{"id":12264,"date":"2026-08-13T22:38:50","date_gmt":"2026-08-14T01:38:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=12264"},"modified":"2026-08-13T22:40:33","modified_gmt":"2026-08-14T01:40:33","slug":"mais-uma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2026\/08\/13\/mais-uma\/","title":{"rendered":"MAIS UMA!"},"content":{"rendered":"<ul>\n<li>\n<h3>(Chico Ribeiro Neto)<\/h3>\n<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Gar\u00e7om, n\u00e3o me venha com tulipa, caneca ou ta\u00e7a pequena. Eu quero \u00e9 copo americano.<\/h3>\n<h3>N\u00e3o sei porque alguns bares sofisticados n\u00e3o t\u00eam o copo americano. Devem achar &#8220;vulgar&#8221;. Pois fiquem sabendo que o copo americano, criado em 1947 pela f\u00e1brica brasileira Nadir Figueiredo, consagrado nacionalmente, integrou, em 2009, exposi\u00e7\u00e3o de design no Museu de Arte Moderna de Nova York\u00a0 como s\u00edmbolo da cultura material brasileira.<\/h3>\n<h3>O nome surgiu porque o projeto usou uma m\u00e1quina de prensa de vidro importada dos Estados Unidos.<\/h3>\n<h3>N\u00e3o entendo tamb\u00e9m porque certos bares e restaurantes &#8220;selecionam&#8221; seus clientes pelo tamanho da cerveja. &#8220;S\u00f3 servimos long-neck&#8221;, avisa o gar\u00e7om. Que charme! Cerveja de 600 ml deve ser coisa de pobre&#8230;<\/h3>\n<h3>Tinha um velho muito p\u00e3o-duro numa cidade interior baiano que sentava na mesa mais escanteada do bar e pedia uma cerveja. Detalhe: a cerveja natural, quente. Um dia, um cara se aproximou e perguntou:<\/h3>\n<h3>&#8220;Por que o senhor s\u00f3 bebe cerveja quente?&#8221;<\/h3>\n<h3>&#8220;Pra ningu\u00e9m me pedir um copo&#8221;.<\/h3>\n<h3>Leio que a cerveja surgiu na Mesopot\u00e2mia, h\u00e1 cerca de 6 mil anos, criada por povos antigos como os sum\u00e9rios e os babil\u00f4nios. Gr\u00e3os molhados criaram uma papa que gerou uma bebida forte e nutriente.<\/h3>\n<h3>Os monges nos mosteiros da Europa melhoraram a receita e come\u00e7aram a usar o l\u00fapulo para dar sabor e conservar melhor o l\u00edquido. Esses padres t\u00eam arte!<\/h3>\n<h3>Para muitos, o gole do santo \u00e9 sagrado. O famoso bo\u00eamio de um boteco no Rio pediu para ser cremado e que suas cinzas fossem enterradas num grande vaso de planta que havia na porta do bar. O pedido foi aceito e os amigos sempre despejavam alguns goles no vaso.<\/h3>\n<h3>O velho jornalista e bo\u00eamio Walmir Palma recomendava: &#8220;Nunca emborque o copo nem deixe restinho de cerveja. Ou bebe ou joga fora&#8221;. Podia chamar coisa ruim.<\/h3>\n<h3>Foi o maior &#8220;puta que pariu&#8221; que j\u00e1 ouvi. Depois da conta paga, o gar\u00e7om levou o copo do meu amigo com o \u00faltimo gole de cerveja. Imperdo\u00e1vel.<\/h3>\n<h3>(Veja cr\u00f4nicas anteriores em\u00a0<a href=\"http:\/\/leiamaisba.com.br\/\">leiamaisba.com.br<\/a>)<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Chico Ribeiro Neto) Gar\u00e7om, n\u00e3o me venha com tulipa, caneca ou ta\u00e7a pequena. Eu quero \u00e9 copo americano. N\u00e3o sei porque alguns bares sofisticados n\u00e3o t\u00eam o copo americano. Devem achar &#8220;vulgar&#8221;. Pois fiquem sabendo que o copo americano, criado em 1947 pela f\u00e1brica brasileira Nadir Figueiredo, consagrado nacionalmente, integrou, em 2009, exposi\u00e7\u00e3o de design [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12264"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12264"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12267,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12264\/revisions\/12267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}