{"id":2673,"date":"2018-02-09T00:13:31","date_gmt":"2018-02-09T03:13:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=2673"},"modified":"2018-02-09T00:13:40","modified_gmt":"2018-02-09T03:13:40","slug":"o-esporte-como-instrumento-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2018\/02\/09\/o-esporte-como-instrumento-da-paz\/","title":{"rendered":"O ESPORTE COMO INSTRUMENTO DA PAZ"},"content":{"rendered":"<p>Carlos Alb\u00e1n Gonz\u00e1lez &#8211; jornalista<\/p>\n<p>A Hist\u00f3ria tem mostrado, com o passar dos anos, que, conflitos entre na\u00e7\u00f5es, s\u00e3o amenizados, ou at\u00e9 mesmo resolvidos, por interfer\u00eancia do esporte. Vit\u00f3rias que s\u00e3o colhidas em campos onde a diplomacia n\u00e3o teve \u00eaxito. O mais recente exemplo dessa assertiva foi assunto de destaque nos meios de comunica\u00e7\u00e3o de todo o mundo: l\u00edderes da Cor\u00e9ia do Norte entraram em contato com seus vizinhos e inimigos da Cor\u00e9ia do Sul, propondo enviar uma delega\u00e7\u00e3o de atletas, artistas e animadoras de torcida para os XXIII Jogos Ol\u00edmpicos de Inverno, que ser\u00e3o realizados de 9 a 25 deste m\u00eas, na cidade sul-coreana de Pyeongchang, com a participa\u00e7\u00e3o de 90 pa\u00edses.<\/p>\n<p>A Pen\u00ednsula da Cor\u00e9ia, com 220 mil km\u00b2 (pouco maior do que o Estado do Paran\u00e1), foi dividida ao meio em 1945, logo ap\u00f3s a 2\u00aa Guerra Mundial. O Norte, com uma \u00e1rea um pouco maior, ficou sob a prote\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, enquanto o Sul, hoje mais desenvolvido economicamente, permanece apadrinhado pelos norte-americanos. Entre as duas, separadas pelo Paralelo 38, existe a chamada Zona Desmilitarizada.<\/p>\n<p>Em 25 de junho de 1950, soldados do Norte, apoiados por sovi\u00e9ticos e chineses, invadiram o territ\u00f3rio vizinho. Dois dias depois o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU considerou a ofensiva como um ato ilegal, enviando para a regi\u00e3o uma for\u00e7a expedicion\u00e1ria, formada por 21 pa\u00edses (88% dos militares eram americanos). A guerra entre as na\u00e7\u00f5es envolvidas se estendeu at\u00e9 27 de julho de 1953, deixando 750 mil mortos entre os combatentes e 2,5 milh\u00f5es de civis entre mortos e feridos. Um armist\u00edcio foi assinado entre as duas Cor\u00e9ias, mas nunca foi firmado formalmente um tratado de paz, o que significa que o conflito na pen\u00ednsula est\u00e1 apenas congelado, haja vista que h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo a regi\u00e3o vive sob forte tens\u00e3o, com troca de acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Pacifistas esperam que o gesto do l\u00edder norte-coreano Kim Jong-Un propondo o encontro, com uma condi\u00e7\u00e3o: sem a presen\u00e7a de \u201cforasteiros\u201d, referindo-se a assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os mais otimistas acreditam que as conversa\u00e7\u00f5es realizadas h\u00e1 poucos dias na Zona Desmilitarizada possam come\u00e7ar a quebrar o gelo entre povos que falam a mesma l\u00edngua, mas que h\u00e1 d\u00e9cadas n\u00e3o trocam uma palavra. H\u00e1 casos de familiares que n\u00e3o se veem desde o fim da guerra.<\/p>\n<p>O governo sul-coreano informou oficialmente que os dois pa\u00edses desfilar\u00e3o juntos na cerim\u00f4nia de abertura dos Jogos, no pr\u00f3ximo dia 9, e que, possivelmente, o time feminino de h\u00f3quei sobre o gelo ser\u00e1 intercoreano. A Cor\u00e9ia do Norte enviar\u00e1 uma delega\u00e7\u00e3o de 550 pessoas, sendo 150 competidores (atletas e comiss\u00e3o t\u00e9cnica), 140 artistas, 230 animadoras de torcida escolhidas por Kim Jong-Un e 30 lutadores de taekwendo, que far\u00e3o uma s\u00e9rie de exibi\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que essa arte marcial n\u00e3o faz parte do programa dos Jogos.<\/p>\n<p>O governo norte-coreano anunciou que Kim Yo-Jong, vice-diretora do Departamento de Propaganda e irm\u00e3 do mandat\u00e1rio do pa\u00eds, viajar\u00e1 para o pa\u00eds vizinho. Os Estados Unidos ser\u00e3o representados nos Jogos pelo vice-presidente Mike Pence, que levar\u00e1 no bolso do palet\u00f3 um discurso duro contra o regime da Cor\u00e9ia do Norte, onde afirma que Jong-Un est\u00e1 tentando usar o evento esportivo para divulgar propaganda comunista.<\/p>\n<p>Na Olimp\u00edada de 2000 em Sidney e de 2004 em Atenas, os dois pa\u00edses desfilaram juntos na cerim\u00f4nia de abertura, atr\u00e1s de um cartaz que tinha apenas a palavra Cor\u00e9ia, ainda que tenham competido separadamente. A iniciativa, aplaudida mundialmente e analisada como o come\u00e7o de uma reconcilia\u00e7\u00e3o duradoura, serviu simplesmente de bal\u00e3o de ensaio, pois n\u00e3o se repetiu em Pequim-2008, por exig\u00eancia do Norte.<\/p>\n<p><strong>Exemplos no passado<\/strong><\/p>\n<p><strong>EUA x Cuba<\/strong> &#8211; O beisebol tem se revelado, desde janeiro de 1959, quando Fidel Castro (1926-2016) liderou a ocupa\u00e7\u00e3o de Havana, o \u00fanico sinal positivo no relacionamento entre Estados Unidos e Cuba. Esporte bastante popular nos dois pa\u00edses, o beisebol tem proporcionado partidas memor\u00e1veis em cidades de ambos os pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>Pingue pongue<\/strong> &#8211; Uma bolinha branca, pe\u00e7a fundamental em um jogo de pingue pongue, aproximou Estados Unidos e China no auge da Guerra Fria (1945-1991). Substitu\u00eddo pelo t\u00eanis de mesa em torneios oficiais, o pingue pongue, praticado hoje como lazer, levou em abril de 1971 o primeiro grupo de norte-americanos a visitar o maior pa\u00eds da \u00c1sia desde sua convers\u00e3o ao comunismo em 1949.<!--more--><!--more--><\/p>\n<p>A visita de dez dias dos jogadores \u201cinaugurou uma nova p\u00e1gina nas rela\u00e7\u00f5es entre os dois pa\u00edses\u201d, como afirmou o primeiro-ministro Chou En-Lai, e proporcionou o encontro no ano seguinte do presidente Richard Nixon (1913-1994) e o l\u00edder revolucion\u00e1rio Mao Ts\u00e9-Tung (1893-1976).<\/p>\n<p>A ent\u00e3o chamada \u201cdiplomacia do pingue pongue\u201d ajudou a tirar a China do seu isolamento com rela\u00e7\u00e3o ao resto do mundo e a restabelecer em 1979 rela\u00e7\u00f5es bilaterais com os Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>Mandela &#8211; <\/strong>Exclu\u00edda pelo Comit\u00ea Ol\u00edmpico Internacional (COI) dos Jogos de T\u00f3quio-64, como puni\u00e7\u00e3o pela obstinada pr\u00e1tica do apartheid, somente abolido 30 anos mais tarde, a \u00c1frica do Sul foi palco de mais um epis\u00f3dio onde o esporte foi o personagem principal.<\/p>\n<p>O pa\u00eds tinha se libertado em abril de 1994 do regime de opress\u00e3o imposto \u00e0 for\u00e7a pelos brit\u00e2nicos. Nelson Mandela (1918-2013) foi eleito presidente depois de passar 28 anos numa pris\u00e3o, acusado de terrorista pelos colonizadores do seu povo.<\/p>\n<p>O rugby, esporte importado pela minoria branca, era rejeitado pelos negros. Em junho de 1995 a \u00c1frica do Sul sediou a Copa do Mundo de Rugby. Mandela encontrou no esporte a f\u00f3rmula de unir as duas ra\u00e7as, conclamando o seu povo a torcer pela sele\u00e7\u00e3o que tinha apenas um jogador negro. O pedido do presidente foi atendido.<\/p>\n<p>No jogo final, o Ellis Park Stadium, em Johannesburg, foi cen\u00e1rio de um epis\u00f3dio hist\u00f3rico: 64 mil pessoas, brancos e negros, torciam juntas e entoavam c\u00e2nticos, incentivando o seu time a obter a vit\u00f3ria diante da Nova Zel\u00e2ndia. O 24 de junho de 1995 foi o dia mais feliz para todo o povo sul-africano.<\/p>\n<p>Quinze anos depois a \u00c1frica do Sul promoveu o Mundial de Futebol, o primeiro num pa\u00eds africano. Dessa vez, sua sele\u00e7\u00e3o, apelidada de Bafana Bafana (\u201cOs Garotos\u201d, no dialeto zulu) contava com maioria de jogadores negros.<\/p>\n<p><strong>Cr\u00edquete <\/strong>&#8211; Independentes em 1947 do dom\u00ednio brit\u00e2nico, \u00cdndia e Paquist\u00e3o desenvolveram forte rivalidade, por quest\u00f5es de terras e por diferen\u00e7as religiosas (os indianos professam o hindu\u00edsmo e os paquistaneses s\u00e3o mu\u00e7ulmanos). O cr\u00edquete, esporte bastante popular em ambos os pa\u00edses, foi usado como arma diplom\u00e1tica durante esse per\u00edodo para aliviar as tens\u00f5es.Em 2005, sentados lado a lado numa arquibancada, governantes dos dois pa\u00edses assinaram um tratado de paz enquanto assistiam a uma partida de cr\u00edquete.<\/p>\n<p><strong>URSS x EUA \u2013 <\/strong>Competi\u00e7\u00f5es de atletismo entre Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e Estados Unidos preencheram o per\u00edodo em que os dois pa\u00edses estiveram \u00e0 beira de um conflito armado em raz\u00e3o dos m\u00edsseis instalados pelos comunistas em Cuba, com as ogivas apontadas para o territ\u00f3rio norte-americano.<\/p>\n<p>Fora os Jogos Ol\u00edmpicos e as Copas do Mundo de Futebol, as 20 s\u00e9ries de torneios, disputados entre 1958 e 1985, foram os mais importantes eventos esportivos realizados durante a Guerra Fria. Multid\u00f5es alegres lotavam os est\u00e1dios das principais cidades sovi\u00e9ticas e americanas, alheias \u00e0 imin\u00eancia de um confronto b\u00e9lico. As provas de atletismo na verdade serviram de instrumento de propaganda de regimes completamente opostos.<\/p>\n<p>O per\u00edodo da Guerra Fria n\u00e3o foi feito s\u00f3 de apertos de m\u00e3o entre as duas maiores pot\u00eancias do mundo. A XXII Olimp\u00edada (Moscou, 1980) foi boicotada por 69 pa\u00edses do bloco ocidental, liderados pelos Estados Unidos. O motivo foi a invas\u00e3o do Afeganist\u00e3o, em 1979, pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Tr\u00eas anos mais tarde os norte-americanos ocuparam a pequena ilha de Granada, no Mar do Caribe.<\/p>\n<p>A retalia\u00e7\u00e3o do bloco socialista ocorreu na Olimp\u00edada de Los Angeles \u2013 1984.Vale lembrar que, nos Jogos de 1976, em Montreal, no Canad\u00e1, 26 na\u00e7\u00f5es africanas n\u00e3o compareceram, em protesto ao apoio do COI ao regime racista da \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p><strong>Pel\u00e9 para guerras na \u00c1frica<\/strong><\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 60 e 70 o prest\u00edgio do Santos em todo o planeta pode ser comparado hoje com Real Madrid e Barcelona, com a ressalva de que a tecnologia avan\u00e7ada dos meios de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o era nem previs\u00edvel. Pel\u00e9, Coutinho, Clodoaldo, Pepe e outros craques santistas eram os verdadeiros embaixadores do futebol brasileiro, campe\u00e3o mundial em 58, 62 e 70, excursionando \u00e0s mais distantes regi\u00f5es da Terra.<\/p>\n<p>Em 1969 o time do Santos deixou o Brasil para realizar uma s\u00e9rie de jogos na \u00c1frica. Ao chegar ao Congo a delega\u00e7\u00e3o se deparou com uma guerra interna pelo poder central. Dirigentes do clube optaram pelo cancelamento do jogo contra a sele\u00e7\u00e3o local, sugest\u00e3o prontamente recusada pelas fac\u00e7\u00f5es em luta. Aquela oportunidade \u00fanica de ver o Rei do futebol em campo n\u00e3o podia ser perdida. Um pacto de n\u00e3o-agress\u00e3o foi assinado pelos litigantes; os fuzis foram ensarilhados. A popula\u00e7\u00e3o estava t\u00e3o entusiasmada que, em vez de um jogo como estava programado, o time da Vila Belmiro fez mais dois, com Pel\u00e9 marcando quatro gols.<\/p>\n<p>Dias depois, epis\u00f3dio semelhante teve como cen\u00e1rio a Nig\u00e9ria. Durante visita do clube de uniforme todo branco o efervescente continente africano conheceu um per\u00edodo de paz.<\/p>\n<p><strong>Fora das trincheiras \u2013 <\/strong>A 1\u00aa Guerra Mundial (1914-1918) se caracterizou pelo uso de trincheiras, t\u00e3o pr\u00f3ximas que os dois lados podiam at\u00e9 dialogar. Essa proximidade resultava quase sempre em batalhas corpo a corpo, com o emprego de baionetas pelos soldados da Infantaria. Segundo registros hist\u00f3ricos, numa ocasi\u00e3o, nos dias que precediam o Natal, soldados ingleses e alem\u00e3es passavam o tempo entoando m\u00fasicas natalinas.<\/p>\n<p>No dia 25 eles esqueceram as diverg\u00eancias, abandonaram suas trincheiras e, juntos, comeram, beberam e, para finalizar aqueles momentos de confraterniza\u00e7\u00e3o, jogaram uma partida de futebol. O singular epis\u00f3dio serviu de inspira\u00e7\u00e3o para a can\u00e7\u00e3o \u201cPipes of Peace\u201d (Flautas da Paz), de Paul McCartney.<\/p>\n<p><strong>Desafio ao nazismo \u2013 <\/strong>\u201cAos jogadores que morreram com a cabe\u00e7a levantada ante o invasor nazista\u201d. Esta frase est\u00e1 gravada num monumento em frente ao est\u00e1dio de Kiev, hoje capital da Ucr\u00e2nia, territ\u00f3rio que pertenceu \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica at\u00e9 1991. Considerado o melhor time da Europa antes da 2\u00aa Guerra Mundial (1939-1945) o D\u00ednamo de Kiev praticamente se esfacelou depois da ocupa\u00e7\u00e3o nazista, mas os seus jogadores n\u00e3o perderam a coragem. Reagiram e humilharam o invasor, n\u00e3o com balas, mas com o futebol.<\/p>\n<p>Criaram o \u201cStart\u201d, time que obteve seguidas vit\u00f3rias sobre a poderosa equipe da \u201cLuftwaffe\u201d, a for\u00e7a a\u00e9rea alem\u00e3, servindo para inflamar a resist\u00eancia e a consequente expuls\u00e3o das tropas de Hitler. A revolta dos derrotados se traduzia em pris\u00f5es, torturas e de atletas ucranianos.<\/p>\n<p><strong>Alemanhas<\/strong> \u2013 Divididas desde o fim da 2\u00aa Guerra Mundial, as Alemanhas Ocidental (pr\u00f3-Estados Unidos) e Oriental (pr\u00f3-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica) se enfrentaram pela \u00fanica vez na primeira fase da Copa do Mundo de 1974. Para surpresa geral, os orientais venceram por 1 a 0. O mundo da bola previa uma goleada do time que contava com jogadores como Beckenbauer, Muller, Overath e Sepp Meier, dirigido pelo t\u00e9cnico Helmut Sch\u00f6en, que em 1950 havia fugido para o lado capitalista.<\/p>\n<p>Realizada em Hamburgo e assistida por mais de 60 mil pessoas, a partida foi disputada num clima de cordialidade, contrariando os progn\u00f3sticos, com troca de camisas no final. \u00a0As duas na\u00e7\u00f5es se classificaram para a fase seguinte, mas somente a Ocidental seguiu em frente, conquistando o t\u00edtulo diante de sua torcida.<\/p>\n<p><strong>O Jogo da Paz \u2013 <\/strong>O Haiti, pa\u00eds mais pobre das Am\u00e9ricas, viveu em 2004 uma sangrenta crise pol\u00edtica, levando a ONU a intervir, com o envio de militares do Ex\u00e9rcito brasileiro, com o objetivo de desarmar os dois lados em conflito. O primeiro ministro haitiano, Gerard Latortue, se queixou de que, em vez de soldados, o Brasil deveria ter mandado sua sele\u00e7\u00e3o, que havia conquistado em 2002 o pentacampeonato mundial.<\/p>\n<p>Em 18 de agosto as armas silenciaram. A popula\u00e7\u00e3o de Porto Pr\u00edncipe, a capital do pa\u00eds, foi \u00e0s ruas para recepcionar a equipe dirigida por Carlos Alberto Parreira. O desfile do aeroporto at\u00e9 o est\u00e1dio, em carros blindados de combate, foi entusi\u00e1stico. Latortue prometeu um pr\u00eamio de mil d\u00f3lares (uma fortuna para 80% dos haitianos) para quem marcasse um gol no Brasil, que venceu por 6 a 0 o chamado Jogo da Paz.<\/p>\n<table width=\"84\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Alb\u00e1n Gonz\u00e1lez &#8211; jornalista A Hist\u00f3ria tem mostrado, com o passar dos anos, que, conflitos entre na\u00e7\u00f5es, s\u00e3o amenizados, ou at\u00e9 mesmo resolvidos, por interfer\u00eancia do esporte. Vit\u00f3rias que s\u00e3o colhidas em campos onde a diplomacia n\u00e3o teve \u00eaxito. 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