{"id":177,"date":"2014-05-23T21:36:55","date_gmt":"2014-05-24T00:36:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=177"},"modified":"2014-05-23T21:41:32","modified_gmt":"2014-05-24T00:41:32","slug":"na-estrada-com-a-literatura-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2014\/05\/23\/na-estrada-com-a-literatura-2\/","title":{"rendered":"NA ESTRADA COM A LITERATURA"},"content":{"rendered":"<p>\u201cAN\u00c9SIA CAUA\u00c7U\u201d<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/CIDADE-E-UESB-003-C\u00f3pia1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-180\" alt=\"CIDADE E UESB 003 - C\u00f3pia\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/CIDADE-E-UESB-003-C\u00f3pia1-199x300.jpg\" width=\"199\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/CIDADE-E-UESB-003-C\u00f3pia1-199x300.jpg 199w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/CIDADE-E-UESB-003-C\u00f3pia1.jpg 333w\" sizes=\"(max-width: 199px) 100vw, 199px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O g\u00eanero liter\u00e1rio tem um celeiro de talentos espalhados na regi\u00e3o sudoeste do estado, mas ainda pouco reconhecido por nossa gente e pelos poderes p\u00fablicos. Entre outros podemos citar o escritor e professor de Literatura da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia \u2013 Uesb, Domingos Ailton, de Jequi\u00e9, que recentemente lan\u00e7ou o livro \u201cAn\u00e9sia Caua\u00e7u\u201d.<\/p>\n<p>Numa viagem pelo sert\u00e3o de Jequi\u00e9, atrav\u00e9s de pesquisas em jornais baianos e documentos do passado (per\u00edodo do final do s\u00e9culo XIX ao ano de 1930), o autor apresenta a primeira mulher cangaceira e seu bando. A obra, em forma de romance, \u00e9 uma fic\u00e7\u00e3o regional misturada \u00e0 realidade.<\/p>\n<p><!--more--><a href=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/CIDADE-E-UESB-003-C\u00f3pia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-178\" alt=\"CIDADE E UESB 003 - C\u00f3pia\" src=\"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/CIDADE-E-UESB-003-C\u00f3pia-199x300.jpg\" width=\"199\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/CIDADE-E-UESB-003-C\u00f3pia-199x300.jpg 199w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/CIDADE-E-UESB-003-C\u00f3pia.jpg 333w\" sizes=\"(max-width: 199px) 100vw, 199px\" \/><\/a>Domingos, como disse o professor da Uneb, Vitor Hugo Martins, coloca a mulher como protagonista da hist\u00f3ria, tendo vez e voz. Desta vez, o sert\u00e3o baiano \u00e9 palco do canga\u00e7o numa briga entre o coronel Marcion\u00edlio Souza e os Caua\u00e7us (grupo de bandoleiros) que invadiram Jequi\u00e9 em 23 de junho de 1917.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de cangaceira, conforme narra o romance, An\u00e9sia Caua\u00e7u foi a primeira mulher a praticar montaria de frente, dispensando o silh\u00e3o. O autor fala da forma\u00e7\u00e3o de Itua\u00e7u (Brejo Grande) e a guerra dos Silvas (rabudos) contra os Gondins (moc\u00f3s).<\/p>\n<p>A narrativa prende o leitor como se ele estivesse num filme de a\u00e7\u00e3o e de choques a todo o momento. Tudo come\u00e7a com a hist\u00f3ria do major Zezinho dos La\u00e7os (rabudo) que manda matar Augusto Caua\u00e7u. Os fatos mais marcantes acontecem nos anos 1916, 1917, 1920 e 1930.<\/p>\n<p>Mitos e lendas se misturam ao misticismo religioso e \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es do sert\u00e3o, como do personagem Cassiano Are\u00e3o que fazia rezas para se disfar\u00e7ar de carneiro.\u00a0 A pr\u00f3pria An\u00e9sia se transforma em toco de \u00e1rvore quando estava em perigo na luta contra os coron\u00e9is da regi\u00e3o. O curandeiro (pai de santo) Heitor Gurunga era o mais procurado.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio de intrigar no sert\u00e3o do sudoeste baiano n\u00e3o poderia faltar o Cabar\u00e9 do Maracuj\u00e1, em Jequi\u00e9, ponto de encontro das \u201cmulheres da vida\u201d, dos coron\u00e9is da regi\u00e3o e at\u00e9 de intelectuais como do engenheiro civil da estrada de ferro Nazar\u00e9- Jequi\u00e9, Carlos Kuenh.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria se passa tamb\u00e9m na Serra das \u00c9guas (Brumado) no Sobrado do Campo Seco onde Leolino Pinheiro Cangu\u00e7u seduziu P\u00f3rcina Carolina da Silva Castro (16 anos), irm\u00e3 de Cl\u00e9lia Bras\u00edlia da Silva que foi m\u00e3e do grande poeta Castro Alves.<\/p>\n<p>O movimento armado dos Caua\u00e7us, ou a Conflagra\u00e7\u00e3o Sertaneja, envolve o governador da Bahia, J.J. Seabra por volta de 1915 e o seu substituto Ant\u00f4nio Ferr\u00e3o Muniz que envia expedi\u00e7\u00f5es militares para combater os \u201cbandoleiros\u201d. Nessa peleja do sert\u00e3o, se d\u00e1 a marcha dos coron\u00e9is Hor\u00e1cio de Matos e Douca Medrado contra o governo, em 1920.<\/p>\n<p>N\u00e3o escapa aos olhos, ou \u00e0 pena do escritor, os tumultuados per\u00edodos da Rep\u00fablica nos idos de 1919 e final da d\u00e9cada de 20 nos governos dos presidentes Rodrigues Alves e Epit\u00e1cio Pessoa. O livro de Domingos Ailton tem tudo para entrar nas telas do cinema.<\/p>\n<p>O sert\u00e3o do sudoeste baiano \u00e9 tamb\u00e9m rico em escritores, jornalistas, historiadores e poetas como Mozart Tanajura, Gilberto Quadros, Camilo de Jesus Lima, Laudionor Brasil, Maria Aparecida Silva de Sousa (A Conquista do Sert\u00e3o da Ressaca), Ismara Pereira Ivo ( O Anjo da Morte contra o Santo Lenho), Durval Menezes, Ruy Bruno Barcelar (Canudos), Concei\u00e7\u00e3o Barros. Eleuza C\u00e2mara, Emerson Pinto de Ara\u00fajo, Jo\u00e3o Martins (Do Outro Lado da Serra), D\u00e1rio Teixeira Cotrim, Raimundo Marinho, o poeta maior Affonso Mata e tantos outros de destaque.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAN\u00c9SIA CAUA\u00c7U\u201d O g\u00eanero liter\u00e1rio tem um celeiro de talentos espalhados na regi\u00e3o sudoeste do estado, mas ainda pouco reconhecido por nossa gente e pelos poderes p\u00fablicos. 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