{"id":12091,"date":"2026-06-24T22:10:31","date_gmt":"2026-06-25T01:10:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=12091"},"modified":"2026-06-24T22:10:55","modified_gmt":"2026-06-25T01:10:55","slug":"uma-copa-sem-espetaculo-com-um-futebol-mecanico-monotono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2026\/06\/24\/uma-copa-sem-espetaculo-com-um-futebol-mecanico-monotono\/","title":{"rendered":"UMA COPA SEM ESPET\u00c1CULO COM UM FUTEBOL MEC\u00c2NICO-MON\u00d3TONO"},"content":{"rendered":"<h3>\u00a0 Com a escassez de craques dribladores e inteligentes da cabe\u00e7a, com a bola no p\u00e9 \u2013 somente dois ou tr\u00eas nesta Copa \u2013 tendo em vista que os outros n\u00e3o passam de grandalh\u00f5es centroavantes de quase dois metros de altura fazedores de gols, o nosso futebol perdeu seu espet\u00e1culo arte daquele gingado malicioso, \u201cpra l\u00e1 e pra c\u00e1\u201d, confundindo os advers\u00e1rios. Cad\u00ea aquele futebol cadenciado e bonito de se ver, com lances e dribles estonteantes?<\/h3>\n<h3>\u00a0 Como apreciador dessa modalidade (j\u00e1 fui jogador quando jovem), o nosso futebol perdeu seu espet\u00e1culo, especificamente nesta competi\u00e7\u00e3o de 2026, e se tornou uma pr\u00e1tica esportiva mec\u00e2nica-tecnol\u00f3gico de for\u00e7a f\u00edsica, de passes longos e errados, falta de dom\u00ednio da redonda, sem falar de bolas que voam no ar e atravessam est\u00e1dios.<\/h3>\n<h3>\u00a0 Nem vou aqui comentar sobre a sele\u00e7\u00e3o brasileira onde todos s\u00e3o do mesmo n\u00edvel, com um pouco mais alto do Vin\u00edcius J\u00fanior \u2013 o Neymar j\u00e1 se foi como \u00faltimo dos moicanos \u2013 porque n\u00e3o temos craques como naquelas \u00e9pocas passadas. Na partida de ontem (quarta-feira, dia 24\/06), duas falhas clamorosas do goleiro da Esc\u00f3cia ditaram o resultado. Pelo que j\u00e1 assisti, n\u00e3o me arrisco apontar as equipes finalistas.<\/h3>\n<h3>\u00a0As seis \u00faltimas copas, esses elencos da \u201cterra das chuteiras\u201d, n\u00e3o mais me empolgam e n\u00e3o alimento ilus\u00f5es, principalmente este que a\u00ed est\u00e1. N\u00e3o entro nessa onda da televis\u00e3o exclusivista que tenta empurrar goela abaixo um futebol casca dura.<\/h3>\n<h3>\u00a0Desde 1962 que acompanho as copas com grandes craques que foram desaparecendo e atualmente s\u00e3o raros, a contar nos dedos. No in\u00edcio era tudo pelo radinho de pilha, mas, mesmo assim era emocionante. Foi em 1958 que o Brasil perdeu o complexo de vira-lata, de inferioridade, carimbado por Nelson Rodrigues.<\/h3>\n<h3>\u00a0 No Brasil, os autores dessa reviravolta foram Pel\u00e9, Garrincha, Didi, Zagalo e tantos outros que vieram em seguida, como em 1970, com Tost\u00e3o, Jairzinho, Dirceu, Rivelino, Carlos Alberto, Clodoaldo e o pr\u00f3prio Pel\u00e9. Tivemos ainda S\u00f3crates, Zico, Falc\u00e3o, Rom\u00e1rio, Bebeto, Ronaldinho Ga\u00facho, Ronald\u00e3o e outros que nos encantaram.<\/h3>\n<h3>O tempo foi passando e o futebol foi deixando de ser espet\u00e1culo e arte, para ser um jogo mec\u00e2nico e mon\u00f3tono, como nessa Copa de 2026. A impress\u00e3o \u00e9 que, de uns anos para c\u00e1, houve uma seca danada e acabou com a safra de craques.<\/h3>\n<h3>\u00a0 A FIFA (a Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Futebol) introduziu muitas mudan\u00e7as, principalmente nas regras e ampliou o n\u00famero de pa\u00edses participantes para dinamizar o esporte mais popular do mundo. Algumas transforma\u00e7\u00f5es foram ben\u00e9ficas e outras pol\u00eamicas, como esse tal de VAR. O milim\u00e9trico impedimento deveria deixar de existir.<\/h3>\n<h3>\u00a0\u00a0 No caso dessa atual, com mais na\u00e7\u00f5es, para ganhar mais dinheiro, nessa embolada de normas, houve uma grande contradi\u00e7\u00e3o na ideia de tornar a partida mais din\u00e2mica com mais bola rolando, que foi a cria\u00e7\u00e3o do tempo t\u00e9cnico para \u201chidrata\u00e7\u00e3o\u201d (dois) de tr\u00eas minutos e mais o intervalo de 15. Isso mais parece imita\u00e7\u00e3o do voleibol.<\/h3>\n<h3>\u00a0Essas paradas representam o contradit\u00f3rio com as regras da cobran\u00e7a de lateral onde o atleta s\u00f3 tem cinco segundos para arremessar a bola, o mesmo com o goleiro, e o jogador ca\u00eddo no campo, atendido pelo m\u00e9dico, tem que sair do gramado e esperar um minuto para retornar \u00e0 peleja.<\/h3>\n<h3>\u00a0 Ora, as paradas desnecess\u00e1rias \u2013 antigamente num calor de mais de 30 graus, o jogador s\u00f3 tinha o cl\u00e1ssico intervalo e ningu\u00e9m desmaiava em campo \u2013 s\u00f3 servem para esfriar o ritmo do futebol, dos torcedores nos est\u00e1dios e os que est\u00e3o na tela, sem falar na vantagem para quem est\u00e1 perdendo e sendo sufocado no ataque. Isso n\u00e3o \u00e9 bom at\u00e9 para os atletas que est\u00e3o com o sangue aquecido e de repente esfria.<\/h3>\n<h3>\u00a0\u00a0 Nos \u00faltimos 30 ou 40 anos, o que mais me chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o do futebol africano e de alguns asi\u00e1ticos que deixaram de ser ing\u00eanuos e competem de igual para igual com as tradicionais sele\u00e7\u00f5es, inclusive as europeias, fontes de treinamentos para eles que atuam em muitos clubes daquele continente.<\/h3>\n<h3>\u00a0 No entanto, o mal \u00e9 que aprenderam em escolas mec\u00e2nicas e ainda cometem erros de amadores. Como armas, para neutralizar o advers\u00e1rio, ainda usam a for\u00e7a f\u00edsica e a velocidade. Ainda deixam a desejar. Mais para a frente, tem tudo para ser um futebol s\u00f3 seu e at\u00e9 ser campe\u00e3o.<\/h3>\n<h3><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Com a escassez de craques dribladores e inteligentes da cabe\u00e7a, com a bola no p\u00e9 \u2013 somente dois ou tr\u00eas nesta Copa \u2013 tendo em vista que os outros n\u00e3o passam de grandalh\u00f5es centroavantes de quase dois metros de altura fazedores de gols, o nosso futebol perdeu seu espet\u00e1culo arte daquele gingado malicioso, \u201cpra [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12091"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12091"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12091\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12092,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12091\/revisions\/12092"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}