{"id":12018,"date":"2026-06-04T23:14:58","date_gmt":"2026-06-05T02:14:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/?p=12018"},"modified":"2026-06-04T23:15:09","modified_gmt":"2026-06-05T02:15:09","slug":"contato-com-um-extraterrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aestrada.com.br\/v1\/2026\/06\/04\/contato-com-um-extraterrestre\/","title":{"rendered":"CONTATO COM UM EXTRATERRESTRE"},"content":{"rendered":"<h3>\u00a0 <strong>Vou contar uma hist\u00f3ria que nunca falei para ningu\u00e9m, mesmo porque seria alvo de chacotas. Tudo aconteceu l\u00e1 pelo final dos anos 50, na fazenda Caldeir\u00e3ozinho, no sert\u00e3o do Piemonte da Chapada Diamantina de Piritiba. Deveria ter entre 12 a 14 anos de idade, um moleque calado e sofrido pela labuta da ro\u00e7a e castigado pelas secas.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0 Tudo ocorreu num final de tarde carregada, na boca de uma mata quando capinava uma lavoura de mandioca com seu Eufr\u00e1sio. Depois de um dia calorento e estafante pelo sol do ver\u00e3o, as nuvens estavam pesadas e escuras, com an\u00fancio de chuvas.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0\u00a0\u00a0 Os p\u00e1ssaros em revoada come\u00e7avam a se recolher nas folhagens das \u00e1rvores. Meu pai tinha ido fazer um curral numa propriedade pr\u00f3xima e n\u00e3o estava conosco para testemunhar o ocorrido.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0 \u00a0Ainda receio contar este epis\u00f3dio porque v\u00e3o achar que n\u00e3o passa de uma lorota descabida, sem p\u00e9 e sem cabe\u00e7a. Bem, quem quiser que acredite, mas estou falando s\u00e9rio, e nunca fui pescador e ca\u00e7ador para inventar causos mentirosos.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0 \u00a0Somente agora, depois da idade avan\u00e7ada, ou velho mesmo, como se diz no popular, resolvi revelar o acontecido porque o idoso j\u00e1 se acostumou a ser chamado de caduco, at\u00e9 quando esquece algo ou dar uma trope\u00e7ada. Para o moderno, \u00e9 normal. \u00a0<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0 O famoso \u201cET de Varginha\u201d (Minas Gerais) apareceu no dia 20 de janeiro de 1996, h\u00e1 30 anos. Interessante que tudo come\u00e7ou tamb\u00e9m numa tarde chuvosa quando tr\u00eas jovens afirmaram ter visto uma criatura, de pele escura, olhos grandes e vermelhos e cabe\u00e7a avantajada, agachada perto de um muro.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0\u00a0 Narrativas daquela \u00e9poca registraram intensa movimenta\u00e7\u00e3o do ex\u00e9rcito e do corpo de bombeiros nos hospitais locais e em \u00e1reas de mata. Dizem que os militares capturaram criaturas vivas e recolhidos destro\u00e7os. At\u00e9 hoje \u00e9 um mist\u00e9rio.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0\u00a0 No entanto, uns dizem que tudo n\u00e3o passou de um mal-entendido, mas se fosse a vis\u00e3o de uma santa ou um santo, at\u00e9 hoje haviam milhares de devotos e romeiros fazendo peregrina\u00e7\u00f5es e romarias no lugar, como em F\u00e1tima, Aparecida, Guadalupe e Lourdes onde se deram as apari\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0 Bem, vamos deixar de jogar conversa fora e confessar o que vi h\u00e1 mais de 60 anos. Eu e seu Eufr\u00e1sio j\u00e1 est\u00e1vamos nos preparando para arrear o trabalho de limpeza quando ouvimos sussurros esquisitos de falas no outro lado da ro\u00e7a, inclusive com uma ventania forte, tipo de redemoinho, como se fosse arrancar os p\u00e9s de mandioca.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0\u00a0 Corremos entre as manivas e nos deparamos com uma criatura estranha quase semelhante ao \u201cET de Varginha\u201d, s\u00f3 que era mais simp\u00e1tico, olhos pequenos e pele avermelhada, mas com aspecto diferente do humano. Deu at\u00e9 um sorriso maroto para n\u00f3s.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0 No momento, minha rea\u00e7\u00e3o foi dar meia volta e sair correndo em disparada, mas, como num truque de m\u00e1gica, fiquei est\u00e1tico no lugar. Seu Eufr\u00e1sio, por\u00e9m, foi atra\u00eddo como que puxado por um ima, ou seja, abduzido.\u00a0 Com passos lentos, o seguiu mata a dentro num ponto de uma clareira existente na mata.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0 Lembro como se fosse hoje daquele clar\u00e3o de luzes fortes iluminando uma grande parte da \u00e1rea. Demorou alguns minutos e depois o objeto, na forma de um cilindro cheio de an\u00e9is, levantou voo numa rapidez indescrit\u00edvel que atualmente descrevem como supers\u00f4nico.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0\u00a0 Fora da radia\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica do \u201cET do Caldeir\u00e3ozinho de Piritiba\u201d, corri como louco entre a capoeira at\u00e9 chegar em casa esbaforido, entalado e amarelado de tanto medo. Nunca tinha visto coisa igual em pleno sert\u00e3o nordestino!<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0 Ao ver minha agonia e tremedeira no corpo, minha m\u00e3e perguntava o que havia acontecido para eu estar naquele estado\u00a0 de pavor. Por mais que tentasse, n\u00e3o consegui explicar direito a cena e s\u00f3 dizia que tinha fantasma e assombra\u00e7\u00e3o na ro\u00e7a de mandioca.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>Afinal, era s\u00f3 um menino matuto tabar\u00e9u e n\u00e3o sabia de nada sobre esse neg\u00f3cio de extraterrestre. Ali\u00e1s, naquele tempo nem se comentava sobre isso. Acho que fui o primeiro a ver um ET no Brasil depois da invas\u00e3o de Cabral que chegou com aquelas caravelas e assustou os \u00edndios.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0\u00a0 Sei que querem saber sobre seu Eufr\u00e1sio. Pois \u00e9, ele s\u00f3 apareceu no outro dia, calado e pediu as contas ao meu pai que sentiu seu comportamento diferente.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0 Olhou para mim como se dissesse que nunca mais pisaria os p\u00e9s naquele terreno maldito. Sumiu da regi\u00e3o e contaram que ele arribou com mala e cuia para S\u00e3o Paulo com toda fam\u00edlia.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0 N\u00e3o tinha di\u00e1logo com meu pai para narrar o epis\u00f3dio. Ia me dar aquele esbregue, me chamar de mentiroso e at\u00e9 que estaria doente da cabe\u00e7a. Era obrigado a ir \u00e0quela ro\u00e7a assustado e n\u00e3o tinha com quem me desabafar.<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>\u00a0 Aquelas cenas perturbadoras nunca sa\u00edram da minha mente. Coisas alucin\u00f3genas psicod\u00e9licas de quem tomou LSD ou outras subst\u00e2ncias \u00e1cidas que provocam alucina\u00e7\u00f5es. At\u00e9 parece que havia tomado ayahuasca. Deixa pra l\u00e1, sei que ningu\u00e9m acreditou mesmo na minha hist\u00f3ria, mas criei coragem e contei!\u00a0<\/strong><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Vou contar uma hist\u00f3ria que nunca falei para ningu\u00e9m, mesmo porque seria alvo de chacotas. 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