{"id":1499,"date":"2016-04-20T22:14:21","date_gmt":"2016-04-21T01:14:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=1499"},"modified":"2016-04-20T22:14:28","modified_gmt":"2016-04-21T01:14:28","slug":"napoleao-bonaparte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2016\/04\/20\/napoleao-bonaparte\/","title":{"rendered":"NAPOLE\u00c3O BONAPARTE"},"content":{"rendered":"<p>CRONOLOGIA DA VIDA<\/p>\n<p>1769 \u2013 Napole\u00e3o Bonaparte nasceu em Ajaccio, na C\u00f3rsega, no dia 15 de agosto, filho de Carlo Bonaparte e de Let\u00edcia Ramolino, pertencente a uma fam\u00edlia de pequena nobreza toscana ligada aos dirigentes da ilha. Depois da derrota de Pasquale Paoli em Ponte Nuovo passou a C\u00f3rsega a pertencer \u00e0 Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>1779-1785 \u2013Ap\u00f3s ter frequentado a escola militar de Brienne, \u00e9 nomeado subtenente e integra o corpo de artilharia da Guarni\u00e7\u00e3o em Valen\u00e7a.<\/p>\n<p>1787 \u2013 Aos 18 anos de idade tem a primeira noite de amor com uma dama do Pal\u00e1cio Real.<\/p>\n<p>1792 \u2013 \u00c9 nomeado pelo general comandante da C\u00f3rsega, amigo da fam\u00edlia, primeiramente como ajudante-major e logo depois tenente-coronel num batalh\u00e3o de guardas nacionais de Ajaccio. Participa dos tumultos de Ajaccio e defende-se em Paris da acusa\u00e7\u00e3o de ter fomentado os dist\u00farbios.<\/p>\n<p>1793 \u2013 A fam\u00edlia Bonaparte deixa a C\u00f3rsega depois de romper rela\u00e7\u00f5es com Paoli. Enviado ao cerco de Toulon, Napole\u00e3o obt\u00e9m a rendi\u00e7\u00e3o dos sitiados em tr\u00eas dias (16 de dezembro). Em 22 do mesmo m\u00eas \u00e9 promovido a general de brigada.<\/p>\n<p><!--more-->1794 \u2013 No dia 7 de fevereiro \u00e9 nomeado comandante da artilharia do ex\u00e9rcito italiano. Acusado de cumplicidade com os irm\u00e3os Robespierre \u00e9 preso em 11 de agosto e posto em liberdade no dia 19.<\/p>\n<p>1795 \u2013 Seguindo os conselhos de Carnot Barras, membro da Conven\u00e7\u00e3o e general em chefe do ex\u00e9rcito territorial, confia-lhe o comando das tropas encarregadas de reprimir a insurrei\u00e7\u00e3o realista do dia 13 de vendemi\u00e1rio\u00b9 (outubro). \u00c9 promovido a general de divis\u00e3o, sucede a Barras no comando do ex\u00e9rcito territorial em 26 de outubro.<\/p>\n<p>1796-1797 \u2013 Em 12 de mar\u00e7o de 1796 \u00e9 nomeado comandante supremo do ex\u00e9rcito italiano. No dia 9, casa-se com Josephine de Beauharnais. Em abril come\u00e7a a campanha de It\u00e1lia. Ap\u00f3s as vit\u00f3rias de Montenotte, Millesimo, Dego, Mondovi, assina no dia 27 de abril o armist\u00edcio de Cherasco com o rei da Sardenha sem informar a Rep\u00fablica. Tendo derrotado os austr\u00edacos em Lodi, entra em Mil\u00e3o no dia 15 de maio e come\u00e7a a 4 de junho o cerco de M\u00e1ntua que se rende no dia 2 de fevereiro de 1797. Inflige nova derrota \u00e0 \u00c1ustria e em 17 de abril e assina com esta \u00faltima os preliminares \u00e0 paz de Loeben. Declara guerra contra Veneza que ocupa no dia 15 de maio. Em 9 de julho proclama a Rep\u00fablica Cisalpina. No dia 17 de outubro assina o tratado de paz de Campoformio com o qual Veneza passa a pertencer \u00e0 \u00c1ustria a t\u00edtulo de compensa\u00e7\u00e3o pela B\u00e9lgica e a Lombardia.<\/p>\n<p>1798-1799 \u2013 De volta do congresso de Rastald no dia 19 de maio embarca em Toulon para o Egito. Derrota os mamelucos nas Pir\u00e2mides em 21 de julho, mas no dia primeiro de agosto a frota francesa \u00e9 destru\u00edda por N\u00e9lson, em Abukir. Vence os turcos em Monte Tabor em 16 de abril de 1799 e os eg\u00edpcios em Abukir em 16 de outubro e regressa \u00e0 Fran\u00e7a. Ap\u00f3s o golpe de Estado no dia 18 de Brum\u00e1rio\u00b2 (9 de novembro) extingue o Diret\u00f3rio e faz-se nomear Primeiro Consul no dia 24 de dezembro.<\/p>\n<p>1800 \u2013 Inicia a segunda campanha de It\u00e1lia e derrota os austr\u00edacos em Marengo em 14 de junho.<\/p>\n<p>1801 \u2013 No dia 24 de dezembro escapa a um atentado organizado pelos monarquistas. Em 9 de fevereiro assina com a \u00c1ustria a paz de Lun\u00e9ville que outorga a Fran\u00e7a a margem esquerda do Rio Reno. No dia 16 de julho \u00e9 firmada a Concordata com a Igreja.<\/p>\n<p>1804 \u2013 Ap\u00f3s o malogro de um compl\u00f4 organizado pelo governo ingl\u00eas, manda fuzilar em 21 de mar\u00e7o o duque de Enghien sequestrado na Alemanha. No dia 18 de maio \u00e9 proclamado Imperador e no dia 2 de dezembro \u00e9 entronizado na Catedral Notre-Dame em Paris, na presen\u00e7a do Papa Pio VII e Louis David \u00e9 nomeado \u201cprimeiro pintor do imp\u00e9rio\u201d que imortalizou a cerim\u00f4nia em tela.<\/p>\n<p>1805 \u2013 No dia 26 de maio \u00e9 coroado Rei da It\u00e1lia em Mil\u00e3o. Em 4 de junho G\u00eanova e Lig\u00faria s\u00e3o anexadas \u00e0 Fran\u00e7a. Forma-se a \u201cTerceira Coaliz\u00e3o\u201d antinapoleonica com o ingresso da \u00c1ustria na alian\u00e7a anglo-russa. O ex\u00e9rcito Franc\u00eas com o nome de Grande Arm\u00e9e (6 de outubro) derrota os austr\u00edacos em Elchingen (14 de outubro) e obriga Ulm, defendida pelo general Mack e por 26 mil homens, a capitular (17 de outubro). A Inglaterra garante o dom\u00ednio dos mares com a vit\u00f3ria de Trafalgar (21 de outubro). No dia 26 de dezembro, anivers\u00e1rio da coroa\u00e7\u00e3o, Napole\u00e3o obt\u00e9m em Austerlitz contra os russos e austr\u00edacos a quadrag\u00e9sima vit\u00f3ria. A paz de Petersburgo (27 de dezembro) sela o fim do Sagrado Imp\u00e9rio romano-germ\u00e2nico. Em 30 de dezembro, Napole\u00e3o assume o t\u00edtulo de \u201cO Grande\u201d.<\/p>\n<p>1806 &#8211; Ap\u00f3s o regresso a Paris (26 de dezembro), dois decretos determinam a constru\u00e7\u00e3o do Arco do Triunfo e, a celebra\u00e7\u00e3o no dia 15 de agosto de cada ano da \u201cfesta de S\u00e3o Napole\u00e3o, e restabelece a religi\u00e3o cat\u00f3lica na Fran\u00e7a\u201d. Em 15 de fevereiro, Napole\u00e3o nomeia seu irm\u00e3o Giuseppe, rei de N\u00e1poles e, no dia 5 de junho, o outro irm\u00e3o, Luigi, rei da Holanda. No dia 12 de julho, nasce a Confedera\u00e7\u00e3o do Reno. No dia 8 de outubro, estoura a guerra com a \u201cquarta coaliz\u00e3o\u201d: Pr\u00fassia, R\u00fassia, Inglaterra e Su\u00e9cia. No dia 14 de outubro, os prussianos s\u00e3o derrotados em Iena numa batalha que decide o esfacelamento da monarquia prussiana. Napole\u00e3o entra em Postdam (24 de outubro) onde visita o t\u00famulo de Frederico II, e, em Berlim (27 de outubro). No dia 16 de novembro \u00e9 assinado o armist\u00edcio entre a Fran\u00e7a e a Pr\u00fassia em Charlottenburg. Em 21 de novembro, Napole\u00e3o decreta \u201cbloqueio continental\u201d contra Inglaterra que reage no dia 7 de janeiro do ano seguinte, instituindo o bloqueio de todos os portos franceses e das col\u00f4nias.<\/p>\n<p>1807 \u2013 A guerra prossegue nos meses de fevereiro e mar\u00e7o. No dia 25 de abril, o rei da Pr\u00fassia e o czar firmam uma alian\u00e7a comprometendo-se a n\u00e3o aceitar pactos com Napole\u00e3o enquanto a Fran\u00e7a n\u00e3o tiver voltado dentro dos limites do Reino. Em 14 de junho, anivers\u00e1rio de Merengo, Napole\u00e3o derrota o czar em Friedland. No dia 16 de agosto, nomeia o irm\u00e3o Girolamo rei de Westf\u00e1lia. No dia 19 de novembro os franceses invadem Portugal com a cumplicidade dos espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>1808 \u2013 Em maio, obt\u00e9m dos Burb\u00f5es da Espanha, em lit\u00edgio entre si, a ren\u00fancia ao trono e, no dia 15, entroniza o irm\u00e3o Giuseppe mas o pa\u00eds se insurge. No dia primeiro de agosto nomeia Joaquim Murat rei de N\u00e1poles, mas no mesmo dia, um corpo brit\u00e2nico desembarca em Portugal e for\u00e7a Junot \u00e0 rendi\u00e7\u00e3o no dia 30 de agosto. Em 5 de novembro, penetra com o ex\u00e9rcito na Espanha e, um m\u00eas depois, for\u00e7a Madri a rendi\u00e7\u00e3o, embora a guerrilha continue.<\/p>\n<p>1809 \u2013 No dia 8 de mar\u00e7o, a \u00c1ustria aliada \u00e0 Inglaterra na \u201cquinta coaliza\u00e7\u00e3o\u201d declara guerra \u00e0 Fran\u00e7a, enquanto na Alemanha acontecem levantes antinapole\u00f4nicos. No dia 17 de maio, Napole\u00e3o anexa o Estado da Igreja. Em 6 de julho, em Wagran, obt\u00e9m a mais sanguin\u00e1rias de suas vit\u00f3rias, ap\u00f3s 14 horas de luta contra os austr\u00edacos. No mesmo dia, manda prender o Papa Pio VII em Roma que \u00e9 exilado em Savona. No dia 14 de outubro, o tratado de Viena p\u00f5e fim \u00e0 guerra e cede a Ill\u00edria \u00e0 Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>1810 &#8211; No dia 2 de abril, casa-se com Maria Lu\u00edsa de \u00c1ustria, filha do imperador Francisco II. Em 9 de julho, o rei da Holanda, Lu\u00eds Bonaparte \u00e9 deposto por decreto e Napole\u00e3o decreta a anexa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e0 Fran\u00e7a. No final do ano, Alexandre I rompe o bloqueio continental.<\/p>\n<p>1811 \u2013 Nasce no dia 20 de mar\u00e7o o \u2018rei de Roma\u2019.<\/p>\n<p>1812 \u2013 Em fevereiro, Napole\u00e3o come\u00e7a os preparativos para a campanha da R\u00fassia e alia-se \u00e0 Pr\u00fassia em 24 de fevereiro e \u00e0 \u00c1ustria em 14 de mar\u00e7o. No dia 23 de junho, penetra na R\u00fassia, enquanto \u00c1ustria e a Inglaterra promovem a \u2018sexta coaliz\u00e3o\u2019. No dia 7 de setembro, d\u00e1-se a batalha de Borodino ou da Moscova que dura das seis da manh\u00e3 as seis da tarde. No dia 14 de setembro as tropas francesas entram em Moscou e Napole\u00e3o instala-se no Kremlin, enquanto a cidade arde em chamas. No dia 19 de outubro, os franceses iniciam a retirada e um m\u00eas depois, atravessam a Beresina com uma temperatura de 26 graus negativos que custar\u00e1 a vida de 50 mil homens. Enquanto isso, em Paris, no dia 23 de outubro, o general Malet tenta um Golpe de Estado. No dia 5 de dezembro, ap\u00f3s ter confiado o comando do ex\u00e9rcito a Murat, volta para Paris.<\/p>\n<p>1813 \u2013 No dia 4 de mar\u00e7o, a Pr\u00fassia declara guerra \u00e0 Fran\u00e7a e forma-se a \u2018s\u00e9tima coaliz\u00e3o\u2019 que inclui a Inglaterra, a Pr\u00fassia e a R\u00fassia. Os prussianos s\u00e3o derrotados em Lutzen em 2 de maio e em Bautzen em 21 de maio. No dia 4 de junho, Napole\u00e3o decreta com a R\u00fassia e a Pr\u00fassia o armist\u00edcio de Pelisewitz. No dia 12 de agosto, a \u00c1ustria, tendo conseguido 500 mil libras esterlinas junto \u00e0 Inglaterra, declara guerra \u00e0 Fran\u00e7a. Napole\u00e3o, embora vitorioso contra os prussianos em Dresden em 26-27 de agosto, \u00e9 derrotado em Lipsia, na batalha das \u2018Na\u00e7\u00f5es\u2019 em 16-19 de outubro e \u00e9 for\u00e7ado a retirar-se al\u00e9m Reno.<\/p>\n<p>1814 \u2013 De volta a Paris, ap\u00f3s ter abra\u00e7ado pela \u00faltima vez a mulher e o filho que n\u00e3o voltaria a ver, Napole\u00e3o afasta-se da capital no dia 25 de janeiro para dirigir as opera\u00e7\u00f5es militares na Champagne. Alternam-se sucessos e fracassos, frente a um inimigo muito mais forte. No dia 31 de mar\u00e7o, as for\u00e7as da coaliz\u00e3o anti-francesa entram em Paris e no dia 6 de abril em Fontainebleau, Napole\u00e3o assina um termo de abdica\u00e7\u00e3o sob a condi\u00e7\u00e3o com reservas dos direitos ao trono do pr\u00f3prio filho e da regente, mas no dia seguinte, \u00e9 for\u00e7ado a renunciar para si e para a pr\u00f3pria fam\u00edlia aos tronos da Fran\u00e7a e da It\u00e1lia. No dia 11 de abril os aliados concedem-lhe a soberania da ilha Elba, onde chega no dia 3 de maio, enquanto Luiz XVIII volta a Paris.<\/p>\n<p>1815 \u2013 No dia primeiro de mar\u00e7o, Napole\u00e3o, fugindo da ilha de Elba, desembarca na regi\u00e3o de Cannes. \u00c9 banido pelo Congresso de Viena, como \u201cinimigo e perturbador do mundo\u201d.No dia 20 de mar\u00e7o, Napole\u00e3o entra no p\u00e1tio do Castelo das Tuileries numa carruagem: come\u00e7a o Governo dos \u2018Cem Dias\u2019. No dia 25 de abril, os aliados empenham-se em n\u00e3o depor as armas antes de terem definitivamente derrotado Napole\u00e3o. No dia 16 de junho os prussianos s\u00e3o vencidos em Ligny, mas no dia 18, Welington e Bl\u00fccher derrotam os franceses em Waterloo. Napole\u00e3o abdica novamente em favor de Napole\u00e3o II em 22 de junho. No dia 26 de outubro \u00e9 deportado para a ilha Santa Helena.<\/p>\n<p>1821 \u2013 No dia 5 de maio, morre assistido pelo m\u00e9dico Antonmarchi.<\/p>\n<p>1840 \u2013 No dia 15 de dezembro, os restos mortais de Napole\u00e3o s\u00e3o levados para a Fran\u00e7a e depositados nos Invalides.<\/p>\n<p><em>\u00b9e\u00b2 Calend\u00e1rio republicano. Cronol. Calend\u00e1rio institu\u00eddo na Fran\u00e7a pela Conven\u00e7\u00e3o, na Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, em 24.10.1793, tendo sido novamente substitu\u00eddo pelo calend\u00e1rio gregoriano em 01.01.1806, e no qual o ano tinha 12 meses de 30 dias cada um, acrescidos de cinco dias complementares, dedicados \u00e0s festas republicanas, e come\u00e7ava no equin\u00f3cio do outono do hemisf\u00e9rio norte (22 de setembro). Eis, por ordem, os nomes dos meses: vendemi\u00e1rio, Brum\u00e1rio, frim\u00e1rio, nivoso, pluvioso, ventoso, germinal, floreal, prairial, messidor, termidor e frutidor. [Convencionou-se que o ano I da Rep\u00fablica teria come\u00e7o em 22 de setembro de 1792.<\/em><\/p>\n<p>Antonio Novais Torres<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/mg.mail.yahoo.com\/neo\/b\/compose?to=antorres@terra.com.br\">antorres@terra.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CRONOLOGIA DA VIDA 1769 \u2013 Napole\u00e3o Bonaparte nasceu em Ajaccio, na C\u00f3rsega, no dia 15 de agosto, filho de Carlo Bonaparte e de Let\u00edcia Ramolino, pertencente a uma fam\u00edlia de pequena nobreza toscana ligada aos dirigentes da ilha. 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