{"id":1270,"date":"2015-11-16T22:06:12","date_gmt":"2015-11-17T01:06:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=1270"},"modified":"2015-11-16T22:06:19","modified_gmt":"2015-11-17T01:06:19","slug":"100-anos-do-escritor-adonias-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2015\/11\/16\/100-anos-do-escritor-adonias-filho\/","title":{"rendered":"100 ANOS DO ESCRITOR ADONIAS FILHO"},"content":{"rendered":"<p>Texto da Academia Brasileira de Letras (Biografia)<\/p>\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Novais Torres<\/p>\n<p>Quinto ocupante da Cadeira 21, eleito em 14 de janeiro de 1965, na sucess\u00e3o de \u00c1lvaro Moreyra e recebido em 28 de abril de 1965 pelos acad\u00eamicos Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Ot\u00e1vio de Faria, Joracy Camargo e Mauro Mota.<\/p>\n<p>Adonias Filho (A. Aguiar Fo), jornalista, cr\u00edtico, ensa\u00edsta e romancista, nasceu na Fazenda S\u00e3o Jo\u00e3o, em Ilh\u00e9us, BA, em 27 de novembro de 1915, e faleceu na mesma cidade, em 2 de agosto de 1990.<\/p>\n<p>Filho de Adonias Aguiar e de Rachel Bastos de Aguiar, fez o curso secund\u00e1rio no Gin\u00e1sio Ipiranga, em Salvador, concluindo-o em 1934, quando come\u00e7ou a fazer jornalismo. Transferiu-se, em 1936, para o Rio de Janeiro, onde retomou a carreira jornal\u00edstica, colaborando no Correio da Manh\u00e3.<\/p>\n<p><!--more--> Foi cr\u00edtico liter\u00e1rio dos Cadernos da Hora Presente, de S\u00e3o Paulo (1937); cr\u00edtico liter\u00e1rio de A Manh\u00e3 (1944-1945); do Jornal de Letras (1955-1960); e do Di\u00e1rio de Not\u00edcias (1958-1960). Colaborou tamb\u00e9m no Estado de S. Paulo e na Folha da Manh\u00e3, de S\u00e3o Paulo, e no Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Foi nomeado diretor da Editora A Noite (1946-1950); diretor do Servi\u00e7o Nacional de Teatro (1954); diretor da Biblioteca Nacional (1961-1971); respondeu tamb\u00e9m pela dire\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional, do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. Foi eleito vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (1966); membro do Conselho Federal de Cultura (1967, reconduzido em 1969, 1971 e 1973); presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (1972); e presidente do Conselho Federal de Cultura (1977-1990).<\/p>\n<p>Adonias Filho faz parte do grupo de escritores que, a partir de 1945, a terceira fase do Modernismo, se inclinaram para um retorno a certas disciplinas formais, preocupados em realizar a sua obra, por um lado, mediante uma redu\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa formal e de linguagem e, por outro, em ampliar sua significa\u00e7\u00e3o do regional para o universal.<\/p>\n<p>Origin\u00e1rio da zona cacaueira pr\u00f3xima a Ilh\u00e9us, interior da Bahia, Adonias Filho retirou desse ambiente o material para a sua obra de fic\u00e7\u00e3o, a come\u00e7ar pelo seu romance de estr\u00e9ia, Os servos da morte, publicado em 1946. Na obra romanesca, aquela realidade serviu-lhe apenas para recriar um mundo carregado de simbolismo, nos epis\u00f3dios e nos personagens, encarnando um sentido tr\u00e1gico da vida e do mundo. Desenvolveu recursos altamente originais e requintados, adaptados \u00e0 viol\u00eancia interior de seus personagens. \u00c9 o criador de um mundo tr\u00e1gico e b\u00e1rbaro, varrido pela viol\u00eancia e mist\u00e9rio e por um sopro de poesia. Seus romances e novelas ser\u00e3o sempre a express\u00e3o de um dos escritores mais representativos e fascinantes da fic\u00e7\u00e3o brasileira contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>Conquistou os seguintes pr\u00eamios: Pr\u00eamio Paula Brito de cr\u00edtica liter\u00e1ria (Guanabara, 1968); com o livro L\u00e9guas da promiss\u00e3o, conquistou o Golfinho de Ouro de Literatura (1968), o Pr\u00eamio PEN Clube do Brasil, Pr\u00eamio da Funda\u00e7\u00e3o Educacional do Paran\u00e1 (FUNDEPAR) e o Pr\u00eamio do Instituto Nacional do Livro (1968-1969). Obteve o Pr\u00eamio Bras\u00edlia de Literatura (1973), conferido pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural do Distrito Federal. Com o romance As velhas, obteve pela segunda vez o Pr\u00eamio Nacional de Literatura (1975), do Instituto Nacional do Livro, na categoria de obra publicada (1974-1975). Recebeu o t\u00edtulo de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia, em 1983.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto da Academia Brasileira de Letras (Biografia) Colabora\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Novais Torres Quinto ocupante da Cadeira 21, eleito em 14 de janeiro de 1965, na sucess\u00e3o de \u00c1lvaro Moreyra e recebido em 28 de abril de 1965 pelos acad\u00eamicos Jorge Amado, Rachel de Queiroz, Ot\u00e1vio de Faria, Joracy Camargo e Mauro Mota. Adonias Filho (A. 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