{"id":12561,"date":"2026-11-02T23:22:56","date_gmt":"2026-11-03T02:22:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=12561"},"modified":"2026-11-02T23:23:08","modified_gmt":"2026-11-03T02:23:08","slug":"lembrancas-e-saudades-no-dia-comemorativo-aos-finados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2026\/11\/02\/lembrancas-e-saudades-no-dia-comemorativo-aos-finados\/","title":{"rendered":"LEMBRAN\u00c7AS E SAUDADES NO DIA COMEMORATIVO AOS FINADOS"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2018.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12562\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2018.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2018.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2018-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2030.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12563\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2030.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2030.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2030-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<h3>\u00a0\u00a0 Por mais que saibamos que a vida \u00e9 acompanhada da morte, desde quando nascemos, embora n\u00e3o gostemos de comentar sobre a dita cuja, sempre sentimos lembran\u00e7as e saudades dos entes queridos que partiram.<\/h3>\n<h3>\u00a0 O Dia de Finados (02 de novembro) \u00e9 de visita\u00e7\u00e3o dos cemit\u00e9rios, de reflex\u00e3o, depositar flores nos t\u00famulos, rezas e preces seguindo nossas tradi\u00e7\u00f5es culturais. Em outras partes do mundo, como no M\u00e9xico, s\u00e3o de festejos, comemora\u00e7\u00e3o entre os que ficaram e homenagens de alegria aos que se foram.<\/h3>\n<h3>\u00a0 Assim \u00e9 a vida e a morte, ambas femininas com suas delicadezas peculiares, cheias de amor e dor, duas pe\u00e7as da exist\u00eancia do ser mais misterioso e questionado pelos fil\u00f3sofos, antrop\u00f3logos, religiosos, soci\u00f3logos e at\u00e9 pelos cientistas de plant\u00e3o.<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2027.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12564\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2027.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2027.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2027-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<h3>\u00a0 Uns dizem que a vida \u00e9 um milagre do Criador e a morte apenas uma passagem para outra dimens\u00e3o, inclusive de reencarna\u00e7\u00e3o no conceito do espiritismo. As cren\u00e7as e crendices s\u00e3o diversificadas em cada regi\u00e3o. Existe at\u00e9 o ritual de depositar uma moeda na roupa do defunto para ele pagar ao barqueiro pela travessia na outra margem do rio.<\/h3>\n<h3>\u00a0 Etnias africanas nos ensinam que quando ela (a morte) chega, os esp\u00edritos dos ancestrais v\u00e3o viver nas florestas e est\u00e3o sempre por perto das suas tribos para desatar os n\u00f3s dos seus descendentes. Tudo \u00e9 f\u00e9 como na can\u00e7\u00e3o do m\u00fasico e compositor baiano Gilberto Gil que diz \u201cAndar com f\u00e9 eu vou que a f\u00e9 n\u00e3o costuma falhar\u201d&#8230;<\/h3>\n<h3>\u00a0 Outros levantam a interroga\u00e7\u00e3o de que a vida n\u00e3o tem sentido aqui na terra, se l\u00e1 na frente nos espera a morte na figura de uma caveira com sua foice. Acho que o sentido e o valor da vida como passageira est\u00e3o naquilo que se constr\u00f3i de bem para que o outro construa por conta pr\u00f3pria o seu sentido de viver.<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2045.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12565\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2045.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2045.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2045-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<h3>\u00a0 Quando se fala em morte, existia aquela cultura de se imprimir uma mensagem na l\u00e1pide do falecido, a pedido dele em vida. Muitos ainda perguntam o que voc\u00ea colocaria em sua l\u00e1pide? Eu diria para escrever a simples frase de que foi bom enquanto durou porque s\u00f3 o tempo \u00e9 eterno.<\/h3>\n<h3>\u00a0 Como \u00e9 de h\u00e1bito em todos os anos, que n\u00e3o sei explicar, nesta tarde fui cumprir o meu rito de visitar os mortos; olhar as pessoas colocando flores nas sepulturas; v\u00ea-las acendendo velas; orando com contri\u00e7\u00e3o; e muitas almas derramando suas l\u00e1grimas.<\/h3>\n<h3>\u00a0 Estive l\u00e1 no Cemit\u00e9rio Campo da Paz, da Prefeitura Municipal, observando o movimento e fiquei matutando que mesmo depois de mortos continuamos a ser v\u00edtimas das desigualdades sociais t\u00e3o profundas neste pa\u00eds. Tudo \u00e9 mais simples e pobre, inclusive aquelas covas abertas na espera daqueles que v\u00e3o logo tombar.<\/h3>\n<h3>Vi pessoas meio que perdidas procurando o n\u00famero, quadra ou outra indica\u00e7\u00e3o onde estava a sepultura do seu amigo, amiga ou parente porque a administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o dispunha de informa\u00e7\u00e3o precisa do local.<\/h3>\n<h3>\u00a0 Como todos anos costumo visitar um cemit\u00e9rio, venho notando a queda pela procura de flores, menos floristas nos port\u00f5es, e a redu\u00e7\u00e3o no movimento de visitantes, o que significa que at\u00e9 este h\u00e1bito cultural vem sendo desprezado com o progresso e a tecnologia. S\u00e3o novos tempos, mas nem sei se de decad\u00eancia ou evolu\u00e7\u00e3o.<\/h3>\n<h3>\u00a0\u00a0 Do alto apreciei a pir\u00e2mide do Museu de Kard e logo me veio \u00e0 mente as pir\u00e2mides e os t\u00famulos eg\u00edpcios dos fara\u00f3s que eram mumificados e enterrados com toda pompa de reis, levando consigo seus tesouros e pertences preciosos. Acreditavam na vida eterna quando passassem para o outro lado.<\/h3>\n<h3>\u00a0 Do lado de c\u00e1 material, lembrei do poema \u201cMorte e Vida Severina\u201d, do grande poeta pernambucano Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto que fala do retirante que foge da seca em busca de uma vida melhor em Recife, mas na capital se depara tamb\u00e9m com a mis\u00e9ria. Como \u00faltima recompensa, depois de tanto sofrer, \u00e9 sepultado numa cova rasa.<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2048.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12566\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2048.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2048.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2048-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<h3>\u00a0\u00a0 Diante de tanta pobreza, milhares de nordestinos, no passado recente, s\u00f3 tinham uma rede para enterrar seus corpos. Cangaceiros e soldados das volantes quando em combate ficaram estirados aos ch\u00e3o estorricado da caatinga agreste expostos aos urubus, animais selvagens e aves de rapina.<\/h3>\n<h3>\u00a0 Os cemit\u00e9rios particulares s\u00e3o melhores tratados, os visitantes s\u00e3o mais chiques e chegam em seus carr\u00f5es, sem falar nos t\u00famulos com suas carneiras de arte, com anjos e esculturas de granitos e m\u00e1rmores de qualidade. Os parentes e amigos dos falecidos s\u00e3o recepcionados com certas regalias. Nem depois de mortos somos iguais.<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2075.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-12567\" src=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2075.jpg\" alt=\"\" width=\"550\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2075.jpg 550w, https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2026\/11\/DSC_2075-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0 Por mais que saibamos que a vida \u00e9 acompanhada da morte, desde quando nascemos, embora n\u00e3o gostemos de comentar sobre a dita cuja, sempre sentimos lembran\u00e7as e saudades dos entes queridos que partiram. \u00a0 O Dia de Finados (02 de novembro) \u00e9 de visita\u00e7\u00e3o dos cemit\u00e9rios, de reflex\u00e3o, depositar flores nos t\u00famulos, rezas e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12561"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12561"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12561\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12568,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12561\/revisions\/12568"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12561"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12561"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12561"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}