{"id":2678,"date":"2018-02-14T10:26:34","date_gmt":"2018-02-14T13:26:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=2678"},"modified":"2018-02-14T10:26:44","modified_gmt":"2018-02-14T13:26:44","slug":"deuses-tumulos-e-sabios-final","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2018\/02\/14\/deuses-tumulos-e-sabios-final\/","title":{"rendered":"&#8220;DEUSES, T\u00daMULOS E S\u00c1BIOS&#8221; (FINAL)"},"content":{"rendered":"<p>CIVILIZA\u00c7\u00d5ES DA AM\u00c9RICA LATINA DECAPITADAS POR AVENTUREIROS (Fernando Cort\u00eas \/ Montezuma II)<\/p>\n<p>Final do s\u00e9culo XV e in\u00edcio do s\u00e9culo XVI. Era a \u00e9poca dos grandes conquistadores da Europa crist\u00e3, da inquisi\u00e7\u00e3o. Como diz o autor do livro \u201cDeuses, T\u00famulos e S\u00e1bios\u201d, C.W.Ceram, um cap\u00edtulo da hist\u00f3ria \u201ctinto pelo vermelho do fogo e do sangue, recoberto de capuzes fradescos, demarcado pela espada.\u201d Toda uma civiliza\u00e7\u00e3o foi decapitada por aventureiros sanguin\u00e1rios e cru\u00e9is.<\/p>\n<p>Em viagem para a \u00cdndia (1492), o capit\u00e3o genov\u00eas Crist\u00f3v\u00e3o Colombo descobriu, na Costa da Am\u00e9rica Central, as ilhas Guanahani, Cuba e Haiti. Em viagens posteriores, Guadalupe, Dominica e Puerto Rico. Na mesma \u00e9poca, Vasco da Gama encontrou o mais pr\u00f3ximo caminho para a \u00cdndia. Hojeda, Vesp\u00facio e Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es exploraram a costa sul do Novo Mundo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/IMG_4773.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2679\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/IMG_4773.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/IMG_4773.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/IMG_4773-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Pedro Alves Cabral aqui chegou ao Brasil em 1500. Pizarro e Almagro invadiram o imp\u00e9rio dos incas, no atual Peru. O Novo Mundo guardava riquezas incalcul\u00e1veis como nova fonte de com\u00e9rcio e como tesouro para saquear. Os conquistadores iam por conta de Fernando e Isabel, de Carlos V e do Papa Alexandre VI, o B\u00f3rgia, que em 1493 dividiu o mundo entre Portugal e Espanha. Os exploradores iam por conta da sua Majestade Apost\u00f3lica, sob a bandeira da Virgem Maria contra os \u201cpag\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>No dia 8 de novembro de 1519 o aventureiro Fernando Cort\u00eas com 400 espanh\u00f3is e seis mil nativos Tlascaltecos pisou no M\u00e9xico, capital do Imp\u00e9rio Asteca. Com pompa, tapetes de algod\u00e3o, com seus servos e ornado de ouro da cabe\u00e7a at\u00e9 nas sand\u00e1lias, foi recebido por Montezuma II.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/IMG_4771.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2680\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/IMG_4771.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/IMG_4771.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/IMG_4771-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O rep\u00f3rter e historiador Bernal Diaz que acompanhou o conquistador escreveu a respeito do acontecimento in\u00e9dito dizendo que nunca se esqueceu daquele espet\u00e1culo. \u201cEst\u00e1 na minha mem\u00f3ria como se fosse ontem. Foram duas \u00e9pocas que se encontraram\u201d.<\/p>\n<p>Um ano depois Montezuma II estava morto e a cidade destru\u00edda. Sobre o fato, escreveu o fil\u00f3sofo Spengler, de que \u201ceste \u00e9 o \u00fanico exemplo de uma civiliza\u00e7\u00e3o que teve morte violenta. N\u00e3o definhou, n\u00e3o foi sufocada ou detida em uma marcha de progresso. Foi assassinada em plena flora\u00e7\u00e3o do seu desenvolvimento, destru\u00edda como um girassol cuja flor \u00e9 cortada por um homem que passa\u201d.<\/p>\n<p>Dezessete anos antes de ter partido para a conquista do M\u00e9xico, \u00e1vido por conferir as not\u00edcias que circulavam sobre aquele reino, Cort\u00eas, com 18 anos desembarcou em Hispaniola. O escriv\u00e3o do governador lhe recomendou que fosse cultivar as terras. Cort\u00eas respondeu que tinha vindo ao Novo Mundo para juntar dinheiro, e n\u00e3o lavrar campos.<\/p>\n<p>Com 24 anos o aventureiro tomou parte, sob o comando de Velasquez, na conquista de Cuba. L\u00e1 foi preso por ter ficado ao lado do advers\u00e1rio do governador. Depois de fugir por duas vezes do c\u00e1rcere, se reconciliou com mandat\u00e1rio. Foi enviado para uma fazenda. Criou gado, explorou minas de ouro e economizou 3.000 castelhanos.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o bispo de Las Casas, defensor dos \u00edndios, quando o conheceu falou a seu respeito de que s\u00f3 Deus sabia que ele acumulou vultosa quantia \u00e0 custa do sacrif\u00edcio de muitos nativos. Com ajuda de Velasquez, armou uma esquadra no intuito de partir para a lend\u00e1ria terra do M\u00e9xico.<\/p>\n<p><!--more--> Quando, novamente se desentendeu com o governador, Cort\u00eas j\u00e1 estava em Cuba com seus 11 navios, 110 marinheiros, 553 soldados e 16 cavalos. Na sua partida, invocou o Todo Poderoso empunhando o estandarte da cruz contra os infi\u00e9is. Sua jornada durou tr\u00eas meses e venceu 50 mil \u00edndios, al\u00e9m de doen\u00e7as ex\u00f3ticas, tornando-se invenc\u00edvel.<\/p>\n<p>Com sua fama se espalhando por todo territ\u00f3rio, os astecas temiam sua ferocidade, e at\u00e9 Montezuma suplicou-lhe para n\u00e3o entrar na capital do seu reino, mesmo com mais de 100 mil guerreiros. Os \u00edndios tinham um pavor supersticioso com rela\u00e7\u00e3o aos cavalos, mesmo depois de uma deles ter sido picado e os peda\u00e7os terem sido postos em v\u00e1rias cidades. Aos olhos dos astecas, os cavalos eram poderosos monstros, formando um ser \u00fanico com o homem.<\/p>\n<p>O explorador aliava arte militar com brutalidade. Fazia pouco das embaixadas de Montezuma que lhe enviavam presentes. Com sua t\u00e1tica ardilosa, jogava uns contra os outros conquistando a simpatia dos Tlascaltecos para lutarem ao seu lado.<\/p>\n<p>No terceiro dia da entrada na capital, Cort\u00eas, com toda sua ousadia, pediu ao imperador permiss\u00e3o para construir uma capela em um dos pal\u00e1cios destinados a ele, como recep\u00e7\u00e3o. Montezuma II cedeu ao seu apelo. N\u00e3o tradou muito, sua gente descobriu uma porta oculta camuflada atrav\u00e9s de uma parede antiga com uma camada de reboco. Arrebentaram a porta e l\u00e1 estava um enorme sal\u00e3o cheio dos mais ricos e belos estofos, utens\u00edlios preciosos e muitas barras de ouro e prata.<\/p>\n<p>\u201cEu era mo\u00e7o e tive a impress\u00e3o de que todas as riquezas do mundo estavam reunidas ali naquele sal\u00e3o\u201d \u2013 descreveu na \u00e9poca o cronista Bernal Diaz. Os espanh\u00f3is tinham encontrado o tesouro de Montezuma II. Com ast\u00facia, Cort\u00eas mandou murar a porta novamente, da forma como estava antes.<\/p>\n<p>No momento certo, o comandante dos espanh\u00f3is convidou o imperador, com disfar\u00e7ada amea\u00e7a, a trasladar-se para seu pal\u00e1cio quando, ent\u00e3o, tornou-se ref\u00e9m de um punhado de homens brutos. Depois de aprisionar Montezuma II, o conquistador mandou transportar o tesouro para um dos grandes sal\u00f5es a fim de avali\u00e1-lo. Nos c\u00e1lculos do s\u00e9culo XIX foi estimado em mais de seis milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>Com tanto ouro \u00e0 vista surgiram as primeiras dissens\u00f5es entre os soldados que queriam suas partes, lembrando aqueles filmes de faroeste norte-americano. Para apaziguar os \u00e2nimos, Cort\u00eas estipulou que um quinto iria para o rei da Espanha, um quinto para ele, outro quinto para o governador Velasquez, um quinto para a nobreza, cabendo para cada soldado 100 pesos de ouro, uma ninharia.<\/p>\n<p>A tropa entrou em motim, mas o comandante consegui apazigu\u00e1-la com suas eloquentes palavras, prometendo maravilhosas recompensas logo depois de conclu\u00eddas as conquistas. Mesmo com as divis\u00f5es, uma parte do tesouro permaneceu bem guardada no pal\u00e1cio.<\/p>\n<p>Sabedor do que estava ocorrendo e enfurecido, o governador enviou uma armada de 18 navios com 900 homens, sob o comando de Narv\u00e1ez, para prender o atrevido e ganancioso Cort\u00eas at\u00e9 Cuba. Era um ex\u00e9rcito poderoso, mas, mesmo assim, Cort\u00eas decidiu enfrentar. Com setenta soldados (uma grande parte da sua tropa deixou no M\u00e9xico) marchou ao encontro de Narv\u00e1ez.<\/p>\n<p>O soberano Montezuma II n\u00e3o aproveitou a oportunidade, como recomendaram seus conselheiros, para reagir. Ao inv\u00e9s disso, desejou boa sorte a Cort\u00eas, que partiu refor\u00e7ado com quase duzentos \u00edndios para combater Narv\u00e1ez nas plan\u00edcies da tierra caliente.<\/p>\n<p>Chovia torrencialmente naquele dia. Mesmo com grande temporal, Cort\u00eas atravessou o rio e, durante a noite de Pentecostes de 1520, surpreendeu os espanh\u00f3is do governador que estavam em repouso. O estrago foi completo tomando de assalto o acampamento. A maioria dos vencidos jurou-lhe fidelidade.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, os astecas j\u00e1 adotavam uma religi\u00e3o mais civilizada (polite\u00edsta), n\u00e3o mais t\u00e3o selvagem com ritos primitivos e b\u00e1rbaros, mas, para os mission\u00e1rios espanh\u00f3is, o que n\u00e3o fosse crist\u00e3o tinha de ser pag\u00e3o. Aquele que n\u00e3o pensasse e vivesse dentro desse sentimento devia ser considerado b\u00e1rbaro.\u00a0 Na rica cidade de ilhas flutuantes de flores, eles s\u00f3 viram obras do diabo.<\/p>\n<p>Na verdade, ainda existiam vest\u00edgios de horror nos holocaustos humanos, nos quais os sacerdotes arrancavam o cora\u00e7\u00e3o palpitando do corpo das v\u00edtimas. A Igreja n\u00e3o tinha tanta moral assim para condenar os \u00edndios se tamb\u00e9m queimava humanos nas fogueiras da inquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, o pr\u00f3prio Cort\u00eas tentou converter Montezuma II que respondeu achar menos horr\u00edvel sacrificar humanos que devorar a carne e beber o sangue do pr\u00f3prio Deus.. Quando os espanh\u00f3is viram no templo o deus Huitzilopochtli identificaram nele a m\u00e1scara do dem\u00f4nio. Cort\u00eas quis erguer a cruz no templo, mas o padre Olmedo n\u00e3o aceitou. Mesmo assim, o comandante mandou limpar tudo e erigir um altar com a cruz e a imagem da Virgem Maria.<\/p>\n<p>Quando Cort\u00eas estava fora em luta contra as tropas do governador Velasquez, os sacerdotes pediram ao seu lugar-tenente Pedro Alvarado licen\u00e7a para realizar a festa anual de incensamento do deus deles. O chefe imp\u00f4s, ent\u00e3o, que n\u00e3o houvesse sacrif\u00edcio humano e que os \u00edndios comparecessem sem armas.<\/p>\n<p>Participaram do evento cerca de 600 astecas nobres desarmados, mas com seus ricos trajes de gala. Trai\u00e7oeiramente, um grupo de espanh\u00f3is armados misturou-se a eles e, no auge da festa, a um sinal combinado, os soldados ca\u00edram sobre os astecas e assassinaram todos. O sangue correu em torrentes como \u00e1gua produzida por um forte aguaceiro.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o poderia deixar de ser, os astecas se revoltaram e elegeram Cuitlahuac, irm\u00e3o do imperador preso, para substitu\u00ed-lo. Em seu retorno, Cort\u00eas j\u00e1 encontrou a revolta com destrui\u00e7\u00e3o de ambos os lados e centenas de mortes. No momento, Montezuma II ofereceu-se como medianeiro, mas o povo voltou-se contra ele e apedrejou-o. Montezuma II morreu na pris\u00e3o em 30 de junho de 1520.<\/p>\n<p>Com sua morte, aconteceu a terr\u00edvel \u201cNoche Triste\u201d, quando Cort\u00eas deu ordem para abandonar de vez a cidade do M\u00e9xico, mesmo tendo que furar um cerco de 10 mil guerreiros. Ele mostrou o tesouro aos seus comandados e liberou-os para que todos levassem o que quisessem. Por\u00e9m, ele reservou a parte do rei (um quinto) que se encarregou de transportar.<\/p>\n<p>Na confus\u00e3o e na gan\u00e2ncia, muito soldados se sobrecarregaram de barras de ouro. Na primeira marcha da noite, primeiro de julho de 1520, conseguiram como muito esfor\u00e7o atravessar a cidade sem serem importunados pelos astecas, mas, subitamente ouviram-se gritos dos sentinelas e o local virou um inferno. O que era uma retirada organizada transformou-se numa fuga de bandos lutando cada um pela pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Na louca debandada, tudo se perdeu na escurid\u00e3o da noite, e nem Cort\u00eas escapou ileso. A grande maioria perdeu armas, muni\u00e7\u00e3o, as bestas e cavalos. Seguiram-se oito dias de escaramu\u00e7as na tentativa de atingir o territ\u00f3rio aliado dos tlascaltecos. Quando alcan\u00e7aram o vale de Otumba, toda \u00e1rea estava coberta de guerreiros astecas.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o queriam cair prisioneiros e servir de v\u00edtimas para os deuses dos \u00edndios, Cort\u00eas teve o \u00edmpeto repentino e entrou com tudo no mar dos inimigos com sua cavalaria (20 cavalos). Guerreou como pode abrindo caminho at\u00e9 o comandante dos astecas e atravessou-o com uma lan\u00e7a erguendo a bandeira de ouro. Vendo sua ins\u00edgnia da vit\u00f3ria nas m\u00e3os do conquistador, os \u00edndios fugiram em debandada.<\/p>\n<p>O feito dos aventureiros, segundo o historiador William Prescott (\u201cA Conquista do M\u00e9xico\u201d), n\u00e3o teve paralelo nas p\u00e1ginas da hist\u00f3ria. Cort\u00eas voltou a deflagrar novos ataques ao imp\u00e9rio. Mesmo com a valentia do novo rei Quauhtemoc, o fim foi a destrui\u00e7\u00e3o da cidade com o inc\u00eandio das casas e dos deuses.<\/p>\n<p>O imperador foi preso, torturado e enforcado. A cidade foi reconstru\u00edda sob o dom\u00ednio da cristianiza\u00e7\u00e3o, com uma igreja consagrada a S\u00e3o Francisco. Os \u00edndios foram escravizados e assim foi-se exaurindo toda uma civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os tlascaltecos tamb\u00e9m foram executados. Do tesouro perdido de Montezuma, que tinham deixado para tr\u00e1s, s\u00f3 uma parte foi encontrada e esta coube \u00e0 coroa espanhola (Carlos V). Por ironia, na viagem pelo mar tudo foi capturado por um navio franc\u00eas, em 1522 (Francisco I). Cort\u00eas decapitou uma civiliza\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m ficou esquecida pelos livros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CIVILIZA\u00c7\u00d5ES DA AM\u00c9RICA LATINA DECAPITADAS POR AVENTUREIROS (Fernando Cort\u00eas \/ Montezuma II) Final do s\u00e9culo XV e in\u00edcio do s\u00e9culo XVI. Era a \u00e9poca dos grandes conquistadores da Europa crist\u00e3, da inquisi\u00e7\u00e3o. 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