e se apoderou de v\u00e1rios distritos de Atenas. Por quest\u00f5es de dinheiro, atenienses e espartanos se uniram contra a liga da Be\u00f3cia e da Tess\u00e1lia. Derrotada, recorreu a Filipe.<\/p>\n<p>Atenas acordou para a situa\u00e7\u00e3o e recorreu \u00e0 orat\u00f3ria de Dem\u00f3stenes para despertar os cidad\u00e3os para o perigo que era a Maced\u00f4nia. Dizem que ele era gago, mas se aperfei\u00e7oou na fala usando pedrinhas na boca e declamava correndo morro. Muitas vezes se fechava numa caverna, barbeando s\u00f3 a metade do rosto, para vencer a tenta\u00e7\u00e3o de sair.<\/p>\n<p>N\u00e3o precisando de dinheiro, dedicou-se a processos c\u00e9lebres, em defesa de clientes de alta classe, entre os quais a liberdade. Acusaram de defender a liberdade de Atenas contra Filipe para vend\u00ea-la aos persas, que lhe pagavam bem.<\/p>\n<p>ALEXANDRE \u2013 Filipe colocou em liberdade os dois mil prisioneiros capturados e mandou para Atenas como mensageiro, seu filho Alexandre, de dezoito anos, que se cobrira de gl\u00f3ria como general de cavalaria. Sua m\u00e3e Ol\u00edmpia vivia nos mais desenfreados ritos dionis\u00edacos. Uma vez, Filipe encontrou-a dormindo, na cama, ao lado de uma serpente. Disse que na serpente se encarnava o deus Zeus-Amon, o verdadeiro pai de Alexandre.<\/p>\n<p>O primeiro mestre de Alexandre foi Le\u00f4nidas para os m\u00fasculos, Lis\u00edmaco para a Literatura e Arist\u00f3teles para a filosofia. O aluno era belo, atleta, cheio de entusiasmo e candura. Decorou a Il\u00edada. Muito orgulhoso como pai, certo dia Filipe disse: Meu filho, a Maced\u00f4nia \u00e9 muito pequena para ti. Uma vez, encontrou um le\u00e3o e enfrentou armado s\u00f3 de punhal. Alexandre tinha um fraco por Atenas e, durante sua invas\u00e3o, anistiou a todos. Tinha um dever para com ela quando ali estudou filosofia e literatura. Mais tarde, guerreando na \u00c1sia, mandava os tesouros de arte para que ornassem a Acr\u00f3pole de Atenas.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia deu a Alexandre vinte mil homens para refor\u00e7ar seus dez mil de infantaria e cinco mil de cavalaria. Formou, portanto, trinta e cinco mil homens para enfrentar Dario com um milh\u00e3o. Em 334 a.C., dois anos depois de subir ao trono, partiu para uma outra cruzada com fins de reunir a \u00c1sia e a Europa.<\/p>\n<p>\u201cFOI VERDADEIRA GL\u00d3RIA\u201d \u2013 Conta o autor do livro \u201cHist\u00f3ria dos Gregos\u201d, de Indro Montanelli, que ao ver a multid\u00e3o de seiscentos mil persas, Alexandre teve um momento de hesita\u00e7\u00e3o. Seus soldados gritavam: Anate general! Nenhum inimigo pode resistir ao cheiro do bode que temos. A derrota existiu, e Dario foi morto pela covardia de seus generais. Babil\u00f4nia entregou-se sem resist\u00eancia.<\/p>\n<p><!--more-->Alexandre anunciou ao povo grego sua definitiva liberta\u00e7\u00e3o do jugo persa. Destruiu Pers\u00e9polis onde encontrou prisioneiros gregos com os membros cortados. Matou o assassino de Dario, esticando ele em dois troncos de \u00e1rvores. Depois seguiu para a \u00cdndia. Na sua jornada de volta, o calor e a sede mataram e enlouqueceram milhares de homens. Toda vez que encontravam uma po\u00e7a de \u00e1gua, Alexandre bebia por \u00faltimo.<\/p>\n<p>No seu programa de dom\u00ednio mundial, casou-se com Statira, filha de Dario e com Parisatis, filha de Artaxerxes. Assim, se consumaria nos leitos a uni\u00e3o entre o mundo grego-maced\u00f4nio e o oriental, num fus\u00e3o de sangue e civiliza\u00e7\u00e3o. Logo em seguida, proclamou sua origem divina como filho de Zeus-Amon. Tentou novas conquistas na Ar\u00e1bia.<\/p>\n<p>O rei ficou totalmente abatido com a morte de Ef\u00e9stion. Amou-o mais que qualquer outra mulher. Mandou matar o m\u00e9dico. Recusou comida durante quatro dias. Como sacrif\u00edcio expiat\u00f3rio, Alexandre mandou degolar uma tribo inteira de persas. Entregou-se \u00e0 bebedeira do vinho. Numa aposta engoliu quatro litros de vinho fort\u00edssimo. No dia seguinte, uma forte febre o atacou e quis beber mais. Entrou em del\u00edrios e, no d\u00e9cimo primeiro dia, come\u00e7ou a agonizar. Era o ano de 323 a. C. e o rei ia completar 31 anos.<\/p>\n<p>PLAT\u00c3O \u2013 A filosofia alcan\u00e7ava o z\u00eanite. Entre os continuadores, o mais superficial e popular foi Aristipo que mais pensava em curtir a vida. Quando estava sem dinheiro ia a Silo hospedar-se com Xenofante, ou em Corinto ficar com a famosa hetera La\u00eds que pedira a Dem\u00f3stenes um milh\u00e3o e meio por uma noite de amor, mas sustentava Aristipo. Estivera tamb\u00e9m em Siracusa com Dion\u00edsio que uma vez lhe cuspiu no rosto. O tirano obrigava-o a beijar-lhe os p\u00e9s. \u201cN\u00e3o \u00e9 culpa minha, se os p\u00e9s s\u00e3o a parte mais nobre do corpo dele\u201d.<\/p>\n<p>Outro mais nobre foi Di\u00f3genes. Afirmava que o homem n\u00e3o passa de animal e agia como animal. Satisfazia as necessidades fisiol\u00f3gicas em p\u00fablico, negava obedi\u00eancia \u00e0s leis e n\u00e3o se reconhecia cidad\u00e3o de p\u00e1tria alguma.\u00a0 Foi o primeiro a usar o termo cosmopolita.<\/p>\n<p>Como Di\u00f3genes, Ant\u00edstenes tinha fama de espirituoso. Certa vez, ao ver uma mulher prostrada diante de uma imagem sagrada disse: Cuidado com tantos deuses que andam por a\u00ed, pode ser que haja uma pelas tuas costas, e lhe esteja mostrando o traseiro.<\/p>\n<p>Plat\u00e3o conheceu Ant\u00edstenes e sofreu alguma influ\u00eancia de sua filosofia c\u00ednica, como o demonstra na \u201cRep\u00fablica\u201d. Seu verdadeiro nome era Ar\u00edstocles, que significa excelente e famoso. Mais tarde chamaram-lhe de Plat\u00e3o, o largo. Aos vinte anos se encontrou com S\u00f3crates e se tornou intelectual em sua escola. Amou o mestre apaixonadamente.<\/p>\n<p>A morte do mestre e de P\u00e9ricles o deixou abalado e se exilou na casa de Euclides, em M\u00e9gara, depois em Cirene e, por fim, no Egito onde procurou sossego na matem\u00e1tica e na teologia. Voltou para Atenas em 395 a. C. Tornou a fugir para estudar filosofia pitag\u00f3rica em Taranto onde conheceu D\u00edon que o convidou para Siracusa, de Dion\u00edsio.<\/p>\n<p>O tirano disse, certo dia, que ele falava como est\u00fapido. \u201cE tu como um prepotente\u201d. Dion\u00edsio mandou prend\u00ea-lo e o vendeu como escravo. Anicero Pagou seu resgate. Com um capital entre amigos, fundou a Academia. Na entrada estava escrito: Medeis ageometretos eisito (Mostrem geometria na entrada). Admitiam mulheres, pois Plat\u00e3o era feminista. Plat\u00e3o morreu dormindo, dizem que tirando uma soneca do cansa\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FILIPE E DEM\u00d3STENES Quando Filipe subiu ao trono em 338 a.C.,a maior parte dos gregos desconheciam a Maced\u00f4nia. Ainda menino, Filipe foi estudar em Tebas onde fez amizade com Epaminondas. Quando voltou a Pela (Maced\u00f4nia) foi considerado s\u00e1bio pelos pastores. Briguento e corpulento, conseguiu unificar a regi\u00e3o e ser reconhecida pelo resto da Gr\u00e9cia. De [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[6,1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3216"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3216"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3217,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3216\/revisions\/3217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}