{"id":2501,"date":"2017-11-14T22:45:44","date_gmt":"2017-11-15T01:45:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=2501"},"modified":"2017-11-14T22:45:53","modified_gmt":"2017-11-15T01:45:53","slug":"sem-divulgacao-na-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2017\/11\/14\/sem-divulgacao-na-midia\/","title":{"rendered":"SEM DIVULGA\u00c7\u00c3O NA M\u00cdDIA"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9, estamos mesmo vivendo na era das trevas do conhecimento onde prevalece a cultura do lixo e da futilidade. Na m\u00fasica, por exemplo, quanto menos conte\u00fado, mais multid\u00f5es hist\u00e9ricas seguem falsos \u201c\u00eddolos\u201d aos sons barulhentos dos rebolados dos bumbuns, e a m\u00eddia abre espa\u00e7os para endeus\u00e1-los. Quando morrem viram her\u00f3is, mitos e lendas. Todos choram e lamentam como se fossem perdas irrepar\u00e1veis.<\/p>\n<p>Na semana passada morreu, na Alemanha, aos 81 anos, o intelectual baiano Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, um \u201cilustre\u201d desconhecido da nossa desfigurada e amarelada juventude brasileira, e at\u00e9 mesmo pouco conhecido no meio cultural. Este \u201cilustre\u201d chegou a ser indicado ao Pr\u00eamio Nobel de Literatura em 2015 pela Uni\u00e3o Brasileira de Escritores.<\/p>\n<p>Nos meios de comunica\u00e7\u00e3o em geral, li apenas uma pequena nota de registro num jornal da capital, num p\u00e9 de p\u00e1gina. Que l\u00e1stima! Que tristeza! Fosse um cantor de ax\u00e9, um pagodeiro ou de arroxa, ai o notici\u00e1rio daria o maior destaque, com apelos e sentimentalismos baratos, colocando o artista como grande divulgador da nossa cultura.<\/p>\n<p>Estamos mesmo ferrados em tudo, e \u00e9 por isso que impera o sil\u00eancio sepulcral diante dos absurdos que est\u00e3o acontecendo no pa\u00eds. O povo est\u00e1 sendo roubado e garroteado, e nada acontece. Nunca, em toda a minha vida, vi o meu pa\u00eds t\u00e3o alienado, intolerante, cheio de \u00f3dio e de imbecilidades.<\/p>\n<p>A nota no jornal come\u00e7a dizendo que a intelectualidade internacional sofreu uma consider\u00e1vel perda com a morte do cientista pol\u00edtico, historiador, professor e escritor baiano Moniz Bandeira, autor de obras que s\u00e3o refer\u00eancias na ci\u00eancia pol\u00edtica e na sociologia. Um jovem logo diria se tratar de um jogador da sele\u00e7\u00e3o brasileira, ou artista sertanejo.<\/p>\n<p>Dentre os trabalhos destacam-se A Desordem Social (2016), A Segunda Guerra Fria (2013), Forma\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Americano (2005), Lenin \u2013Vida e Obra (1978) e O Ano Vermelho (1967), este em plena ditadura militar que poucos conhecem, e a maioria dos nossos jovens diz que n\u00e3o acredita que aconteceu os anos de chumbo.<\/p>\n<p>As duas \u00faltimas obras foram relan\u00e7adas no m\u00eas passado em fun\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o Russa. Por estas e outras \u00e9 que n\u00e3o gostaria de estar vivendo mais aqui, mas numa loca de um s\u00edtio qualquer como um moc\u00f3. N\u00e3o d\u00e1 para ver tudo isso e ficar calado! Tenha piedade de n\u00f3s, oh senhor!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9, estamos mesmo vivendo na era das trevas do conhecimento onde prevalece a cultura do lixo e da futilidade. Na m\u00fasica, por exemplo, quanto menos conte\u00fado, mais multid\u00f5es hist\u00e9ricas seguem falsos \u201c\u00eddolos\u201d aos sons barulhentos dos rebolados dos bumbuns, e a m\u00eddia abre espa\u00e7os para endeus\u00e1-los. Quando morrem viram her\u00f3is, mitos e lendas. Todos choram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2501"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2501"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2501\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2502,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2501\/revisions\/2502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}