{"id":3193,"date":"2018-12-06T23:14:45","date_gmt":"2018-12-07T02:14:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=3193"},"modified":"2018-12-06T23:15:44","modified_gmt":"2018-12-07T02:15:44","slug":"jumentos-podem-ser-extintos-em-quatro-anos-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2018\/12\/06\/jumentos-podem-ser-extintos-em-quatro-anos-no-nordeste\/","title":{"rendered":"JUMENTOS PODEM SER EXTINTOS EM QUATRO ANOS NO NORDESTE"},"content":{"rendered":"<p><strong>JU\u00cdZA PROIBIU O ABATE NA BAHIA. VAMOS APOIAR ESTA CAUSA E DEFENDER ESTES ANIMAIS, SIMBOLOS DO NORDESTE. <\/strong><\/p>\n<p>Mat\u00e9ria publicada pelo jornalista M\u00e1rio Bittencourt em 4 de dezembro deste ano apurou que pelo ritmo atual de abates, a popula\u00e7\u00e3o de jumentos no Nordeste do Brasil, onde est\u00e3o concentrados esses animais, ser\u00e1 extinta em at\u00e9 quatro anos, conforme previs\u00e3o da ju\u00edza Arali Maciel Duarte, da 1\u00aa Vara Federal, em Salvador, que dia 30 de novembro proibiu o abate de jumentos no estado, devido aos casos de maus-tratos.<\/p>\n<p>O diretor de um frigor\u00edfico se posicionou contra a liminar e disse que a atividade \u00e9 legal. Em minha opini\u00e3o, pode ser legal, como matar gado, mas, no caso dos jumentos, s\u00edmbolos do Nordeste que tanto serviram aos sertanejos no transporte de mercadorias, \u00e1gua e at\u00e9 lenha para gerar o fogo nas cozinhas, quando n\u00e3o havia g\u00e1s e energia el\u00e9trica nas casas, \u00e9 um ato insano contra um animal t\u00e3o d\u00f3cil. N\u00e3o justifica o lucro e o pequeno n\u00famero de empregos.<\/p>\n<p>Os nossos jumentos, ou jegues, como tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos, precisam de a\u00e7\u00f5es fortes e ativas tanto quanto as dos defensores e protetores das baleias, das tartarugas, dos cachorros e de outros animais que \u201cbrigam\u201d e lutam pela causa. Precisamos de movimentos mais fortes na Bahia e em todo Nordeste para por fim a esta crueldade do abete de jumentos.<\/p>\n<p>BAHIA E PERNAMBUCO<\/p>\n<p>De acordo com o texto de Bittencourt, a decis\u00e3o da magistrada, em car\u00e1ter liminar (tempor\u00e1ria), relata que, segundo o Conselho Regional de Medicina Veterin\u00e1ria da Bahia, o efetivo de equ\u00eddeos (equinos, asininos e muares) no Brasil teve queda de 2,7% entre 2011 e 2012.\u00a0O Nordeste foi a regi\u00e3o que registrou a maior queda de 4,7%, sendo Bahia e Pernambuco os estados que mais contribu\u00edram para isso, com destaque para o plantel de jumentos, que teve redu\u00e7\u00e3o de 7,4% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/JUMENTOSl.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3194\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/JUMENTOSl.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"342\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/JUMENTOSl.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/JUMENTOSl-300x187.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Foto divulga\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Civil. Ju\u00edza concede liminar para acabar com o abate<\/p>\n<p>\u201cTodos os estados da regi\u00e3o registraram queda, sendo as mais acentuadas nos na Bahia (-9,3%) e em Pernambuco (-22,7%), informa o documento que consta nos autos do processo.\u00a0\u201cEste cen\u00e1rio j\u00e1 \u00e9 esperado, e vem acontecendo em outros pa\u00edses por conta da evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no campo e, com isso, da diminui\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o destes animais para carga e transporte\u201d, escreveu a ju\u00edza federal Arali Maciel Duarte\u201d \u2013 assinala a reportagem do jornalista.<\/p>\n<p><!--more-->Segundo sua apura\u00e7\u00e3o, na Bahia, os abates ocorrem desde julho de 2017, e o estado \u00e9 o \u00fanico do Brasil que possui frigor\u00edficos autorizados pelo Minist\u00e9rio da Agricultura a realizar o servi\u00e7o. \u00a0As empresas est\u00e3o situadas em Amargosa, Sim\u00f5es Filho e Itapetinga.\u00a0Os jumentos s\u00e3o abatidos para atender a China, que extrai da pele e couro do animal uma subst\u00e2ncia para fazer o \u201cejiao\u201d, rem\u00e9dio que promete combater o envelhecimento, aumentar a libido nas mulheres e reduzir doen\u00e7as do \u00f3rg\u00e3o reprodutor feminino.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da ONG brit\u00e2nica The Donkey Sanctuary, que atua globalmente em defesa do bem-estar dos jumentos, os abates no Nordeste s\u00e3o consequ\u00eancia da busca por esses animais por parte da China no mundo. Em relat\u00f3rio de janeiro de 2017, a ONG constatou que nos \u00faltimos 20 anos houve redu\u00e7\u00e3o de 11 milh\u00f5es para 6 milh\u00f5es de jumentos na China. Hoje, o pa\u00eds asi\u00e1tico busca esses animais, sobretudo, na \u00c1frica, Tanz\u00e2nia, Col\u00f4mbia e M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Na pesquisa feita pelo jornalista M\u00e1rio Bittencourt, o trabalho da The Donkey Sanctuary traz\u00a0relatos diversos sobre animais que est\u00e3o sendo esfolados para retirada da pele nesses pa\u00edses. H\u00e1 ainda casos de roubos em comunidades agr\u00edcolas que usam jumentos para transporte, ou como tra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSegundo informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria da Bahia (Adab), no estado est\u00e3o sendo abatidos de 300 a 400 jumentos por semana nos tr\u00eas frigor\u00edficos. Na contagem oficial, a Bahia possui 96 mil asininos cadastrados\u201d- descreve o rep\u00f3rter.<\/p>\n<p>Prossegue a mat\u00e9ria de que somado aos animais da esp\u00e9cie que vivem\u00a0soltos, estima-se que essa quantia chegue a 200 mil, e no Nordeste a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de 800 mil jumentos. Mas, segundo a ju\u00edza federal Arali Maciel Duarte, os frigor\u00edficos baianos se preparam \u201cpara atingirem a capacidade de abate de 200.000 animais\/ano\u201d.<\/p>\n<p>Somente no Frinordeste, em Amargosa, conforme a magistrada, j\u00e1 foram mortos 44 mil jumentos de agosto de 2017 a setembro de 2018. \u00a0\u201cEstes dados alertam sobre o risco iminente de extin\u00e7\u00e3o do jumento nordestino, esp\u00e9cie nativa brasileira, pois se trata de uma a\u00e7\u00e3o extrativista e de exterm\u00ednio anunciado\u201d, escreve Arali Maciel Duarte.<\/p>\n<p>At\u00e9 o dia 3 de dezembro o Governo da Bahia ainda n\u00e3o havia sido \u00a0comunicado pela Justi\u00e7a Federal da decis\u00e3o liminar, mas informou que deve recorrer da mesma ap\u00f3s analisar melhor o assunto. O Minist\u00e9rio da Agricultura declarou que n\u00e3o se pronunciar\u00e1 sobre a decis\u00e3o. A Advocacia Geral da Uni\u00e3o (AGU) e a Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri) n\u00e3o se posicionaram, conforme relata mat\u00e9ria do jornalista.<\/p>\n<p>Os frigor\u00edficos Cabra Forte (Sim\u00f5es Filho) e Sudoeste (Itapetinga) disseram que ir\u00e3o acatar a decis\u00e3o judicial. O Frinordeste (Amargosa) n\u00e3o respondeu. \u201cQueremos que o Governo da Bahia recorra da decis\u00e3o, afinal de contas s\u00e3o empregos que est\u00e3o em risco\u201d, disse o diretor do Frigor\u00edfico Sudoeste Eder Resende, que destacou trabalhar dentro da legali<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JU\u00cdZA PROIBIU O ABATE NA BAHIA. VAMOS APOIAR ESTA CAUSA E DEFENDER ESTES ANIMAIS, SIMBOLOS DO NORDESTE. Mat\u00e9ria publicada pelo jornalista M\u00e1rio Bittencourt em 4 de dezembro deste ano apurou que pelo ritmo atual de abates, a popula\u00e7\u00e3o de jumentos no Nordeste do Brasil, onde est\u00e3o concentrados esses animais, ser\u00e1 extinta em at\u00e9 quatro anos, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3193"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3193"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3193\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3196,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3193\/revisions\/3196"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3193"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3193"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3193"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}