{"id":1962,"date":"2016-12-21T22:45:25","date_gmt":"2016-12-22T01:45:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=1962"},"modified":"2016-12-21T22:45:34","modified_gmt":"2016-12-22T01:45:34","slug":"a-republica-dos-miguelenses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2016\/12\/21\/a-republica-dos-miguelenses\/","title":{"rendered":"&#8220;A REP\u00daBLICA DOS MIGUELENSES&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Com mais o recente lan\u00e7amento de \u201cA Rep\u00fablica dos Miguelenses\u201d, o professor Durval Lemos Menezes j\u00e1 pode ser considerado um especialista, conhecedor e estudioso da biografia e da forma\u00e7\u00e3o geneal\u00f3gica das in\u00fameras fam\u00edlias que com o passar do tempo formaram o povo conquistense de hoje. Pode-se dizer que \u00e9 um arquivo vivo da hist\u00f3ria desta terra fundada pelo capit\u00e3o Jo\u00e3o Gon\u00e7alves da Costa quando aqui chegou ao final do s\u00e9culo XVIII.<\/p>\n<p>Em pouco tempo, Durval organizou o livro \u201cO Poeta do Mulungu\u201d, de Erath\u00f3sthenes Menezes, e escreveu \u201cO Pedralismo &#8211; um fen\u00f4meno social\u201d e \u201cA Conquista dos Coron\u00e9is\u201d, obras que se entrela\u00e7am e d\u00e3o uma ampla vis\u00e3o sobre importantes personalidades que contribu\u00edram para o desenvolvimento da terceira maior cidade da Bahia. Com seu trabalho, passamos a entender melhor as origens do munic\u00edpio e da sua gente.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_2943.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1963\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_2943.jpg\" alt=\"img_2943\" width=\"550\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_2943.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/IMG_2943-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na introdu\u00e7\u00e3o de \u201cA Rep\u00fablica dos Miguelenses\u201d, o professor nos leva ao passado de 170 anos quando aqui chegou o primeiro filho de S\u00e3o Miguel das Matas, o tenente da Guarda Imperial, Manoel Jos\u00e9 dos Santos Silva, o \u201cseu\u201d Santos, em 1845. Este senhor casou um ano depois com Sinhazinha Santos, filha do padre Andrade, tamb\u00e9m vindo da regi\u00e3o. Vale salientar que o primeiro intendente (1840), Luiz Fernandes de Oliveira, veio do Vale do Jaguaripe.<\/p>\n<p>O livro tamb\u00e9m me remeteu ao passado quando na d\u00e9cada de 60 estudei no Semin\u00e1rio de Amargosa e tive como diretor espiritual o padre Gilberto Vaz Sampaio. Nesta \u00e9poca, lembro ter visitado sua cidade paroquial onde apresentei meus dotes futebol\u00edsticos jogando pela sele\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio, time temido e imbat\u00edvel naquelas redondezas.<\/p>\n<p>Como disse o escritor, realmente a obra tem cunho geogr\u00e1fico, hist\u00f3rico e sociol\u00f3gico. Os Miguelenses, que todos os anos realizam seu encontro, s\u00e3o povos oriundos dos vales do Jaguaripe, Jequiri\u00e7\u00e1 e Paragua\u00e7u constitu\u00eddos pelos munic\u00edpios de S\u00e3o Miguel das Matas, Nazar\u00e9 das Farinhas, Santo Ant\u00f4nio de Jesus, Amargosa, Lage, Mutu\u00edpe e outros.<\/p>\n<p><!--more--> Dos 400 mil habitantes em Vit\u00f3ria da Conquista, mais de 20 mil constituem a comunidade miguelense, n\u00famero superior ao de moradores da cidade natal, conforme assinalou o professor em seu livro. Todos vieram com intuito de melhorar de vida e aqui se estabeleceram nos ramos de alimenta\u00e7\u00e3o, padarias, mercados, restaurantes, armarinhos e tamb\u00e9m no setor industrial, como da constru\u00e7\u00e3o civil, com o passar dos tempos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das in\u00fameras casas comerciais que fizeram parte da hist\u00f3ria social e econ\u00f4mica de Conquista, como Armarinho Aracy, Bazar Cairo, Irm\u00e3os Luna, Loja Pereira, Loja Barbosa entre outras, Durval cita a Construtora Itajub\u00e1, da fam\u00edlia Juvenal Pinheiro de Andrade,, que levantou as primeiras constru\u00e7\u00f5es verticais na cidade. Nessa \u00e1rea da engenharia, destaque para Juvenalito Gusm\u00e3o de Andrade, filho de Juvenal.<\/p>\n<p>L\u00e1 pelos anos 30 do s\u00e9culo passado, Juvenal foi um dos primeiros a se estabelecer comercialmente em Conquista atrav\u00e9s da Casa Estrela. Da fam\u00edlia nasceu o Conquista Shopping Center, o primeiro do interior. Do Vale do Jequiri\u00e7\u00e1 veio Teopompo de Almeida, fam\u00edlia dos Almeidas de Santo Ant\u00f4nio de Jesus, que introduziu o com\u00e9rcio de gado e de cavalos, dando in\u00edcio ao agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>De acordo com Durval, que bebeu da fonte do historiador e pesquisador Pedro Calmon Moniz Bittencourt, quase todos os miguelenses e de suas cidades-irm\u00e3s t\u00eam a sua origem na \u00e1rvore geneal\u00f3gica da portuguesa \u00darsula Maria das Virgens e seus dois maridos, o franc\u00eas F\u00e9lix de Bittencourt e o portugu\u00eas Martins Ribeiro.<\/p>\n<p>Dessa \u00e1rvore geneal\u00f3gica vieram todos os Bittencourts, Almeidas, Andrades, Barretos e outras tantas fam\u00edlias, inclusive os Santos, que ao chegarem a Vit\u00f3ria da Conquista se misturaram com os Gusm\u00e3o, Fernandes, Sampaio e Ferraz, principalmente.<\/p>\n<p>O trabalho de Durval \u00e9 minucioso e at\u00e9 um tanto detalhista sobre a migra\u00e7\u00e3o miguelense para Conquista. Ele tece rasgos de elogios ao povo trabalhador e econ\u00f4mico por natureza que aqui chegou h\u00e1 quase 200 anos, sempre procurando melhoria de vida. Essa gente deu uma parcela importante de contribui\u00e7\u00e3o para o progresso do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Tudo leva a crer que Luiz Fernandes de Oliveira e os irm\u00e3os Lemos (Vicente e Damasceno), que se casaram com netas do bandeirante Jo\u00e3o Gon\u00e7alves da Costa, tenham sido os primeiros que chegaram nesta terra do Sert\u00e3o da Ressaca. Claro que existem outras fam\u00edlias de diferentes ramos, como os Mac\u00e1rios e outros tidos como forasteiros que t\u00eam relevantes servi\u00e7os prestados \u00e0 cidade.<\/p>\n<p>E por falar nos Fernandes, o escritor conquistense n\u00e3o poderia deixa de se reportar ao engenheiro Jos\u00e9 Fernandes Pedral Sampaio cujos pais Sifredo Pedral Sampaio e Carolina Pedral Sampaio vieram de Santo Ant\u00f4nio de Jesus. O ex-prefeito, neto do coronel Gug\u00e9 e grande l\u00edder pol\u00edtico da hist\u00f3ria de Conquista, foi estudar na cidade natal de seus pais aos sete anos, onde morava o av\u00f4 Alexandre Almeida Sampaio.<\/p>\n<p>Sobre as origens de S\u00e3o Miguel, o escritor e professor relata que come\u00e7ou em 1560 quando o padre Luiz Gama, partindo da ilha de Itaparica, subiu o rio Jaguaripe, enquanto outros jesu\u00edtas penetraram o rio da Dona at\u00e9 a Serra da Jiboia e l\u00e1 encontraram uma aldeia ind\u00edgena da tribo dos Sapucaias.<\/p>\n<p>Somente a partir de 1765 passou a ser chamar de S\u00e3o Miguel da Aldeia. Em 24 de novembro de 1823, o imperador Dom Pedro I assinou o alvar\u00e1 transformando a vila em freguesia. No ano de 1880 deixou de fazer parte de Nazar\u00e9 e passou a integrar o munic\u00edpio de Santo Ant\u00f4nio de Jesus. Com a emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, em 1\u00ba de junho de 1891, ficou com o nome definitivo de S\u00e3o Miguel das Matas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com mais o recente lan\u00e7amento de \u201cA Rep\u00fablica dos Miguelenses\u201d, o professor Durval Lemos Menezes j\u00e1 pode ser considerado um especialista, conhecedor e estudioso da biografia e da forma\u00e7\u00e3o geneal\u00f3gica das in\u00fameras fam\u00edlias que com o passar do tempo formaram o povo conquistense de hoje. 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