{"id":2715,"date":"2018-03-01T23:54:03","date_gmt":"2018-03-02T02:54:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=2715"},"modified":"2018-03-01T23:54:14","modified_gmt":"2018-03-02T02:54:14","slug":"as-tres-mortes-de-che-guevara-final","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2018\/03\/01\/as-tres-mortes-de-che-guevara-final\/","title":{"rendered":"&#8220;AS TR\u00caS MORTES DE CHE GUEVARA&#8221; (FINAL)"},"content":{"rendered":"<p>ISOLADO E DESILUDIDO NO CONGO E NAS SELVAS DA BOL\u00cdVIA<\/p>\n<p>De dezembro de 1964 a mar\u00e7o de 65, Che passou todo tempo fora de Cuba. Esteve em Moscou, Nova York e de l\u00e1 para Arg\u00e9lia, de Bem-Bella, onde foi astro na confer\u00eancia dos povos africanos com um discurso de rompimento pol\u00edtico com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, o que significava uma ades\u00e3o \u00e0 linha chinesa. Esteve na Tanz\u00e2nia e no Egito, de Gamal Abdel Nasser, a quem disse que iria lutar no Congo e dele recebeu sinal de desaprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4798.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2716\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4798.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4798.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4798-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Mas, de acordo com Fl\u00e1vio Tavares, autor do livro, os problemas e inc\u00f4modos terminaram por faz\u00ea-lo sair de Cuba, quase que \u00e0s pressas, ou \u00e0s pressas mesmo. \u201cOu pelo menos, afoitamente, num gesto intempestivo ou de irrita\u00e7\u00e3o pessoal, t\u00e3o ao estilo argentino\u201d, As contrariedades e diverg\u00eancias come\u00e7aram bem antes destes epis\u00f3dios de sumi\u00e7o.<\/p>\n<p>De volta a Havana, em 10 de mar\u00e7o de 1965, do aeroporto saiu r\u00e1pido para uma reuni\u00e3o de 40 horas consecutivas com o chefe Fidel Castro. Ainda em Cuba, aproveitou seu amigo argentino Gustavo Roca para entregar uma carta para sua m\u00e3e C\u00e9lia de la Serna de Guevara onde revelou as desaven\u00e7as de cunho pol\u00edtico com o comandante e o prop\u00f3sito de se dedicar ao trabalho volunt\u00e1rio de 30 dias no corte de cana e mais cinco anos numa f\u00e1brica de a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4799.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2717\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4799.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4799.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4799-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em 15 de abril do mesmo ano a m\u00e3e escreveu outra carta achando tudo muito estranho e concluindo que o filho caiu em desgra\u00e7a. Al\u00e9m de considerar um desperd\u00edcio de ideia, refor\u00e7ou sua posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria. \u201cCreio que, se fazes o que dizes, n\u00e3o ser\u00e1s um bom servidor do socialismo mundial\u201d. Esta carta n\u00e3o chegou \u00e0s suas m\u00e3os.<\/p>\n<p>O mais intrigante \u00e9 que na v\u00e9spera do Dia do Trabalho, Fidel e sua c\u00fapula foram cortar cana no campo, mas sem o Che. Isto provocou uma especula\u00e7\u00e3o na m\u00eddia de que ele fora destitu\u00eddo e estava preso. Persistiu o mist\u00e9rio do seu paradeiro, e sua m\u00e3e morreu de c\u00e2ncer em 19 de maio de 1965 sem saber onde o filho se encontrava.<\/p>\n<p>NO EGITO E NO CONGO<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4800.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2718\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4800.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4800.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/IMG_4800-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Sabe-se que no final de mar\u00e7o, com seus homens de confian\u00e7a, confinou-se num lugar remoto da ilha para treinamento militar. Em meados de abril chegou disfar\u00e7ado (travestido de Ram\u00f3n) ao Cairo decidido a lutar no Congo e se apresentou, sem sua identifica\u00e7\u00e3o verdadeira, ao chefe rebelde Laurent Kabila que morava num hotel de luxo (seu quartel-general) com todas mordomias de bebidas, carros e mulheres.<\/p>\n<p><!--more-->\u00a0 A partir dos contatos no Cairo, o Che percebeu que a guerrilha congolesa era um fiasco. Resumia-se num caos e desordem onde seu chefe, fiel a Moscou e sem compromisso s\u00e9rio, preferia o whisky do que a luta, se bem que Kabila chegou ao poder em 1977, 30 anos depois da morte de Guevara. Do Egito partiu para a Tanz\u00e2nia (Dar es Salaam) em 20 de abril com 14 integrantes (s\u00f3 quatro sabiam de sua identidade).<\/p>\n<p>Antes de come\u00e7ar, o \u201cProjeto \u00c1frica\u201d come\u00e7ou a se desmoronar pela aus\u00eancia de Kabila e o comportamento dos congoleses refugiados na Tanz\u00e2nia, os quais s\u00f3 apresentavam ao governo contas altas de gastos de bebidas e bord\u00e9is.<\/p>\n<p>Mesmo assim, o Che e seu grupo atravessaram o grande lago Tanganika, J\u00e1 no Congo, Guevara com suas agudas crises de asma, falou aos seus 200 homens sobre a regi\u00e3o in\u00f3spita, os perigos das doen\u00e7as como mal\u00e1rias, febre tifoide e as enfermidades ven\u00e9reas. Pediu para que todos se igualassem aos nativos, para angariar entrosamento e confian\u00e7a da tropa.<\/p>\n<p>Em terras africanas, a experi\u00eancia do Che e dos cubanos, todos negros, come\u00e7ou a se chocar com a inefici\u00eancia, a ingenuidade e at\u00e9 a malandragem dos congoleses que pouco se interessavam pela rebeli\u00e3o. Tinham armamentos sovi\u00e9ticos e chineses sofisticados e de boa qualidade, mas n\u00e3o sabiam manej\u00e1-los, sem contar a falta de disciplina e organiza\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica. Os soldados eram ass\u00edduos frequentadores dos bord\u00e9is das aldeias; bebiam livremente: e se embebedavam nos acampamentos. Era alto o \u00edndice de doen\u00e7as ven\u00e9reas entre eles.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das diferen\u00e7as tribais que dificultavam uma estrat\u00e9gia de luta, outro problema grave era a bruxaria. Os congoleses acreditavam no poder insuper\u00e1vel da \u201cDawa\u201d, uma por\u00e7\u00e3o m\u00e1gica do tipo que fechava o corpo. Quem recebesse a \u201cDawa\u201d, garantia os feiticeiros, jamais seria abatido, s\u00f3 que para acontecer isso o soldado n\u00e3o poderia ter medo em batalha, n\u00e3o se deitar com mulher e nem tocar em objeto que n\u00e3o lhe pertencia.<\/p>\n<p>O ir\u00f4nico de tudo isso \u00e9 que quando o cara morria n\u00e3o havia como comprovar que ele teve medo ou n\u00e3o. O Che se deparou com um poder superior e muitos se recusavam receber ordens. Para superar estes entraves, ele resolveu revelar-se quem era, s\u00f3 que o ato resultou no surgimento de outras problemas. Como era branco, passou a ser visto como um colonizador opressor e explorador do trabalho. Os chefes dos rebeldes n\u00e3o permitiam que ele tra\u00e7asse planos, nem organizasse as ca\u00f3ticas fileiras dos congoleses.<\/p>\n<p>Sobre o presidente da \u00e1rea em poder dos rebeldes, o Che anotou em seu di\u00e1rio de campo que o cara estava mais apto para dirigir uma quadrilha de ladr\u00f5es do que um movimento revolucion\u00e1rio. Nos acampamentos as bebedeiras provocavam\u00a0 brigas e rixas constantes, inclusive entre as tribos.<\/p>\n<p>Mesmo assim, \u00e1vidos por dinheiro, os congoleses sempre pediam mais grana ao Che para planos sem sentido, que era negado. Certa vez passaram por cima dele e obtiveram uma quantia fabulosa de 100 mil d\u00f3lares diretamente em Havana. Com isso, o comandante ficou irritado e disse em voz alta que aquilo era um roubo, um crime, queixando-se de que, enquanto isto, em Cuba, o povo sofria priva\u00e7\u00f5es e os alimentos eram racionados.<\/p>\n<p>Em determinado ponto, o Che citou em seus apontamentos que o Ex\u00e9rcito Popular de Liberta\u00e7\u00e3o do Congo era um ex\u00e9rcito parasita, que n\u00e3o trabalhava, n\u00e3o treinava e n\u00e3o lutava, mas que exigia que a popula\u00e7\u00e3o o abastecesse e trabalhasse para ele com dureza. Neste quadro de desordem, com 200 combatentes cubanos, Guevara se desanimou e passava o tempo a ler e a reler \u201cO Capital\u201d, de Marx.<\/p>\n<p>L\u00e1 pelos meados de agosto, Guevara enviou uma carta ao seu amigo Fidel relatando toda situa\u00e7\u00e3o e se queixando de n\u00e3o ter sido atendido em suas solicita\u00e7\u00f5es, inclusive dois mec\u00e2nicos de motores de barco. Sobre os chefes Kabila e Soumaliot, afirmou n\u00e3o ter ilus\u00f5es sobre eles, como sempre ausentes. Confessou que muito lhe do\u00eda o assunto dinheiro e reportava sobre os 100 mil d\u00f3lares dados aos passantes turistas por Cuba, para viverem bem em todas as capitais do mundo. \u201cN\u00e3o podemos libertar sozinhos um pa\u00eds que n\u00e3o quer lutar\u201d.<\/p>\n<p>Depois de muita ansiedade de espera, Kabila apareceu em julho de 1965, mas, em pouco tempo partiu e os soldados congoleses anunciaram que n\u00e3o iam trabalhar porque o chefe se foi. Eles se negavam a receber ordens dos negros cubanos. Negro estrangeiro n\u00e3o podia mandar \u2013 relatou Dariel Alarc\u00f3n Ram\u00edrez, o Benigno, sobrevivente das guerrilhas de Cuba, Angola, Congo e da Bol\u00edvia ao escritor que o entrevistou em seu ex\u00edlio em Paris.<\/p>\n<p>Nas conversas com Fl\u00e1vio Tavares, Benigno descreveu como o dom\u00ednio do colonizador havia se enraizado no inconsciente do negro africano fazendo que assimilasse a no\u00e7\u00e3o da inferioridade racial, colocando-a acima do \u00f3dio ao invasor branco.<\/p>\n<p>Finalmente, em 18 de novembro de 1965 vem o comunicado de que todos os oficiais rebeldes estavam se retirando da luta, n\u00e3o havendo mais espa\u00e7o par Che (T\u00e1tu) e os cubanos. Naquela altura, todos se sentiram humilhados e derrotados. Mesmo contrariados, tiveram que partir. Tudo n\u00e3o passava de uma manobra arquitetada por Moscou que queria o Che fora do seu esquema.<\/p>\n<p>Em 3 de outubro de 1965, em Havana, os organismos pol\u00edticos que participaram da Revolu\u00e7\u00e3o se dissolveram para a composi\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Central do novo Partido Comunista de Cuba. Com mais uma aus\u00eancia do Che na solenidade correm pelo mundo not\u00edcias falsas de que eles estava no Vietn\u00e3, num manic\u00f4mio em Cuba e at\u00e9 no interior da Argentina.<\/p>\n<p>Em discurso de pompa, Fidel l\u00ea uma carta deixada pelo Che antes de ter partido para o Congo. Nela, Guevara presta obedi\u00eancia a Fidel e at\u00e9 pede desculpas por n\u00e3o ter reconhecido, em certos momentos, as qualidades do comandante-chefe como condutor revolucion\u00e1rio. Com aquilo o Che fica mais irritado, decepcionado e desolado. \u201cParece que Stalin n\u00e3o morreu, isto \u00e9 a sombra do culto \u00e0 personalidade e a viola\u00e7\u00e3o de um acordo feito entre amigos\u201d&#8230; desabafa o guerrilheiro solit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ao sair do Congo, isolou-se na embaixada cubana na Tanz\u00e2nia (Dar es Saalam) e escreveu o livro \u201cPassagens da Guerra Revolucion\u00e1ria no Congo\u201d que nunca foi publicado. Os originais encontram-se em Havana. Repetindo palavras de Lenin, dizia que o importante n\u00e3o era tomar o poder, mas construir uma sociedade diferente. O Che n\u00e3o queria retornar a Cuba e sonhava voltar \u00e0 Argentina de armas na m\u00e3o para fazer uma revolu\u00e7\u00e3o continental.<\/p>\n<p>DE CUBA PARA A BOL\u00cdVIA<\/p>\n<p>Da Tanz\u00e2nia ele vai para Praga, na Tchecoslov\u00e1quia, onde permaneceu at\u00e9 30 de julho de 1966. Chegou a Havana em 2 de agosto, permanecendo at\u00e9 30 de outubro, quando parte para Moscou com um passaporte do Uruguai em nome de Francisco Mena, num etapa inicial da longa viagem para Bol\u00edvia. De Moscou passou por Praga, Paris, Rio de Janeiro, Corumb\u00e1, Cochabamba at\u00e9 a Bol\u00edvia, na regi\u00e3o de Nancahuaz\u00fa, em 7 de novembro, data de in\u00edcio do seu di\u00e1rio de guerrilha.<\/p>\n<p>Na Bol\u00edvia repete-se o mesmo que aconteceu Congo. Agora quem estava sempre ausente era seu contado M\u00e1rio Monje, do Partido Comunista da Bol\u00edvia, em visita \u00e0 Bulg\u00e1ria. Sobre a quest\u00e3o, escreveu Benigno que \u201cEl Che ay\u00f3 em la trampa (armadilha) como um ratoncito al oler (a farejar) el queso\u201d.<\/p>\n<p>Em 1\u00ba de janeiro de 1967 Monje anuncia sua ren\u00fancia \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do Partido e some, deixando o Che isolado sem contatos. Do outro lado, Cuba fantasia feitos heroicos na selva, certamente para compensar o abandono a que relegou a guerrilha \u2013 comentou Fl\u00e1vio Tavares em seu livro.<\/p>\n<p>Nos combates, a muni\u00e7\u00e3o escasseia, o armamento \u00e9 velho, n\u00e3o h\u00e1 alimentos e falta \u00e1gua. Comendo qualquer coisa que encontrava, logo surgem os v\u00f4mitos, c\u00f3licas e diarreias na tropa. Era uma luta de 10 mil homens contra 20 ou trinta e, mesmo assim, conseguiram vit\u00f3rias e acarretar baixas nos inimigos.<\/p>\n<p>Em 24 de junho de 1967 aconteceu a tr\u00e1gica \u201cMatan\u00e7a de S\u00e3o Jo\u00e3o\u201d com o fuzilamento de 87 trabalhadores das minas. O general Alfredo Ovando anunciava que o Che comandava a guerrilha \u201cjunto a chefes vietcongs que derrotaram for\u00e7as norte-americanas\u201d. Em entrevista, Benigno disse que Cuba havia abandonado a todos, mas, mesmo assim, Che n\u00e3o gostava que se comentasse o fato.<\/p>\n<p>-Fidel atuava como um estrategista sem escr\u00fapulos, capaz de tudo e de todas as maldades para alcan\u00e7ar seus objetivos \u2013 respondeu Benigno em entrevista ao escritor do livro. Em 8 de setembro, ao saber das cr\u00edticas a ele num jornal de Budapeste, o Che afirmou, em tom de raiva, que gostaria de chegar ao poder s\u00f3 para desmascarar covardes e lacaios de toda a ral\u00e9 e esfregar nos seus focinhos as suas porcarias.<\/p>\n<p>Em 8 de outubro de 1967 ele morrera pela terceira vez (executado no dia seguinte), tal qual em Cuba e no Congo, logo ele que muito tempo antes, na Nicar\u00e1gua, do tirano Anast\u00e1cio Somoza, falou na televis\u00e3o que Cuba n\u00e3o exportaria revolu\u00e7\u00f5es e que o povo de cada pa\u00eds teria de por si mesmo, fazer sua pr\u00f3pria revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1968, depois de longa fuga da Bol\u00edvia, o guerrilheiro Benigno chega a Havana e \u00e9 recebido pelo Fidel no aeroporto. Em seu livro apontou que ap\u00f3s o regresso via-se claramente a rejei\u00e7\u00e3o oficial a tudo o que tivesse a ver com o Che. O livro de R\u00e9gis Debray \u201cRevolucion em la Revoluci\u00f3n\u201d? j\u00e1 n\u00e3o se encontrava nas livrarias cubanas. Fidel e Manuel Pi\u00f1eiro, o barba vermelha, tinham nas m\u00e3os todo aparelho de seguran\u00e7a e espionagem.<\/p>\n<p>Como sobrevivente, Benigno testemunhou depois que eles, os guerrilheiros perdidos nas selvas, n\u00e3o receberam socorro e mais ainda que o M\u00e1rio Monje foi morar em Moscou. \u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, ele p\u00f4s todo plano da guerrilha em m\u00e3os dos russos, que pressionaram Fidel, o qual, por sua vez, mandou retirar as pessoas que Cuba mantinha na Bol\u00edvia\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ISOLADO E DESILUDIDO NO CONGO E NAS SELVAS DA BOL\u00cdVIA De dezembro de 1964 a mar\u00e7o de 65, Che passou todo tempo fora de Cuba. 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