{"id":3122,"date":"2018-11-07T00:24:43","date_gmt":"2018-11-07T03:24:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=3122"},"modified":"2018-11-07T00:24:53","modified_gmt":"2018-11-07T03:24:53","slug":"vamos-acabar-com-o-abate-dos-jumentos-no-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2018\/11\/07\/vamos-acabar-com-o-abate-dos-jumentos-no-nordeste\/","title":{"rendered":"VAMOS ACABAR COM O ABATE DOS JUMENTOS NO NORDESTE"},"content":{"rendered":"<p>O que est\u00e3o fazendo com os jumentos no Nordeste \u00e9 um verdadeiro crime. Simplesmente est\u00e3o abatendo cruelmente os animais que tanto ajudaram os sertanejos na labuta di\u00e1ria para transportar mercadorias das ro\u00e7as para as feiras e at\u00e9 j\u00e1 foram jegues-pipas e jegues-lenhas, matando a sede e a fome de muita gente. Eu mesmo cheguei a utiliz\u00e1-los para transportar \u00e1gua e lenha para centenas de casas de fam\u00edlia em Piritiba, no final dos anos 50.<\/p>\n<p>O que se percebe \u00e9 que as ongs, os movimentos ambientalistas e protetores dos animais n\u00e3o se importam com esta esp\u00e9cie, tanto quanto com as baleias e as tartarugas que s\u00e3o utilizadas para atrair turistas e ganhar dinheiro. Jegue n\u00e3o rende atra\u00e7\u00e3o e renda, nem dar visibilidade e prest\u00edgio para os pesquisadores.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/FOTOS-DIVERSAS-018-C\u00f3pia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3123\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/FOTOS-DIVERSAS-018-C\u00f3pia.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/FOTOS-DIVERSAS-018-C\u00f3pia.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/FOTOS-DIVERSAS-018-C\u00f3pia-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Est\u00e1 na hora da m\u00eddia em geral e todos os \u00f3rg\u00e3os se unirem para acabar de vez com o abate indiscriminado dos nossos inocentes jumentos que est\u00e3o sendo extintos, s\u00f3 para venderem a carne e o couro para a China e pa\u00edses asi\u00e1ticos por alguns punhados de d\u00f3lares. Estou sugerindo uma campanha para proibir de vez que sejam levados aos matadouros, comprados por m\u00edseros 50 e 100 reais. Muitos morrem durante os transportes como est\u00e1 acontecendo com os animais que est\u00e3o sendo levados para um frigor\u00edfico de Itapetinga.<\/p>\n<p>REPORTAGEM DE JORNALISTA<\/p>\n<p>Na semana passada, meu companheiro jornalista M\u00e1rio Bittencourt fez uma s\u00e9rie de boas mat\u00e9rias para o \u201cCorreio\u201d, denunciando o confinamento dos jumentos em Itapetinga. Segundo sua reportagem, sem guia de tr\u00e2nsito os animais morreram durante viagem e foram desovados.\u00a0 )<\/p>\n<p>Em seu material jornal\u00edstico, M\u00e1rio informa que, por determina\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria da Bahia (Adab), \u00a0a cidade de Itapetinga, no sudoeste da Bahia, n\u00e3o poder\u00e1 mais confinar animais deste tipo em propriedade alguma do munic\u00edpio. A medida foi em raz\u00e3o de mais um caso de maus-tratos a jumentos registrados no dia 29 de outubro.<\/p>\n<p>Destaco trechos da mat\u00e9ria do jornalista quando assinalou que o diretor de Defesa Animal da Adab, Rui Leal, disse nesta quarta-feira (31) que a partir de agora os animais, que s\u00e3o oriundos de outras cidades da Bahia e de outros estados nordestinos, dever\u00e3o ser levados diretamente para serem abatidos no Frigor\u00edfico Sudoeste, e precisam ter ainda a guia de tr\u00e2nsito animal (GTA).<\/p>\n<p><!--more--><!--more-->\u201cVamos intensificar a fiscaliza\u00e7\u00e3o para que casos desse tipo n\u00e3o voltem a ocorrer\u201d, disse ele, em refer\u00eancia aos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/noticia\/nid\/jumentos-que-iam-para-abate-sao-achados-mortos-em-estrada-na-bahia\/\"><strong>nove jumentos encontrados mortos\u00a0 numa estrada de ch\u00e3o<\/strong><\/a>\u00a0em Itoror\u00f3, cidade vizinha a Itapetinga. Os animais seriam levados para o abate no Frigor\u00edfico Sudoeste, mas morreram na viagem.<\/p>\n<p>De acordo com a reportagem, \u201cOs bichos estavam sendo confinados numa fazenda situada a 1 km de Itoror\u00f3, mas no territ\u00f3rio de Itapetinga. O caso foi registrado pela Pol\u00edcia Civil, que, ap\u00f3s den\u00fancias de populares, interceptou o caminh\u00e3o dirigido por Fabian Cl\u00e9ber Silva Bahia, 44 anos, logo ap\u00f3s ele deixar os animais mortos numa estrada de Itoror\u00f3, a cidade da \u201ccarne do sol\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO motorista, segundo a pol\u00edcia, disse que saiu de Pernambuco e recolhia os animais em v\u00e1rias propriedades pelo caminho, e que tinha quatro dias de viagem. Al\u00e9m dos jumentos mortos, o caminh\u00e3o estava com mais 53 bichos, todos sem comida ou \u00e1gua. O motorista ser\u00e1 indiciado por maus-tratos aos animais, informou a pol\u00edcia\u201d.<\/p>\n<p>Pelo relato da Pol\u00edcia Civil, na propriedade onde os jumentos estavam sendo deixados, do fazendeiro Jo\u00e3o Batista, havia 335 animais, sob os cuidados do chin\u00eas Xu Zhijini, 24, respons\u00e1vel por selecionar os que seriam abatidos.<\/p>\n<p>Na verdade, o respons\u00e1vel por tudo mesmo era um homem de prenome Alexandro, que recebia os caminh\u00f5es com jumentos e pagava os fretes, cujos valores n\u00e3o foram revelados. Alexandro e o chin\u00eas foram ouvidos na delegacia de Itoror\u00f3 e liberados. Conforme apurado, A fazenda possui registro para confinamento de animais e estrutura de alimenta\u00e7\u00e3o, contudo os jumentos estavam presos num curral quando os fiscais chegaram no local e foram soltos para que se alimentassem.<\/p>\n<p><strong>\u201co frigor\u00edfico tem sistema de inspe\u00e7\u00e3o federal, que avalia a qualidade da carne que foi abatida, ent\u00e3o isso n\u00e3o ser\u00e1 um problema\u201d<\/strong>, disse Rui Leal. Em Itapetinga, o Frigor\u00edfico Sudoeste presta servi\u00e7o de abate para a empresa chinesa Cuifeng Lee desde agosto. Estima-se que mais de 4 mil animais tenham sido abatidos desde ent\u00e3o \u2013 o frigor\u00edfico estava fechado h\u00e1 um ano e foi reaberto apenas para abater jumentos.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de setembro deste ano, a empresa chinesa foi multada em mais de R$ 30 mil por maus-tratos a cerca de 750 animais que estavam sendo amontoados na fazenda Barra da Nega, em Itapetinga. Centenas de animais morreram de fome e sede no local, muitos deles filhotes e f\u00eameas em trabalho de parto.<\/p>\n<p>A Cuifeng Lee exporta a carne e o couro para o Vietn\u00e3. Segundo dados Minist\u00e9rio da Agricultura, que agrupa numa s\u00f3 categoria carnes de \u201ccavalo, asinino e muar\u201d, a Bahia exportou este ano para o Vietn\u00e3 1,28 mil toneladas de carne e couro desses animais, a US$ 2,5 milh\u00f5es. Para Hong Kong, a exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 de 24.420 quilos, por US$ 36.814.<\/p>\n<p>Mas o problema dos maus-tratos a jumentos na Bahia n\u00e3o tem se restringido somente a Itapetinga e Itoror\u00f3, segundo a Adab. No estado, h\u00e1 outros dois frigor\u00edficos que realizam abates de jumentos, um em Amargosa e outro em Sim\u00f5es Filho, os quais exportam carne e couro, respectivamente, para China e Hong Kong.<\/p>\n<p>Segundo Rui Leal, s\u00e3o abatidos na Bahia por dia 200 a 300 animais, nos tr\u00eas frigor\u00edficos. O problema maior \u00e9 com o transporte irregular dos animais, realizado sem a GTA, o que pode conferir risco a outros animais, caso o jumento esteja com alguma zoonose contagiosa.<\/p>\n<p><strong>\u201cOs jumentos s\u00e3o transportados por 400 a 500 quil\u00f4metros. Eles rodam mais \u00e0 noite. Os animais ficam nos caminh\u00f5es sem \u00e1gua ou comida, mas estamos de olho nisso, com mais fiscaliza\u00e7\u00f5es\u201d<\/strong>, explica\u00a0Leal, que diz j\u00e1 ter comido\u00a0uns \u201ctira-gostos\u201d de carne de jumento.\u00a0<strong>\u201cO consumo \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o cultural\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00c1sia, sobretudo na China, o apelo maior \u00e9 para o couro do jumento, com o qual se faz uma gelatina usada pela ind\u00fastria de cosm\u00e9ticos para fazer um produto que rejuvenesce a pele, e outro que, na cren\u00e7a dos chineses, seria um afrodis\u00edaco, muito consumido, sobretudo por mulheres.<\/p>\n<p>De acordo com a Adab, a Bahia possui um plantel de 96 mil jumentos, declarados pelos produtores rurais. Mas estima-se que eles podem chegar at\u00e9 200 mil. No Nordeste, a estimativa \u00e9 que haja cerca de 800 mil jumentos\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o se tem certeza desse plantel. N\u00e3o acredito muito nestas estat\u00edsticas de chutes. N\u00e3o tenho d\u00favida que h\u00e1 30 anos esses n\u00fameros eram bem superiores. Com os abates permitidos, a tend\u00eancia \u00e9 o desaparecimento em pouco tempo. No futuro, o jegue s\u00f3 vai ser conhecido atrav\u00e9s de fotografias, com legendas de que por uns tempos ele chegou a ser s\u00edmbolo do Nordeste, da\u00ed minha proposta de uma campanha para acabar de vez com os abates.<\/p>\n<p>M\u00e1rio Bittencourt elaborou outra mat\u00e9ria no dia 31 de outubro reportando que jumentos que iam para abate foram achados mortos em estrada na Bahia Diz ainda que \u201cfazenda pr\u00f3xima tinha mais de 330 animais confinados sem \u00e1gua e comida\u201d. Ele relata outras atrocidades praticadas contra os animais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que est\u00e3o fazendo com os jumentos no Nordeste \u00e9 um verdadeiro crime. 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