{"id":1539,"date":"2016-05-17T23:52:13","date_gmt":"2016-05-18T02:52:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=1539"},"modified":"2016-05-17T23:52:20","modified_gmt":"2016-05-18T02:52:20","slug":"violacoes-de-direitos-na-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2016\/05\/17\/violacoes-de-direitos-na-midia\/","title":{"rendered":"VIOLA\u00c7\u00d5ES DE DIREITOS NA M\u00cdDIA"},"content":{"rendered":"<p>Algu\u00e9m j\u00e1 disse certa vez que a m\u00eddia brasileira n\u00e3o se acha como quarto poder, mas como se fosse o pr\u00f3prio todo poderoso Deus. De tanta arrog\u00e2ncia e prepot\u00eancia, ela passa o tempo todo olhando pra seu pr\u00f3prio umbigo e cobrando liberdade de express\u00e3o, mas deixa de respeitar as liberdades individuais dos cidad\u00e3os, sem falar que, muitas vezes, ao inv\u00e9s de informar deforma, por incompet\u00eancia, omiss\u00e3o ou tend\u00eancia.<\/p>\n<p>No seu terceiro volume sobre Viola\u00e7\u00f5es de Direitos na M\u00eddia Brasileira, a Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental Comunica\u00e7\u00e3o e Direitos constatou que num per\u00edodo de 30 dias, 28 programas de estilo \u201cpolicialesco\u201d de r\u00e1dio e TV promoveram 4.500 viola\u00e7\u00f5es de direitos. O estudo envolveu 10 capitais, incluindo Salvador, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Mais ainda que neste per\u00edodo os programas cometeram 15.761 infra\u00e7\u00f5es a leis brasileiras e multilaterais; e desrespeitaram 1.962 vezes normas autorregulat\u00f3rias, como o C\u00f3digo de \u00c9tica dos Jornalistas, do qual pouco se fala nos dias atuais. A pesquisa foi feita ainda em Bel\u00e9m, Belo Horizonte, Bras\u00edlia, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza e Recife.<\/p>\n<p>Sempre digo que o direito \u00e0 liberdade de imprensa acaba quando n\u00e3o se tem \u00e9tica e responsabilidade. O maior pecado do jornalista ou radialista \u00e9 achar que ele sempre est\u00e1 com a verdade e termina agredindo o seu p\u00fablico.<\/p>\n<p>No caso particular de Vit\u00f3ria da Conquista, que n\u00e3o conta com programas regionais \u201cpolicialescos\u201d, n\u00e3o posso fazer uma analise precisa sobre as viola\u00e7\u00f5es de direitos, mas n\u00e3o tem sido diferente em seus notici\u00e1rios, muitos dos quais desfocados, incompletos, insossos e desprovidos de um bom jornalismo.<\/p>\n<p>O que mais vemos aqui nas emissoras e nos blogs, que substitu\u00edram os jornais impressos com a chegada da internet, \u00e9 not\u00edcia mal apurada por falta de compet\u00eancia do \u201crep\u00f3rter\u201d e, pior ainda, do editor que publica a mat\u00e9ria sem antes orientar e corrigir o seu \u201cprofissional\u201d.<\/p>\n<p>O que quero dizer \u00e9 que o editor ou o chefe de reportagem, se \u00e9 que ainda existem estas figuras nas reda\u00e7\u00f5es, n\u00e3o devem divulgar um fato sem os dados completos, cheio de interroga\u00e7\u00f5es, como o caso mais recente da mo\u00e7a que foi barbaramente espancada por um rapaz e depois veio a falecer no hospital. Como este, existem muitos outros iguais nos notici\u00e1rios locais que n\u00e3o vou enumer\u00e1-los aqui. A lista \u00e9 enorme.<\/p>\n<p>Infelizmente, a qualidade do jornalismo de Vit\u00f3ria da Conquista piorou nos \u00faltimos anos, mesmo com a cria\u00e7\u00e3o da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o em Jornalismo a partir do final dos anos 90.<\/p>\n<p>Entendo que a maior culpa (o ensino tamb\u00e9m \u00e9 deficit\u00e1rio e capenga) est\u00e1 na dire\u00e7\u00e3o das empresas que n\u00e3o sabem conduzir profissionalmente seus rep\u00f3rteres e terminam oferecendo um p\u00e9ssimo produto ao seu p\u00fablico.<\/p>\n<p>As falhas s\u00e3o t\u00e3o gritantes, aberrantes e clamorosas que at\u00e9 os leigos percebem e criticam as mat\u00e9rias aqui elaboradas. A maioria das not\u00edcias locais n\u00e3o resiste a um pente fino de um bom laborat\u00f3rio de jornalismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algu\u00e9m j\u00e1 disse certa vez que a m\u00eddia brasileira n\u00e3o se acha como quarto poder, mas como se fosse o pr\u00f3prio todo poderoso Deus. 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