{"id":12229,"date":"2026-08-06T00:33:39","date_gmt":"2026-08-06T03:33:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=12229"},"modified":"2026-08-06T00:33:55","modified_gmt":"2026-08-06T03:33:55","slug":"a-fraude-das-eleicoes-nao-esta-nas-urnas-e-sim-nos-candidatos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2026\/08\/06\/a-fraude-das-eleicoes-nao-esta-nas-urnas-e-sim-nos-candidatos\/","title":{"rendered":"A FRAUDE DAS ELEI\u00c7\u00d5ES N\u00c3O EST\u00c1 NAS URNAS E SIM NOS CANDIDATOS"},"content":{"rendered":"<h3>\u00a0 Nos \u00faltimos anos a oposi\u00e7\u00e3o e alguns contestadores de plant\u00e3o t\u00eam apontado que as urnas eletr\u00f4nicas brasileiras s\u00e3o pass\u00edveis de fraudes. No entanto, entendo que a fraude est\u00e1 nos pr\u00f3prios candidatos, muitos dos quais fals\u00e1rios, investigados por corrup\u00e7\u00e3o, embusteiros e n\u00e3o pagadores de promessas que enganam os incautos eleitores.<\/h3>\n<h3>\u00a0 A fraude est\u00e1 mais no pr\u00f3prio sistema eleitoral que por natureza favorece os mais fortes e astutos que usam as brechas para se eleger. A fraude est\u00e1 no conjunto das fake news, nos pol\u00edticos mentirosos, nos engomadinhos engravatados maquiados de defensores do povo e agora nas montagens da IA \u2013 Intelig\u00eancia Artificial.<\/h3>\n<h3>A urna eletr\u00f4nica no Brasil foi criada h\u00e1 30 anos, automatizada por uma empresa brasileira, a Omnitech Servi\u00e7os em Tecnologia e Marketing, introduzida nas elei\u00e7\u00f5es municipais de 1996. O primeiro presidente eleito eletronicamente foi Fernando Henrique Cardoso.<\/h3>\n<h3>\u00a0\u00a0 As gera\u00e7\u00f5es de meia idade lembram muito bem daquelas urnas anal\u00f3gicas ou de papel onde os votos eram introduzidos numa caixa de madeira e at\u00e9 de papel\u00e3o fr\u00e1gil. Meu primeiro voto, se n\u00e3o me engano, foi em 1966 durante o in\u00edcio do regime militar, no munic\u00edpio de Amargosa, quando fui escolhido para ser mes\u00e1rio na brenha de um povoado.<\/h3>\n<h3>\u00a0 Ap\u00f3s encerrada a vota\u00e7\u00e3o (as elei\u00e7\u00f5es eram municipais e para deputados), os mes\u00e1rios retornaram \u00e0 noite no breu de uma estrada de ch\u00e3o, acompanhados de um ou dois soldados, com um medo danado de sofrer um assalto de algum candidato insatisfeito interessado em reverter os resultados do pleito.<\/h3>\n<h3>\u00a0\u00a0 Bem antes disso, na Velha Rep\u00fablica, as fraudes eleitorais eram generalizadas pelos \u201ccoron\u00e9is\u201d do sert\u00e3o, fazendeiros poderosos e pelos chefes pol\u00edticos valent\u00f5es que n\u00e3o hesitavam em matar seus advers\u00e1rios para se manter no poder. Muitos votos eram anulados, urnas extraviadas e at\u00e9 queimadas.<\/h3>\n<h3>\u00a0\u00a0 Uma elei\u00e7\u00e3o ganha num munic\u00edpio valia uma patente de \u201ccoronel\u201d, que poderia deixar de ser se perdesse. O voto de cabresto (ainda existe at\u00e9 hoje num esquema mais sofisticado) era disputado na base da bala, da tocaia para eliminar o chamado \u201cinimigo\u201d.<\/h3>\n<h3>\u00a0\u00a0 O \u201ccoronel\u201d, ou candidato, sabia o voto de cada agregado seu que trabalhava para ele. Cada urna era marcada e se sabia quem votou contra ou a favor. O \u201ctraidor\u201d era surrado e at\u00e9 pagava com a pena de morte.<\/h3>\n<h3>\u00a0\u00a0\u00a0 Com o passar do tempo, ainda em plena ditadura militar, o esquema modernizou-se um pouco, mas os m\u00e9todos eram parecidos. Permanecia o medo de se votar contra o prometido e ser descoberto pelo candidato, os cabos eleitorais e os coordenadores da campanha.<\/h3>\n<h3>\u00a0 Confesso que votava naquele que meu pai indicasse, com receio de que ele viesse a saber depois que votei em outro que n\u00e3o era seu coligado. Esse medo no subconsciente sempre perseguiu o eleitor at\u00e9 hoje como resqu\u00edcio da vota\u00e7\u00e3o no papel.<\/h3>\n<h3>\u00a0 As urnas antigas nos deixaram aquele saudosismo do eleitor revoltado contra o sistema e o regime de opress\u00e3o, que escrevia nas c\u00e9dulas sua op\u00e7\u00e3o por algum personagem folcl\u00f3rico da cidade, no jumento do seu Z\u00e9 da Carro\u00e7a ou expressava sua rebeldia com \u201cabaixo a ditadura\u201d, dentre outros recados ousados aos pol\u00edticos.<\/h3>\n<h3>\u00a0\u00a0\u00a0 Hoje n\u00e3o d\u00e1 mais para se fazer isso com a urna eletr\u00f4nica que o Tribunal Superior Eleitoral garante que \u00e9 segura, mas a fraude est\u00e1 mesmo na maioria dos candidatos eleitos que usam o dinheiro e se aproveitam da concorr\u00eancia desleal que o sistema oferece para quem tem mais recursos e a m\u00e1quina do poder na m\u00e3o.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Nos \u00faltimos anos a oposi\u00e7\u00e3o e alguns contestadores de plant\u00e3o t\u00eam apontado que as urnas eletr\u00f4nicas brasileiras s\u00e3o pass\u00edveis de fraudes. 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