{"id":2655,"date":"2018-01-31T23:44:39","date_gmt":"2018-02-01T02:44:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=2655"},"modified":"2018-01-31T23:44:54","modified_gmt":"2018-02-01T02:44:54","slug":"deuses-tumulos-e-sabios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2018\/01\/31\/deuses-tumulos-e-sabios\/","title":{"rendered":"&#8220;DEUSES, T\u00daMULOS E S\u00c1BIOS&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>OS GRANDES ARQUE\u00d3LOGOS DA HUMANIDADE<\/p>\n<p>Mais de cinco mil anos de hist\u00f3ria e pouco se perdeu das grandes civiliza\u00e7\u00f5es em termos de conhecimento que hoje temos em praticamente todas as \u00e1reas da vida. Parte do nosso modo de pensar e de sentir prov\u00e9m dos sumerianos, dos acadianos e babil\u00f4nios. A sabedoria e a filosofia foram herdadas deles e de outros povos antigos, como os eg\u00edpcios, gregos e romanos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4762.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2656\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4762.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4762.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4762-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Essas evid\u00eancias foram confirmadas cientificamente atrav\u00e9s das grandes descobertas de arque\u00f3logos alem\u00e3es, franceses, ingleses e norte-americanos, principalmente, os quais enfrentaram as adversidades do clima, do solo, ladr\u00f5es de t\u00famulos reais e at\u00e9 de salteadores violentos em escava\u00e7\u00f5es nas cidades milenares cobertas por terras que j\u00e1 foram\u00a0 esplendor do mundo.<\/p>\n<p>Toda hist\u00f3ria dessas fa\u00e7anhas arqueol\u00f3gicas, tendo como base escritos de Homero, Her\u00f3doto, da B\u00edblia e de outros narradores, est\u00e1 no livro \u201cDeuses, T\u00famulos e S\u00e1bios\u201d, do autor C.W. Ceram que tamb\u00e9m enveredou pelos caminhos da Am\u00e9rica do Sul e Central, para contar as influ\u00eancias dos maias, toltecas e dos astecas. Na obra est\u00e1 a vida dos grandes generais guerreiros e lend\u00e1rios reis que se eternizaram.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4763.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2657\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4763.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4763.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4763-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O livro, editado l\u00e1 pela metade dos anos 50 do s\u00e9culo passado, come\u00e7a descrevendo os achados de Cavaliere Rocco Giocchino de Alcubierre, a pedido de Carlos de Bourbon, rei das Duas Sic\u00edlias. Nas cidades de Pomp\u00e9ia, destru\u00edda pela erup\u00e7\u00e3o do Ves\u00favio no ano de 79 d.C.,\u00a0 e Herculano, foram encontrados, em abril de 1748, seis pinturas murais e 19 cad\u00e1veres.<\/p>\n<p>NASCE A CI\u00caNCIA DA ANTIGUIDADE<\/p>\n<p>Com Winckelmann, professor e filho de sapateiro alem\u00e3o, nasce em 1763 a ci\u00eancia ao escrever \u201cHist\u00f3ria da Arte da Antiguidade\u201d enquanto exercia a fun\u00e7\u00e3o de inspetor geral de todas as antiguidades de Roma.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4764.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2658\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4764.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4764.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/IMG_4764-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Outro not\u00e1vel e g\u00eanio foi o alem\u00e3o Heinrich Schliemann, menino pobre, mas ambicioso, que descobriu Troia atrav\u00e9s de Homero. Aos 10 anos de idade, em 1832, escreveu sobre Troia e as Aventuras de Ulisses e Agamenon. Logo cedo aprendeu sueco, polon\u00eas, ingl\u00eas, franc\u00eas, espanhol, \u00e1rabe, holand\u00eas, portugu\u00eas, italiano, grego, latim e outras l\u00ednguas antigas.<\/p>\n<p>Depois de ter andado por muitas partes do mundo e juntado fortuna como comerciante, em 1871 cavou por dois meses as colinas de Hissarlik, para descobrir a hist\u00f3ria que ali se passou h\u00e1 mais de tr\u00eas mil anos. Depois de incans\u00e1vel persist\u00eancia, pela primeira vez, em 1878, aos 54 anos de idade, realizou escava\u00e7\u00f5es em Troia nos arredores de Micenas e Tirinto at\u00e9 ter encontrado t\u00famulos reais, o tesouro de Pr\u00edamo e a m\u00e1scara de Agamenon.<\/p>\n<p><!--more-->\u00a0O ingl\u00eas Arthur Evans, nascido em 1851, decidiu seguir os passou de Schliemann e fechar seu c\u00edrculo, mas era o oposto do colega porque fez estudos acad\u00eamicos completos em v\u00e1rias universidades. Iniciou suas escava\u00e7\u00f5es em 1900 e se tornou professor de arqueologia em Oxford, em 1909.<\/p>\n<p>Orgulhoso, n\u00e3o hesitou em anunciar para o mundo a descoberta do Pal\u00e1cio de Minos, filho de Zeus, pai de Ariadne e Fedra, senhor do labirinto de Minotauro. Narra a hist\u00f3ria que Minos, rei de Cnossos, de Creta, enviou seu filho Androgeu a Atenas para participar dos jogos e saiu-se vencedor.<\/p>\n<p>At\u00e9 ai, tudo bem, s\u00f3 que foi trucidado de inveja por Egeu, rei de Atenas. Irado, o pai de Androgeu enviou sua esquadra contra Atenas e derrotou-a, impondo terr\u00edvel expia\u00e7\u00e3o. De novo em nove anos, os atenienses tinham de mandar o melhor da sua juventude, sete mancebos e sete virgens para serem sacrificados ao monstro de Minos.<\/p>\n<p>Na terceira vez, Teseu, filho de Egeu, depois de longas jornadas de conquistas, ofereceu-se para ir a Creta com os casais a fim de matar o monstro. Mesmo imaginando que ele estava condenado \u00e0 morte, Ariadne enamorou-se do her\u00f3i e deu a ele uma espada para a luta e um novelo, cuja extremidade ela seguraria enquanto Teseu entrasse no labirinto.<\/p>\n<p>Como todos sabem, ele venceu o monstro e saiu do labirinto atrav\u00e9s do fio de l\u00e3. T\u00e3o empolgado, na volta esqueceu de mudar as velas do barco, de negras para brancas, conforme combinado como sinal da sua vit\u00f3ria e de que estava vivo. Ao ver o negror das velas, seu pai Egeu atirou-se ao mar.<\/p>\n<p>O desenhista Dominique Vivant Denon foi um grande colaborador do arque\u00f3logo Jean Fran\u00e7ois Champolion na expedi\u00e7\u00e3o de Napole\u00e3o ao Egito, em 1798, quando visitou as pir\u00e2mides de Guiz\u00e9, ou Giz\u00e9. \u201cSoldados, de l\u00e1 de cima quarenta s\u00e9culos vos contemplam\u201d! Quem n\u00e3o se lembra dessa exalta\u00e7\u00e3o do general franc\u00eas! Ap\u00f3s sua jornada, Vivant escreveu \u201cVoyage danas la Haute et la Basse Egypte\u201d.<\/p>\n<p>Champolion foi outro g\u00eanio extraordin\u00e1rio da humanidade. Com cinco anos fez seu primeiro trabalho de decifra\u00e7\u00e3o. Aos 12 escreveu \u201cHist\u00f3ria de C\u00e3es Famosos\u201d, e aos 13 aprendeu \u00e1rabe, sir\u00edaco, caldeio, copta e chin\u00eas antigo. Com 17 anos, em 1807, fez o primeiro mapa hist\u00f3rico do Egito e escreveu \u201cO Egito sob os Fara\u00f3s\u201d. Em julho de 1828 realizou uma expedi\u00e7\u00e3o ao Egito e coube a ele a descoberta da Pedra da Roseta. Era\u00a0 obcecado pelos hier\u00f3glifos.<\/p>\n<p>Howard Carter, juntamente com Giovanni Battista Belzom, o colecionador, foi outro grande estudioso das pir\u00e2mides (abriu a de Qu\u00e9fren) e descobriu, em 1817, em Tebas, o t\u00famulo de Seti I, predecessor do Rams\u00e9s.<\/p>\n<p>Richard Lepsius esteve no Egito por volta de 1843\/45 onde fez a descoberta de v\u00e1rios monumentos do antigo imp\u00e9rio, bem como das mastabas \u2013 c\u00e2maras mortu\u00e1rias dos menos poderosos, ou covas abertas nas areias.<\/p>\n<p>Lepsius foi o fundador da moderna egiptologia cient\u00edfica e realizou escava\u00e7\u00f5es do tempo da unifica\u00e7\u00e3o do Egito pelo rei Men\u00e9s (2.900 a.C.). Seu trabalho serviu para constatar como os estudos dos arque\u00f3logos contribu\u00edram na descoberta do calend\u00e1rio anual eg\u00edpcio desde 4.000 anos a. C.. A descoberta forneceu a base para o calend\u00e1rio Juliano, introduzido em Roma, em 46 a.C., usado at\u00e9 que foi substitu\u00eddo pelo Gregoriano, em 1582 da nossa era.<\/p>\n<p>J.H. Breastest escreveu a melhor hist\u00f3ria do Egito, e o arque\u00f3logo franc\u00eas August Mariette se dedicou aos estudos e descobertas dos cultos perdidos. O ingl\u00eas William M. Flinders Petrie, aos 10 anos, come\u00e7ou a se interessar por explora\u00e7\u00f5es eg\u00edpcias.<\/p>\n<p>Petrie foi outro prod\u00edgio que nasceu em Londres, em junho de 1853. Aos 27 anos foi ao Egito e durante 46 de sua vida realizou explora\u00e7\u00f5es em pir\u00e2mides, t\u00famulos e casas de sarc\u00f3fagos, criadas por concep\u00e7\u00e3o religiosa na cren\u00e7a da trajet\u00f3ria da vida al\u00e9m da morte.<\/p>\n<p>Durante seu trabalho no Egito, onde escavou um po\u00e7o\u00a0 na pir\u00e2mide de tijolo do rei Amenenhet III, o pacificador,(1894 a 1801 a.C.), Petrie acompanhou de perto a aud\u00e1cia dos ladr\u00f5es de t\u00famulos, verdadeira ind\u00fastria organizada em aldeias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OS GRANDES ARQUE\u00d3LOGOS DA HUMANIDADE Mais de cinco mil anos de hist\u00f3ria e pouco se perdeu das grandes civiliza\u00e7\u00f5es em termos de conhecimento que hoje temos em praticamente todas as \u00e1reas da vida. Parte do nosso modo de pensar e de sentir prov\u00e9m dos sumerianos, dos acadianos e babil\u00f4nios. A sabedoria e a filosofia foram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2655"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2655"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2655\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2659,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2655\/revisions\/2659"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}