{"id":1407,"date":"2016-02-29T22:37:31","date_gmt":"2016-03-01T01:37:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=1407"},"modified":"2016-02-29T22:37:40","modified_gmt":"2016-03-01T01:37:40","slug":"o-ex-hippie-que-elegeu-lula-e-dilma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2016\/02\/29\/o-ex-hippie-que-elegeu-lula-e-dilma\/","title":{"rendered":"O EX-HIPPIE QUE ELEGEU LULA E DILMA"},"content":{"rendered":"<p>Alb\u00e1n Gonz\u00e1lez \u2013 jornalista<\/p>\n<p>Era uma manh\u00e3 ensolarada do come\u00e7o de julho de 1980. Salvador estava em ebuli\u00e7\u00e3o com a chegada do papa Jo\u00e3o Paulo II, que cumpriria naquele dia na Cidade Baixa uma visita \u00e0 bas\u00edlica do Bonfim, inaugura\u00e7\u00e3o de uma capela nos Alagados e um encontro com a Irm\u00e3 Dulce, em Roma. Sob forte vigil\u00e2ncia das for\u00e7as de seguran\u00e7a \u2013 o pa\u00eds vivia os \u00faltimos anos da ditadura militar, sob a presid\u00eancia do general Jo\u00e3o Batista Figueiredo \u2013, um grupo de jornalistas aguardava debaixo de um sol escaldante, no p\u00e1tio do II Distrito Naval, na pra\u00e7a Cairu, a chegada do helic\u00f3ptero conduzindo o sumo pont\u00edfice, que dali iria dar continuidade a sua programa\u00e7\u00e3o religiosa.<\/p>\n<p>Espremido entre os colegas, no interior de um cercado, com bloco de papel e caneta nas m\u00e3os \u2013 a tecnologia da comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o era nem sonho -, o periodista autor destas linhas fazia a cobertura para o jornal \u201cO Estado de S. Paulo\u201d e para um seman\u00e1rio da Gal\u00edcia, na Espanha. O helic\u00f3ptero j\u00e1 estava sobrevoando a pra\u00e7a quando uma figura vestindo um terno espalhafatoso, cujas pe\u00e7as sobravam no seu corpo magro, acabava de atravessar o port\u00e3o da unidade militar. Todos os olhares se voltaram para aquela miniatura do Falc\u00e3o (cantor brega, cearense, de dois metros de altura).<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 o Patinhas, reconheceu um dos jornalistas.<\/p>\n<p>Mais tarde voltei a ter not\u00edcias do Patinhas, que ainda n\u00e3o era chamado de Jo\u00e3o Santana, considerado atualmente como um dos 60 homens mais influentes do Brasil, eleitor de seis presidentes e objeto da Opera\u00e7\u00e3o Acaraj\u00e9, bra\u00e7o da Lava Jato da Pol\u00edcia Federal. Antes de ingressar no jornalismo o baiano de Tucano, a 252 kms. de Salvador, onde nasceu em 5 de janeiro de 1953, adotou a filosofia hippie. Cabelo black power, foi membro da guerrilha cultural, participou da Tropic\u00e1lia, ao lado de Caetano Veloso e Gilberto Gil, criou o grupo musical Bendeg\u00f3, curtiu Waldick Soriano (\u201cEu n\u00e3o sou cachorro n\u00e3o\u201d), fumou maconha e adotou como guru espiritual ao professor e inventor de instrumentos musicais, o su\u00ed\u00e7o-baiano Walter Smetak (1927-1990).<\/p>\n<p>Apelido recebido no Col\u00e9gio Marista, de Salvador, por zelar com rigor pelas finan\u00e7as do gr\u00eamio estudantil, Patinhas, na d\u00e9cada de 80, mudou de postura, enveredando pelo jornalismo. Passou pelo \u201cO Globo\u201d, \u201cJornal do Brasil\u201d, \u201cIsto\u00c9\u201d e Veja; em 1992 ganhou o Pr\u00eamio Esso, com a reportagem \u201cEriberto: Testemunha Chave\u201d, uma das pe\u00e7as do processo que derrubou Fernando Collor da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. O tio sovina do Pato Donald, personagem de Walt Disney, est\u00e1 proibido hoje de ser mencionado diante do todo poderoso Jo\u00e3o Santana.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel pelas elei\u00e7\u00f5es de Lula, Dilma e dos \u00faltimos presidentes de Angola, El Salvador, Rep\u00fablica Dominicana e Venezuela, Santana encontrou neste s\u00e9culo a chave do cofre do seu ex-companheiro Patinhas. Ao lado da jornalista baiana M\u00f4nica Moura, sua s\u00e9tima mulher, adquiriu carros \u00a0importados e antigos de luxo, viaja constantemente para Nova Iorque e Paris, suas cidades prediletas, frequenta restaurantes de luxo, tem apartamentos e mans\u00f5es. Tudo isso, como ele garante, adquirido com dinheiro de campanhas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alb\u00e1n Gonz\u00e1lez \u2013 jornalista Era uma manh\u00e3 ensolarada do come\u00e7o de julho de 1980. 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